Notícias

pesquisa-avaliou-consumo-de-sucos-refrigAbr/2013

Fonte: http://migre.me/ejUIg

Uma lata de refrigerante açucarado por dia aumenta risco de diabetes em 22%

Pesquisa, baseada em dados de 350 mil europeus, sugere que efeito da bebida adoçada não é puramente ligado ao peso corporal

 
consumo-excessido-de-bebidas-na-epoca-daAbr/2013

Fonte: http://migre.me/ejULl

Consumo excessivo e frequente de álcool na faculdade pode causar doença cardíaca

Jovens que bebem muito e de forma regular nessa época sofrem mudanças imediatas na circulação que elevam risco de doenças futuras

 

 

acucar-presente-em-alimentos-tem-ligacaoMar/2013

Fonte: http://migre.me/dwmOX
Açúcar presente nos alimentos têm ligação direta com diabetes tipo 2

Estudo contradiz teoria de que ingestão elevada de alimentos causa aumento de peso e que a obesidade é que predispõe ao diabetes.

fast foodJan/2013

Fonte: http://migre.me/cQ4JF
Estudo liga consumo de fast food a aumento de asma e eczema entre crianças

Comer fast-food três vezes por semana pode levar crianças a contrair asma ou eczemas, segundo uma pesquisa que analisou padrões de dietas e doenças globais.

idosos doentesDez / 2012

Fonte: http://migre.me/cq3VC
Anos a mais de vida têm menos qualidade

O aumento da expectativa de vida da população mundial nos últimos 20 anos veio acompanhado de uma má notícia: os anos a mais estão sendo vividos com menor qualidade de vida por causa de problemas de saúde.

vegetaisNov / 2012

Fonte: http://migre.me/c746g
Hábitos saudáveis ajudam a evitar vários tipos de câncer

Alguns alimentos como frutas, legumes e verduras, auxiliam na prevenção do câncer, pois são fontes de fibras, vitaminas e minerais, contendo antioxidantes.

Set / 2012

Fonte: http://migre.me/aJRZt
Estudo descarta inalação diária de corticoides para controlar asma

A inalação diária de corticoides para controlar a asma seriam inúteis, concluiu uma pesquisa realizada nos Estados Unidos e que pode modificar a prática médica no combate a esta doença respiratória crônica que afeta dezenas de milhões de pessoas.

Set / 2012

Fonte: http://migre.me/aJS6W
Nova York proíbe venda de refrigerantes em copos grandes

Volume máximo permitido em lanchonetes será de 473 mililitros.
Objetivo da prefeitura é combater o avanço da obesidade.
Ago / 2012

Fonte: http://migre.me/asT2E
Efeito de 30 ou 60 min de exercícios é o mesmo, diz estudo

Estudo dinamarquês surpreende ao concluir que perda de peso é a mesma para quem faz 30 ou 60 min de exercícios diários.

Ago / 2012

Fonte: http://migre.me/a8rhQ
Consumo regular de refrigerante torna metabolismo ineficiente em um mês

Bebida muda a forma como os alimentos são processados pelos músculos, que passam a queimar mais açúcares do que gorduras.

Jul/2012

Fonte: http://migre.me/a2t5A
Assistir TV e usar o computador até tarde pode causar depressão

Estudo com hamsters mostra que exposição à luz artificial durante a noite aumenta expressão de proteína ligada a condição.

Jul/2012

Fonte:http://migre.me/a2twA
Reduzir o consumo de sal diminui risco de câncer de estômago, diz ONG

Diminuir o consumo de alimentos salgados como pão, presunto e outros embutidos pode reduzir os riscos de câncer de estômago. O alerta foi feito pela ONG britânica World Cancer Research Fund (Fundo Mundial de Pesquisas sobre o Câncer, WCRF).

Jun/2012

Fonte: http://migre.me/9xzZB
Artigo denuncia manipulação de pesquisas com novas drogas

A “tortura” de dados para obter resultados favoráveis em estudos sobre medicamentos novos no mercado é uma prática comum dos laboratórios, segundo denúncia publicada ontem no “British Medical Journal”.

Jun/2012

Fonte: http://migre.me/9xA4M

Pré-diabetes deve ser combatida de forma ‘antecipada e agressiva’

Medidas “antecipadas e agressivas” aplicadas em pessoas propensas a desenvolver diabetes tipo 2 podem reduzir a incidência da doença, afirma um estudo americano publicado na revista Lancet. A pesquisa mostra que essas iniciativas fizeram com que os níveis de açúcar fossem normalizados em mais da metade dos casos que caminhavam para o desenvolvimento da doença.

Jun/2012

Fonte: http://migre.me/9xA6X

Tomografias na infância podem triplicar risco de câncer cerebral, diz estudo

Crianças que se submetem a muitos exames de tomografia computadorizada têm um risco três vezes maior de desenvolver câncer no cérebro ou leucemia, aponta um estudo feito pela Universidade de Newscastle, na Grã-Bretanha.

Jun/2012

Fonte: http://migre.me/9xAal

Tratamento restabelece capacidade do sistema imunológico de atacar câncer

Segundo pesquisadores do ‘The New England Journal of Medicine’, nova terapia clínica não mata diretamente as células do câncer, mas age fortalecendo as defesas do organismo.

Abr/ 2012

Fonte: http://migre.me/8KhFj

Caminhada tem impacto positivo contra depressão, diz pesquisa

Uma simples caminhada rápida nos arredores de casa pode ter um papel importante no combate à depressão, segundo pesquisadores de uma universidade na Escócia. Estudos anteriores já haviam demonstrado que exercícios vigorosos aliviam os sintomas da depressão, mas o efeito de atividades menos árduas ainda não foi analisado em profundidade.

Abr/ 2012

Fonte: http://migre.me/9VXje

Inibidores da bomba de prótons e tabagismo aumentam o risco de fratura do fêmur

Este estudo envolveu uma coorte de 79.899 mulheres na pós-menopausa, participantes do Nurses’s Health Study norte-americano, e mostrou que o uso crônico de inibidores da bomba de prótons (IBP) associado ao tabagismo aumenta o risco de fratura de fêmur.


Fev/ 2012

Fonte: Diário da Saúde

Fritura em azeite ou óleo de girassol não eleva risco cardíaco

Oliveira ou girassol

Já se sabia que o azeite de oliva pode reduzir a obesidade e diabetes, prevenir derrame e prevenir e até tratar o Alzheimer.

Agora, pesquisadores espanhóis demonstraram que, mesmo se usado em uma das técnicas de preparo de alimentos mais desaconselhadas pelos especialistas – a fritura – o azeite não faz mal.

Os cientistas da Universidade Autônoma de Madri não encontraram nenhuma correlação entre as frituras com azeite de oliva ou com óleo de girassol e problemas cardíacos ou mortes prematuras.

Mas as orientações anti-fritura continuam valendo para os demais tipos de óleo vegetal, assim como para aqueles de origem animal.

Sem ligação

O estudo envolveu o acompanhamento de 41 mil adultos durante 11 anos – pessoas com os mais diversos hábitos alimentares.

No início da pesquisa, nenhum deles tinha sinais de doença cardíaca.

No final do período, tinham ocorrido 606 incidentes relacionados a problemas cardíacos e 1.134 mortes.

Quando os pesquisadores analisaram os detalhes dos incidentes, não encontraram qualquer ligação destes com o consumo de alimentos fritos, e isso, segundo os especialistas, se deve ao tipo de óleo usado na fritura, no caso azeite e óleo de girassol.

Dieta mediterrânea

Não é de hoje que a dieta dos países do Mediterrâneo, entre os quais está a Espanha, é apontada como saudável por causa da abundância de peixe fresco e frutas e legumes plenos de fibras e de baixas calorias.

Inúmeros estudos já apontaram que uma dieta saudável pode reduzir o risco de doenças cardíacas e mesmo câncer.

O jeito de se alimentar desses países é conhecido como Dieta Mediterrânea, sendo considerada uma das mais saudáveis do mundo.

http://migre.me/9VXmS
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Fev/ 2012

Fonte: Diário da Saúde

Componente do chá-mate destrói células de câncer

Câncer e inflamação

Cientistas descobriram que as células do câncer de cólon humano morrem quando são expostas aos compostos bioativos presentes na erva-mate.

As células morreram quando receberam os compostos em uma quantidade equivalente à presente em uma xícara de chá-mate.

“Os derivativos da cafeína no chá-mate não apenas induziram a morte das células do câncer de cólon humano, como também reduziram marcadores importantes da inflamação,” conta a Dra. Elvira de Mejia, da Universidade de Illinois (EUA).

Isto é importante porque a inflamação pode disparar os mecanismos da progressão do câncer.

Morte celular programada

No estudo in vitro, Mejia e seu colega Sirima Puangpraphant isolaram e purificaram os derivados do ácido cafeoilquínico, ou cafeoleoquínico, presentes na erva-mate.

Conforme os cientistas aumentaram a concentração do ácido, as células de câncer começaram a disparar seu mecanismo de morte programada, conhecida como apoptose.

“Simplificando, as células do câncer se autodestruíram porque seu DNA foi danificado,” explica a pesquisadora.

A capacidade para induzir a morte celular programada é uma tática promissora para intervenções terapêuticas para todos os tipos de câncer.

Intestino

Segundo a pesquisadora, os resultados do estudo sugerem fortemente que os derivativos da cafeína presentes no chá-mate têm potencial como agentes anti-câncer.

Esses derivativos também poderão ser usados em outras doenças associadas com a inflamação.

Mas como o intestino e sua microflora têm um papel importante na absorção e no metabolismo dos componentes derivados da cafeína, os efeitos anti-inflamatórios e anti-câncer do chá-mate deverá ser mais úteis nas doenças do cólon.

http://migre.me/9VXnK
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Jan/ 2012

Fonte: Folha.com

Pressão arterial diferente em cada braço pode indicar risco cardíaco

Um estudo britânico, publicado na edição on-line da revista médica “Lancet”, afirma que a diferença na pressão arterial sistólica dos braços de um indivíduo pode indicar uma doença vascular.

As artérias que se encontram sob a clavícula são responsáveis pelo fornecimento de sangue para os braços, as pernas e o cérebro.

A interrupção desse abastecimento sanguíneo (principalmente no caso de diabéticos e fumantes) resultaria em um ataque cardíaco ou outros problemas de saúde como a doença vascular periférica (falha no fluxo normal). Por isso, os médicos do estudo aconselham medir a pressão arterial de ambos os braços.

“Tradicionalmente, a maioria das pessoas checa a pressão de apenas um deles”, diz o médico William O’neill, professor de cardiologia da Escola de Medicina Miller, da Universidade de Miami (EUA). “Mas se há uma diferença, então uma das artérias pode [estar obstruída].”

Para chegar a essa conclusão, uma equipe da Universidade Exeter (Inglaterra) liderada pelo médico Christopher Clark reviu 28 estudos científicos sobre pressão arterial sistólica.

Eles descobriram que uma diferença de 15 milímetros de mercúrio (mm Hg; unidade de medida da pressão) ou mais entre as leituras do braço direito e do esquerdo está relacionada a um risco maior de se ter uma das artérias parcialmente entupida.

Essa diferença na medição, percebida pelo grupo, significou ainda que há risco 2,5 vezes maior de redução do fluxo sanguíneo para as pernas e os pés e de 1,6 vez para o cérebro.

De acordo com os autores do estudo, não importa qual é o braço que apresenta maior ou menor pressão arterial, mas sim a diferença entre eles.

http://migre.me/9VXLp

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Jan/ 2012

Fonte: Folha.com

Pouca proteína antes de cirurgia reduz risco de derrames

Uma dieta sem proteína alguns dias antes de uma cirurgia aumentou a resistência do organismo e reduziu o risco de complicações como derrames e ataque do coração, segundo estudo publicado na revista médica “Science Translational Medicine”.

A pesquisa foi feita em camundongos, mas seus autores acreditam que ela é válida para seres humanos, pois os benefícios de uma dieta restrita, como o prolongamento da vida, já foram observados em várias espécies de seres vivos, de micróbios a primatas não humanos.

O grupo liderado por James Mitchell, da Escola Harvard de Saúde Pública, estudou camundongos que comiam normalmente e outros que tinham dieta livre de proteínas ou do aminoácido triptofano (aminoácidos são os “tijolos” que constroem as proteínas).

Os camundongos comiam de seis a 14 dias antes de passarem por um estresse que imitaria uma complicação de uma cirurgia –os cientistas induziam um corte na irrigação de sangue para os rins por 35 minutos.

O estudo simulava a chamada lesão de isquemia-reperfusão, isto é, o dano em determinado órgão pela retirada do sangue e o seu retorno (a “reperfusão”).

O resultado foi surpreendente: 40% dos camundongos com a dieta normal morreram; todos os que tiveram restrição de dieta viveram.

O resultado pode parecer contraditório, segundo Mitchell, porque faria mais sentido que os animais mais bem alimentados seriam mais resistentes à operação.

A pesquisa pode render um benefício imediato para pacientes, caso os efeitos sejam comprovados em humanos.

“Nosso plano é testar a capacidade da restrição de proteína antes de cirurgia vascular em reduzir a incidência e/ou a severidade de complicações associadas com esse tipo de cirurgia, incluindo ataque do coração e derrame”, disse Mitchell à Folha.

A equipe já está nos passos iniciais de um ensaio com a dieta em pacientes de um hospital em Boston, EUA.

“É um paradoxo”, disse o cirurgião cardiovascular João Nelson Rodrigues Branco, da Unifesp, comentando a pesquisa. “A proteína é um alimento de reconstrução. Uma dieta pobre em proteína não tem reparação dos tecidos”, diz Branco.

http://migre.me/9VXME
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Set / 2011

Fonte: Folha.com / Agência EFE

Azeite de oliva e frutas secas diminuem arterosclerose

Uma dieta mediterrânea enriquecida com azeite de oliva virgem e com frutas secas pode reverter a arterioesclerose nas artérias carotídeas em um ano, segundo teste da Universidade de Navarra (Espanha) e outros 19 centros espanhóis, com 187 voluntários.

O catedrático Miguel Angel Martinez Gonzalez, que dirige o departamento de Medicina Preventiva desta universidade, responsável pelo estudo, considera que a dieta é capaz de conseguir em um ano o que não se consegue com remédios em dois anos, informou nesta quarta-feira o centro acadêmico em comunicado.

Os participantes da experiência, maiores de 55 anos e com alto risco cardiovascular, se dividiram em três grupos aleatórios, dois dos quais receberam instruções detalhadas dos nutricionistas sobre como seguir a dieta mediterrânea adequadamente.

Um dos grupos que seguia o padrão de dieta mediterrânea recebeu 15 litros de azeite de oliva virgem a cada três meses, enquanto aos outros foram oferecidas frutas secas, com a ideia de que os voluntários consumissem 30 gramas ao dia de nozes, amêndoas e avelãs.

O terceiro grupo recebeu simplesmente instruções e material para seguir uma dieta baixa em gordura. Foi medida a espessura da camada média da artéria carótida de todos os participantes, uma vez no início do estudo e outra após um ano.

“Observamos que os que já tinham arterioesclerose antes do estudo, tiveram a camada média da artéria engrossada, o que significa uma melhora considerável. As pessoas que seguiram a dieta mediterrânea enriquecida com azeite de oliva virgem ou frutas secas, tiveram uma regressão das lesões”, informou Martin-Gonzales.

No entanto, o médico afirma que esta melhora não se deu entre os que não apresentavam um engrossamento da parede da artéria no começo do estudo.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/968176-azeite-de-oliva-e-frutas-secas-diminuem-arterosclerose.shtml
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Set / 2011

Fonte: Folha.com / BBC Brasil

Consumo de chocolate reduz doenças cardíacas em 30%, diz estudo

O consumo de chocolate em grandes quantidades pode estar associado a uma redução de um terço nos riscos de desenvolvimento de certas doenças cardíacas, segundo um estudo britânico.

O estudo, publicado na revista científica “British Medical Journal”, confirma resultados de investigações anteriores sobre o assunto que, de maneira geral, encontraram evidências de um possível vínculo entre o consumo de chocolate e a saúde do coração.

Os autores enfatizam, no entanto, que é preciso fazer mais testes para saber se o chocolate realmente causa essa redução ou se ela poderia ser explicada por algum outro fator.

A equipe da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, apresentou seu trabalho no congresso da European Society of Cardiology, em Paris.

INVESTIGAÇÃO

Vários estudos recentes indicam que comer chocolate teria uma influência positiva sobre a saúde humana devido às propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias do alimento. Segundo esses estudos, o chocolate teria o poder de reduzir a pressão sanguínea e melhorar a sensibilidade do organismo à insulina (o que ajudaria a evitar a diabetes).

Entretanto, ainda não está claro de que forma o chocolate afetaria o coração.

Em uma tentativa de esclarecer a questão, o pesquisador Oscar Franco e seus colegas da Universidade de Cambridge fizeram uma revisão em grande escala de sete estudos sobre o assunto envolvendo cem mil pessoas, com e sem problemas no coração.

Os especialistas estavam particularmente interessados em avaliar os efeitos do consumo de chocolate sobre ataques cardíacos e acidentes vasculares (ou derrames).

Em cada estudo, a equipe comparou o grupo de participantes que comia a maior quantidade de chocolate ao resultado do grupo que comia a menor quantidade do alimento. Para evitar distorções, a equipe levou em conta diferenças de metodologia e qualidade dos estudos.

Cinco estudos encontraram uma associação positiva entre índices mais altos de consumo de chocolate e um menor risco de problemas cardiovasculares.

“Os índices mais altos de consumo de chocolate foram associados a uma redução de 37% em doenças cardiovasculares e uma redução de 29% na incidência de derrames em comparação aos índices mais baixos (de consumo)”, os autores escreveram.

Não foram encontradas evidências significativas de redução em casos de falência cardíaca.

Os estudos não especificaram se o chocolate ingerido era meio-amargo ou ao leite. Entre os alimentos consumidos pelos participantes estavam barras de chocolate, bebidas, biscoitos e sobremesas contendo chocolate.

Segundo a equipe britânica, as conclusões do estudo precisam ser interpretadas com cautela, porque o chocolate vendido comercialmente é altamente calórico (contendo cerca de 500 calorias por cada cem gramas) e sua ingestão em grandes quantidades poderia resultar em ganho de peso, o que aumentaria os riscos de diabetes e doenças cardíacas.

Entretanto, os especialistas recomendam que, dados os benefícios do chocolate para a saúde, iniciativas para reduzir a quantidade de gordura e açúcar nos produtos deveriam ser exploradas.

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/966861-consumo-de-chocolate-reduz-doencas-cardiacas-em-30-diz-estudo.shtml
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Set / 2011

Fonte: Terra.com.br

Maçã para os músculos?

Pesquisadores encontraram um componente na casca da fruta que pode ajudar a conter a degeneração muscular

Faz tempo que a maçã não é mais vista como um fruto proibido. Seus benefícios velhos conhecidos da comunidade científica e bem populares. Tanto é que existe um ditado americano que diz que quem come uma maçã por dia não precisa ir muito ao médico. Pois um estudo realizado pela Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, mostrou que as maçãs podem ter um papel fundamental não só para a saúde como um todo, mas também, em especial, para os músculos.

Em busca de uma forma de prevenir a perda muscular que acomete as pessoas com o passar da idade, os pesquisadores descobriram um componente chamado ácido ursólico presente na casca da maçã e que seria capaz de combatê-la. O estudo em que se basearam foi feito com ratos, que receberam a substância durante algumas semanas.

O resultado foi que os músculos dos animais cresceram nesse período e isso além de outros benefícios observados. Os ratos também apresentaram uma redução no nível de glicose, colesterol e triglicerídeos no sangue, fato este já comprovado antes por um estudo da Universidade Complutense, de Madri.

Por enquanto, os efeitos benéficos do ácido ursólico na prevenção do envelhecimento da musculatura em seres humanos ainda não são conclusivos. Mas não custa dar uma forcinha para a saúde colocando mais maçãs na sua alimentação. A nutricionista Márcia Dias Campos, de Campinas (SP), afirma que a fruta ainda tem a pectina, uma fibra que ajuda a varrer as gorduras do organismo.

Apesar de estar presente em todas as frutas, a pectina aparece em maior quantidade na maçã, ela afirma. Outra virtude da fruta lembrada pela nutricionista é que a maça é considerada anticancerígena. A pectina atua também nos processos de divisão celular, sendo um fator de prevenção de câncer de pulmão e de cólon.

http://alimentacao.terra.com.br/noticias/para-sua-idade-9/maca-para-os-musculos-380
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AGO / 2011

FONTE: FOLHA.COM / EFE

Fumar quadruplica chances de desenvolver câncer de bexiga

O tabagismo está relacionado a maior incidência de câncer de bexiga e as mulheres que fumam já se encontram em posição comparável à dos homens, segundo um estudo publicado no “JAMA” (Journal of the American Medical Association).

A causa mais plausível é o aumento do número de fumantes nos últimos anos e as mudanças registradas na composição química dos cigarros, afirmaram os pesquisadores do NCI (Instituto Nacional do Câncer americano).

O levantamento foi elaborado com dados de mais de 450.000 pessoas em um estudo sobre saúde e dieta nos Estados Unidos, obtidos mediante questionários realizados entre 1995 e 2006.

Com isso, os cientistas comprovaram que os fumantes têm quatro vezes mais possibilidades de desenvolver câncer de bexiga que um não fumante.

Também constataram que mais da metade desses casos entre as mulheres se deve ao hábito de fumar.

Estudos anteriores tinham estimado em três vezes mais as possibilidades dos fumantes de apresentar esse quadro e atribuíam ao tabaco apenas entre 20% e 30% dos casos deste tipo de tumor nas mulheres.

“Esta associação crescente entre o fumo e o câncer de bexiga deve-se às mudanças na composição dos cigarros e nos hábitos de fumar”, disse o autor principal do estudo, Neal Freedman, da divisão de epidemiologia e genética do NCI.

Nos últimos 50 anos os fabricantes reduziram o alcatrão e a nicotina nos cigarros, mas aumentaram os níveis de toxinas específicas como o beta-naftilamina, um conhecido agente cancerígeno para a bexiga.

Mais de 350.000 pessoas são diagnosticadas com câncer de bexiga no mundo anualmente.

O fato de que a incidência deste tipo de câncer nos EUA ter se mantido relativamente estável nos últimos 30 anos, apesar da diminuição geral do hábito de fumar, mostra que o risco é cada vez maior para os consumidores de tabaco, assinala o estudo.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/960722-fumar-quadruplica-chances-de-desenvolver-cancer-de-bexiga.shtml
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AGO / 2011

FONTE: FOLHA.COM / REUTERS

Exercício diário de 15 minutos pode render 3 anos de vida

Fazer apenas 15 minutos de exercício moderado por dia pode acrescentar três anos na vida de uma pessoa, indica uma pesquisa em Taiwan.

A maioria das pessoas tem dificuldades para manter a recomendação de 30 minutos diários de exercício, cinco dias por semana, e especialistas esperam que ao identificar uma dose menor, mais pessoas estarão motivados a levantar do sofá.

O pesquisador Chi Pang Wen, do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde de Taiwan, disse que dedicar 15 minutos do dia a formas moderadas de exercício, como um andar mais acelerado, poderia beneficiar a todos.

“É para homens, mulheres, jovens e idosos, fumantes, pessoas saudáveis e não tão saudáveis. Médicos, quando atendem a qualquer tipo de paciente, esse é um conselho que serve para todos”, disse Wen.

Wen e seus colegas, que publicaram suas descobertas na revista médica “The Lancet” nesta terça-feira, acompanharam cerca de 416 mil pessoas durante 13 anos, analisando seus históricos de saúde e os níveis de atividade física realizados em cada ano.

Depois de considerar as diferenças de idade, peso, sexo e uma série de outros indicadores ligados à saúde, eles descobriram que os que faziam apenas 15 minutos de exercícios moderados por dia aumentavam a expectativa de vida em três anos, comparados àqueles que permaneciam inativos.

“Nos primeiros 15 minutos… os benefícios são gigantescos”, disse Wen.

O exercício diário também está ligado à uma incidência menor de câncer, e parece reduzir as mortes ligadas ao câncer em uma em cada dez pessoas.

“Cedo ou tarde, as pessoas vão morrer, mas comparado com o grupo inativo, o grupo que faz um pouco de exercício tem uma redução de 10% na mortalidade por câncer”, diz Wen.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/960476-exercicio-diario-de-15-minutos-pode-render-3-anos-de-vida.shtml
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AGO / 2011

FONTE: Diário da Saúde / Ag. USP

Óleo de arroz alivia inflamações da pele

Além da proteção

Um composto formado por nanopartículas promove a melhora da hidratação e da oleosidade da pele de pessoas diagnosticadas com dermatite atópica ou psoríase.

Nanopartículas já partículas que medem entre 50 e 200 nanômetros e que estão sendo cada vez mais usadas pela medicina. Vários cremes hidratantes e protetores solares já usam nanopartículas.

Neste novo estudo, realizado na USP, as nanopartículas foram fabricadas à base de óleo de arroz, obtido do farelo de arroz. O óleo de arroz também já está sendo usado na composição de protetores solares e hidratantes.

O que a farmacêutica Daniela Spuri Bernardi queria saber era se o uso da nanotecnologia poderia potencializar o óleo de arroz, permitindo seu uso não apenas na prevenção, mas também em situações críticas de problemas na pele.

Nanoemulsão

A nova substância, que contém água, óleo e tensoativo (produto que possibilita a mistura de água e óleo) tem a superfície de contato com a pele aumentada devido às minúsculas partículas que a formam.

Ela atua como antioxidante e adjuvante no tratamento da pele ressecada de quem tem uma ou outra doença, pois ajuda na formação de uma proteção maior à camada mais externa da pele, além de evitar processos inflamatórios e reduzir a utilização de corticosteroides (hormônios sintéticos que inibem a inflamação).

Para a obtenção da nanoemulsão, Daniela testou diversos pares de tensoativos até chegar a um composto estável.

“Este cuidado é essencial para verificar se as partículas do composto mantêm o tamanho nanométrico e se o pH [indicador de acidez, alcalinidade ou neutralidade de uma solução], além da condutividade elétrica da substância, não se altera, ou seja, se há ou não perda das propriedades como cor, textura e validade do composto neste período,” explica ela.

Foi realizado o procedimento de cromatografia líquida de alta eficiência, que serve para identificar os compostos do óleo de arroz. “Dentre as substâncias encontradas no óleo de arroz, há a presença de gama-orizanol, substância já conhecida por sua capacidade antioxidante e, entre outras características, por já beneficiar o tratamento de outras doenças da pele sem ser a dermatite atópica e a psoríase.” diz Daniela.

Irritabilidade, hidratação e oleosidade

Foram realizados testes com 26 voluntários em que o óleo de arroz foi aplicado no antebraço (sem lesões) de 17 pessoas com pele normal, 9 com psoríase e 8 com dermatite atópica.

A preparação da pele do antebraço para receber o produto ocorreu pela lavagem da região com água e sabão com duas hora de antecedência à aplicação, e 15 minutos de aclimatação à sala onde o produto seria aplicado.

Os resultados demonstraram alta hidratação da pele dos dois grupos e um aumento positivo de oleosidade.

Conforme relata a farmacêutica, “isto implica numa melhora na função de barreira da pele e não uma cura, mas na possibilidade de um tratamento complementar ao usual que pode atuar também como preventivo, uma vez que a pele menos ressecada causa menor possibilidade de formação de placas ou de feridas.”

Dermatite Atópica e Psoríase

A Dermatite Atópica é considerada uma forma específica de alergia, não contagiosa e hereditária.

Caracteriza-se pela inflamação crônica da pele, que causa muitas vezes vermelhidão e coceiras principalmente em regiões como o cotovelo, joelhos e pregas da pele devido ao ressecamento. O ato de coçar o local alivia, mas também, provoca lesões e contaminação devido à fragilidade da pele.

Em contrapartida, a pele de pacientes com psoríase sofre com inflamações crônicas e a renovação rápida das células das regiões afetadas, o que além de engrossar a camada mais superficial da pele, gera a formação de placas e escamações.

“Em ambos os casos a complementaridade da nanoemulsão ao tratamento dos pacientes funciona por meio do aumento da hidratação e da oleosidade e pode, com isto, aliviar a sensação incômoda de coceira provocada pelo ressecamento e diminuir as lesões provocadas pelos próprios pacientes em seu corpo ao se coçarem”, diz a farmacêutica.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=oleo-arroz-alivia-inflamacoes-pele&id=6837
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AGO / 2011

FONTE: Diário da Saúde

Chá verde combate quatro tipos de câncer e uma doença infantil

Chazinho poderoso

Um composto encontrado no chá verde mostrou-se promissor para o desenvolvimento de medicamentos para tratar quatro tipos de tumores e uma doença congênita fatal.

O glutamato desidrogenase (GDH) é encontrado em todos os organismos vivos e é responsável pela digestão dos aminoácidos.

Nos animais, o GDH é controlado por uma complexa rede de metabólitos. Há décadas os cientistas se perguntam por que os animais precisam dessa regulação, mas outros reinos não.

Isto agora foi parcialmente respondido pelo grupo do Dr. Thomas Smith e seus colegas do Hospital Infantil da Filadélfia, nos Estados Unidos.

Doença congênita

A equipe descobriu que uma doença congênita fatal – hiperinsulinismo/hiperamonemia (HHS), é causada pela perda parcial dessa regulação.

Neste transtorno, os pacientes (geralmente crianças) respondem ao consumo de proteínas secretando mais insulina, tornando-se severamente hipoglicêmicos, o que muitas vezes os leva à morte.

O Dr. Smith e seus colegas descobriram que dois compostos encontrados naturalmente no chá verde são capazes de compensar esta desordem genética desligando o GDH.

O mecanismo funcionou tanto quando o GDH foi isolado e aplicado no paciente, quanto quando os compostos do chá verde foram administrados por via oral.

Super-poderes

Curiosamente, dois outros grupos de pesquisa validaram e estenderam essa descoberta, demonstrando que bloquear o GDH com o chá verde é muito eficaz para matar dois tipos diferentes de tumores.

Nesses outros estudos, o uso do chá verde inibiu o glioblastoma, um tipo agressivo de tumor cerebral, e a desordem complexa da esclerose tuberosa, uma doença genética que causa tumores não-malignos em vários órgãos.

Os cientistas usaram uma técnica chamada cristalografia de raios X para determinar a estrutura atômica desses compostos do chá verde ligados à enzima.

Com esta informação atômica, eles esperam conseguir modificar esses compostos naturais para projetar e desenvolver medicamentos melhores.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=cha-verde-combate-quatro-tipos-cancer-doenca-congenita&id=6827
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Ago / 2011

Fonte: Folha.com / EFE

Estudo liga falta de vitamina D a menstruação precoce

O baixo nível de vitamina D nas pré-adolescentes pode ser uma das causas da menstruação precoce, um fator de risco para a saúde a curto e a longo prazo, segundo um estudo publicado  no “The American Journal of Clinical Nutrition”.

A pesquisa, realizada em Bogotá pelo professor Eduardo Villamor, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan (EUA), em colaboração com a Universidade Nacional da Colômbia, analisou a evolução de 242 meninas entre cinco e 12 anos durante 30 meses.

A equipe multidisciplinar, na qual participaram médicos e nutricionistas, determinou que as meninas que tinham baixos níveis de vitamina D foram duas vezes mais propensas a começar a menstruação antes que as que tinham os níveis considerados adequados.

Isto é importante porque, segundo o professor Villamor, a menstruação adiantada é um fator de risco de problemas de conduta e psicossociais nas adolescentes. Além disso, “as meninas que têm uma menarca precoce têm um risco maior de desenvolver doenças crônicas, afecções cardiometabólicas e algum tipo de câncer, como o câncer de mama, na idade adulta”, indicou.

Villamor explicou que no último século a comunidade científica detectou a redução da idade que as meninas têm a primeira menstruação e não se tem certeza sobre a causa.

“Achamos que pode ser devido a mudanças ambientais, já que os genes não podem ter mudado em um período tão curto de tempo. Estas mudanças poderiam estar vinculados a poluição, mudanças em fatores nutricionais e inclusive socioeconômicos”, apontou.

A equipe apontou que 57% das meninas tinham deficiência de vitamina D, contra 23% das que tinham níveis suficientes de vitamina D.

Quanto à idade, as meninas com baixo nível de vitamina D tiveram, em média, sua primeira menstruação aos 11,8 anos frente os 12,6 anos que as meninas do segundo grupo levaram para menstruar.

Apesar de que, segundo Villamor, esteja claro que há uma vinculação entre o nível de vitamina D e a menstruação, sua equipe não estabeleceu uma relação causal.

O professor indicou que seria necessário fazer um “estudo de intervenção” para analisar como reagiriam as meninas que recebessem um suplemento de vitamina D frente às outras, e se a ingestão de vitamina D adicional traria como consequência um atraso na idade da menarca.

O Instituto Americano de Medicina estabeleceu que uma menina dessa idade deveria consumir diariamente 600 unidades internacionais de vitamina D, equivalentes a uma colher e meia de óleo de fígado de bacalhau, indicou Villamor, uma medida que serve como ponto de referência.

O papel mais conhecido da vitamina D, lembrou, está relacionado com a manutenção da função óssea, mas também está vinculado com o sistema imunológico e o metabolismo.

Embora não exista uma idade estabelecida para a primeira menstruação, já que muda de acordo com os países e as condições físicas, alimentícias e de desenvolvimento de cada menina, Villamor assinalou que na Colômbia a média é 12 anos e meio.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/958201-estudo-liga-falta-de-vitamina-d-a-menstruacao-precoce.shtml
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Ago / 2011

Fonte: Folha.com / BBC BRASIL

Mulheres fumantes tendem a ter mais doenças cardíacas que homens

As mulheres que fumam têm 25% mais chances de sofrer doenças cardíacas do que os homens.

São essas as conclusões de uma pesquisa que utilizou os dados de pouco menos de 2,4 milhões de pessoas com problemas cardíacos, realizada nos EUA por especialistas da Universidade de Minnesota e da Johhs Hopkins University, entre 1966 e 2010.

O estudo, publicado na revista médica especializada “Lancet”, afirma ainda que as mulheres em média fumam menos cigarros por dia do que homens, mas acrescenta que ainda assim elas têm mais chances de sofrer doenças coronárias se deveria a diferenças fisiológicas entre os dois sexos.

As mulheres, afirma a pesquisa, ”possivelmente extraem uma maior quantidade de cancerígenos e outros agentes tóxicos a partir da mesma quantidade de cigarros que os homens”.

A teoria das diferenças fisiológicas, afirmam os analistas envolvidos com a pesquisa, pode ser reforçada, por estudos anteriores que mostraram que as mulheres fumantes têm o dobro do risco de sofrer câncer de pulmão do que homens.

Os pesquisadores afirmam que a diferença no percentual da incidência de doenças coronárias entre homens e mulheres fumantes pode ser ainda maior do que a cifra de 25%, já que em muitos países o hábito de fumar entre mulheres é mais recente do que entre homens.

O documento afirma que fumar é uma das principais causas de doenças coronárias em todo o mundo e ”continuará sendo enquanto populações que até recentemente haviam escapado incólumes da epidemia do fumo passarem a fumar em níveis só vistos anteriormente em países de renda elevada”.

O problema, afirmam os analistas, pode ser ainda mais agravado, já que ”a popularidade do ato de fumar estaria aumentando entre mulheres jovens de países de renda baixa ou média”.

Entre as conclusões presentes na pesquisa está a de que autoridades governamentais devem criar políticas específicas para coibir o vício do fumo entre as mulheres.

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/957995-mulheres-fumantes-tendem-a-ter-mais-doencas-cardiacas-que-homens.shtml
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Ago / 2011

Fonte: Folha.com

Estudo questiona uso de soja na menopausa

Ingerir suplementos de soja para reduzir os sintomas da menopausa, como a perda óssea, não funciona e pode até piorar as ondas de calor, segundo um estudo norte-americano.

A soja contém isoflavonas, uma classe de fitoestrógenos semelhantes ao hormônio feminino estrogênio, cuja produção cai na menopausa.

Desde a publicação do estudo WHI (Women Health’s Initiative), que mostrou que a terapia de reposição hormonal aumenta os riscos de câncer da mama e doenças cardiovasculares, as prescrições de hormônio sintético caíram e as mulheres passaram a recorrer à soja.

Agora, uma pesquisa da Universidade de Miami, publicada no “Archives of Internal Medicine”, descarta a soja como alternativa eficaz. As voluntárias do estudo tinham entre 45 e 60 anos e estavam na menopausa há cerca de cinco anos.

Um grupo de 122 mulheres tomou comprimidos de 200 mg de isoflavonas todos os dias durante dois anos. Outras 126 participantes ingeriram placebo. Nenhuma sabia o que estava tomando.

Não foi observada melhora na perda óssea nos dois grupos, e grande parte das que tomaram os suplementos de soja ainda relataram piora nas ondas de calor.

EFICÁCIA E SEGURANÇA

Segundo César Fernandes, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo, o estudo endossa outras evidências que já apontavam nessa direção.

“Desde 2002, quando a reposição hormonal ficou muito fragilizada, procura-se uma alternativa, e a que ganhou muitos adeptos é a que usa isoflavonas”, afirma. Mas, lembra Fernandes, os resultados mostram que o efeito não supera o do placebo.

O ginecologista diz ainda que não há garantias de que a isoflavona não aumente o risco de câncer de mama. “As pessoas acham que a isoflavona é inócua, e que a terapia hormonal é pior porque é sintética. Muitos médicos e pacientes compraram a ideia de que a soja é eficaz, mas não há evidências de que ela seja ‘inocente’.”

A ginecologista Adriana Orcese Pedro, professora da Unicamp, diz que os estudos sobre a soja são controversos.

Ela é uma das autoras de uma pesquisa publicada em 2008, que mostrou que a soja e a reposição hormonal têm eficácia semelhante. Pedro afirma que os benefícios da soja dependem da idade, da intensidade dos sintomas, da quantidade ingerida e do nível de absorção da isoflavona de cada mulher.”Funciona para algumas, mas para outras, não. Por isso, não orientamos a comer soja para aliviar os sintomas da menopausa.”

Ricardo Meirelles, vice-presidente do departamento de endocrinologia feminina da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, diz que o estudo mostra que não dá para importar experiências de outros países.

“Mulheres orientais têm menos sintomas de menopausa, mas não é só porque elas comem mais soja. Há fatores como alimentação e genética, entre outros.”

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/957324-estudo-questiona-uso-de-soja-na-menopausa.shtml
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Ago / 2011

Fonte: Diário da Sáude

Mais de 60% dos brasileiros consomem açúcar acima do recomendado

Doce demais

Mais de 60% dos brasileiros consomem quantidade de açúcar superior ao recomendado pelo Ministério da Saúde(10% da ingestão total de calorias diárias) e, pelo menos, 82% da população ultrapassa o consumo ideal de gordura saturada (7% da ingestão total de calorias diárias).

A análise de consumo alimentar IBGE, divulgada hoje, apontou que no caso das adolescentes a ingestão excessiva de açúcar é mais comum. Entre os idosos, quase 80% deles ingerem mais gordura saturada do que o limite tolerável.

“Os adolescentes já têm inadequação para macronutrientes desde cedo. Você já vê o açúcar e gordura saturada extrapolando os limites, porque eles [adolescentes] também são alvo da prevalência de alimentação fora de casa”, avaliou André Martins, analista da Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE.

O estudo também mostrou que os brasileiros consomem sal demais.

Calorias

Martins destacou a influência da caloria fora de casa, que, segundo a pesquisa representa 16,2% do total do consumo energético médio diário dos brasileiros – entre 1.490 quilocalorias (kcal) e 2.289 kcal.

O pesquisador do IBGE lembrou que nas últimas análises desse mesmo levantamento, os adolescentes revelaram índices preocupantes de sobrepeso.

“Até os 10 anos, a população ainda aparece um pouco protegida da prevalência de sobrepeso, mas, dos 10 ou mais, as crianças começam a ter liberdade sobre o que comem, e a gente observa que já deram um bom aumento na prevalência do sobrepeso”, alertou.

A análise de consumo alimentar ainda apontou que o consumo de biscoito recheado, salgadinhos industrializados, pizzas, doces e refrigerantes foi associado às médias elevadas das gorduras saturadas e açúcar dentro do consumo energético total.

“Adicionalmente é preocupante a falta da nossa cultura de fazer uso de frutas, legumes e verduras, para que a gente possa minimizar essa deficiência de alguns micronutrientes que temos, como o caso do cálcio”, ponderou Martins.

Colesterol

Martins ainda explicou que as pessoas que indicaram pizza e biscoito recheado em seus questionários, que foram preenchidos durante dois dias não consecutivos, obtiveram um total de energia que extrapola em 400 calorias a média nacional. Por outro lado, as pessoas que incluíram arroz integral em suas dietas, revelaram media de energia mais baixo.

Os pesquisadores também avaliaram o consumo do colesterol. Em todas as idades, foram as mulheres que consumiram alimentos com menos colesterol – de 186,3 miligramas (mg)/dia a 237,9 mg/dia – do que entre os homens (231,1 mg/dia 282,1 mg/dia).

No caso das proteínas, todas as classes apresentaram quantidades satisfatórias nas dietas.

Já no Nordeste o limite de 15% do total das calorias diárias que devem ser provenientes de proteínas foi ultrapassado por todas as idades. “Nas classes mais altas que a gente extrapola um pouco a expectativa, porque tem o consumo de alimentos em excesso, mas a média de calorias na classe mais alta também é maior”, ponderou o pesquisador.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=brasileiros-consomem-acucar-demais&id=6772
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Ago / 2011

Fonte: Diário da Sáude

Consumo excessivo de sal está ligado a hábito alimentar do brasileiro

Hábito salgado

A ingestão em excesso de sódio pela população brasileira, apontada pela pesquisa Consumo Alimentar Pessoal no Brasil, realizada pelo IBGE, é resultado do consumo exagerado de alimentosindustrializados que contêm esse nutriente e do hábito do brasileiro em salgar muito a com ida, disse a professora Raquel Botelho do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB).

“Não é uma questão de criticar só os produtos industrializados, a população tem que ter consciência dos seus hábitos. O brasileiro de uma forma geral tem o hábito de salgar muito a comida porque acha que comida temperada é comida com sal. A gente pode temperar com ervas, alho, cebola. É possível diminuir muito o uso de sal da cozinha, mas as pessoas estão viciadas”, alertou a nutricionista.

De acordo com o IBGE, a média de ingestão de sódio pela população brasileira ultrapassa 3.200 miligramas/dia (mg/dia), quando o recomendável são 2.200 mg/dia.

Segundo a especialista, estudos mostram que é possível reduzir até 30% do sal utilizado no preparo dos pratos sem que se perceba a diferença. Ela recomenda que a redução seja gradual até que haja um ajuste no paladar.

O estudo também mostrou que os brasileiros consomem açúcar demais.

Consumo de sódio

De acordo com o IBGE, o consumo de sódio é maior entre os jovens que em geral consomem mais os alimentos industrializados.

Para a presidente do Conselho Regional de Nutrição do Distrito Federal, Mara Saleti De Boni, os bons hábitos precisam ser formados logo que o bebê passa do leite materno para o consumo de vegetais e frutas.

“Quando trabalhamos com as mães o preparo dessas comidas elas acham que está sem sal, mas a criança não tem esse parâmetro. Por isso quanto mais cedo os hábitos forem construídos de maneira certa, melhor”.

Consumo de verduras

O estudo do IBGE também indica um consumo menor de hortaliças e frutas pela população de baixa renda.

Em geral, o que afasta esse público desses alimentos é o preço alto dos produtos.

Para Mara, é importante mostrar a essas pessoas que o custo-benefício compensa no longo prazo. “Sinceramente não acho que falte informação, mas ela é mal trabalhada. Verdura realmente não é barato, mas quando você opta por elas você está adquirindo saúde. E a doença tem um custo altíssimo”.

Alimentos industrializados

Quem faz refeições fora de casa costuma recorrer mais aos alimentos industrializados e tem menos controle do que está ingerindo em restaurantes.

A professora Raquel lembra que é possível verificar a qualidade do que se consome mesmo quando não há controle da produção do alimento.

“O paladar é sempre o melhor medidor. Se você comer pela primeira vez em um restaurante a achar a comida salgada, não volte porque em uma semana você se acostuma e não acha mais salgado. No caso da gordura você consegue detectar se tem óleo demais quando o arroz está brilhando ou quando se forma uma crosta de nata no feijão,” afirmou

No caso dos alimentos industrializados que podem conter sódio em excesso, é importante que o consumidor aprenda a ler as informações contidas nas embalagens. Para a professora, a indústria avançou muito nos padrões de rotulagem, mas boa parte dos consumidores não sabe ler as informações nutricionais.

Na tabela presente em todos os produtos há a indicação do percentual de sódio que aquele alimento contém em relação ao consumo diário. “Isso já dá uma noção muito boa para o consumidor”.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=consumo-excessivo-sal-habito-alimentar-brasileiro&id=6770
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Ago / 2011

Fonte: Folha.com

Pesquisa diz que contar calorias não basta para emagrecer

Ter em mãos calculadora e tabelinha de calorias não é a melhor forma de perder e manter o peso, de acordo com pesquisadores da Universidade Harvard que acabaram de publicar um estudo sobre o tema.

No artigo, que saiu na revista “New England Journal of Medicine”, eles dizem que mais vale priorizar ou evitar grupos de alimentos do que ficar fazendo contas.

Para chegar à conclusão, a pesquisa acompanhou por 20 anos mais de 120 mil americanos saudáveis e dentro do peso normal.

De quatro em quatro anos, eles responderam questionários sobre hábitos alimentares e estilo de vida.

Resultado: muitos que comiam alimentos gordurosos e ricos em calorias, como nozes e leite, não engordaram; pelo contrário, emagreceram. Os que tinham o hábito de tomar iogurte foram os que mais emagreceram –370 gramas a cada quatro anos.

E mais: hábitos como fumar, beber ou ver televisão por várias horas influenciaram mais do que a ingestão ou não de alimentos calóricos.

MUDANÇA DE HÁBITO

Para a nutróloga Marcella Garcez, diretora da Abran (associação de nutrologia), a pesquisa comprova que perder e manter o peso é questão de hábito, não de regime.

“Não adianta fazer uma dieta restritiva, com contagem de calorias, e ficar ‘economizando’ para continuar comendo o que gosta. Aí a pessoa passa fome e não muda o hábito. Quando o regime acaba, ela volta a comer como antes e recupera o peso perdido.”

A nutricionista Fernanda Pisciolaro, da Abeso (associação para estudo da obesidade), também não acredita em dietas que cortam calorias. De acordo com ela, o organismo não entende o corte de energia e, passado o período de privações, dá um jeito de recuperar o peso perdido.

“Há muitos estudos sobre isso. Quanto maior o tempo de restrição calórica, maior será o ganho de peso depois.”

Para emagrecer, a nutricionista indica que as pessoas diminuam quantidades, mas obedecendo as necessidades diárias de energia. Nada de dietas de mil calorias se a necessidade diária são 1.800.

“Se eu como quatro colheres de arroz, vou passar a comer três. Se como batata frita todo dia, posso comer só uma vez por semana. É muito melhor para a saúde comer normal do que fazer regime.”

Em média, a maioria das pessoas engorda cerca de 450 gramas por ano (quase dois quilos a cada quatro anos). Na pesquisa, engordou mais quem comia regularmente batata frita e chips de batata.

MATEMÁTICA IMPRECISA

O endocrinologista Alfredo Halpern, chefe do serviço de obesidade do Hospital das Clínicas de SP e criador da dieta dos pontos, diz que os resultados são os esperados –e que nada muda nas dietas.

Segundo ele, ninguém pode negar que, no fim das contas, emagrecer é resultado de uma matemática negativa: gastar mais calorias do que ingerir.

“Para uma dieta, ainda vale essa ideia. Não tem como fugir disso. Uma coisa é emagrecer e outra é ter alimentação saudável.”

De acordo com Halpern, o estudo isolou grupos alimentos. Para ele, isso pode valer para orientações gerais a um grupo grande de pessoas, mas não tem como ser uma orientação individual e isolada.

“Se a pessoa passar a comer nozes e iogurte, porque nesse estudo quem comia isso emagreceu, ela não vai emagrecer se não cortar calorias. O que deve ter acontecido nesse estudo é que quem comia esses alimentos saudáveis também comia mais frutas, legumes.”

O endocrinologista Airton Golbert, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia concorda com a matemática do cortar calorias, mas diz que é uma conta imprecisa.

“Depende de como o alimento é absorvido, metabolizado e dos hábitos da pessoa ao longo do tempo. É uma questão educativa.”

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/955382-pesquisa-diz-que-contar-calorias-nao-basta-para-emagrecer.shtml
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Ago / 2011

Fonte: Folha.com / EFE

Estudo diz que fumar logo após acordar aumenta risco de câncer

Os fumantes que acendem o primeiro cigarro pouco depois de acordar têm mais chances de desenvolver câncer no pulmão, pescoço ou cabeça, independente de quanto ou do tempo que fumam, pois são mais viciados em tabaco, segundo dois estudos realizados nos Estados Unidos.

Os resultados de ambos, publicados no site da revista médica “Cancer”, da Sociedade Americana do Câncer, podem ajudar a identificar os fumantes com maior risco de sofrer a doença e a adotar medidas para reduzir esse perigo, de acordo com os autores.

“Esses fumantes têm níveis mais elevados de nicotina e de outras toxinas do tabaco no corpo e podem ser mais viciados que aqueles se abstêm de fumar durante meia hora ou mais após acordar”, afirmou Joshua Muscat, que dirigiu os estudos realizados na escola de Medicina da Penn State University, em Hershey.

Segundo Muscat, isto ocorre devido a “uma combinação de fatores genéticos e pessoais que causam maior dependência da nicotina”.

A pesquisa mostra que o grau de vício é outro fator de risco de câncer que deve ser levado em conta, independente dos fatores de duração e de frequência na hora de fumar, uma vez que tudo indica que entre dois fumantes corre mais perigo de sofrer um câncer aquele que acender primeiro o cigarro, disse John Richie, coautor dos estudos.

Richie não soube explicar o motivo exato desse fato, mas pesquisas prévias apontam que os fumantes que acendem antes seu primeiro cigarro tendem a ter um nível mais elevado de metabólitos da fumaça do tabaco no organismo, o que sugere que estão expostos a níveis maiores de fumaça.

“Os indivíduos mais viciados têm maior risco de sofrer um câncer no pulmão, cabeça e pescoço”, acrescentou.

Os cientistas descobriram que em comparação com os fumantes que acendiam seu primeiro cigarro mais de uma hora depois de acordar, aqueles que o acendiam entre 31 e 60 minutos depois eram 1,31 vezes mais propensos a desenvolver um câncer de pulmão, um número que aumentava para 1,79 vezes se o fumavam dentro da primeira meia hora.

O estudo foi realizado com 4.775 doentes de câncer de pulmão e um grupo de controle de 2.835 pessoas, todos fumantes assíduos.

Muscat e seus colegas também estudaram 1.055 doentes de câncer de cabeça e pescoço e um grupo de controle de 795 pessoas, todos com histórico como fumantes.

Em comparação com os indivíduos que fumavam mais de uma hora após acordar, os que fumavam entre 31 e 60 minutos depois tinham uma probabilidade 1,42 vezes maior de desenvolver um câncer de pescoço e cabeça e os que acendiam o cigarro dentro da primeira meia hora 1,59 vezes mais.

“A melhor estratégia para prevenir estes cânceres é não fumar”, lembrou Richie, explicando que o objetivo destes estudos é avaliar as diferenças no grau de risco entre indivíduos.

Segundo o cientista, “entender a relação entre a dependência e o risco pode contribuir para desenvolver métodos para combater o hábito e ajudar as pessoas a deixarem de fumar ou a não começar”.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/956268-estudo-diz-que-fumar-logo-apos-acordar-aumenta-risco-de-cancer.shtml
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Ago / 2011

Fonte: Folha.com

Dieta do brasileiro é pobre em frutas e legumes, diz IBGE

Mais de 90% dos brasileiros consomem menos frutas, legumes e verduras do que o recomendado pelo Ministério da Saúde. Esta é uma da conclusões da Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, divulgada pelo instituto.

O levantamento mostra que os alimentos mais comuns na mesa dos brasileiros de todas as classes, regiões e idades são café, feijão, arroz, sucos, refrigerantes e carnes bovinas.

O problema, no entanto, com exceção dos refrigerantes, não está neste grupo, mas em outros alimentos que têm sido mais consumidos, como biscoitos recheados, salgadinhos, pizzas, doces e outros de altos teores calóricos e baixos nutritivos.

Por causa desta dieta de baixa qualidade, o percentual de brasileiros com níveis altos de inadequação de consumo de diversos nutrientes é alto para quase todos eles.

O consumo de fibras ficou abaixo do recomendado para 68% dos brasileiros. Já no caso de açúcares e gorduras saturadas, o consumo é em excesso, respectivamente, entre 61% e 82% da população.

A má alimentação do brasileiro se reflete também na baixa ingestão de algumas vitaminas, abaixo dos níveis recomendados. Praticamente todos os brasileiros consomem menos vitaminas D e E do que o recomendado, pois a proporção de inadequação neste caso é superior a 98% independente da idade ou sexo.

A falta de vitamina A também é um problema, pois a proporção de inadequação deste nutriente varia entre 63% entre meninas de 10 a 13 anos a 82% entre homens de 14 a 18.

A comparação por região permite também identificar diferentes hábitos alimentares. Ninguém supera os nortistas, por exemplo, no consumo de peixe, farinha e açaí.

No Sul, o destaque é o chá. No Centro-Oeste, brasileiros reportaram o maior consumo de carne bovina. No Sudeste, a batata-inglesa é mais presente no cardápio do que em qualquer outra região. Por fim, nordestinos apresentaram o maior consumo de milho entre todos os pesquisados.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/950719-dieta-do-brasileiro-e-pobre-em-frutas-e-legumes-diz-ibge.shtml
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Ago / 2011

Fonte: Folha.com / “NEW YORK TIMES”

Fumo passivo pode prejudicar audição de adolescentes

Mais um item adicionado à longa lista de efeitos prejudiciais do fumo passivo: a perda de audição em adolescentes.

Pesquisadores escreveram na edição de julho da revista “The Archives of Otolaryngology – Head and Neck Surgery” sobre os exames que realizaram em 2.000 adolescentes para verificar os níveis de cotinina no sangue, substância que indica a exposição ao tabaco.

Depois de desconsiderar os fumantes, os 799 adolescentes restantes eram não fumantes cujos níveis de cotinina indicavam a exposição ao fumo passivo. No total, 754 adolescentes não ficavam expostos à fumaça dos cigarros.

Após o controle de muitas variáveis, eles descobriram que quanto maior fosse o nível de cotinina no sangue do participante, maior era a probabilidade de ele ter sofrido uma perda de audição de determinado tipo. Mais de 17% de um quarto que apresentou níveis mais altos de cotinina tiveram perda auditiva de baixa frequência.

Não se sabe ao certo de que forma a exposição ao fumo passivo causa essa perda. No entanto, é sabido que o tabaco prejudica o fluxo do sangue de vasos sanguíneos muito pequenos, como aqueles de que depende o ouvido interno.

“A maioria das crianças, aproximadamente 85%, não tinha conhecimento da perda de audição”, afirmou a doutora Anil K. Lalwani, principal autora do estudo. “Não podemos confiar em autoavaliações”, disse ela.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/951079-fumo-passivo-pode-prejudicar-audicao-de-adolescentes.shtml
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Ago / 2011

Fonte: Folha.com

Açúcar causa dependência como álcool e cigarro, diz médico

Açúcar é veneno. Do mais natureba, o mascavo, até o suco de fruta ou o famigerado xarope de milho, o açúcar está por trás de doenças cardíacas, diabetes e câncer. E deveria ser proibido para menores de 21 anos, como o álcool e o cigarro.

É com essas declarações polêmicas que o americano Robert Lustig, endocrinologista pediátrico da Universidade da Califórnia em San Francisco, ganhou fama internacional nos últimos anos.

Sua palestra “Açúcar: a verdade amarga” teve mais de 900 mil acessos no YouTube. Há duas semanas, suas teses foram tema da reportagem de capa da revista do “New York Times”. Abaixo, os principais trechos da entrevista que ele concedeu à Folha, por telefone.

Folha – O senhor defende que as pessoas eliminem totalmente o açúcar da dieta?
Robert Lustig – Não, eu não sou um “food nazi”. Eu como açúcar, mas muito pouco.
Nosso corpo tem uma capacidade muito limitada para metabolizar o açúcar e nós vivemos muito acima dela. Não precisamos de frutose para viver. Nosso corpo ficaria muito bem sem nenhuma frutose [açúcar refinado, a sacarose é composta de 50% de frutose e 50% de glicose].

Qual é o máximo de frutose que deveríamos ingerir?
Não temos certeza. Mas uma estimativa é 50 g por dia. Meus estudos mostram as similaridades entre frutose e álcool. Eles são metabolizados da mesma forma, no fígado. E nós sabemos qual é o limite de toxicidade para o álcool: 50 g. A epidemia de obesidade começou quando o consumo de frutose ultrapassou os 50 g por dia [ou 100 g de açúcar, o mesmo que duas latas e meia de refrigerante].

A Associação Cardiológica Americana publicou uma orientação, em agosto de 2009, da qual eu sou coautor, dizendo que o consumo atual de açúcar nos EUA é de 22 colheres de chá por dia. Deveríamos reduzir isso para nove colheres no caso de homens e seis no caso de mulheres.

Qualquer açúcar é ruim, não importa se é mascavo ou xarope de milho?
Todos são igualmente ruins.

Deveríamos substituí-los por adoçantes artificiais?
Adoçantes artificiais são uma questão complicada. Não fizemos todos os testes para saber o que os adoçantes fazem no organismo.

Segundo uma linha de estudos, uma vez que a língua sente o sabor doce, o cérebro se prepara para a entrada do açúcar no sangue. Se ele não entra, o cérebro fica confuso, o que pode levar a um aumento no consumo de açúcar. Há estudos ligando o consumo de adoçantes a obesidade e doença cardíaca.

Qual a alimentação que os pais devem dar a seus filhos?
Crianças devem comer comida de verdade? Mas isso inclui suco de fruta natural…
Não, suco de fruta, mesmo natural, não é comida de verdade. Deus fez suco de fruta? Não. Deus fez fruta. Qual é a diferença entre a fruta e o suco? Fibras. A fibra é a parte boa da fruta, e o suco, a má. Sempre que há frutose na natureza, há muita fibra –há uma exceção, o mel, mas este é policiado pelas abelhas.

As fibras limitam a velocidade da absorção dos carboidratos e das gorduras do intestino para a corrente sanguínea. Quanto mais rápido a energia sai do intestino e vai para o fígado, maiores as chances de danificar o órgão.

Quando o senhor diz que crianças devem comer comida de verdade, isso inclui um sorvete no fim de semana?
Sim. Quando eu era pequeno, sobremesa era uma vez por semana. Hoje, é uma vez por refeição. Esse é o problema. Eu tenho duas filhas pequenas e é isso que faço. Se é dia de semana e elas querem sobremesa, ganham uma fruta. Uma bola de sorvete, só no fim de semana. Elas seguem as regras e não ficam sonhando com doces.

O senhor propõe que a venda de doces e refrigerantes seja proibida para menores, como cigarros e álcool?
Sim. Refrigerantes não têm valor nutritivo, não fazem nenhum bem às crianças. Se os pais quiserem que seus filhos tomem refrigerante, que comprem para eles.

Não é exagero comparar açúcar a álcool e cigarros?
Não. Cigarros e álcool causam dependência, e açúcar também. Nos refrigerantes, tanto a cafeína como o açúcar causam dependência. Sal e gordura causam hábito, mas não dependência.

Como o senhor explica os efeitos nocivos do açúcar?
Quatro alimentos foram associados à doença metabólica crônica: gorduras trans, aminoácidos de cadeia ramificada [soja], álcool e frutose.

A frutose, quando é metabolizada, libera substâncias tóxicas chamadas espécies reativas de oxigênio [radicais livres], que levam a danos nas células no longo prazo, envelhecimento e, potencialmente, câncer.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/949007-acucar-causa-dependencia-como-alcool-e-cigarro-diz-medico.shtml
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Ago / 2011

Fonte: Diário da Saúde / Agência Fapesp

Fármacos são cada vez mais inspirados em produtos naturais

Analgésico do caramujo

Quase 200 anos depois da descoberta da morfina – que foi isolada pela primeira vez em 1804 pelo farmacêutico alemão Friedrich Wilhelm Adam Serturner da Papaver somniferum – a indústria farmacêutica descobriu na toxina do caramujo marinho Conus magnumum peptídeo que, com apenas algumas modificações estruturais, tornou-se mais potente que o analgésico e alguns de seus derivados utilizados para aliviar dores crônicas.

Aprovado em 2004 pela Food and Drug Administration (FDA) – a agência regulatória de alimentos e fármacos dos Estados Unidos – e lançado sob a marca Prialt, a versão sintética do princípio ativo do molusco marinho é um exemplo ilustrativo de como a biodiversidade continua sendo uma fonte inesgotável de novas arquiteturas moleculares para o desenvolvimento de novas drogas e produtos cosméticos e agroquímicos.

A avaliação foi feita pela professora Vanderlan da Silva Bolzani, na palestra que proferiu no quarto encontro do Ciclo de Conferências do Ano Internacional da Química 2011 sobre “Biodiversidade & Química”, realizado em 19 de julho, no auditório da FAPESP.

Produtos naturais

De acordo com Bolzani, nos últimos 15 anos, com o advento da era pós-genômica, começou-se a especular que os produtos naturais deixariam de exercer o interesse da indústria farmacêutica, devido ao fato de o setor passar a contar com novas técnicas para o desenvolvimento de drogas.

Porém, o vaticínio não se cumpriu e os produtos naturais continuam despontando como fontes de ideias em função de fornecerem modelos inéditos de estruturas químicas para o desenvolvimento de novas substâncias bioativas.

“A maioria das novas entidades moleculares existentes hoje é derivada ou inspirada completamente em produtos naturais. Os ambientes terrestre e marinho continuam sendo fontes inesgotáveis de estruturas químicas”, disse.

Para referendar essa constatação, de acordo com um recente levantamento internacional, dos 847 fármacos de baixo peso molecular (micromoléculas) lançados no mercado entre 1981 e 2006, 43 eram produtos naturais, 232 produzidos por hemissíntese (parte de sua estrutura é derivada da natureza e a outra parte desenvolvida em laboratório) a partir de produtos naturais e 572 obtidos por síntese total, dos quais 262 eram inspirados em produtos naturais ou poderiam ser considerados análogos de produtos naturais.

Mirtáceas

Um deles é a nitisinona – um composto ativo descoberto por farmacêuticos suíços da planta Callistemon citrinus L. Myrtaceae, que está sendo usado para o tratamento de um raro distúrbio metabólico chamado tirosinemia hereditária tipo 1.

Lançado no mercado em 2002 sob a marca Orfadin, o medicamento também é bastante exemplar de como o Brasil perde oportunidade de explorar sua rica biodiversidade para o desenvolvimento de novos produtos farmacêuticos, cosméticos e agroquímicos, apontou Bolzani.

“Com a quantidade de mirtáceas que nós temos na nossa biodiversidade seria possível o Brasil desenvolver muitos medicamentos como esse. Nós teríamos uma riqueza enorme se tivéssemos no país um ambiente favorável não só à pesquisa básica, como para o desenvolvimento e melhores marcos regulatórios”, afirmou.

Martírio

A opinião da pesquisadora foi compartilhada pelo professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador do programa BIOTA-FAPESP, Carlos Alfredo Joly.

Na avaliação dele, a legislação brasileira é o maior obstáculo hoje para o aproveitamento econômico dos estudos e o desenvolvimento no país da química de produtos naturais.

“Apesar da nossa riqueza em biodiversidade, o Brasil produz pouquíssimos novos fármacos. Uma parte desse problema é estrutural e a outra da legislação que regulamenta o acesso aos recursos genéticos no país, que é uma medida provisória que está em vigor há 11 anos e tem uma série de exigências que tornam um martírio o processo de obtenção de licença e de todas as autorizações para se trabalhar na identificação de novas moléculas”, afirmou.

De acordo com o pesquisador, esse entrave ao desenvolvimento da área de química de produtos naturais representado pela legislação foi uma das razões pelas quais aceitou o convite para assumir no início deste ano a diretoria do Departamento de Políticas e Programas Temáticos (DPPT) da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped) do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Desde que assumiu o cargo, o pesquisador diz que está empenhado na elaboração de uma legislação que regulamente o acesso aos recursos genéticos no Brasil que já incorpore as resoluções do Protocolo de Nagoya.

Protocolo de Nagoya

Aprovado durante a 10ª Conferência das Partes (COP-10) da Convenção sobre Diversidade Biológica, realizada em outubro de 2010, no Japão, o protocolo estabelece a repartição de benefícios dos recursos genéticos provenientes da biodiversidade dos países.

“A convenção era muito tênue e o protocolo é muito mais incisivo no aspecto de dar proteção aos países detentores de biodiversidade. Com uma nova legislação brasileira sobre o acesso aos recursos genéticos baseada no Protocolo de Nagoya, se espera dar condições para a realização no Brasil de pesquisas que resultem na ampliação da possibilidade de utilização da nossa biodiversidade”, avaliou.

Segundo Joly, a transformação de recursos da biodiversidade em valor também é um dos objetivos do programa BIOTA-FAPESP, que desde que foi iniciado, em 1999, vem inventariando sistematicamente a biodiversidade do Estado de São Paulo.

Para aumentar a possibilidade de se conseguir transformar o potencial econômico de recursos da biodiversidade paulista em algo concreto, o programa ampliará a área de bioprospecção, principalmente da biodiversidade marinha.

“Nós não estamos mais só olhando no BIOTA-FAPESP a parte de bioprospecção de plantas e vertebrados terrestres, mas também estudando, principalmente, algas e invertebrados marinhos. Essa é uma área nova extremamente promissora que se tem trabalhado com sucesso no mundo inteiro e que nós precisamos ampliar”, disse.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=farmacos-inspirados-produtos-naturais&id=6740
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Ago / 2011

Fonte: Diário da Saúde

Ômega-3 reduz ansiedade de estudantes

Resposta imunológica inflamatória

Inúmeros dos efeitos dos óleos ômega-3 para a saúde já são bem conhecidos e bem documentados pela ciência.

Agora, em uma descoberta surpreendente, cientistas verificaram que o óleo de peixe tem um forte efeito sobre a ansiedade em pessoas jovens saudáveis.

O efeito parece se dar em associação com a diminuição na resposta imunológica inflamatória, que tanto pode ser uma reação normal do organismo para se defender quanto uma característica associada com vários tipos de doenças.

As descobertas sugerem que, se pacientes jovens são beneficiados por um suplemento alimentar tão específico, os benefícios para os pacientes mais idosos podem ser ainda maiores.

Imunidade e estresse

O trabalho é mais um a documentar uma ligação entre a imunidade – a resposta inflamatória – e o estresse psicológico.

Os ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 – incluindo o ácido eicosapentanoico (EPA) e docosahexanoico (DHA) – são considerados aditivos importantes para a dieta.

Pesquisas anteriores sugeriram que esses compostos têm um papel importante na redução dos níveis de citoquinas no corpo – as citoquinas são compostos que promovem a inflamação e com uma ação redutora dos sintomas da depressão.

Como o estresse psicológico tem uma forte associação com a produção de citoquinas, os pesquisadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, queriam saber se o ômega-3 poderia inibir esse processo, reduzindo a resposta inflamatória.

Ômega-3 contra o estresse

“Nós levantamos a hipótese de que os suplementos de ômega-3 poderiam diminuir a produção das citoquinas pró-inflamatórias,” explicou Janice Kiecolt-Glaser, uma das autoras da pesquisa. “Nós imaginamos que o ômega-3 poderia reduzir o aumento das citoquinas induzidas pelo estresse, que normalmente vem com o nervosismo associado com as provas.”

As provas a que a pesquisadora se refere são provas escolares feitas pelos estudantes de medicina, que serviram como voluntários para os testes.

Embora a inflamação seja uma resposta imunológica natural que ajuda o corpo a se curar, ela também desempenha um papel perigoso em doenças que vão da artrite às doenças do coração e até ao câncer.

O grupo de estudantes que tomou os suplementos de ômega-3, que continham de três a quatro vezes a quantidade de ômega-3 encontrada em uma porção de peixe, teve uma redução tanto na inflamação quanto na ansiedade, comprovando a hipótese dos cientistas.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=omega-3-reduz-ansiedade-estudantes&id=6721
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Ago / 2011

Fonte: Diário da Saúde

Óleo de pequi protege contra doenças cardiovasculares

Pequi para o coração

Depois de 10 anos pesquisando as propriedades do pequi, fruto típico do cerrado, o biólogo Cesar Koppe Grisolia, da Universidade de Brasília (UnB), desenvolveu um produto com efeitos fitoterápicos, que ajuda a evitar a formação de placas de gordura nos vasos sanguíneos, diminuindo assim o risco de problemas cardíacos.

Em forma de cápsulas, ele deverá chegar ao mercado no ano que vem.

Os resultados da pesquisa foram apresentados durante a 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Goiânia (GO).

Nutracêuticos

Tecnicamente o novo produto é enquadrado na categoria dos nutracêuticos, um composto que se situa entre um alimento e um remédio.

Teoricamente, eles nutrem e trazem saúde.

“É um produto que incrementa as funções fisiológicas, revigorante e que vai além de um alimento”, explica Grisolia. “O que desenvolvemos tem tanto propriedades nutracêuticas como fitoterápicas, mas vamos registrar na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) apenas na primeira categoria, porque o processo é mais simples e barato.”

O pequizeiro (Caryocar brasiliense) é uma árvore típica do cerrado e está ameaçada de extinção. Seu fruto tem sabor peculiar e nem sempre é apreciado por todos.

Mas é altamente nutritivo, rico em vitaminas e sais minerais e compostos antioxidantes, que capturam radicais livres, moléculas nocivas formadas nos organismos.

“Para que as pessoas possam fazer uso de suas propriedades, desenvolvendo cápsulas de extrato da polpa e outras de óleo de pequi”, conta Grisolia.

Exploração sustentável

O novo produto, que rendeu mais de 10 artigos científicos sobre o assunto, também serviu para destacar a importância da preservação do cerrado, bioma que está tão ameaçado quanto a Amazônia.

Segundo Grisólia, ele criou um modelo de exploração sustentável, com geração de mão-de-obra e renda para as comunidades rurais da região. “Meu trabalho mostra que o cerrado preservado é economicamente importante”, diz. “Para quem acha que pesquisa só é importante quando se consegue um ganho econômico, fizemos isso. Mas para outros, manter a biodiversidade é uma questão de respeito às outras formas de vida.”

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=extrato-oleo-pequi&id=670
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Jul / 2011

Fonte: Folha.com

Apneia causa problemas de pressão alta, mostra estudo

Pela primeira vez, um estudo mostra que pessoas com apneia tem alterações na função dos vasos sanguíneos da mesma forma que aqueles que têm pressão alta.

O problema de reatividade dos vasos, que faz com que eles se fechem mais, aumenta o risco de hipertensão e de problemas cardíacos. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, publicada no periódico “Hypertension”, da Associação Americana do Coração.

A apneia é o fechamento das vias aéreas superiores que leva a pausas na respiração durante o sono. Estima-se que um terço da população da cidade de São Paulo tenha o problema.

Segundo o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão, Decio Mion, já se sabia da relação entre hipertensão e apneia “”é comum que hipertensos tenham o problema relacionado ao sono, e vice-versa. Mas essa é a primeira vez que um estudo mostra que pessoas com apneia têm as mesmas alterações da reatividade dos vasos presentes em quem é hipertenso.

SAUDÁVEIS

O estudo procurou por mudanças na função dos vasos sanguíneos em 108 pessoas saudáveis. Aqueles com apneia severa ou moderada e sem pressão alta foram comparados com pacientes hipertensos, mas sem apneia, e com pessoas sem nenhum dos dois problemas. Os pesquisadores analisaram a função dos vasos sanguíneos com exames como o ecocardiograma de contraste (para o coração) e com a injeção de nitroprussiato de sódio, um vasodilatador.

O resultado é que as pessoas com apneia e as que tinham hipertensão (mas sem apneia) mostraram bombeamento de sangue do coração anormal e reatividade alterada da artéria braquial (que passa pelo braço). Ou seja, sob o mesmo estímulo, os vasos dos participantes com apneia e hipertensão reagem diferentemente dos vasos das pessoas saudáveis, fechando-se mais.

Tanto os pacientes hipertensos como os que tinham apneia do sono tiveram melhora na função do miocárdio e da artéria braquial depois de 26 semanas de tratamento com o CPAP (máscara de ar usada durante o sono para tratar a apneia). Mion acredita que os achados do estudo podem ter consequências na terapia para a apneia do sono, mas ainda é cedo para dizer se pacientes com apneia terão de usar os mesmos remédios de pacientes hipertensos.

O nefrologista diz que ainda não dá para saber como essas alterações dos pacientes com apneia se comportarão no futuro, mas é possível que, com o passar do tempo, os vasos fiquem mais endurecidos, aumentando o risco de problemas cardíacos. “Às vezes os pacientes com apneia negligenciam o problema, mas é importante que saibam que eles podem ter os mesmos problemas da pressão alta”, afirma ele.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/942271-apneia-causa-problemas-de-pressao-alta-mostra-estudo.shtml
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Jul / 2011

Fonte: Folha.com / EFE

Cigarro pode matar 8 milhões de pessoas por ano, alerta OMS

A OMS (Organização Mundial da Saúde) alertou nesta quinta-feira que 8 milhões de pessoas morrerão anualmente até 2030 por causa do tabaco, caso seja mantida a tendência atual de consumo no mundo todo.

Aproximadamente 80% destas mortes prematuras acontecerão em países menos desenvolvidos. “No decorrer do século 21, o tabaco pode matar 1 bilhão de pessoas se não forem tomadas medidas urgentes”, adverte o relatório da OMS apresentado em Genebra.

A OMS iniciou em 2008 a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, que propõe medidas aos países para reduzir o consumo de tabaco, como a criação de zonas livres de fumo, advertências gráficas nos maços, proibição da publicidade, aumento dos impostos ao tabaco e campanhas de conscientização.

Segundo o relatório da OMS, 55% da população mundial é afetada por alguma dessas medidas e 1,1 bilhão de pessoas (17% da população mundial) estão protegidas por políticas completas de prevenção do tabaco desde 2008.

CAMPANHAS DE CONSCIENTIZAÇÃO

A OMS ressalta que foram registrados avanços em todas as áreas e que já são 30 os países que incluíram em suas legislações alguma medida contra o tabaco.

As campanhas midiáticas de conscientização sobre os perigos do tabaco foram realizadas em 23 países entre 2009 e 2010 e chegaram a 1,9 bilhão de pessoas (28% da população).

Para a OMS, o maior progresso foi alcançado na inclusão de advertências sobre os danos para a saúde do tabaco nos maços, medida que desde 2008 protege mais 458 milhões de pessoas –mais que o dobro da população coberta por esta medida antes dessa data.

Além disso, o número de pessoas protegidas por leis que proíbem a publicidade de marcas de tabaco aumentou em 80 milhões desde 2008, enquanto a população coberta por leis que declaram todos os espaços públicos e centros de trabalho como zonas livres de fumo cresceu em 385 milhões de pessoas nesse período.

Além disso, os serviços médicos para ajudar as pessoas a deixarem o tabaco beneficiam mais 76 milhões de pessoas no mundo todo desde 2008.

Sobre a proposta da OMS de situar o imposto do tabaco a pelo menos 75% de seu valor de mercado, o relatório aponta que a medida afetaria 115 milhões pessoas mais que em 2008.

No entanto, apesar dos avanços na implantação destas medidas, a OMS explica que os governos arrecadam na atualidade US$ 133 bilhões com impostos do tabaco, mas gastam menos de US$ 1 bilhão na prevenção de seu consumo.

A OMS lembrou que o tabaco já mata cerca de 6 milhões de pessoas por ano e causa perdas multimilionárias aos Estados pelos tratamentos médicos necessários para as doenças provocadas pelo tabaco.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/940375-cigarro-pode-matar-8-milhoes-de-pessoas-por-ano-alerta-oms.shtml
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Jul / 2011

Fonte: Folha.com / BBC BRASIL

Efeito similar à maconha explica gula por comidas gordurosas

Um estudo revelou que a gordura contida em alimentos como batatas fritas desencadeia um mecanismo biológico de gula no organismo que atua de modo similar aos efeitos da maconha.

A pesquisa, feita por cientistas da Universidade de Califórnia, descobriu que roedores, quando ingeriam comidas gordurosas, começaram a produzir substâncias químicas conhecidas como endocanabinóides, uma espécie de lipídios biologicamente ativos que atuam de forma semelhante à da maconha sobre o indivíduo.

O processo, relata o estudo, tem início na língua, onde as gorduras contidas no alimento geram um sinal que viaja do cérebro, através de um feixe de nervos conhecido como nervo vago, para o intestino.

Lá, ocorre o estímulo na produção de endocanabionóides, que provoca uma onda de ativação celular e, por sua vez, induz à ingestão desenfreada de alimentos gordurosos.

“Nós sabemos que comidas gordurosas podem ter um um bom sabor, mas os mecanismo moleculares e sinais por trás dessa resposta eram desconhecidos. Agora sabemos que comidas gordurosas geram um sinal na língua que leva o intestino delgado a produzir as substâncias químicas conhecidas como a maconha natural do corpo humano, que induzem ao consumo de gordura”, afirma Daniele Piomelli, que orientou a pesquisa.

A pesquisa pode indicar novos caminhos na luta para conter a obesidade e outras doenças, segundo os cientistas envolvidos no estudo.

A ampla disponibilidade de alimentos gordurosos em países industrializados é considerada um fator determinante para condições como a obesidade, diabetes, câncer e doenças cardiovasculares.

O estudo sugere que pode ser possível conter a compulsão de se comer alimentos gordurosos ao se obstruir atividades endocanabinóides por meio da utilização de medicamentos que bloqueiam a ação desses lipídios.

Como tais drogas bloqueadoras não precisam penetrar no cérebro, elas não teriam por que causar efeitos colaterais, como ansiedade e depressão, que surgem quando a ação endocanabinóide é bloqueada no cérebro, conta Piomelli.

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/939573-efeito-similar-a-maconha-explica-gula-por-comidas-gordurosas.shtml
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Jul / 2011

Fonte: Diário da Sáude/ Agência Usp

Bebida de farinha de uva reduz doenças do envelhecimento em mulheres

Redução do estresse oxidativo

Uma bebida desenvolvida a partir da farinha do bagaço da uva tem potencial para prevenir ou reduzir, em mulheres saudáveis, o estresse oxidativo e suas consequências: envelhecimento precoce, doenças cardiovasculares e alguns tipos de cânceres.

Isto ocorre devido à existência deácidos fenólicos na bebida, substâncias antioxidantes que protegem o organismo contra a ação de radicais livres que provocam estes tipos de doenças.

A descoberta é fruto da pesquisa realizada por Marcela Piedade Monteiro e Elizabeth Torres, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP).

Uva com jeito de açaí

A bebida foi desenvolvida a partir de um subproduto do suco de uva, e foi testado em mulheres saudáveis.

Para a obtenção da bebida, a pesquisadora utilizou uma farinha de bagaço de uva, um produto desenvolvido na própria USP em 2008.

A farinha é produzida com o bagaço, que é formado por cascas e sementes, obtido das uvas prensadas após a separação do suco concentrado a ser engarrafado.

A produção da bebida ocorre a partir do acréscimo de água a aproximadamente 4,8% da farinha e da homogeneização feita por técnica industrial. Segundo a pesquisadora, essa bebida “possui aparência semelhante ao suco de açaí.”

Gosto da bebida

O próximo passo da pesquisa foi identificar a aceitabilidade da bebida.

Para isso foi feita análise sensorial com o uso de uma escala hedônica estruturada de 9 pontos em que havia a observação de parâmetros como odor, aroma, sabor e gosto.

Para cada critério, a pontuação varia de 1 (“desgostei muitíssimo”) a 9 (“gostei muitíssimo”), sendo a média 6 (“gostei ligeiramente”). A bebida obteve nota igual a 6 em todos os quesitos, o que a definiu como aceitável. Por isso, a etapa seguinte passou a ser realizada.

Por meio de análises físico-químicas foram testados pH, cor, grau Bricks (quantidade de açúcar presente na bebida) e a capacidade antioxidante, que significa proteger contra o ataque de radicais livres. Assim, foram quantificados os compostos fenólicos, que possuem propriedades antioxidantes.

Teste dos efeitos sobre a saúde

A segunda etapa da pesquisa foi experimentá-la em uma intervenção que envolveu 15 mulheres jovens e saudáveis.

Esta fase foi dividida em quatro etapas. Inicialmente, foi feita a coleta de sangue como amostra controle para verificar as modificações ao longo das demais fases.

A seguir, as mulheres foram divididas em dois grupos. A primeira metade ingeriu por 15 dias a bebida de farinha. Posteriormente, não beberam nada que contivesse uva por 15 dias. Nos últimos 15 dias, ingeriram um suco comercial em pó de uva de baixa caloria, equivalente à bebida em estudo.

Já o segundo grupo intercalou o suco em pó, nada e a bebida. A cada etapa o sangue era novamente coletado. Foi recomendado a todas as mulheres que não modificassem a dieta, apenas que não se bebesse mais nada que pudesse conter uva e interferir na análise.

Benefícios para as mulheres

Nenhuma modificação significativa pôde ser percebida após a ingestão do suco em pó em relação à amostra controle de sangue.

Já quanto à bebida, a melhora foi significativa no que se relaciona à capacidade antioxidante.

“O que é muito bom, explica a pesquisadora, porque indica que pode contribuir na prevenção ou redução de doenças relacionadas ao estresse oxidativo, tais como envelhecimento precoce e doenças cardiovasculares.”

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=bebida-farinha-uva-reduz-doencas-envelhecimento-mulheres&id=6697
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Fonte: Folha.com/ BBC Brasil
Jul / 2011

Falta de higiene bucal pode afetar fertilidade feminina, diz estudo

Um estudo da Austrália sugere que problemas de saúde bucal podem afetar a fertilidade feminina.

A pesquisa da Universidade do Oeste da Austrália indica que uma higiene bucal precária é tão ruim para a fertilidade de uma mulher quanto a obesidade, fazendo com que elas demorem em média dois meses a mais para engravidar.

Os cientistas apresentaram a pesquisa em uma conferência sobre fertilidade na Suécia. Segundo os pesquisadores, mulheres com gengivas doentes precisaram de sete meses para conceber, comparados com o prazo considerado normal, de cinco meses.

De acordo com os pesquisadores, a causa pode estar ligada à doença periodontal, caracterizada por inflamação na gengiva. Se esta não for tratada, poderá desencadear uma série de reações capazes de prejudicar o funcionamento normal do corpo.

A doença periodontal já foi ligada a doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e aborto, além de baixa qualidade do esperma em homens.

“Até agora não existiam estudos publicados que investigavam se a doença nas gengivas pode afetar as chances de uma mulher conceber. Este é o primeiro relatório que sugere que a doença na gengiva pode ser um dos vários fatores a serem modificados para a mulher elevar as chances de uma gravidez”, afirmou Roger Hart, professor líder da pesquisa.

INFLAMAÇÃO

O estudo da Universidade do Oeste da Austrália contou com a participação de mais de 3.500 mulheres.

Aquelas com problemas de gengiva apresentaram níveis elevados de marcadores para inflamação no sangue.

De acordo com o líder da pesquisa, Roger Hart, mulheres que estão tentando ter um filho agora precisam passar antes no dentista além de parar de fumar, beber, manter um peso saudável e tomar suplementos de ácido fólico.

“É bom senso aconselhar a mulher a ter certeza de que está saudável se ela quer tentar ter um filho”, disse o especialista britânico em fertilidade Allan Pacey.

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/939574-falta-de-higiene-bucal-pode-afetar-fertilidade-feminina-diz-estudo.shtml
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Fonte: Folha.com/ EFE
Jul / 2011

Indução da ovulação pode ter efeito adverso, diz estudo

A indução da ovulação em mulheres maiores de 35 anos que se submetem a tratamentos de fertilidade pode causar efeitos adversos no organismo, conclui um novo estudo.

Um grupo de pesquisadores do Centro de Fertilidade, Ginecologia, e Genética de Londres considera que esse procedimento –pelo qual se recorre à medicação hormonal para estimular a ovulação e que, dessa maneira, liberam um maior número de células reprodutoras– altera o processo crítico da duplicação de cromossomos conhecido como meiose.

Segundo os especialistas, isso provocaria anormalidades no número de cromossomos –o que poderia, por sua vez, causar efeitos adversos como o fracasso do tratamento de reprodução assistida, um aborto ou, de maneira mais rara, o nascimento de um bebê afetado por condições como a Síndrome de Down.

Essas conclusões serão expostas nesta segunda-feira na conferência anual da European Society of Human Reproduction and Embryology, em Estocolmo (Suécia).

O grupo de especialistas destacará que os resultados do estudo estão levando a um novo entendimento sobre o desenvolvimento das possíveis anormalidades que podem ocorrer. Para isso, o diretor do centro médico, Alan Handyside, e colegas de oito países diferentes desenvolveram uma nova maneira de detectar corpos polares (pequenas células produzidas durante as duas divisões meióticas no processo de amadurecimento dos gametas femininos).

Segundo Handyside, ainda é necessário “pesquisar mais sobre a incidência e o esquema dos erros meióticos após diferentes regimes de estimulação”.

“Os resultados dessa pesquisa devem nos permitir identificar melhores estratégias clínicas para reduzir a incidência dos erros de cromossomos em mulheres mais velhas que se submetem a tratamentos de fertilização in vitro”, indicou.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/938556-inducao-da-ovulacao-pode-ter-efeito-adverso-diz-estudo.shtml
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Fonte: Folha.com/ New York Times
Jul / 2011

Malhar de estômago vazio não ajuda a queimar gordura, diz estudo

Malhar enquanto se passa fome pode ir contra a sabedoria convencional, mas muitos atletas e “ratos de academia” fazem força com o estômago vazio, acreditando que dessa maneira irão queimar mais gordura.

O conceito, defendido em livros populares de condicionamento físico na última década, dita que o ato de exercitar-se com o estômago vazio força o corpo a buscar combustível nos depósitos de gordura acumulada em vez de correr atrás dos carboidratos mais facilmente disponíveis depois de um almoço ou lanche pré-malhação.

Mas, embora isso pareça fazer sentido, pesquisas mostram que exercitar-se desse jeito não oferece nenhum benefício, podendo inclusive trabalhar contra a saúde.

Após anos de revisão de pesquisas sobre o assunto, um relatório publicado nesse ano no “Strength and Conditioning Journal” concluiu que o corpo queima basicamente a mesma quantidade de gordura, desconsiderando se você se alimentou ou não antes do exercício. Porém, você pode perder musculatura fazendo esforço em um estado de esgotamento e, sem o combustível necessário para apoiar esse esforço, a intensidade do exercício e a queima global de calorias podem sofrer redução.

Uma das pesquisas revisadas para o relatório examinou ciclistas quando treinavam depois de comer e quando treinavam em jejum. Quando treinavam sem nada em seus estômagos, aproximadamente 10% das calorias queimadas vinham de proteínas, incluindo perda muscular.

Em uma outra pesquisa publicada em 2002, cientistas descobriram um benefício adicional de uma refeição pré-malhação: mulheres saudáveis que consumiam 45 gramas de carboidratos antes de seu exercício acabavam comendo menos durante o restante do dia

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/937502-malhar-de-estomago-vazio-nao-ajuda-a-queimar-gordura-diz-estudo.shtml
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Fonte: Folha.com/ EFE
Jul / 2011

Carne feita em laboratório é alternativa para não vegetarianos

A carne que será produzida um dia em laboratório poderá ser uma alternativa aos consumidores que não querem se transformar em vegetarianos, mas desejam reduzir o impacto negativo de sua dieta para o ambiente.

Segundo cientistas das universidades de Oxford, no Reino Unido, e de Amsterdã, a carne criada artificialmente reduziria os gases estufa em até 96%, em comparação com a carne produzida naturalmente.

Esse processo consumiria entre 7% e 45% menos energia que o mesmo volume de carne convencional e poderia exigir apenas 1% da terra e 4% de água associados ao produto tradicional.

“O impacto ambiental da carne produzida dessa forma seria inferior ao da carne convencional”, disse Hanna Tuomisto, pesquisadora da Universidade de Oxford que dirigiu o estudo.

Em declarações ao jornal “The Guardian”, a cientista explica que não se trata de substituir totalmente a carne “convencional”, mas que poderia ser parte da solução para alimentar a população crescente do planeta, além de economizar energia e água.

A proteína de origem animal é uma parte crescente da dieta mundial. Milhões de pessoas das chamadas economias emergentes estão comprando mais carne no dia a dia.

Isso gera uma enorme pressão de alta sobre o preço dos cereais, contribui para o desmatamento crescente da Amazônia, diminui os recursos hídricos e faz com que os países como China se dediquem a comprar terras agrícolas em outros mais pobres.

Tuomisto acredita que se fossem feitos mais investimentos na pesquisa de carne produzida em laboratório, a primeira carne artificial poderia chegar ao mercado em um prazo de cinco anos, começando pelo equivalente à carne picada até chegar a texturas como a de filetes.

Alguns grupos como o chamado People for the Ethical Treatment of Animals, que defende o tratamento “ético” dos animais, está contribuindo para financiar essas novas pesquisas

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/933031-carne-feita-em-laboratorio-e-alternativa-para-nao-vegetarianos.shtml
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Fonte: Diário da Saúde
Jul / 2011

Tai Chi supera danos cognitivos da quimioterapia

Danos cognitivos da quimioterapia

Os pacientes que se submetem à quimioterapia não sofrem apenas enjoos e queda de cabelos como efeitos colaterais negativos.

Estudos indicam que um número significativo de pacientes que recebem o tratamento agressivo, mas ainda sem substituto, também experimentam declínio cognitivo, incluindo a diminuição da fluência verbal e da memória.

Agora, uma psicóloga da saúde da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, encontrou evidências que indicam que o Tai Chi Chuan, uma arte marcial chinesa, pode ajudar a superar alguns desses problemas cognitivos.

Tai Chi Chuan

“Os cientistas sabem há anos que o Tai Chi impacta positivamente a saúde física e emocional, mas esse estudo descobriu indícios de que ele pode ajudar também no funcionamento cognitivo,” disse Stephanie Reid-Arndt, autora do estudo.

“Nós sabemos que essa atividade pode ajudar as pessoas com a sua qualidade de vida em geral e, com esse novo estudo, ficamos entusiasmados sobre como o Tai Chi pode também ajudar aqueles que recebem a quimioterapia. Eu também espero que isso incentive mais pessoas a pensar positivamente sobre o Tai Chi em suas vidas em geral,” acentua a pesquisadora.

O Tai Chi envolve a prática de movimentos lentos e é baseado em vários princípios, incluindo a plena consciência, ou consciência da mente alerta, a consciência da respiração, o relaxamento ativo e movimentos lentos.

A ênfase nos movimentos lentos torna o Tai Chi particularmente apropriado para uma ampla gama de níveis de aptidão física, o que o torna muito útil para pessoas que foram submetidas a cirurgias e tratamentos agressivos, como a quimioterapia, e pode por isto estar passando por limitações físicas.

Benefícios físicos e cognitivos

O estudo realizado pela pesquisadora acompanhou um grupo de mulheres que haviam passado pela quimioterapia.

Elas participaram de uma aula de 60 minutos de Tai Chi, duas vezes por semana, durante 10 semanas.

As mulheres foram avaliadas quanto à memória, linguagem, atenção, estresse, humor e fadiga, antes e após as sessões de 10 semanas.

Segundo a Dra. Stephanie, os resultados dos testes indicam que as mulheres tiveram melhorias significativas em sua saúde psicológica e em suas habilidades cognitivas.

“O Tai Chi realmente ajuda as pessoas a focar sua atenção, e este estudo também demonstra o quão bom o Tai Chi poderia ser para qualquer pessoa, quer tenham ou não sido submetidas a um tratamento para câncer”, disse ela.

“Devido à pequena dimensão deste estudo, nós realmente precisamos testar um grupo maior de indivíduos para obter uma melhor compreensão dos benefícios específicos desta atividade para os pacientes que foram tratados com quimioterapia e quão significativas estas melhorias podem ser,” concluiu.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=tai-chi-supera-danos-cognitivos-quimioterapia&id=6659
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Fonte: Folha.com / “NEW YORK TIMES”

Jun / 2011

Suco de cranberry pode ajudar a prevenir úlcera, diz pesquisa

O suco de cranberry (oxicoco, em português) tem uma longa história como remédio caseiro para infecções da bexiga. Porém, nos últimos anos os cientistas estudaram em silêncio se ele também pode funcionar contra a ‘Helicobacter pylori’, bactéria responsável pela maioria das úlceras.

Já faz algum tempo que os cientistas sabem que o suco impede de forma eficaz que algumas espécies de bactérias se liguem aos receptores celulares ao longo do trato urinário, o que teoricamente reduziria o risco de infecções na bexiga. Acredita-se que o mesmo mecanismo funcione contra a formação de úlceras. Compostos do suco de cranberry, chamados proantocianidinas, impediriam a fixação da H. pylori na mucosa estomacal.

A maioria dos estudos constatou que consumir suco de cranberry parece produzir melhoras nas pessoas propensas a úlceras.

Em um estudo aleatório duplo-cego publicado em “Nutrition”, em 2008, os pesquisadores acompanharam 271 crianças e adolescentes cujos testes deram positivo para H. pylori.

Ao longo de três semanas, um grupo bebeu 200 mililitros de suco de cranberry diariamente, outro recebeu um suplemento probiótico contendo bactérias conflitantes e um terceiro tomou placebo.

No final do estudo, o grupo do suco teve “índices de erradicação” de H. pylori significativamente mais altos do que o grupo do placebo e uma melhora levemente superior sobre aqueles que só beberam probióticos.

Um estudo com quase 200 pessoas publicado em 2005 mostrou resultados similares. Beber um copo de suco de cranberry diariamente eliminava a H. pylori três vezes mais do que nos pacientes que tomaram um suco placebo semelhante à fruta, embora alguns não tiveram melhoras.

Os pesquisadores constataram que o suco de cranberry pode ajudar a prevenir úlceras.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/931574-suco-de-cranberry-pode-ajudar-a-prevenir-ulcera-diz-pesquisa.shtml
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Fonte: Folha.com / ASSOCIATED PRESS

Jun / 2011

Droga antifumo traz risco cardíaco, segundo estudo

A FDA (agência reguladora de medicamentos e alimentos dos EUA) declarou nesta quinta-feira que o medicamento antitabagismo Champix, da Pfizer, pode aumentar o risco de ataque cardíaco em pacientes com problemas cardiovasculares.

Usuários dizem que Champix induz ao suicídio e processam Pfizer nos EUA

Os reguladores divulgaram um estudo com 700 pacientes com problemas cardíacos que mostra um pequeno aumento nos problemas do coração entre aqueles que tomaram o remédio, em comparação àqueles que receberam placebo.

A agência reguladora destacou que a droga ajudava os pacientes a parar de fumar, mas que esse benefício “deveria ser comparado aos riscos potenciais em pacientes fumantes com doença cardiovascular”.

O Chanpix se liga aos receptores de nicotina no cérebro, reduzindo os sintomas da abstinência.

A FDA irá adicionar novas advertências ao rótulo do medicamento, relacionadas aos resultados da pesquisa. Os pacientes também receberão um guia atualizado com a prescrição do Chanpix, que fala sobre os riscos ao coração.

A farmacêutica Pfizer vai ser obrigada a analisar um grande grupo de estudos para definir melhor o risco cardíaco, de acordo com a FDA. A empresa disse em comunicado que “as taxas globais de eventos cardiovasculares relatadas no estudo foram baixas”.

Aprovado em maio de 2006, o Chanpix já foi usado por milhões de pacientes nos EUA, embora as vendas tenham diminuído desde 2008, quando a droga foi ligada a efeitos psicológicos, como depressão e pensamentos suicidas.

Atualmente, estampa um aviso do tipo mais grave sobre esses riscos. O medicamento concorrente, da GlaxoSmithKline, Zyban, carrega o mesmo aviso.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/931016-droga-antifumo-traz-risco-cardiaco-segundo-estudo.shtml
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Fonte: Folha.com / FRANCE PRESSE

Jun / 2011

Estudo indica que azeite de oliva pode reduzir risco de derrame

Pessoas idosas que ingerem azeite de oliva correm menos risco de sofrer um derrame do que aquelas que não o fazem, sugeriu um estudo com mais de 7.000 franceses publicado nesta quarta-feira nos Estados Unidos.

Pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica, em Bordeaux, França, acompanharam 7.625 pessoas, de 65 anos de idade ou mais, em três cidades –Bordeaux, Dijon e Montpellier– por um período de cinco anos.

Durante esse tempo, houve 148 derrames. Os indivíduos foram divididos em grupos de acordo com o seu consumo de azeite de oliva, indo daqueles que não consumiam nada àqueles que usavam o produto em molhos, em receitas e no pão.

Quando os pesquisadores levaram em consideração fatores como a massa corporal, atividades físicas e a dieta, constataram que os consumidores “intensivos” de azeite de oliva tinham 41% menos risco de derrame comparados aos que nunca consumiam azeite.

“Nossa pesquisa sugere que uma nova série de recomendações de dieta precisa ser elaborada para prevenir derrames em pessoas de 65 anos ou mais,” disse a autora do estudo Cecilia Samieri.

“Os derrames são tão comuns em pessoas idosas e o azeite de oliva pode ser uma forma barata e fácil de ajudar a prevenir isso.”

As descobertas foram publicadas no “Medical Journal of the American Academy of Neurology”.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/930442-estudo-indica-que-azeite-de-oliva-pode-reduzir-risco-de-derrame.shtml
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Maio / 2011

Fonte: Folha.com

Consumo excessivo de álcool danifica memória de jovens

Pesquisadores espanhóis descobriram que uma bebedeira pode destruir a memória de longo prazo de jovens adultos.

A informação foi publicada nesta terça-feira (17) no site do jornal britânico “The Telegraph”.

Eles acreditam que o consumo abusivo de álcool torna mais difícil a construção de novas memórias, pois o hipocampo –uma área no centro do cérebro que desempenha papel-chave na aprendizagem e memória– é muito suscetível aos seus efeitos tóxicos.

A descoberta é preocupante, pois a embriaguez é um problema crescente no Reino Unido e em outros países europeus, particularmente em jovens e universitários.

O estudo com universitários descobriu que o consumo excessivo de álcool afeta a memória declarativa –uma forma de memória de longo prazo. Os estudantes mostraram uma redução na capacidade de aprender novas informações que lhes são transmitidas verbalmente.

Em uma escala, eles obtiveram as menores pontuações em dois testes para saber quanto conhecimento eles retiveram e recolheram.

Segundo a pesquisadora Maria Parada, da Universidade de Santiago de Compostela, “em países do norte europeu, há uma forte tradição de consumo esporádico, orientado, de álcool. Em contraste, os países da costa do Mediterrâneo, como a Espanha, são tradicionalmente caracterizados por um consumo mais regular de baixas doses de álcool.”

“É importante examinar os efeitos do álcool no hipocampo, pois em estudos com animais, especialmente em ratos e macacos, esta região parece sensível aos efeitos neurotóxicos do álcool, e ela desempenha um papel fundamental na memória e aprendizado. Em outras palavras, o consumo excessivo de álcool pode afetar a memória de jovens adultos, o que pode prejudicar o seu dia a dia.”

O estudo, publicado na revista “Alcoholism: Clinical & Experimental Research”, analisou 122 estudantes universitários espanhóis, com idades entre 18 a 20 anos. Eles foram divididos em dois grupos: os que beberam e os que se abstiveram.

Foram então submetidos a uma avaliação neuropsicológica que incluiu recordar experiências visuais e verbais.

“Nossa principal descoberta foi uma clara associação entre o consumo excessivo de álcool e a menor capacidade de aprender novas informações verbais em universitários saudáveis, mesmo após o controle de outras possíveis variáveis, como nível intelectual, histórico de distúrbios neurológicos ou psicopatológicos, uso de outras drogas, ou histórico familiar de alcoolismo”, disse Parada.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/917006-consumo-excessivo-de-alcool-danifica-memoria-de-jovens.shtml
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Maio / 2011

Fonte: Folha.com/ FRANCE PRESSE

Estudo aponta que café reduz risco de câncer de próstata

Para reduzir os riscos de desenvolver câncer de próstata, quanto mais café melhor, de acordo com um novo estudo publicado nesta terça-feira por pesquisadores da Harvard School of Public Health.

Homens que bebem seis ou mais xícaras de café por dia apresentaram uma redução de 60% no risco de desenvolver um tipo extremamente letal de câncer de próstata, e uma redução de 20% no risco de sofrer qualquer tipo de câncer de próstata em relação a homens que não consomem a bebida.

Até aqueles que bebem apenas entre uma e três xícaras por dia já se beneficiam com uma queda de 30% do risco de ter o tipo mais letal do câncer de próstata.

“Poucos estudos analisaram especificamente a relação entre o consumo de café e o risco de câncer de próstata letal, a forma mais violenta da doença, que é praticamente impossível de prevenir”, destacou Lorelei Mucci, professora de Harvard e principal autora do trabalho.

“Nosso estudo é o maior até hoje a examinar se o café é capaz de reduzir o risco de câncer de próstata letal”, acrescentou.

Segundo os pesquisadores, os efeitos são os mesmos para o café descafeinado, o que leva a crer que o benefício está associado às propriedades antioxidantes e antiinflamatórias do café.

O câncer de próstata é a forma mais comum da doença diagnosticada anualmente entre os americanos, e as estimativas calculam que um em cada seis homens terá câncer de próstata ao longo da vida nos Estados Unidos.

Os principais fatores de risco associados à doença são as dietas ricas em gordura, consumo exacerbado de álcool e a exposição a produtos químicos, além da hereditariedade.

O estudo acompanhou 47.911 homens, que forneceram aos pesquisadores informações sobre seus hábitos de consumo de café entre 1996 e 2008.

Ao longo da pesquisa, 5.035 deles desenvolveram câncer de próstata, incluindo 642 casos letais.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/917077-estudo-aponta-que-cafe-reduz-risco-de-cancer-de-prostata.shtml
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Maio / 2011

Fonte: Folha.com/ EFE

Café pode proteger mulher de forma agressiva de câncer de mama

O café pode proteger as mulheres de uma forma agressiva de câncer de mama, especialmente se tomadas cinco ou mais xícaras ao dia, de acordo com pesquisa que aparece nesta quarta-feira na publicação “Breast Cancer Research”.

As mulheres que bebem bastante café têm possibilidades menores de desenvolver o chamado câncer de mama com receptores de estrogênios negativos, que não respondem a certos fármacos, por isso que a quimioterapia é geralmente a única opção.

Por este estudo, feito por analistas do Instituto Karolinska de Estocolmo, as mulheres que tomam muito café têm possibilidades menores de desenvolver o câncer do que aquelas que bebem pouco.

Os investigadores analisaram os casos de 6.000 mulheres que entraram na menopausa.

Assim, entre as que bebiam cinco xícaras ou mais de café ao dia o risco de desenvolver o câncer de mama se reduzia em 57% comparado com as que tomavam menos de uma xícara cheia.

“Acreditamos que o alto consumo diário de café está associado à significativa redução de câncer de mama com receptores de estrogênios negativos entre as mulheres que entraram na menopausa”, assinalam os analistas na citada publicação.

Outros estudos sugeriram que o café reduz o risco de outros cânceres, incluído o de próstata e o de fígado. Os pesquisadores do instituto acreditam que o café pode ter compostos que afetam diferentes tipos de câncer de mama.

Para a diretora de política da organização Breakthrough Breast Cancer, Caitlin Palframan, “o interessante é que esta investigação sugere que o café pode reduzir o risco de câncer de mama (de estrogênios) negativo”.

“Mas nem todos os estudos estão de acordo sobre os efeitos de consumir café e, portanto, não encorajaríamos as mulheres a aumentar o consumo de café para protegê-las do câncer de mama”.

“O que sabemos é que as mulheres podem reduzir as possibilidades de desenvolver câncer de mama se mantêm bom peso, reduzem o consumo de álcool e fazem atividade física regularmente”, acrescentou Palframan.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/914256-cafe-pode-proteger-mulher-de-forma-agressiva-de-cancer-de-mama.shtml
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Maio / 2011

Fonte: Diário da Saúde

Telefone celular reduz fertilidade masculina

Mecanismos intrigantes

Homens que foram diagnosticados com má qualidade do esperma e que estão tentando ter filhos devem limitar seu uso do telefone celular.

Pesquisadores canadenses descobriram que, embora o uso do telefone celular pareça aumentar o nível de testosterona circulando no organismo, ele pode também levar à baixa qualidade do esperma e a uma diminuição na fertilidade.

“Nossos resultados foram um tanto surpreendentes,” diz Rany Shamloul, da Universidade de Queens, no Canadá. “Esperávamos encontrar resultados diferentes, mas os dados sugerem que pode haver alguns mecanismos intrigantes em ação.”

Testosterona e hormônio luteinizante

A equipe de pesquisadores descobriu que homens que relataram o uso de celulares apresentam níveis mais altos de testosterona circulante.

Por outro lado, eles também apresentaram níveis menores do hormônio luteinizante (LH), um importante hormônio reprodutivo que é secretado pela glândula pituitária no cérebro.

Os pesquisadores acreditam que as ondas eletromagnéticas emitidas pelos telefones celulares podem ter um duplo efeito sobre os níveis dos hormônios masculinos e sobre a fertilidade.

Efeitos das ondas eletromagnéticas

A radiação eletromagnética pode aumentar o número de células dos testículos que produzem testosterona.

No entanto, ao diminuir os níveis do hormônio luteinizante excretado pela glândula pituitária, essas ondas eletromagnéticas também podem bloquear a conversão deste tipo básico de testosterona circulante para sua forma mais ativa e potente, associada com a produção de esperma e com a fertilidade.

Pesquisas mais aprofundadas serão necessários para determinar a forma exata com que a radiação eletromagnética afeta a fertilidade masculina.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=telefone-celular-reduz-fertilidade-masculina&id=6511
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Maio / 2011

Fonte: Diário da Saúde

Descoberta proteína que protege intestino contra vermes

Defesa contra parasitas

Cientistas descobriram por que algumas pessoas têm uma proteção natural contra vermes parasitas bastante nocivos, ao passo que outras não têm defesa e acabam infectadas.

A descoberta pode levar ao desenvolvimento de novas terapias para um mal que assola cerca de um bilhão de pessoas em todo o mundo.

Os vermes parasitas respondem por uma grande parcela da mortalidade e morbidade que afeta um número enorme de pessoas, especialmente no Terceiro Mundo – assim como animais domésticos e o gado.

Muco intestinal

Pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, identificaram um componente-chave do muco do intestino de humanos e animais que é tóxico para esses vermes.

“Estes vermes parasitas vivem no intestino, que é protegido por uma espessa camada de muco,” explica o Dr. David Thornton. “A barreira de muco é formada por uma mistura complexa de sais, água e grandes proteínas ‘revestidas de açúcar’, chamadas mucinas, que dão ao muco a sua característica de um gel.”

Os cientistas descobriram que a atuação desse gel depende de uma mucina chamada Muc5ac.

Os estudos mostraram que os camundongos que não possuem a Muc5ac não conseguem expelir o Trichuris muris, um verme causador de doença nos animais equivalente ao Trichuris trichiura, que ataca os seres humanos.

Mesmo com uma forte resposta imunológica, as cobaias foram afetadas pela doença quando não possuíam a mucina – isso ocorre porque é a Muc5ac que é tóxica para os Trichuris.

Vermes humanos

A seguir, os pesquisadores demonstraram que a mucina estudada é essencial para a expulsão de vermes parasitas que causam doenças nos seres humanos, incluindo o verme causador da ancilostomíase.

“Nossa pesquisa pode ajudar a identificar quem é e quem não é suscetível aos vermes parasitas, e isso pode eventualmente levar a novos tratamentos para pessoas com infecção crônica por parasitas,” concluem os pesquisadores.

O estudo, publicado no Journal of Experimental Medicine, mereceu uma citação de destaque pela revista científica Nature.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=proteina-protege-intestino-contra-vermes&id=6463
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Maio / 2011

Fonte: Diário da Saúde

Concentrado de frutas e vegetais diminui sintomas da gripe

Suplemento de frutas e verduras

A ingestão de concentrados de frutas e legumes diminui o número de dias com os sintomas das gripes fortes.

Pesquisadores demonstraram que um suplemento alimentarespecífico, feito à base de frutas e sucos de vegetais concentrados, reduziu significativamente o número de dias com sintomas severos da gripe.

O estudo, publicado no British Journal of Nutrition, mostra os benefíciospotenciais do concentrado na redução dos dias de licença médica e das despesas com medicações contra a gripe.

Sintomas da gripe

Em um estudo randomizado e duplo-cego, metade dos pacientes tomou o concentrado de frutas e verduras todos os dias, enquanto a outra metade tomou um placebo.

O número de pessoas que contraíram gripe foi o mesmo em ambos os grupos.

No entanto, no grupo que recebeu os concentrados, os resfriados foram muito mais suaves.

Como resultado, houve uma diminuição nos sintomas moderados e severos de cerca de 20 por cento.

Concentrado industrial

“Os resultados do estudo são encorajadores, certamente porque mostram que certos suplementos podem atenuar as consequências da gripe comum,” disse o professor Stefan Willich, orientador do estudo.

Como os pesquisadores usaram um concentrado de frutas e verduras produzido industrialmente, eles pretendem agora estudar a segurança de se tomar o composto durante um longo prazo.

Também não está claro o modo de ação específico do preparado no organismo

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=frutas-vegetais-diminuem-duracao-sintomas-gripe&id=6453
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Maio / 2011

Fonte: Diário da Saúde/ BBC

Receita ideal de suco com 7 frutas protege o coração

Suco ideal

Uma pesquisa francesa indica que uma receita que mistura o suco de sete frutas pode diminuir o risco de ataque cardíaco e derrame.

Os cientistas testaram diferentes “vitaminas” com 13 frutas diferentes e descobriram – em testes de laboratório com porcos – que algumas misturas eram mais efetivas em fazer com que as paredes das artérias relaxassem.

A receita ideal, segundo os pesquisadores, inclui frutas fáceis de se encontrar no Brasil, como maçã, uva, morango e acerola.

Mas encontrar os demais ingredientes – mirtilo, lingonberry (amora-alpina ou arando-vermelho) e chokeberry(conhecida nos Estados Unidos como aronia)- pode ser uma tarefa complicada.

Polifenóis

Estudos anteriores revelaram que compostos encontrados nas frutas, ospolifenóis, protegem o coração e impedem o entupimento das artérias.

Os cientistas franceses decidiram então testar o efeito antioxidante de diferentes misturas de sucos de frutas.

Segundo os pesquisadores da Universidade de Estraburgo, o coquetel de sete frutas mais efetivo testado por eles aumentaria o fluxo de sangue para o coração, garantindo um melhor equilíbrio entre nutrientes e oxigênio.

O estudo, publicado no periódico Food and Function, também descobriu que alguns polifenóis são mais potentes que outros e que sua capacidade de eliminar radicais livres que podem danificar células e DNA é mais importante que a quantidade de polifenóis encontrada em cada fruta.

Frutas e legumes para o coração

Tracy Parker, da organização British Heart Foundation, diz que a pesquisa confirma a evidência de que o consumo de frutas e legumes reduz o risco de doenças cardíacas, mas faz uma ressalva.

“Nós ainda não entendemos por que, ou se, algumas frutas e legumes são melhores que outros. Mesmo este estudo admite que os cientistas não conseguiram estabelecer nenhuma ligação”, diz ela.

“O que sabemos é que devemos comer uma boa variedade de frutas e legumes como parte de uma dieta balanceada, e suco de fruta é uma maneira prática e gostosa de fazer isso. Mas precisamos lembrar que sucos contêm menos fibras e mais açúcar que a fruta original.”

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=receita-ideal-suco-frutas-protege-coracao&id=6451
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Maio / 2011

Fonte: Uol

Esquentar tumor ajuda a destruir câncer, diz estudo

Calor leve nas células cancerosas inibe mecanismo que protege DNA delas.
Temperaturas de até 42,5ºC são suficientes, indicam experimentos de grupo holandês em periódico científico

Pesquisadores holandeses descobriram que esquentar um tumor levemente (entre 41ºC e 42,5ºC) ajuda a bagunçar o sistema de regeneração das células cancerosas, abrindo caminho para que tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia funcionem melhor.
O efeito benéfico do calor sobre os tumores já era conhecido dos cientistas. Mas, até agora, ninguém sabia muito bem o porquê.
O grupo liderado por Przemek Krawczyk, da Universidade de Amsterdã, viu que o calor inibe a chamada recombinação homóloga, um sistema de regeneração do DNA das células.
Mais especificamente, o procedimento inutiliza a proteína BRCA2, que tem um papel importante nesse processo e já tem papel conhecido em certos cânceres.

NÃO INVASIVO

“Nossos resultados mostram que a hipertermia pode ser uma ferramenta poderosa e não invasiva para introduzir loca lmente a degradação da BRCA2 e deficiências na recombinação homóloga”. diz o trabalho, publicado na versão online da revista científica americana “PNAS”.
Nas células normais, ter um caminho para regenerar o DNA é fundamental, porque, em situações naturais do organismo, podem acontecer falhas e defeitos que comprometem o funcionamento de todo o sistema celular.
Já nas células cancerosas, essa capacidade de regeneração ajuda a diminuir a eficácia de tratamentos que danificam o DNA para combater os tumores, como a quimioterapia e a radioterapia.
Para avaliar a ação do calor sobre o câncer, os cientistas primeiro fizeram o experimento em laboratório, usando células-tronco embrionárias de ratos.
Depois, partiram para estudos em modelos vivos. Os pesquisadores injetaram tumores nas patas dos roedores. Para esquentar as células cancerosas, eles colocaram os membros “doentes” em uma espécie de banho-maria por até 90 minuto s.
Todos os animais estavam anestesiados.
A ação benéfica do calor sobre os tumores foi ainda mais forte quando combinada ao uso de algumas substâncias, especialmente os inibidores Parp, que já estão em fase de testes clínicos.
Com o sistema de regeneração do câncer abalado, o tratamento com quimioterapia e radioterapia tem maiores chances de ser bem-sucedido. As células cancerosas passam a se multiplicar em ritmo mais lento.

TIPOS DE CÂNCER

Na opinião dos autores do trabalho, a pesquisa poderá ser aplicada a vários tipos de tumores. Segundo eles, há grandes chances de que o estudo em seres humanos tenha resultados tão positivos quanto o dos ratos.
“O próximo passo é pensar em terapias que combinem a hipertermia e outros tratamentos em humanos.”

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe1005201102.htm
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Abril / 2011

Fonte: folha.com  / EFE

Composto extraído do tomate promete ação antitrombose

Um ingrediente extraído do tomate pode melhorar a circulação sanguínea e diminuir o risco de trombose.
Pelo menos, é o que promete a fabricante, a holandesa DSM, que acaba de trazer a novidade para o Brasil.
O concentrado de tomate tem nucleotídeos, flavonoides e polifenois. Já é adicionado a produtos nos EUA e na Europa, com autorização do governo.
Um exemplo é a bebida Relaxzen, para pessoas que fazem longas viagens de avião e, por isso, correm maior risco de formação de coágulos.
Por aqui, o ativo foi lançado, mas ainda não há produtos com o ingrediente na fórmula. Isso depende do interesse de alguma indústria de alimentos.
Segundo Bernd Mussler, pesquisador da DSM, estudos com cerca de 300 pessoas comprovam a eficácia do composto, patenteado com o nome de Fruitflow.
A principal ação do ativo aconteceria na inibição da agregação plaquetária ±etapa da coagulação do sangue.
“Inibir a agregação plaquetária é um mecanismo reconhecido para diminuir risco de doença cardiovascular.”
Como não é um produto final, não precisa de registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Mas, caso seja usado na fórmula de alguma bebida, por exemplo, precisará do aval da vigilância.
A agência proíbe embalagens de alimento funcional de informar que o produto previne ou cura doenças.
“Concentrados de alimentos não podem ser usados como remédios”, diz Jaime Farfan, professor de engenharia dos alimentos da Unicamp.
Segundo ele, flavonoides ajudam na circulação sanguínea, mas isso não é propriedade exclusiva do tomate.
“Há muitos alimentos com flavonoides. É muito mais seguro consumir vegetais do que ingerir um composto concentrado. A ação não vem apenas de um componente.”
Para o nutrólogo Celso Cukier, do Hospital São Luiz, os estudos até agora não são conclusivos.
“Faltam informações sobre qual seria a molécula ativa e a dose ideal”

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/903933-composto-extraido-do-tomate-promete-acao-antitrombose.shtml
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Abril / 2011

Fonte: folha.com / EFE

Brócolis pode ajudar pessoas com problemas de pulmão

Cientistas americanos descobriram que o sulforafano, composto encontrado nos brotos de brócolis, poderia ajudar a eliminar a bactérias que afetam os pulmões, segundo um estudo publicado na quarta-feira na revista americana “Science Translational”.
O sulforafano está presente nas verduras da família da couve e se apresenta como um possível tratamento para prevenir ou reduzir as infecções que frequentemente afetam os fumantes e os pacientes com doenças pulmonares.
Um pulmão saudável se encarrega por si mesmo de expulsar as pequenas partículas de pó, os resíduos e as bactérias estranhas que entram através do aparelho respiratório junto com o oxigênio que respiramos.
No entanto, este sistema de “autolimpeza” é disfuncional nos fumantes, e as pessoas com um tipo de doença chamada enfermidade pulmonar obstrutiva crônica (Epoc), uma grave patologia respiratória.
As duas formas mais frequentes da doença são a bronquite crônica, definida por uma tosse prolongada com muco, e o enfisema, que ajuda a deterioração dos pulmões a longo prazo.
O Epoc, que afeta 24 milhões de americanos e 210 milhões de pessoas no mundo todo, é a terceira causa de morte nos Estados Unidos.
O médico Shyam Biswal, do Departamento de Ciências da Saúde Ambiental da Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins analisaram os macrófagos (células do sistema imunológico) dos pulmões de pacientes com a enfermidade, assim como os de ratos expostos à fumaça do cigarro.
Os pesquisadores concluíram que o tratamento com sulforafano estimula a ativação da via de sinalização celular Nrf2 tanto nas células humanas dos pulmões com Epoc quanto as dos pulmões dos ratos expostos à fumaça.
A ativação da via Nrf2 restaura a capacidade dos macrófagos pulmonares para eliminar as bactérias dos pulmões, com o que uma dieta rica em sulforafano poderia ajudar aos doentes a melhorarem.
“Nossas descobertas sugerem que os macrófagos dos pulmões dos pacientes com a enfermidade têm uma falha no processo chamado fagocitose, que consiste na destruição de bactérias ou agentes nocivos para o organismo”, disse Biswal.
Os pesquisadores descobriram que, ainda segundo o médico, “a ativação da via Nrf2 induzida pelo sulforafano restaurou a capacidade dos macrófagos pulmonares para se unir e combater as bactérias”.
“O estudo poderá ajudar a explicar a relação entre a dieta e a doença pulmonar, e aumenta o potencial de novos enfoques para o tratamento da doença frequentemente devastadora”, afirmou Robert Wise, professor de Medicina da Escola de Medicina de Johns Hopkins e co-autor da pesquisa.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/902444-brocolis-pode-ajudar-pessoas-com-problemas-de-pulmao.shtml
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Abril / 2011

Fonte: folha.com / EFE

Consumo de ômega-3 durante gravidez reduz depressão pós-parto

O consumo do ácido graxo ômega-3 –encontrado em peixes como o salmão– durante a gravidez reduz o risco de depressão pós-parto, segundo um estudo de cientistas americanos publicado na terça-feira (12).
A doutora Michelle Price Judge, da Escola de Enfermagem da Universidade de Connecticut, demonstrou previamente que o consumo durante a gravidez do ácido docosahexaenoico (DHA), um ácido graxo poliinsaturado da série ômega-3, auxilia o desenvolvimento do bebê e quis saber o efeito que poderia ter na depressão pós-parto.
Para o novo estudo, analisou os hábitos alimentares de 52 mulheres grávidas que foram divididas em dois grupos. Metade tomou um placebo. Ao outro grupo foram administrados 300 miligramas de DHA, cinco dias por semana, entre as semanas 24 e 40 da gravidez, uma quantidade similar a meia porção de salmão.
Os especialistas acompanharam as mães e mediram sua situação emocional por meio de uma escala de depressão pós-parto realizada pela doutora Cheryl Beck, da Universidade de Connecticut e coautora do estudo.
Segundo outras pesquisas mencionadas pelos autores, aproximadamente 25% das mães sofrem deste tipo de depressão, que afeta as relações familiares e tem consequências no desenvolvimento afetivo da criança.
A análise dos dados indica que as mães que fizeram parte do grupo que consumiu pescado foram menos propensas a manifestar sintomas relacionados à ansiedade.
Durante o Congresso de Biologia Experimental 2011, realizado em Washington, Michelle e sua equipe assinalaram que seria necessário um estudo maior para entender o porquê e o alcance dos benefícios do ômega-3 para a saúde mental da mãe.
Ainda assim, foi recomendado o consumo de peixes ricos neste tipo de ácidos graxos entre dois e três dias por semana, já que são ricos em proteínas e minerais. Outros estudos destacaram o benefício para a saúde mental e a ajuda ao desenvolvimento cognitivo e visual das crianças.
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/902083-consumo-de-omega-3-durante-gravidez-reduz-depressao-pos-parto.shtml
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Abril / 2011

Fonte: folha.com

Doses altas de vitamina D evitam perda da visão

Consumir 18 microgramas de vitamina D por dia, por meio de alimentos ou suplementos, diminui em 60% o risco de degeneração macular. A doença, relacionada ao envelhecimento, é a principal causa de cegueira no mundo todo.
Um estudo feito na Universidade de Búfalo (EUA) avaliou os níveis de vitamina D no sangue de 1.313 mulheres de 50 a 79. Elas responderam questionários sobre hábitos alimentares e tempo de exposição ao sol.
Os pesquisadores concluíram que quanto menor o consumo da vitamina, maior a chance de desenvolver o problema. A deterioração progressiva da retina não tem cura.

RECOMENDAÇÕES

A atual recomendação diária de vitamina D para idosos é de 15 microgramas. Segundo os responsáveis pelo estudo, é possível chegar às 18 mcg por meio de alimentos como peixes, ovos, leite e laticínios.
A exposição ao sol também é importante para aumentar os níveis da vitamina no corpo. No entanto, a análise dos questionários sobre hábitos das participantes da pesquisa mostrou que a alimentação foi o fator que fez a diferença para aquelas mulheres.
Segundo a coordenadora do estudo, Amy Millen, o uso de suplementos só deve ser feitos sob orientação médica. O uso prolongado de doses muito altas da vitamina pode causar danos ao fígado, aos rins e aos ossos.
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/901800-doses-altas-de-vitamina-d-evitam-perda-da-visao.shtml
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Abril / 2011

Fonte: folha.com

Chá-verde e tai chi aumentam massa óssea em mulheres

Chá-verde e tai chi chuan melhoram a saúde dos ossos e reduzem a inflamação em mulheres na menopausa, segundo um estudo apresentado em um congresso de biologia nos EUA.
A pesquisa, desenvolvida pela médica Chwan-Li Shen, da Texas Tech University, foi feita com recurso dos Institutos Nacionais de Saúde americanos e estudou 171 mulheres na pós-menopausa. A idade média das voluntárias era de 57 anos. Todas tinham risco de osteoporose e foram divididas em quatro grupos para o estudo.
Um tomou placebo e não fez tai chi chuan. Outro tomou pílulas com antioxidantes do chá-verde e também não fez o exercício. O terceiro tomou placebo e fez tai chi três vezes por semana, e o quarto grupo tomou antioxidantes e fez tai chi.
Todos os grupos foram acompanhados por seis meses.
O consumo das cápsulas de polifenois (em níveis equivalentes a quatro a seis xícaras de chá por dia) e a participação nos exercícios de tai chi aumentaram a densidade óssea e a força muscular das mulheres, diminuindo os marcadores biológicos do estresse oxidativo, que leva a inflamações.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/901612-cha-verde-e-tai-chi-aumentam-massa-ossea-em-mulheres.shtml
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Abril / 2011

Fonte: Folha.com / Agência Brasil

Anvisa suspende fabricação e uso de produto com sibutramina

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu em todo o país a fabricação, importação, distribuição, o comércio e uso dos produtos Quitosana e Quitosana associada a outros produtos das marcas Algas Regi, Sliminus e Fibratto, fabricados pela empresa Ledal Química do Brasil Ltda.

O motivo da proibição foi a presença da sibutramina –substância indicada para redução do peso no tratamento da obesidade– nas fórmulas dos produtos citados, que eram vendidos como alimentos.

A Anvisa determinou ao SNVS (Sistema Nacional de Vigilância Sanitária) a apreensão e inutilização de todos os lotes dos produtos. A resolução foi publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/899508-anvisa-suspende-fabricacao-e-uso-de-produto-com-sibutramina.shtml
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Abril / 2011

Fonte: Folha.com/ FRANCE PRESSE

Poluição de carros pode causar danos ao cérebro, diz estudo

Ser exposto à poluição do ar causada por automóveis pode causar danos cerebrais em ratos, semelhantes à perda de memória e à doença de Alzheimer, informaram pesquisadores americanos nesta quinta-feira.

Cientistas recriaram os poluentes que vêm da queima de combustíveis fósseis e expuseram ratos ao ar poluído por 15 horas por semana durante dez semanas.

As pequenas partículas de ar tinham o tamanho de 1 milésimo da largura de um cabelo humano, sendo muito pequenas para serem retidas pelo sistema de filtro dos automóveis. No entanto, exerceram danos consideráveis nos cérebros dos ratos expostos, informou o estudo.

“Você não pode vê-las, mas elas são inaladas e têm um efeito nos neurônios do cérebro, aumentando a possibilidade de consequências de longo prazo na saúde”, afirmou o autor Caleb Finch, da Universidade do Sudeste da Califórnia.

Cientistas concluíram que a exposição resultou em um “dano significativo” para os neurônios envolvidos na aprendizagem e na memória, e eles detectaram “sinais de inflamação associados ao envelhecimento precoce e à doença de Alzheimer”.

O estudo foi publicado na revista especializada “Environmental Health Perspectives”.

Mais pesquisas são necessárias para determinar se os mesmos efeitos podem ser vistos em humanos.

“É claro que isso leva à questão: ‘como podemos proteger os moradores das cidades desse tipo de toxicidade?’. Isso ainda não é sabido”, concluiu Finch

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/899641-poluicao-de-carros-pode-causar-danos-ao-cerebro-diz-estudo.shtml
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Abril / 2011

Fonte: Folha.com / “NEW YORK TIMES”

Limite de cafeína em refrigerante de cola ainda é discutido

A mais recente batalha na guerra da cafeína – envolvendo altos níveis da substância nas chamadas bebidas energéticas, especialmente aquelas consumidas por crianças– lembra uma das primeiras.

Ela aconteceu faz um século, numa corte em Chattanooga, Tennessee. O julgamento ocupou manchetes por várias semanas e produziu pesquisas científicas que duram até hoje –mas sem gerar limites federais para a cafeína em alimentos e bebidas.

Esses níveis continuam praticamente sem regulamentação hoje. Como dois pesquisadores escreveram no “The Journal of the American Medical Association”, bebidas energéticas não alcoólicas “podem representar uma ameaça tão grande para a saúde e a segurança pública e individual” quanto as bebidas alcoólicas e “são necessárias mais pesquisas capazes de guiar ações de agências regulatórias”.

Ninguém usava o termo “energético” em 1911, mas a bebida que estava em julgamento em Chattanooga continha a mesma quantidade de cafeína que o Red Bull moderno –80 mg por porção.

A bebida era a Coca-Cola. Harvey Washington Wiley, o “químico cruzadista” que liderou o Bureau de Química do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, havia aberto um processo judicial contra a Coca-Cola Co., acusando-a de adulterar a bebida ao adicionar um ingrediente prejudicial: a cafeína (os níveis atuais de cafeína da Coca-Cola são bem mais baixos).

Preparando sua defesa, a empresa encontrou uma lacuna na pesquisa existente sobre a cafeína: “Quando os cientistas observaram os dados, viram todos aqueles estudos animais, mas não tinham os dados humanos necessários”, afirmou Ludy T. Benjamin Jr., professor de psicologia da Texas A&M University, que estudou o julgamento. “Então, eles buscaram alguém que pudesse gerar dados humanos, e rápido”.

A Coca-Cola contratou um instrutor de psicologia da Barnard College, chamado Harry Levi Hollingworth. Ele reuniu 16 participantes, com idades entre 19 e 39, incluindo usuários ocasionais, moderados e regulares de cafeína, assim como abstêmios. Num apartamento em Manhattan alugado para a pesquisa, ele testou as habilidades mentais e motoras sob diferentes níveis de uso de cafeína e abstinência. Os participantes tomaram cápsulas de cafeína e placebos –era um estudo duplo-cego, pois sem os participantes, nem os pesquisadores sabiam quem tomava o quê– e “refrigerantes de máquina” com e sem cafeína. Com a aproximação do julgamento, Hollingworth fez tudo isso em apenas 40 dias.

Os participantes mantinham boas anotações. No dia 22 de fevereiro, um usuário regular de cafeína estava livre da substância: “Me senti cabeça-dura o dia todo. Minha cabeça estava mais lerda que o normal”. No dia 25 de fevereiro, um abstêmio consumiu 260 mg de cafeína, o equivalente aproximado a uma xícara de 355 ml de café do Starbucks: “Melhora gradual no humor até 16h. Depois, um período de exuberância, de bem-estar. Ideias extravagantes”.

Hollingworth descobriu que doses moderadas de cafeína estimulavam o desempenho dos participantes em alguns testes, embora alguns tivessem sono insatisfatório após as doses mais altas. Sua presença no julgamento, no dia 27 de março de 1911, foi um ponto alto no processo que durou quatro semanas, dominado por depoimentos anedóticos, contraditórios e desleixados.

“O depoimento de Hollingworth foi, de longe, o mais interessante e técnico”, reportou o “Chattanooga Daily Times”. Porém, o júri nunca emitiu um veredito baseado na ciência, pois uma semana depois o júri concedeu à Coca-Cola um pedido de anulação (após anos de apelos, o caso foi resolvido com um “nolo contendere”).

Hollingworth compilou seus estudos num livro de 1912 que usou uma grafia contemporânea para a substância: “The Influence of Caffein on Mental and Motor Efficiency”. Um editorial do “The Journal of the American Medical Association” daquele ano dava boas-vindas à pesquisa: “É gratificante ter os efeitos sobre o sistema humano de uma droga como cafeína tão investigados por testes científicos rigorosos nas mãos de pesquisadores capazes. Somente desta forma haverá base adequada para conclusões corretas quanto aos possíveis perigos do uso de bebidas contendo cafeína”.

No mesmo jornal, no mês passado, os dois pesquisadores, Amelia Arria, da Universidade de Maryland, e Mary Claire O’Brien, da Wake Forest University, citaram preocupações quanto aos efeitos de bebidas energéticas sobre o sono, pressão arterial e padrões de dependência, e seu uso em coquetéis. “É preciso mais pesquisa, em particular para guiar o processo decisório de agências regulatórias relacionadas ao estabelecimento de um limite máximo cientificamente validado sobre a quantidade de cafeína que um fabricante pode incluir numa única porção de qualquer bebida”, escreveram.

Como o caso de Chattanooga foi descartado, o júri não emitiu nenhum veredito sobre as questões mais amplas discutidas na corte: Que quantidade de cafeína pode ser considerada um exagero? É diferente quando a cafeína é adicionada a bebidas, em comparação à substância naturalmente presente no café? Seu consumo forma hábito? As bebidas podem ser comercializadas para os jovens? Como o governo federal deve regulá-la? Diante de uma nova geração de bebidas com concentrações mais altas de cafeína, tamanhos maiores e fórmulas mais complexas do que a Coca-Cola de 1911, os americanos hoje estão discutindo as mesmas questões. “Não sei se Hollingworth ficaria surpreso”, disse Benjamin, “mas aposto que ele se divertiria com isso”.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/898711-limite-de-cafeina-em-refrigerante-de-cola-ainda-e-discutido.shtml

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Abril / 2011

Fonte: Diário da Saúde

Produtos “verdes” não cumprem o que prometem

Insustentáveis

Produtos para uso doméstico e pessoal com rótulos alegando “sustentabilidade” e “verde” em relação aos seus ingredientes não estão fornecendo o que prometem.

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que muitos desses produtos possuem quantidades surpreendentemente grandes de ingredientes à base de petróleo.

As alegações de sustentabilidade se baseiam na utilização de ingredientes renováveis, normalmente de origem vegetal.

Propaganda enganosa

Cientistas da Universidade de Vermont usaram análises químicas com carbono-14 para determinar a origem dos ingredientes presentes em sabões para lavar roupas, detergentes e sabonetes.

Inicialmente, os pesquisadores analisaram produtos que traziam rótulos com alegações “verdes”, afirmando usar matérias-primas sustentáveis.

As análises mostraram que até 50% do conteúdo desses produtos consiste em componentes à base de petróleo.

Nos produtos que alegam ser “de fontes naturais” ou “à base de plantas”, os cientistas encontraram entre 3 e 57% de carbono derivado de petróleo.

Um produto em particular, que traz em seu rótulo a informação “Isento de Petroquímicos”, teve resultados surpreendentes: as análises mostraram 31% de carbono de origem petroquímica em sua composição.

Carbono fóssil

O carbono 14 presente quando florestas ou organismos pré-históricos absorveram CO2 da atmosfera decaiu inteiramente ao longo das eras em que o petróleo se formou e ficou retido no subsolo.

Assim, se um produto não contém carbono-14, sua composição deve ser praticamente toda derivada de fontes fósseis – carbono ou gás natural.

Se o carbono 14 estiver presente, seu percentual pode ser usado para calcular a proporção de ingredientes de origem vegetal, portanto renovável.

Atualmente não existem normas para regulamentar o uso de rótulos com alegações “verdes”, alegando sustentabilidade ambiental ou de origem renovável.

Boas notícias

Mas a pesquisa, apresentada durante a reunião da Sociedade Química Americana, também trouxe boas notícias.

Entre 28 e 44% do carbono presente em produtos que não fazem qualquer alegação de sustentabilidade em seus rótulos, já têm origem vegetal,

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=produtos-verdes-nao-cumprem-prometem&id=6344
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Abril / 2011

Fonte: Diário da Saúde / Unicamp

Alho tem atividade antimicrobiana semelhante à dos antibióticos

Tipos de alho

A utilização do alho nos alimentos e como medicamento se perde nos tempos. Segundo algumas evidências, seu emprego em várias culturas começou há pelo menos seis mil anos.

Hoje se conhecem cerca de 600 espécies de alho e o gênero Allium é frequentemente referência em estudos e utilizado em medicina devido às propriedades antimicrobiana e antiviral, entre outras.

Com base no Allium sativum, comumente consumido no Brasil, e noAllium tuberosum, o conhecido alho nirá, que compõe a culinária japonesa, o professor de química do Cotil (Colégio Técnico de Campinas), da Unicamp, Paulo César Venancio, pesquisou as atividades antimicrobianas dessas espécies em ratos, comparando-as com o conhecido antibiótico amoxicilina.

Alho contra infecções

Segundo o pesquisador, o trabalho foi orientado na busca de uma alternativa para combater as infecções bacterianasmais incidentes hoje. “Os antibióticos utilizados são específicos para cada tipo de cepa de bactérias, observando-se cada vez mais o aumento de suas resistências a eles. A ideia foi então a de buscar alternativas junto à natureza que possam vir a somar como possibilidades a mais no controle das infecções bacterianas”, afirmou.

Para Venancio, o resultado das análises dos extratos revelou a presença de compostos orgânicos e organossulfurados responsáveis pela ação antimicrobiana e provavelmente resultantes da degradação da alicina presente no alho.

Os testes in vitro confirmaram a ação antimicrobiana do A. sativum, mas surpreendentemente mostraram que esse efeito não se manifesta no caso doA. tuberosum.

No modelo utilizado para os ratos, os extratos dos dois alhos mencionados nas diferentes concentrações utilizadas foram capazes de diminuir de maneira eficaz e comparável à amoxicilina a infecção estafilocócica.

Alho como antibiótico

Para chegar à escolha do alho, Venancio pesquisou inicialmente quais as plantas que apresentavam melhor eficácia contra infecção, mais especificamente no combate aos Staplylococcus aureus, frequentemente isolado na pele, glândulas cutâneas e em mucosas.

Ao justificar a seleção da bactéria, o pesquisador esclarece que ela, que faz parte da microbiota humana, ao encontrar condições favoráveis, pode entrar na corrente sanguínea e se alojar em vários órgãos ou tecidos e causar efeitos devastadores. Esta bactéria é uma das maiores responsáveis pelas infecções hospitalares.

Moveu-o, ainda, o fato de a Anvisa ter lançado em 2010 uma relação de plantas medicinais em que o alho, tradicionalmente considerado antisséptico, tem esse efeito destacado.

O pesquisador enfatiza que o estudo teve por objetivo principal avaliar in vivoa atividade antimicrobiana de extratos dos dois alhos mencionados sobre a infecção estafilocócica em ratos. Paralelamente, determinou as mesmas atividades in vitro, ou seja, com bactérias cultivadas em laboratório. A comparação dos resultados obtidos nos dois estudos permitiu aventar eventuais efeitos fisiológicos sobre os animais.

Mais ainda: para estabelecer parâmetros com outros trabalhos desenvolvidos, Venancio determinou a composição química dos extratos, ou seja, a qualidade e a quantidade de substâncias neles presentes, o que possibilitaria confirmar aquelas responsáveis pelo princípio ativo.

Suco de alho

Entusiasmado com os efeitos benéficos do alho, o autor enfatiza que qualquer pessoa pode fazer um extrato de alho.

Basta pegar um dente de alho que pesa cerca de 500mg (meio grama), triturá-lo, colocar a massa macerada em meia xícara de água e deixar por 20 minutos.

Segundo ele, ao tomar o suco nas refeições, a pessoa está ingerindo um excelente antimicrobiano.

“Fizemos um estudo que pudesse resultar em algo útil e com resultados práticos que podem prontamente ser utilizados pela população”, concluiu.

Receita de alho

Paulo Cesar Venancio defende que, se o médico não desejar prescrever apenas o alho nos casos de infecção, pode associá-lo ao antimicrobiano de forma a alcançar sinergismo. Para ele, a idéia do uso simultâneo é melhorar a ação dos antimicrobianos e quem sabe futuramente recuperar antibióticos que não fazem mais efeito.

A análise química da composição dos extratos se justifica porque o alho é constituído por muitas substâncias, daí a importância de determinar quais estavam presentes nos extratos. Porque, afirma Venâncio, “hoje importa na medicina conhecer isoladamente os compostos presentes para poder isolá-los e identificar os responsáveis pelos princípios ativos”. Ele, entretanto, esclarece que seu objetivo foi o de apenas identificar os compostos para poder estabelecer uma comparação com os estudos já existentes.

Diz ele que esse parâmetro precisava ser dado à comunidade científica para que pudessem ser comparadas as composições dos alhos aqui cultivados com os já estudados. Os estudos prévios por ele realizados mostram que os componentes mais ativos são os sulfurados, compostos orgânicos à base de enxofre, provavelmente resultantes da degradação da alicina. O estudo permitiu constatar que esses compostos também são preponderantes nos alhos utilizados.

A ação do alho japonês é pouco conhecida e existem poucos estudos sobre ele. Segundo o autor, o que diferencia seu trabalho dos já existentes é a escolha das bactérias Staplylococcus aureus, as maiores responsáveis pelas infecções hospitalares.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=alho-atividade-antimicrobiana-antibioticos&id=6331
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Mar/ 2011

Fonte: Folha.com

Fitoterápico melhora os sintomas da endometriose

Um fitoterápico à base de uma planta conhecida como “unha-de-gato” tem melhorado os sintomas da endometriose, doença que causa infertilidade feminina e dor nos períodos menstruais.

Intrigados com o grande número de pacientes que tomam o remédio por conta própria e relatam melhora, pesquisadores começaram a testá-lo cientificamente.

Os resultados do primeiro estudo controlado, feito pelas universidades federais de São Paulo (Unifesp) e do Maranhão (Ufma), em ratas, mostraram que a unha-de-gato conseguiu reduzir em 60% as lesões causadas pela endometriose.

Na doença, o tecido que reveste o útero (endométrio) sai fora dele e atinge outros órgãos da pelve, como intestinos e bexiga. Estima-se que 6 milhões de brasileiras sofram da doença.

Agora, na fase clínica do estudo, o fitoterápico será dado a mulheres e comparado com placebo ou medicamentos hormonais usados no tratamento tradicional da doença. A hipótese é que a planta possua propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras (que melhoram o sistema imunológico).

Antes mesmo dos resultados do estudo clínico, a unha-de-gato tem sido prescrita a pacientes da Unifesp que já usaram, sem sucesso, drogas hormonais ou para aquelas que não podem usar esse tipo de medicamento.

“Os relatos de melhora dos sintomas, principalmente da dor, surpreendem. Eu dei para a minha mulher tomar. Ela tem endometriose e a medicação hormonal não estava funcionando”, diz Eduardo Schor, coordenador do ambulatório de endometriose e dor pélvica da Unifesp e um dos autores do estudo.

Segundo ele, a unha-de-gato parece diminuir o processo inflamatório causado pela endometriose na região pélvica. Os pesquisadores ainda não sabem se a planta pode ser usada para ajudar mulheres com dificuldade para engravidar.

“Não não se sabe, por exemplo, se ela altera a espessura de endométrio ou dos mecanismos de ovulação”, explica Schor.

Também ainda deverá ser definida a dose ideal do fitoterápico para cada paciente. No comércio, existem cápsulas de 150 mg, feitas a partir da casca da planta.

O ginecologista Carlos Alberto Petta, professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), diz que, do ponto de vista conceitual, a unha-de-gato pode melhorar a dor de qualquer processo inflamatório.

“O problema é que, em se tratando de dor, o efeito placebo é muito grande. O ato de escutar essa mulher também melhora a dor.”

Para ele, só será possível dizer que a unha-de-gato funciona depois de testá-la em mais estudos.

TERAPIA GÊNICA

Uma outra linha de pesquisa desenvolvida na Unifesp aponta que há mutações genéticas envolvidas na endometriose. Uma delas, chamada de P27, foi descoberta pela equipe de Schor.

A presença dessa mutação aumenta duas vezes as chances de a mulher ter a doença. “O P27 faz com que as células fiquem mais “nervosas” e proliferem mais do que o normal”, diz Schor.

A partir dessas descobertas, o grupo trabalha no desenvolvimento de instrumentos de terapia gênica para tratar a endometriose.

“O uso de adenovírus [vírus modificados] carregando genes que restabelecem a normalidade genética já foi testado em cultura de células de endometriose e os resultados foram promissores”, conta Schor.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/888330-fitoterapico-melhora-os-sintomas-da-endometriose.shtml

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Mar / 2011

Fonte: Estadao.com.br

Pediatras dobram recomendação de consumo diário de vitamina D

Sociedade Brasileira de Pediatria segue orientação de especialistas dos Estados Unidos, o que gera críticas de médicos brasileiros; vitamina é importante para os ossos e tem o Sol como sua principal fonte, além de alimentos como peixes e leite integral

A Sociedade Brasileira de Pediatria vai dobrar a recomendação de consumo diário de vitamina D para crianças e adolescentes: o valor salta de 200 UIs (unidades internacionais) para 400 UIs por dia. A atualização será publicada em maio.

No Brasil, o cálculo de consumo de vitamina D é feito em microgramas. Cada UI equivale a 40 mcg. Segundo Elaine Martins Bento, presidente da Associação Paulista de Nutrição, 100 gramas de salmão têm 11,83 mcg de vitamina D ou 473,2 UIs. Cada 100 gramas de gema de ovo possuem 2,08 mcg de vitamina D ou 83,2 UIs.

A alteração do manual da SBP seguirá em parte as novas orientações da Academia Americana de Pediatria, publicadas no início deste mês. Nos EUA, as novas diretrizes recomendam o consumo de 400 UI para crianças de até 18 meses e de 600 UI para as mais velhas, independentemente da exposição solar.

A recomendação para consumo de cálcio continua a mesma: de 1 a 3 anos, 700 mg de cálcio; de 4 a 8 anos 1 g de cálcio.

Ossificação. O consumo de vitamina D é importante porque, junto com o cálcio, ela atua no processo de ossificação. Quando está em falta, pode provocar raquitismo, alterações no crescimento e nos ossos, além de reduzir a imunidade. Em quantidades ideais, diminui o risco de osteoporose na fase adulta.

A principal fonte de vitamina D é a exposição diária à luz do Sol, por ao menos 15 minutos. É ele que estimula a síntese da vitamina no organismo. Alguns alimentos também são fontes, mas em quantidades insuficientes para alcançar as metas.

Segundo Virgínia Resende Silva Weffort, presidente do Departamento de Nutrologia da SBP, o Brasil não vai triplicar a recomendação diária (para 600 UIs) porque, teoricamente, a criança brasileira tem mais exposição à luz solar que as americanas.

“A gente entende que a criança com até 18 meses não se expõe ao Sol e, por isso, a ideia de profilaxia (suplementação de vitamina D com uso de medicamento) é necessária”, diz Virgínia.

Para crianças maiores, explica, a suplementação só será necessária caso a criança não consiga atingir a quantidade de vitamina D recomendada apenas com alimentação e luz solar.

A nutricionista Bárbara Santarosa Peters, doutora em saúde pública, diz que dificilmente uma criança vai atingir 400 UIs por dia de vitamina D apenas com comida – mesmo que a alimentação seja rica em leite integral e peixes, fontes da vitamina.

“As crianças não alcançam nem a recomendação antiga, de 200 UIs, apenas com alimentação. Agora vai ficar mais difícil ainda. Será necessário estimular a exposição adequada dessas crianças ao Sol”, diz.

Segundo Bárbara, muitas pessoas ainda acreditam que o Brasil não tem déficit de vitamina D por ser um país ensolarado, ao contrário dos Estados Unidos. Mas, em um trabalho feito com adolescentes do interior de São Paulo, ela constatou que 62% deles estavam com níveis baixos da vitamina – embora morassem em uma região ensolarada. “As discussões a respeito disso no Brasil ainda são muito recentes. Mas, sem suplementação com medicamentos ou fortificação dos alimentos, acho difícil alcançarmos a recomendação.”

Hélio Fernandes da Rocha, do Departamento de Nutrologia da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro, diz que vai seguir as recomendações, mas as considera desnecessárias para o Brasil. “Estamos nos baseando em pesquisas americanas porque não temos trabalhos brasileiros para contrapor os dados.”

Para Rocha, os níveis de insolação no Brasil são suficientes para a criança atingir a quantidade necessária de vitamina D, sem precisar recorrer à medicação.

PARA LEMBRAR

No ano passado, tanto o Ministério da Saúde dos Estados Unidos quanto cientistas recomendaram o consumo de leite de vaca por adultos. Os motivos são a riqueza nutricional e a raridade de casos de intolerância e alergia ao produto. Segundo os especialistas, não se justifica retirá-lo da dieta sem ter certeza de que há algum problema de saúde que contraindique seu consumo.

Os pesquisadores reforçaram que não há evidências científicas de que o leite de vaca cause doenças respiratórias como a asma, por exemplo. Por outro lado, ainda é controverso que o leite seja benéfico para úlceras, por exemplo, como diz a sabedoria popular.

Não há motivo, portanto, para a maioria da população não seguir a recomendação que consta no Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, que preconiza três porções de leite e derivados por dia – uma porção é um copo de leite, por exemplo. Segundo a pasta, o leite é a melhor fonte de cálcio, mineral essencial para a saúde dos ossos, mas o País registra redução de consumo.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110316/not_imp692589,0.php
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Mar/ 2011

Fonte: Folha.com

Conflito de interesses marca pesquisas sobre menopausa

A maioria dos estudos favoráveis à terapia de reposição hormonal para tratamento da menopausa foi escrita por autores que têm ligações com a indústria de remédios.

Estatísticas da medicina são exatas, mas interpretações, não

Significa que pesquisadores pró-reposição declararam ter recebido pagamentos de laboratórios por palestras ou financiamento de estudos.

É o que revela uma revisão de 50 pesquisas sobre a terapia, publicadas por dez autores entre 2002 e 2006.

O período foi escolhido por causa da publicação do estudo Women Health’s Initiative, em 2002, mostrando que a reposição aumenta riscos de câncer da mama e de doenças cardiovasculares.

Oito dos dez autores afirmaram ter recebido pagamentos da indústria. Dos 50 artigos analisados, 32 foram considerados favoráveis à terapia, entre os quais 30 foram escritos por autores com conflitos de interesse.

A análise foi feita por pesquisadores do Georgetown University Medical Center, em Washington, e publicada no “PLoS Medicine”.

Segundo uma das autoras, a médica e professora de farmacologia da Georgetown University Adriane Fugh-Berman, tons promocionais em relação a drogas devem ser vistos com desconfiança.

“Promoção, em geral, é inconsistente com ciência. Pode significar uma influência do marketing da indústria sobre o artigo, mas isso é difícil de provar”, disse à Folha.

César Fernandes, presidente da comissão de climatério da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetricia, diz que médicos devem ligar o “desconfiômetro” para esses estudos.

“É óbvio que há marketing agressivo das farmacêuticas, elas querem influenciar os médicos”, diz Fernandes.

A existência dessas relações e as conclusões da revisão, porém, não desqualificam autores sérios nem colocam a eficácia do tratamento à prova, segundo Fernandes.

“Não estamos falando de pesquisadores irrelevantes. Será que não são os médicos mais consultados pelas empresas por suas contribuições para a literatura?”

Já Berman diz que eles são selecionados para palestras e consultorias porque o que dizem apoia a mensagem da indústria. “A indústria cria um falso consenso na comunidade médica porque vozes racionais são abafadas.”

Mauro Haidar, chefe do setor de climatério da Unifesp, diz:”Se pensarmos assim sobre conflitos de interesse, não tem congresso. E há de ter a mesma desconfiança em relação a outras drogas.”

SOB MEDIDA

Alguns dos argumentos presentes nos estudos favoráveis dizem que os testes clínicos não devem guiar tratamentos individuais.

É o que pensa Fernandes. “Medicina não é feita no atacado, e sim caso a caso. Não é prêt-à-porter, é alta costura.”

Segundo ele, é preciso pesar a história da paciente, gravidade dos sintomas e prós e contras do tratamento.

“Nenhum remédio é bonzinho. Sempre há riscos, mas eles têm que ser informados”, diz Fernandes.

Para a autora da pesquisa, a reposição só é útil se os sintomas da menopausa forem muito incômodos. “Funciona bem para algumas, mas deve ser usado apenas em casos graves, ou os riscos superam benefícios.”

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/891572-conflito-de-interesses-marca-pesquisas-sobre-menopausa.shtml
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Mar / 2011

Fonte: Folha.com

Pesquisa da USP mostra como cigarro causa artrite

Um mecanismo que desencadeia a artrite reumatoide em fumantes foi identificado por pesquisa da FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto), da USP.

Já se sabia que quem tem predisposição genética e fuma pode sofrer dessa doença inflamatória crônica, que causa dores e rigidez matinal nas mãos e nos pés.

Agora, o estudo do biomédico Jhimmy Talbolt, defendido como dissertação de mestrado na última semana, revela como isso acontece.

Quando a pessoa fuma, uma das células do sistema de defesa -a TH17- é sensibilizada e fica doente.

Ao ser estimulada pelos hidrocarbonetos aromáticos da fumaça do cigarro, a TH17 passa a orientar o sistema de defesa a destruir articulações das mãos, pés, joelhos, punhos, cotovelos e tornozelo.

O professor de reumatologia da FMRP e orientador de Talbot, Paulo Louzada Junior, disse que o resultado pode ser o ponto de partida para o desenvolvimento de uma droga que reduza os sintomas da doença com mais eficiência ou até interrompa o processo de deterioração das articulações periféricas.

Segundo Louzada Junior, a artrite reumatoide atinge 1% da população adulta brasileira e a descoberta é inédita na literatura científica.

A pesquisa, com financiamento do CNPq e da Fapesp, acompanhou durante dois anos 138 pacientes com artrite reumatoide (metade fumante) e um grupo-controle com 129 pessoas sadias.

Foram comparadas as mutações genéticas do sangue de pacientes fumantes e não fumantes com o sangue do grupo-controle.

Essas informações foram relacionadas aos dados clínicos de cada um, constatando que a fumaça do cigarro e a célula TH17 estavam ligadas à artrite reumatoide.

“Em modelos experimentais em camundongos, constatamos que os receptores de hidrocarboneto arila [da fumaça do cigarro] provocavam o aumento do número das células TH17 e a piora da doença”, diz Talbot.

Louzada Junior explica que o receptor da célula TH17 se danifica com a fumaça porque é sensível ao hidrocarboneto arila.

“Esse receptor elimina poluentes dentro do corpo. Só que, se tiver essa alteração genética, o sistema pode estimular a célula do sistema de defesa a causar a doença.”

FATOR AGRAVANTE

Para o reumatologista José Goldemberg, da Unifesp, conhecer esse mecanismo possibilita tratar o problema com conhecimento científico. “Sem a “achometria”, que é a medida do achismo.”

Segundo Ari Halpern, reumatologista do hospital Albert Einstein, muitos estudos têm demonstrado relação entre o cigarro e a artrite e, entre os fatores que alteram o prognóstico da doença, o fumo é um dos mais importantes.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/886246-pesquisa-da-usp-mostra-como-cigarro-causa-artrite.shtml
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Mar / 2011

Fonte: Folha.com / EFE

Televisão e iPad antes de ir para a cama podem perturbar o sono, diz estudo

Assistir à televisão, usar o iPad ou checar o e-mail antes de ir para a cama pode perturbar o sono, segundo um estudo publicado na segunda-feira (7) pela Fundação Nacional do Sono nos Estados Unidos.

A fundação, que anualmente realiza uma enquete sobre os hábitos do sono, avalia que 43% dos americanos entre 13 e 64 anos dizem que nunca ou raramente dormem bem à noite durante a semana.

O estudo revelou que o uso de aparelhos tecnológicos de comunicação antes de dormir é um fenômeno generalizado.

Dos ouvidos, 95% disseram que assistem à televisão ou utilizam algum tipo de aparelho eletrônico, como computador, console de videogames ou telefone celular, por pelo menos uma hora antes de ir para a cama.

O telefone celular se transformou em um foco de alteração do sono, já que um em cada dez jovens entre 13 e 18 anos diz ser despertado todas ou quase todas as noites por uma mensagem de texto, uma ligação ou um e-mail.

Dois terços dos consultados assinalaram que durante a semana não conseguem dormir o que precisariam para ficar descansados.

A maioria disse que necessita entre sete e sete horas e meia de sono para sentir-se bem, mas dormem, em média, seis horas e 55 minutos.

“Enquanto essas tecnologias se transformaram em algo habitual, está claro que temos que aprender mais sobre seu uso apropriado e deixá-las à margem para ter bons hábitos de sono”, indicou David Cloud, diretor da Fundação Nacional do Sono.

Outra das descobertas é que os americanos tiram pequenos cochilos durante o dia para combater o sono, além de beber bastante café.

Para a enquete, a empresa de consultoria WB&A Market Research ouviu 1.508 pessoas escolhidas ao acaso, com idades entre 13 e 64 anos.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/885775-televisao-e-ipad-antes-de-ir-para-a-cama-podem-perturbar-o-sono-diz-estudo.shtml
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Mar / 2011

Fonte: Folha.com / BBC BRASIL

Refrigerantes podem aumentar pressão arterial, diz estudo

O consumo de refrigerantes e outras bebidas com grande quantidade de açúcar traz risco de aumento da pressão arterial, segundo afirma um estudo realizado por especialistas americanos e britânicos.

A pesquisa, feita com 2,5 mil pessoas e publicada na revista científica “Hypertension”, afirma que beber mais de 355 ml diários de bebidas com gás ou sucos de fruta contendo açúcar é o suficiente para desequilibrar a pressão.

Embora o motivo exato desta relação entre pressão e refrigerantes ainda não seja clara, os cientistas acreditam que o excesso de açúcar no sangue prejudica o tônus das veias sanguíneas e desequilibra os níveis de sal no organismo.

Na pesquisa, os participantes –todos americanos e britânicos, com idades entre 40 e 59 anos– anotaram o que haviam comido nas 24 horas anteriores e fizeram um exame de urina, além de terem medida a sua pressão arterial.

De acordo com a pesquisa, para cada lata de bebida com açúcar consumida por dia, os participantes tinham em média uma alta de 1,6mmHg (milímetro de mercúrio) em sua pressão sistólica (quando o coração se contrai e bombeia sangue no corpo).

Já a pressão diastólica – quando o coração relaxa e recebe o sangue do sistema circulatório– teve um acréscimo de 0,8mmHg para cada lata de refrigerante ou suco contendo açúcar bebido por dia.

Os cientistas descobriram que o consumo de açúcar era maior entre aqueles que tomavam mais de uma bebida açucarada por dia.

Além disto, segundo o estudo, os indivíduos que consumiam mais de uma dose diária de refrigerantes e bebidas açucaradas ingeriam em torno de 397 calorias a mais por dia do que as pessoas que bebiam produtos sem açúcar.

A entidade American Heart Association, sediada nos Estados Unidos, recomenda que não se consuma mais do que três latas de refrigerante de 355ml por semana.

Os cientistas também verificaram que, em geral, as pessoas que consumiam muitas bebidas açucaradas tinham dietas menos saudáveis e tinham uma tendência maior para o sobrepeso.

No entanto, segundo o estudo, a ligação entre refrigerantes e o aumento da pressão foi verificada nas pessoas entrevistadas independentemente destes fatores.

SAL E AÇÚCAR

No estudo, a relação entre bebidas açucaradas e pressão alta foi muito evidente em pessoas que consomem grandes quantidades tanto de sal quanto de açúcar. Médicos afirmam que o excesso de sal na dieta contribui para o aumento da pressão arterial.

“É amplamente sabido que, se você tiver muito sal em sua dieta, você terá mais chance de ter pressão alta”, diz o cientista responsável pelo estudo, Paul Elliott, da Escola de Saúde Pública do Imperial College (Londres).

“Os resultados deste estudo sugerem que as pessoas também devem ter cuidado com quanto açúcar consomem”, afirma.

A pressão alta é o maior fator de risco para doenças cardiovasculares. Médicos estimam que uma pessoa com uma pressão de 135mmHg por 85mmHg tem duas vezes mais chance de ter um enfarte ou um derrame cerebral do que alguém com 114mmHg por 75mmHg.

A entidade British Heart Foundation, com sede no Reino Unido, afirma que mais estudos são necessários para entender melhor a relação entre pressão arterial e açúcar.

A nutricionista-chefe da fundação, Victoria Taylor, diz que evitar o consumo em excesso de bebidas açucaradas é o melhor caminho para impedir a obesidade, outro fator de risco para doenças cardíacas.

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/882622-refrigerantes-podem-aumentar-pressao-arterial-diz-estudo.shtml
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Mar / 2011

Fonte: Folha.com / REUTERS

Vitamina D pode ajudar a regular açúcar no sangue de diabéticos

Consumir iogurte com quantidade extra de vitamina D pode ajudar pessoas com diabetes a regular o açúcar no sangue, segundo uma pesquisa feita no Irã.

No estudo, 90 adultos com diabetes foram divididos em três grupos. Todos recebiam iogurte todos os dias: um grupo recebia iogurte natural; outro, iogurte com dose extra de vitamina D; e o terceiro, iogurte com quantidade extra de vitamina D e cálcio.

Após de 12 semanas, “nós observamos uma melhoria relativamente notável nos níveis de açúcar no sangue em grupos que receberam mais vitamina D, em comparação ao grupo do iogurte natural” disse o coautor da pesquisa Tirang Neyestani, professor do Instituto Nacional de Pesquisa em Nutrição e Tecnologia de Alimentos do Irã.

Estudos anteriores sobre o papel da vitamina D em pacientes com diabetes não foram capazes de mostrar causa e efeito.

Na diabetes tipo 2, a forma mais comum da doença, o organismo tem dificuldade em usar a insulina para processar a glicose dos alimentos, resultando em níveis excessivos de açúcar no sangue. A vitamina D pode ajudar a regular a sensibilidade do organismo para a insulina e a possível produção de insulina pelo pâncreas.

Nos anos 80, numerosos estudos relacionaram a vitamina D a um risco menor de diabetes, porém outros autores não encontraram nenhum benefício. Um relatório recente mostrou a relação entre os níveis de vitamina D no sangue das mulheres e o risco de desenvolver diabetes tipo 2, por exemplo.

No novo estudo, 55 mulheres e 35 homens foram divididos em grupos de 30, e todos beberam seu iogurte específico duas vezes por dia. O iogurte natural continha 150 mg de cálcio, o iogurte enriquecido tinha 500 unidades internacionais (UI) de vitamina D e 150 mg de cálcio, e o iogurte fortificado duplamente continha 500 UI de vitamina D e 250 mg de cálcio.

Depois de três meses, o nível de açúcar no sangue do grupo do iogurte natural aumentou de 187 mg/dL para 203 mg/dL (miligrama por decilitro de sangue). Em ambos os grupos dos iogurtes enriquecidos, o nível de açúcar no sangue caiu de 184 mg/dL para cerca de 172 mg/dL. Níveis de açúcar no sangue acima de 126 mg/dL são considerados diabetes.

As pessoas do grupo que recebeu o iogurte fortificado perderam uma média de 2 kg a 5 kg durante o estudo, enquanto o peso do grupo do iogurte natural permaneceu o mesmo.

Embora esta diferença possa parecer pequena, ela pode ter afetado os níveis de açúcar no sangue dos participantes, disse Anastassios Pittas, professor assistente de medicina na Tufts University School of Medicine, em Boston, que não fez parte do estudo.

“A perda de peso por si só, independentemente do que ela provoca, pode melhorar o diabetes”, explicou.

Também é importante ressaltar que a vitamina D foi dada no iogurte, em vez de como um complemento. Tomar a vitamina por si só pode produzir resultados diferentes, segundo o professor.

“Iogurte contém probióticos, bactérias boas que nos ajudam a digerir os alimentos, e há alguns indícios de que também possam ser importantes para diabetes”, explicou Pittas.

O estudo, publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”, foi financiado pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Nutrição e Tecnologia de Alimentos do Irã. O iogurte foi doado pelas indústrias de laticínios do país e substituiu a quantidade equivalente de leite na dieta dos participantes.

Pessoas com diabetes tipo 2 devem seguir a atual recomendação do Instituto de Medicina de 600 IU de vitamina D por dia, Pittas disse.

O estudo é “um pouco bom demais para ser verdade”, acrescentou ele, mas “fornece evidências adicionais para estudos de longo prazo. Eu ainda não diria que todos nós deveríamos tomar iogurte com vitamina.”

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/880622-vitamina-d-pode-ajudar-a-regular-acucar-no-sangue-de-diabeticos.shtml
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Mar / 2011

Fonte: Folha.com / REUTERS

Ligações em celulares alteram atividade cerebral, diz estudo

Passar 50 minutos com o celular colado ao ouvido pode ser suficiente para alterar a atividade das células na porção do cérebro que fica mais próxima da antena do aparelho.

Não se sabe, no entanto, se a prática causa danos, segundo cientistas norte-americanos do National Institutes of Health, cujo estudo não esclarece dúvidas recorrentes quanto a um possível vínculo entre celulares e câncer de cérebro.

“O que demonstramos é que o metabolismo da glicose [um sinal de atividade cerebral] se intensifica no cérebro de pessoas expostas a celulares, na área mais próxima à antena”, disse Nora Volkow, do NIH, que teve o estudo publicado pelo “Journal of the American Medical Association”.

O estudo tinha por objetivo examinar de que maneira o cérebro reage ao campo eletromagnético gerado por sinais de telefonia sem fio.

Volkow disse ter sido surpreendida pelo fato da baixa radiação eletromagnética dos celulares afetar a atividade cerebral, mas disse que as constatações do estudo não oferecem indicações de que celulares causam ou não câncer.

“O estudo nada indica quanto a isso. O que faz é demonstrar que o cérebro humano é sensível à radiação eletromagnética gerada pela exposição a celulares”, disse.

O uso de celulares explodiu desde a metade dos anos 80, e hoje existem mais de 5 bilhões de aparelhos no mundo.

Alguns estudos vinculam exposição a celulares e maior risco de câncer de cérebro, mas um grande estudo conduzido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) teve resultados inconclusivos.

A equipe de Volkow avaliou 47 pessoas que passaram por tomografia cerebral com um celular ligado perto do ouvido por 50 minutos, e por uma segunda tomografia com o aparelho desligado.

Embora não tenham sido registradas mudanças gerais no metabolismo cerebral, na região mais próxima à antena do celular houve aumento de 7% na atividade metabólica, quando os aparelhos estavam ligados.

Especialistas afirmaram que os resultados são intrigantes mas devem ser interpretados com cautela.

“Ainda que a importância biológica, se há alguma, do metabolismo de glicose acelerado por exposição aguda a celulares seja desconhecida, o resultado justifica novas pesquisas”, escreveram Henry Lai, da University of Washington, em Seattle, e Lennart Hardell, do Hospital Universitário de Orebro, na Suécia, em comentário que acompanhou o estudo.

“Há muito a fazer para investigar e compreender melhor esses efeitos”, afirmaram eles.

http://www1.folha.uol.com.br/tec/879939-ligacoes-em-celulares-alteram-atividade-cerebral-diz-estudo.shtml

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Mar / 2011

Fonte: Diário da Saúde / Unicamp

Hortelã trata e inibe surgimento de úlceras estomacais

Hortelã contra úlcera

Cerca de 10% da população mundial tem ou já enfrentou um quadro de úlcera péptica em algum momento da vida.

Esta doença, que causa danos e desconforto ao estômago, acomete principalmente indivíduos com idade entre 30 e 70 anos, e seu desenvolvimento está fortemente relacionado com a digestão alimentar.

Isso quando há sobreposição de fatores que agridem a mucosa gástrica – ácido clorídrico e pepsina – em relação aos fatores que a protegem – muco e bicarbonato, por exemplo.

A bióloga Christiane Takayama, da Unicamp, descobriu que o hortelã pode ser uma opção viável para amenizar os sintomas das pessoas que sofrem com as úlceras.

A pesquisadora testou um óleo essencial da espécie Hyptis spicigera, popularmente conhecida como catirina, hortelã, cheirosa ou cheirosa-de-espiga.

Inibição das úlceras

Em sua pesquisa, Christiane forneceu os resultados preliminares que deverão confirmar, após novos testes de toxicidade, mais detalhes sobre o óleo desta planta e essa propriedade farmacológica.

O fato é que ele chegou a inibir praticamente em 100% a formação da lesão ulcerativa.

A primeira contribuição da bióloga foi concluir – em modelos animais – que tal planta possui sim atividade antiulcerogênica.

“Assim sendo, parte deste contingente da população mundial poderá ser contemplado com os benefícios desta pesquisa, depois que ela ultrapassar a fase de testes e adentrar a indústria farmacêutica”, prevê ela.

Acidez estomacal

O trabalho da pesquisadora, orientada pela professora Alba Regina Monteiro Souza Brito, consistiu em avaliar os mecanismos desta atividade na base testada de 100 mg/kg.

Ao se aumentar o muco gástrico, a camada responsável por proteger o estômago contra o suco gástrico (que contém pepsina e ácido clorídrico, os quais maltratam a mucosa estomacal), ele conseguiu defender o órgão contra a formação de lesões ulcerativas, não somente reduzindo-as, mas também impedindo a sua formação.

“Foi um resultado encorajador”, comemora. Segundo ela, não existia na literatura científica provas cabais dessas atividades. “O que havia era apenas indicação popular, contudo nenhum estudo comprobatório desse potencial do óleo.”

Atividade antioxidante

Christiane descobriu mais.

Outro mecanismo encontrado foi o de atividade antioxidante, capaz de abrandar a formação de espécies reativas de oxigênio por mecanismo de transferência de hidrogênio. Esta atividade foi avaliada tanto in vitro quanto in vivo em ratos.

Além disso, o óleo exibiu ainda um forte potencial de cicatrização, conseguindo reduzir praticamente em 90% a área da lesão de úlcera nos animais.

Para que isso acontecesse, houve a elevação dos níveis dessas substâncias que promovem o processo de cicatrização, que são a COX-2 e o EGF (fator de crescimento epidermal). O óleo da Hyptis spicigera aumentou mais que duas vezes a produção do EGF. Mostrou-se que, na prática, elas interferem aumentando a proliferação celular e, por isso, estimulam a cicatrização na mucosa gástrica dos animais e, possivelmente, em humanos.

O estômago produz ácido clorídrico e outras substâncias que se encarregam do processo de digestão. O conteúdo desse órgão torna-se, portanto, mais ácido, podendo lesionar a parede do estômago, caso os mecanismos de proteção do estômago estejam reduzidos.

De acordo com a bióloga, o estômago contém células produtoras do muco que recobre a parede estomacal. Junto com ele, a secreção de bicarbonato é outro fator protetor, por ajudar a neutralizar o ácido.

Pois bem, tais mecanismos de produção de muco são controlados graças à ação das prostaglandinas. Contudo, é sabido que determinados anti-inflamatórios as limitam, retirando a proteção do estômago e do duodeno. É por esta causa que muitas pessoas sentem dor quando tomam este tipo de medicamento ou derivados.

Óleos essenciais

Esse e outros estudos têm sido possibilitados e sustentados por uma grande aliada – a área de óleos essenciais, que está em franca expansão nos cinco continentes.

Por terem um odor agradável, são empregados em geral na indústria de perfumes, sendo ainda adotados na indústria de cosméticos, produtos de limpeza e também no setor alimentício.

Neste caso, ele apresenta uma marcada atividade antioxidante, de modo a reduzir as espécies reativas de oxigênio, os radicais livres, que agridem os tecidos e são protagonistas em sua degradação.

Os óleos essenciais são extraídos de partes de plantas, particularmente caule, folhas, raízes, flores, inflorescências, frutos ou sementes. São óleos voláteis (que evaporam mesmo em condições normais) e, em geral, aromáticos.

Mais recentemente, muitas investigações reforçam suas atividades farmacológicas. Por este motivo foi que Christiane resolveu analisar este óleo essencial.

Do popular ao científico

Conforme a pesquisadora, a matéria-prima do óleo é utilizada como indicação popular desde a Antiguidade. Os estudos científicos, porém, começaram a se intensificar mais a partir da década de 1980.

A questão envolvendo o setor farmacológico e de atividade antioxidante são ainda recentes. Advêm da década de 1990. “Com a descoberta dessas atividades em óleos essenciais, as perspectivas futuras são as melhores, restando encontrar uma melhor maneira de administrá-los em seres humanos”, assinala a bióloga.

Quando trabalhava com os experimentos animais, ela colocou em prática, como forma de administração, um veículo a priori aplicável em animais: otween. Por se tratar de um óleo essencial, uma substância lipofílica (aquela que não é solúvel em água), ele precisava apenas de um veículo que o solubilizasse. “O próximo passo será encontrar um jeito de fazer a sua administração em humanos por via oral”, revela Christiane.

Até o momento, acredita-se que o que pode render um melhor resultado é a produção de medicamentos em microcápsulas, trabalho hoje desenvolvido pelo professor Marcos Salvador, que atua na área de Fisiologia Vegetal. Ele avalia a viabilidade dessa forma de administração, já que diversos outros medicamentos corroboram a sua aplicabilidade e eficácia.

Com certeza, acentua Christiane, mais investigações serão necessárias para apurar a toxicidade contida nesse óleo. No caso do presente estudo, a bióloga realizou um screening de doses, separando a mais efetiva, que foi aquela de 100 mg/kg. Analisou apenas dois, dos muitos, parâmetros toxicológicos – a evolução ponderal dos animais e órgãos vitais como o fígado, o coração, os pulmões e os rins.

Pelas análises desenvolvidas até aqui, não foi verificado nenhum sinal de toxicidade, pelo menos não na dose estudada. A pesquisadora pontua que esses resultados fazem parte de testes pré-clínicos e que existe um longo caminho para se chegar à análise em humanos, que pode demorar algo em torno de cinco a dez anos, estima.

Hortelã

O gênero Hyptis apresenta diversidade morfológica e é encontrado no Cerrado brasileiro, com cerca de 300 a 400 espécies registradas, segundo Harley (1988).

Atualmente, é consenso que elas são eficazes no tratamento de infecções gastrointestinais, câimbras, dores e infecções da pele.

Além do mais, possuem efeito anestésico, antiespasmódico, anti-inflamatório e abortivo.

No caso de Hyptis spicigera, trata-se de uma erva daninha e aromática, uma espécie de hortelã, diferente da comumente usada para fazer chás e infusões.

Tem como característica peculiar a inflorescência, que a diferencia das demais espécies de Hyptis.

A inflorescência, afirma Christiane, é a parte da planta onde se localizam as flores, descrita pela forma como se dispõem umas em relação as outras. Normalmente aparece como um prolongamento que se assemelha ao caule, provido de folhas modificadas chamadas brácteas. Nas axilas destas brácteas, localizam-se as flores.

Muitas famílias botânicas, frisa, se distinguem facilmente pelo seu tipo de inflorescência. “Na verdade, ela integra um conjunto de flores, não apenas uma”, explica.

Na mata, logo se observa que ali existe essa planta, graças ao seu aroma característico. O óleo que Christiane trabalhou foi o comercial, encontrado em empresa produtora de óleos essenciais.

O seu trabalho integra a linha de pesquisa “Atividade Antiulcerogênica de Produtos Naturais”, coordenada pela professora Alba Brito, que é ainda responsável pelas linhas sobre a colite e as inflamações.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=hortela-ulceras-estomacais&id=6262
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Fev / 2011

Fonte: Folha / France Press

Estudo relaciona dieta de ‘junk food’ a Q.I. baixo

Crianças com dieta rica em comida processada podem apresentar Q.I. ligeiramente mais baixo, de acordo com um amplo estudo divulgado no “Journal of Epidemiology and Community Health” da BMA (British Medical Association) e que já está sendo aclamado como o mais abrangente do tipo.

A conclusão da pesquisa é o resultado do acompanhamento de 14.000 pessoas nascidas na Inglaterra entre 1991 e 1992, que tiveram a saúde e o bem-estar foram monitorados aos três, quatro, sete e oito anos e meio.

Os pais das crianças foram orientados a preencher questionários que perguntavam, entre outras coisas, o que seus filhos comiam e bebiam.

Três padrões de dieta foram então identificados: o primeiro, rico em gorduras processadas e açúcar; o segundo, uma dieta “tradicional” com base em carne e vegetais; e o terceiro, considerado “saudável”, com muita salada, frutas e vegetais, além de macarrão e arroz.

Quando as crianças chegaram aos oito anos e meio, seu Q.I. (sigla para quociente de inteligência) foi medido através de uma ferramenta padrão conhecida como Escala de Inteligência de Wechsler.

Entre as 4.000 crianças cujos dados estão completos, é possível perceber uma diferença significativa de Q.I. daquelas que consumiam comida processada em relação às submetidas a uma dieta saudável nos primeiros anos da infância.

Ao todo, 20% das crianças participantes consumiam grande quantidade de comida processada, e o Q.I. médio aferido entre elas é 101. Já entre os 20% alimentados de maneira saudável, o Q.I. médio é 106.

“É uma diferença muito pequena, não é uma diferença vasta”, admite Pauline Emmett, uma das autoras do estudo, que pertence à Escola de Medicina Social e Comunitária da Universidade de Bristol.

“No entanto, ela as torna menos capazes de lidar com a educação, menos capazes de lidar com algumas coisas na vida”, acrescenta.

A associação entre nível de Q.I. e nutrição é um ponto polêmico e exaustivamente debatido, uma vez que pode ser influenciada por inúmeros fatores como o contexto social e econômico de cada indivíduo.

É possível argumentar, por exemplo, que uma família de classe média tem mais interesse (ou mais condições) de servir uma refeição saudável aos filhos, além de dar mais estímulo à criança para que consuma alimentos saudáveis, em comparação com famílias mais pobres.

Emmett explica que sua equipe dedicou especial cuidado para neutralizar este tipo de fator na aferição dos dados.

“Temos todo o controle do nível educacional da mãe, da classe social da mãe, sua idade, se vive em casa própria, o que aconteceu em sua vida, qualquer coisa errada, o ambiente da casa, se há livros ou se assiste muita televisão, coisas assim”, diz a pesquisadora.

Além disso, afirma, o tamanho do estudo não tem precedentes na área.

“É uma amostra gigantesca, é muito maior do que qualquer coisa que alguém já tenha feito”, acrescentou.

Emmett enfatiza, entretanto, que ainda são necessários mais trabalhos para descobrir se este impacto no Q.I. das crianças continua à medida que envelhecem.

Sobre por que uma dieta rica em “junk food” teria esta influência sobre a inteligência, a pesquisadora sugere que a falta de vitaminas e minerais vitais para o desenvolvimento do cérebro, adquiridos em pouca quantidade em alimentos processados, em um momento fundamental da infância, pode ser responsável pela diferença.

“Uma dieta de ‘junk food’ não proporciona um bom desenvolvimento do cérebro”, conclui.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/872372-estudo-relaciona-dieta-de-junk-food-a-qi-baixo.shtml
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Fev / 2011

Fonte: Folha / France Press

Dieta nos primeiros 3 anos de vida pode afetar inteligência

Uma dieta rica em gorduras e açúcares durante os primeiros anos de vida poderia afetar o desenvolvimento do quociente intelectual das crianças.

Assim demonstrou um estudo publicado nesta segunda-feira pelo revista científica “British Medical Journal” e realizado por especialistas da Universidade de Bristol, no Reino Unido.

Os autores da pesquisa baseiam suas conclusões no estudo ALSPAC, realizado com 14 mil crianças nascidas entre 1991 e 1992, e pretendia fazer um acompanhamento a longo prazo da saúde dos participantes.

Com este objetivo, os pais completaram questionários detalhados sobre o tipo de comida e bebida que seus filhos consumiam aos três, quatro, sete e oito anos e meio.

Periodicamente, as crianças foram submetidas ao teste de inteligência Wechsler, que revelou que aquelas cuja dieta era pouco saudável apresentaram um coeficiente intelectual menor que os que comiam bem.

Os padrões de alimentação entre os quatro e os sete anos não tiveram impacto no nível de inteligência das crianças, mas sim o tipo de dieta até os três anos.

Os especialistas esclareceram que estes estudos sugerem que “os efeitos cognitivos relacionados com os hábitos alimentares nos primeiros anos de vida poderiam persistir mesmo alterando a dieta”.

No entanto, os especialistas também disseram que estes resultados são “modestos” e recomendaram efetuar novas pesquisas para entender melhor o efeito sobre a inteligência que pode ter um determinado tipo de dieta em uma idade avançada.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/872087-dieta-nos-primeiros-3-anos-de-vida-pode-afetar-inteligencia.shtml
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Fev / 2011

Fonte: Folha / France Press

Chocolate tem mais antioxidantes do que sucos de fruta

Boa notícia para os amantes de chocolate: duas novas pesquisas dão mais detalhes sobre seus benefícios.

Uma delas, publicada no “Chemistry Central Journal”, afirma que o chocolate é uma fonte rica de antioxidantes e contém mais polifenois e flavonoides do que alguns sucos de fruta, como os de açaí, romã e cranberry (oxicoco, em português).

Os pesquisadores compararam grama por grama a quantidade de antioxidantes do chocolate em pó com frutas. Descobriram que havia mais poder antioxidante e flavonoides no chocolate.

Quando a comparação foi feita entre chocolate amargo, chocolate em pó, chocolante quente e sucos de fruta, os chocolates amargo e em pó também tinham mais poder antioxidante e mais flavonoides e polifenois que os sucos. Por esses resultados, a pesquisadora afirmou que o cacau pode ser considerado uma “superfruta”.

A segunda pesquisa foi publicada no “Journal of Agricultural and Food Chemistry” e mostra como o chocolate aumenta a produção do colesterol bom (HDL).

Os polifenois presentes no cacau aceleram a atividade de certas proteínas, incluindo aquelas que se ligam ao DNA, para aumentar os níveis de colesterol bom e diminuir o colesterol ruim (LDL).

A explicação é que eles aumentam os níveis da apolipoproteína A1, principal componente do colesterol bom, e diminuem a B (ApoB) no fígado e no intestino.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/871961-chocolate-tem-mais-antioxidantes-do-que-sucos-de-fruta.shtml
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Fev / 2011

Fonte: Folha.com

Cafeína age de forma oposta em homens e mulheres sob estresse

Um estudo realizado por psicólogos da Universidade de Bristol descobriu que beber café com cafeína aumenta a performance de uma mulher em situações de estresse, mas tem efeito oposto sobre os homens.

Eles se tornam menos confiantes e demoram mais tempo para concluir tarefas depois de tomar diversas xícaras de café.

A informação foi publicada no site do jornal britânico “The Telegraph” na terça-feira (1º).

Os resultados, publicados no “Journal of Applied Social Psychology”, sugerem que a bebida pode ter efeitos radicalmente diferentes em ambos os sexos, em situações de alta pressão.

Segundo a Associação Britânica do Café, os consumidores do Reino Unido bebem cerca de 70 milhões de xícaras de café por dia.

Alguns dos benefícios de saúde potenciais incluem proteção contra diabetes, doença de Alzheimer, lesões hepáticas e até mesmo gota.

A cafeína presente no café é um conhecido estimulante que age no cérebro e pode combater a sonolência e a fadiga.

Mas os pesquisadores queriam examinar o que o café faz com o corpo quando ele já está sob estresse, especialmente quando grandes quantidades são consumidas em reuniões de alta pressão.

Eles recrutaram 64 homens e mulheres e os separaram em pares do mesmo sexo. A cada par foi entregue uma série de tarefas para ser concluída, como realizar negociações, completar quebra-cabeças e resolver testes de memória.

Para aumentar o estresse, os pares também foram informados de que teriam que fazer uma apresentação pública relacionada às suas tarefas.

Em seguida, os investigadores deram café com cafeína ou descafeinado aos pares e os monitoraram durante todo o experimento.

Eles descobriram que a capacidade de um bom desempenho para lidar com situações de estresse entre os homens que tinham bebido café com cafeína foi “muito prejudicada”.

Por exemplo, eles demoraram uma média de 20 segundos a mais para completar os quebra-cabeças do que aqueles que tomaram café descafeinado.

Por outro lado, as mulheres que tomaram cafeína completaram o exercício 100 segundos mais rápido.

Os peritos acreditam que a chave para os efeitos do café sobre os sexos está na forma como homens e mulheres respondem de forma diferente ao estresse.

Os homens estão sujeitos a “lutar ou fugir”, enquanto as mulheres estão mais inclinadas a trabalhar juntos para resolver o problema que enfrentam.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/869763-cafeina-age-de-forma-oposta-em-homens-e-mulheres-sob-estresse.shtml

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Fev / 2011

Fonte: dw-world.de

Açúcar também pode causar dependência, alerta estudo

Um bombom seguido de outro e, de repente, a caixa de chocolates está vazia. Um grupo de cientistas alemães tenta descobrir como o açúcar pode levar à dependência.

A grande maioria das pessoas não consegue resistir ao chocolate – mesmo quando a vontade é dizer “não”. A suspeita de que o açúcar cause dependência levou pesquisadores do Instituto Central para Saúde Psicológica de Mannheim a mergulharem no tema.

Da mesma maneira que a pessoas se viciam em álcool, tabaco ou outras drogas, os estudiosos tentam compreender quando e por que o açúcar pode causar dependência.

O efeito da comida

Para desvendar a questão, o pesquisador Falk Kiefer submete pacientes acima do peso a uma sessão de ressonância magnética e observa suas reações diante da exibição de imagens de doces, bolos e sorvetes.

Com o experimento, Kiefer descobriu que as imagens ativam o chamado mecanismo de compensação do cérebro em pessoas que apresentam problemas alimentares.

Em todos os casos, foi observada a liberação de dopamina, um neurotransmissor que estimula o sistema nervoso central. Também conhecida como “hormônio da felicidade”, a substância proporciona expectativas positivas e a sensação de bem-estar.

Açúcar e drogas

Esta reação é comparável aos efeitos provocados por drogas ou álcool. Quando administrado em doses cada vez mais altas em ratos, por exemplo, o álcool provoca a liberação da dopamina. Quando o animal deixa de receber a substância, ele demonstra sintomas humanos de abstinência, como tremores, inquietação e ansiedade.

Sintomas semelhantes são observados quando os ratos recebem água com açúcar. Os pesquisadores encontraram no cérebro dos ratos “viciados em açúcar” as mesmas alterações observadas em pessoas viciadas em drogas.

“Os processos que são liberados no mecanismo de compensação pelo açúcar são, de fato, comparáveis com o álcool e a nicotina”, assegura o pesquisador Rainer Spanagel.

Vício e o cérebro

Além do mecanismo de compensação, o consumo de drogas envolve ainda o circuito cerebral do estresse, liberando neurotransmissores produzidos pelo próprio corpo, como a endorfina e opióides.

Esses neurotransmissores são responsáveis pela sensação de felicidade e causam o vício. Grande quantidade de açúcar transforma os dois sistemas nos ratos, explica Spanagel. O pesquisador acredita que as conclusões possam também ser válidas para pessoas, já que testes com animais na área de dependência química são geralmente aplicáveis a seres humanos.

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,14809773,00.html
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Fev / 2011

Fonte: Diário da Saúde

Vegans e vegetarianos precisam ingerir mais ômega-3 e vitamina B12

Estilo vegan

Pessoas que seguem um estilo de vida vegan podem ter um maior risco de desenvolver coágulos de sangue e aterosclerose, o chamado “endurecimento das artérias”.

Essas condições podem ocasionar ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais, ou derrames.

A melhor saída pode ser a adoção de suplementos de ácidos graxos e vitaminas, que compensem a falta de ingestão de alguns compostos presentes em alimentos que não fazem parte da dieta.

Vegans são os vegetarianos estritos, que não comem carne ou produtos animais de qualquer espécie.

A conclusão sobre os efeitos dessas restrições alimentares é resultado de uma análise de dezenas de artigos científicos publicados sobre a bioquímica do vegetarianismo nos últimos 30 anos.

Deficiências alimentares dos vegetarianos

Duo Li e seus colegas relatam que são os “comedores de carne” – são os cientistas que nomeiam assim os que não são vegetarianos – que costumam ter uma combinação significativamente maior de fatores de risco cardiovascular, muito superior à dos vegetarianos.

Os vegans têm um risco muito menor, mas isto não significa que eles estejam imunes a esses problemas.

A dieta dos vegans costuma ter deficiências de diversos nutrientes essenciais, o que inclui ferro, zinco, vitamina B12 e ácidos graxos ômega-3.

Embora uma dieta vegetariana balanceada possa fornecer proteínas suficientes, o mesmo não acontece sempre com relação à gordura e aos ácidos graxos.

Em decorrência, os vegans tendem a ter níveis elevados de homocisteína no sangue e níveis baixos de HDL, a forma “boa” do colesterol. Ambos são fatores de risco para doenças cardíacas.

Complementos para vegetarianos e vegans

Os cientistas concluem que há uma forte base científica para que os vegetarianos e vegans aumentem os níveis de ômega-3 e vitamina B12 em suas dietas para ajudar a reduzir esses riscos.

O salmão e outros peixes oleosos – para os vegetarianos não estritos -, assim como nozes e alguns outros frutos secos são as melhores fontes de ômega-3.

Boas fontes de vitamina B12 incluem frutos do mar, ovos e leite fortificado – que podem ser opções para os não-vegans.

Suplementos alimentares também podem fornecer esses nutrientes.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=vegans-vegetarianos-ingerir-mais-omega-3-vitamina-b12&id=6172
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Fev / 2011

Fonte: Diário da Saúde

Romã pode se tornar fonte de ingredientes antioxidantes

Antocianinas da romã

Considerada desde o império romano como um símbolo de riqueza, a romã contém, entre os diversos compostos bioativos, as antocianinas.

Assim como a vitamina C, vitamina E e o betacaroteno, por terem deficiência de elétrons, as antocianinas captam facilmente os radicais livres.

Esses radicais, se produzidos ou absorvidos em excesso, aumentam os riscos para doenças como hipertensão, cataratas, artrite e envelhecimento precoce.

Isso pode ocorrer principalmente quando há demasiada ingestão de bebidas alcoólicas, estresse intenso e muita exposição à poluição, ao tabaco e ao Sol, situações que danificam as células saudáveis.

De acordo com estudos da Universidade de Baroda, na Índia, o fruto tem três vezes mais capacidade antioxidante do que o vinho e o chá verde. Não é por acaso que os povos árabes acreditavam em suas propriedades para fins medicinais.

Compostos da romã

Agora, a Embrapa, juntamente com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), está tentando desenvolver novas técnicas para o aproveitamento desses elementos da fruta.

O mercado para a romã no Brasil tem crescido consistentemente, o que tem ampliado as áreas cultivadas com o fruto.

A pesquisadora Regina Isabel Nogueira, da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro), espera obter a antocianina e outros compostos bioativos concentrando-os e estabilizando-os por microencapsulação por um processo chamado spray drier.

Nesse processo, pequenas gotas de material líquido são recobertas com um fino filme protetor.

Os materiais microencapsulados (material ativo ou núcleo) são envoltos num material formador de filme (material de parede ou agente encapsulante) onde cápsulas extremamente pequenas podem liberar o conteúdo de forma controlada e sob condições específicas.

Trata-se de uma tecnologia inovadora que tem sido empregada com êxito na indústria de cosméticos, farmacêutica e alimentícia.

Óleo de romã

Também será estudado o óleo obtido por prensagem das sementes da fruta com o objetivo de caracterizar o perfil dos ácidos graxos e as propriedades que possam interessar à indústria de alimentos.

A pesquisadora ainda prevê a opção de cristalizar a casca da romã, expondo-a em contato com a calda de açúcar para reduzir em até 50% o teor de água. Com isto, a fruta aumenta seu tempo de conservação e diminui seu peso e volume, gerando economia no custo de transporte, além de adocicar seu sabor levemente ácido.

Este processo, por ser muito simples, poderá despertar o interesse de produtores como uma forma de apresentar a fruta para consumo de forma semelhante à encontrada hoje por meio do gengibre cristalizado.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=antioxidantes-roma&id=6163
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Jan / 2011

Fonte: Folha.com/ “NEW YORK TIMES”

Gengibre pode ajudar a aliviar dores musculares

A propriedade do gengibre de acalmar o estômago é bem conhecida. Mais recentemente, porém, cientistas se perguntaram se os efeitos tranquilizadores também se estenderiam a dores musculares.

O gengibre, membro da mesma família do açafrão, contém compostos anti-inflamatórios e óleos voláteis –o óleo de gengibre– que mostram efeitos analgésicos e sedativos em estudos com animais. Assim, no ano passado, uma equipe de pesquisadores testou se o gengibre poderia fazer o mesmo em seres humanos.

No estudo, publicado em “The Journal of Pain” em setembro, os cientistas recrutaram 74 adultos e os colocaram para fazer exercícios que supostamente causariam dores e inflamações musculares. Durante 11 dias, os participantes comiam, diariamente, dois gramas de gengibre ou um placebo. No final, os grupos do gengibre mostraram reduções de 25% nas dores musculares, passadas 24 horas dos exercícios.

Num estudo duplo-cego parecido, cientistas compararam o que acontecia quando os participantes comiam dois gramas de gengibre ou um placebo, um dia depois do exercício, e em seguida, dois dias depois. O gengibre parecia não surtir efeito logo após a ingestão. Mas pôde ser associado a uma redução na dor no dia seguinte, levando os pesquisadores a concluir que o gengibre pode ajudar a “atenuar a progressão diária da dor muscular”.

Outros estudos mostraram que consumir gengibre antes de se exercitar não traz impacto sobre dor muscular, consumo de oxigênio e outras variáveis fisiológicas durante, ou imediatamente após uma sessão de exercícios. Isso sugere que, se o gengibre gera quaisquer benefícios, eles devem se limitar a reduções das dores nos dias após os exercícios.

A conclusão: O gengibre pode ajudar a aliviar as dores, mas apenas um dia ou mais depois dos exercícios.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/866998-gengibre-pode-ajudar-a-aliviar-dores-musculares.shtml

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Jan / 2011

Fonte: Folha.com/ EFE

Doença pulmonar em prematuros pode melhorar com boa alimentação

A doença pulmonar que costuma se desenvolver nos bebês prematuros requer um prolongado tratamento após o nascimento. Mas pode ser melhorada com uma alimentação adequada, segundo um estudo da Universidade de Michigan.

A pesquisa, publicada na quarta-feira (26) na revista médica “Pediatric Pulmonology”, demonstra a relação entre o crescimento pulmonar das crianças e sua alimentação.

Assim, entre os 18 bebês com DBP (displasia broncopulmonar) nos quais se baseia o estudo, aqueles que ganharam peso acima da média melhoraram seus volumes pulmonares de forma notável.

A DBP se desenvolve tipicamente em bebês prematuros, que requerem uma prolongada ventilação ou tratamento com oxigênio depois do nascimento, o que leva a reduções significativas no fluxo de ar comparado a crianças que nascem de nove meses.

Além disso, os bebês que sofrem desta doença pulmonar têm mais probabilidades de desenvolver asma no futuro.

Os responsáveis pelo estudo advertem que são necessárias mais pesquisas que examinem os efeitos de diferentes regimes nutricionais sobre o crescimento pulmonar, ao mesmo tempo em que reconhecem que até os bebês que melhoram com uma boa alimentação não são capazes de alcançar os volumes pulmonares das crianças não prematuras.

São considerados prematuros os bebês que nascem antes das 37 semanas de gravidez, o que ocorre com uma de cada oito crianças nascidas nos Estados Unidos, segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças do país.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/866827-doenca-pulmonar-em-prematuros-pode-melhorar-com-boa-alimentacao.shtml

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Jan / 2011

Fonte: Folha.com/ EFE

Consumo de gorduras saturadas e trans eleva risco de depressão

Pesquisadores das universidades espanholas de Navarra e Las Palmas de Gran Canaria demonstraram que existe uma relação entre a ingestão de gorduras trans e saturadas e o risco de sofrer depressão.

Este é o resultado de um estudo realizado durante seis anos com 12.059 voluntários, cuja dieta, estilo de vida e doenças foram analisados.

Segundo o centro acadêmico de Navarra, nenhum voluntário sofria de depressão no início do estudo, mas no final foram detectados 657 casos.

Os participantes com um elevado consumo de gorduras tipo trans –presentes de forma artificial na confeitaria industrial e em fast-food, e de forma natural em alguns produtos lácteos– apresentaram um risco de depressão de até 48% maior que os participantes que não as consumiam.

Assim explicou Almudena Sánchez-Villegas, professora titular de Medicina Preventiva da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria, primeira autora do trabalho.

Além disso, o estudo revelou uma relação dose-resposta “de modo que quanto mais gorduras trans eram consumidas, maior efeito prejudicial era causado nos voluntários”, afirmou a especialista.

A equipe dirigida por Miguel Ángel Martínez-González, catedrático de Medicina Preventiva da Universidade de Navarra, analisou também a influência das gorduras poliinsaturadas –abundantes em pescados e óleos vegetais– e as do azeite de oliva.

“Descobrimos que este tipo de gordura mais saudável, junto ao azeite de oliva, estão associadas a uma redução do risco de sofrer depressão”, ressaltou o pesquisador e diretor do projeto.

Os especialistas advertem que nos últimos anos a incidência da depressão aumentou, atingindo 150 milhões de pessoas no mundo, tornando-se a principal causa de perda de anos de vida nos países de renda per capita média.

Isto se deve, segundo Almudena, “a uma mudança radical nas fontes de gorduras consumidas nas dietas ocidentais”, onde foram substituídos alguns tipos de gorduras boas –poliinsaturadas e monoinsaturadas de frutos secos, óleos vegetais, azeite de oliva e pescados– pelas saturadas e trans –de carnes, manteigas, confeitaria industrial e fast-food.

A pesquisa, publicada na revista médica “PLoS ONE”, foi realizada em uma população com uma ingestão baixa de gorduras trans, já que estas só representavam 0,4% da energia total ingerida pelos voluntários.

“Apesar disso, observamos um aumento do risco de depressão próximo a 50%. Daí a importância do estudo especialmente para países como os EUA, onde a percentagem de energia procedente destes alimentos ronda 2,5%”, concluiu Martínez-González.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/866758-consumo-de-gorduras-saturadas-e-trans-eleva-risco-de-depressao.shtml

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Jan / 2011

Fonte: Folha.com/ “NEW YORK TIMES”

Dieta mediterrânea é alimento para o cérebro

A dieta mediterrânea –focada em vegetais, peixes e azeite, com quantidades moderadas de vinho– pode estar ligada a uma desaceleração nas taxas de declínio mental em idosos.

Alguns estudos anteriores sugeriram que a dieta tinha efeitos benéficos para o cérebro, mas as evidências não eram sólidas. Um novo relato analisou dados de um estudo contínuo iniciado em 1993, realizado com 3.790 moradores de Chicago, com 65 anos ou mais. Os pesquisadores testaram a acuidade mental dos participantes em intervalos de três anos, e acompanharam seu grau de adesão à dieta mediterrânea numa escala de 55 pontos.

O alto grau de adesão à dieta estava associado a taxas mais lentas de declínio cognitivo, mesmo depois de controlar para tabaco, escolaridade,obesidade, hipertensão e outros fatores.

A principal autora, Christine Tangney, professora-associada de nutrição da Faculdade de Medicina Rush, em Chicago, afirmou que respeitar a dieta fazia uma grande diferença. Aqueles na terça parte superior em adesão, disse ela numa entrevista por telefone, eram cognitivamente dois anos mais jovens do que os participantes na terça parte inferior.

O estudo, publicado em “The American Journal of Clinical Nutrition”, demonstra pontos fortes no projeto de prospecção, na grande amostragem e no uso de um questionário validado para dietas. Mas os autores reconheceram que não havia como considerar todas as variáveis possíveis, e avisaram que se tratava de um estudo observacional que não tira conclusões de causa e efeito.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/865309-dieta-mediterranea-e-alimento-para-o-cerebro.shtml
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Jan / 2011

Fonte: Folha.com/ BBC Brasil

Fumar causa danos genéticos minutos após inalação, diz estudo

Um estudo realizado por cientistas norte-americanos concluiu que a fumaça do cigarro começa a provocar danos genéticos minutos –e não anos– após chegar aos pulmões.

Os pesquisadores envolvidos no estudo de pequeno porte descreveram os resultados como um alerta para pessoas inclinadas a fumar.

A pesquisa, a primeira feita em humanos que detalha a forma como certas substâncias presentes no tabaco provocam danos ao DNA associados ao câncer, consta na revista científica “Chemical Research in Toxicology”.

A publicação, cujos artigos são aprovados por cientistas, é uma entre 38 edições publicadas pela American Chemical Society.

DANOS AO DNA

O cientista Stephen S. Hecht e equipe comentam no artigo que o câncer de pulmão mata 3.000 pessoas por dia, a grande maioria delas em consequência do fumo.

O fumo também está associado a pelo menos 18 outros tipos de câncer.

Há evidências de que substâncias nocivas presentes na fumaça do cigarro, chamadas hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (ou HPAs), seriam responsáveis pelo câncer de pulmão.

Até hoje, no entanto, os cientistas não tinham informações sobre a forma específica como os HPAs presentes na fumaça do cigarro danificavam o DNA humano.

Como parte do estudo, financiado pelo Instituto Nacional do Câncer, os cientistas adicionaram um HPA específico, o fenantreno, a cigarros, e depois monitoraram o progresso da substância no organismo de 12 voluntários que fumaram os cigarros.

SUBSTÂNCIAS TÓXICAS

Os cientistas dizem ter verificado que o fenantreno rapidamente formou substâncias tóxicas no sangue dos voluntários, provocando mutações que podem causar câncer.

Os fumantes tiveram níveis máximos da substância em um intervalo de tempo que surpreendeu os próprios pesquisadores: entre 15 e 30 minutos após os voluntários terminarem de fumar.

Os pesquisadores disseram que o efeito foi tão rápido, que seria o equivalente a injetar a substância diretamente na corrente sanguínea.

“Este estudo é único”, escreveu Hecht, um renomado especialista em substâncias causadoras do câncer encontradas na fumaça do cigarro e no tabaco sem fumaça.

Ele é o primeiro a investigar o metabolismo humano de um HPA adquirido por meio de inalação de fumaça de cigarro, sem interferência de outras fontes de exposição como a poluição do ar ou a dieta.

“Os resultados relatados aqui devem servir como um aviso aos que consideram começar a fumar.”

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/862138-fumar-causa-danos-geneticos-minutos-apos-inalacao-diz-estudo.shtml
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Jan / 2011

Fonte: Folha.com/ REUTERS

Estudo vincula videogames a agravamento de distúrbios mentais

Pode haver problemas por trás dos olhares fixos da garotada que dedica tempo e energia demais aos videogames, afirma um novo e controvertido estudo com crianças da Ásia.

A pesquisa de dois anos envolveu mais de 3 mil crianças em idade escolar em Cingapura e constatou que uma em cada dez era “viciada” em videogames.

Segundo os pesquisadores, embora parte das crianças pareciam já sofrer de maiores problemas comportamentais, o uso excessivo de videogames aparentemente agravou os distúrbios.

“Quando as crianças se viciam, sua depressão, ansiedade e fobias sociais se agravam”, disse Douglas Gentile, diretor do laboratório de pesquisa de mídia da Iowa State University, e participante do estudo.

“Quando elas conseguem superar o vício, sua depressão, ansiedade e fobias sociais melhoram”, acrescentou.

Ele afirmou que nem os pais e nem os serviços de saúde estão prestando atenção suficiente para os efeitos dos videogames sobre a saúde mental das crianças.

“Tendemos a abordá-los como entretenimento, como apenas um jogo, e a esquecer que o entretenimento também nos afeta”, disse ele. “De fato, se não nos afeta, o definimos como ‘entediante’.”

No levantamento, as crianças disseram que jogavam videogame, em média, por 20 horas por semana. Entre 9% e 12% dos meninos foram considerados como viciados pela pesquisa ante 3% a 5% no caso das meninas.

“Não é apenas um problema de curto prazo para a maior parte das crianças”, disse Gentile.

Apesar dos pesquisadores não terem definido um número sobre quantas crianças tinham distúrbios mentais, eles afirmam que encontraram evidências que relacionam número de horas a comportamento impulsivo e problemas com relacionamento social. Segundo a equipe, as crianças que jogavam por mais horas demonstraram maior risco de ficarem “viciadas” ao longo do período de dois anos do estudo.

As crianças que não ficaram viciadas, afirmaram sentirem sintomas crescentes de depressão, ansiedade e fobia social.

Mas um especialista independente afirmou que existem sérios defeitos na pesquisa.

“Minhas pesquisas demonstraram que jogar videogames excessivamente não constitui necessariamente vício e que muitos usuários podem jogar por longos períodos sem que sofram quaisquer efeitos adversos”, disse Mark Griffiths, diretor da International Gaming Research Unit na Nottingham Trent University, do Reino Unido.

“Se 9% das crianças fossem realmente viciadas em videogames, haveria clínicas para o tratamento disso em toda cidade grande”, disse Griffiths, acrescentando que o conceito atualmente não é um diagnóstico aceito entre os psiquiatras e psicólogos.

Parte do problema, argumenta, é que o novo estudo pode ter medido interesse e não vício.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/861699-estudo-vincula-videogames-a-agravamento-de-disturbios-mentais.shtml
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Jan / 2011

Fonte: Folha.com/ “THE NEW YORK TIMES”

Amamentação melhora desempenho escolar da criança

Mais um benefício da amamentação: melhor desempenho escolar na infância, pelo menos em algumas crianças.

Pesquisadores da Austrália registraram a duração da amamentação de 1.038 bebês e então testaram seu desempenho escolar aos 10 anos de idade, usando exames padronizados de matemática, leitura e redação.Quando controlaram fatores como a idade da mãe, nível de instrução, estado civil, renda familiar e outros, os pesquisadores descobriram que a amamentação por seis meses ou mais esteve associada a um melhor desempenho nessas habilidades acadêmicas, mas apenas no caso dos meninos.

A principal autora do estudo, Wendy H. Oddy, professora associada de nutrição da University of Western Australia, disse que os motivos para a diferença entre os gêneros não estão claros. “Achamos que os meninos tendem a ser mais vulneráveis ao stress”, explicou. “Os hormônios femininos podem ter um efeito protetor”.

O estudo, publicado na edição de janeiro do “Pediatrics”, teve vários pontos positivos. Ele acompanhou as crianças por um longo período e teve uma amostra grande. Os dados foram coletados na época em que as mulheres pararam de amamentar, mas os cientistas não puderem ajustar fatores como duração da licença maternidade, apoio do companheiro, entre outros.

“Os resultados contribuem para a forte evidência de que a amamentação mais longa possível é benéfica para a saúde da criança”, disse Oddy, “mas especialmente para o desenvolvimento cerebral”.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/860029-amamentacao-melhora-desempenho-escolar-da-crianca.shtml

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Jan / 2011

Fonte: Diário da Saúde

Tomate tem nutriente que evita doenças cardiovasculares

Fruto mundial

O tomate é o fruto mais produzido no mundo.

Agora, cientistas no Japão descobriram que, além do mundialmente conhecido sabor agradável, os tomates contêm nutrientes que podem evitar o surgimento de doenças vasculares.

A pesquisa, publicada na revistaMolecular Nutrition & Food Research, revela que um composto extraído do tomate, chamado 9-oxo-octadecadienóico, tem efeitos anti-dislipidêmicos.

Dislipidemia

A equipe, liderada pelo Dr. Teruo Kawada, da Universidade de Quioto, concentrou suas pesquisas nos extratos que interferem com adislipidemia, uma condição causada por uma quantidade anormal de lipídios, tais como o colesterol ou gordura, na corrente sanguínea.

“A dislipidemia em si normalmente não causa sintomas,” disse Kawada “no entanto, ela pode levar a doenças vasculares sintomáticas, como arteriosclerose e cirrose. A fim de evitar essas doenças é importante evitar um maior acúmulo de lipídios.”

O tomate já é conhecido por conter muitos compostos benéficos para a saúde, como o licopeno, capaz de prevenir o câncer.

Neste estudo, a equipe analisou somente o ácido 9-oxo-octadecadienóico, para testar as suas propriedades potenciais anti-dislipidemia.

Alimentos para o coração

Os cientistas descobriram que o composto melhora a oxidação dos ácidos graxos e contribui para a regulação do metabolismo lipídico hepático.

Isto sugere que o ácido tem efeitos anti-dislipidemia e pode, portanto, ajudar a prevenir as doenças vasculares.

“Encontrar um composto que ajuda na prevenção das doenças crônicas relacionadas à obesidade em produtos alimentícios é uma grande vantagem para a luta contra essas doenças,” afirma Kawada. “Isso significa que o tomate permite que as pessoas podem evitar facilmente o início da dislipidemia através da sua dieta diária.”

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=tomate-nutriente-evita-doencas-cardiovasculares&id=6121
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Jan / 2011

Fonte: Folha.com

Fórmula infantil à base de leite de vaca pode provocar aumento de peso

Novas descobertas do instituto de pesquisas Monell, nos EUA, revelam que o ganho de peso dos bebês alimentados com fórmula infantil é influenciado pela origem do suplemento que eles consomem.

Os resultados têm implicações relacionadas ao risco de o bebê desenvolver obesidade, diabetes e outras doenças na vida adulta.

“O que acontece na vida do bebê tem consequências a longo prazo sobre a saúde e uma das influências mais significativas é a taxa de crescimento inicial”, afirmou a autora do estudo, Julie Mennella, psicobiologista em Monell. “Nós já sabemos que os bebês que se alimentam com fórmulas ganham mais peso do que os que são amamentados. Mas não sabíamos se isso valia para todos os tipos de fórmulas.”

Enquanto a maioria dos suplementos são feitos à base de leite de vaca, outras opções incluem fórmulas à base de soja e proteína hidrolisada, que contêm proteínas pré-digeridas e, normalmente, são oferecidas a crianças que não toleram as proteínas presentes em outras fórmulas.

Em adultos, acredita-se que as proteínas pré-digeridas atuem no intestino para dar início ao fim da refeição, o que leva a pequenas refeições e à ingestão de menos calorias. Com base nisso, os autores teorizam que as crianças que estavam se alimentando de fórmulas com proteína hidrolisada comeriam menos e teriam um padrão de crescimento alterado em relação às crianças que se alimentavam com a fórmula à base de leite de vaca.

No estudo, publicado on-line na revista científica “Pediatrics”, crianças de duas semanas, cujos pais haviam optado pela mamadeira, foram divididas aleatoriamente para se alimentar com a fórmula à base de leite de vaca –35 crianças– e com a fórmula da proteína hidrolisada –24 crianças–, durante sete meses.

Ambas as fórmulas continham a mesma quantidade de calorias, mas a fórmula hidrolisada tinha mais proteínas, além de uma quantidade maior de pequenos peptídeos e aminoácidos livres.

As crianças eram pesadas uma vez por mês no laboratório, onde também eram filmadas consumindo uma refeição da fórmula atribuída, que só terminava quando sinalizavam que estavam satisfeitas.

Durante os sete meses do estudo, as crianças que se alimentaram com a proteína hidrolisada ganharam peso em um ritmo mais lento do que as que receberam a fórmula do leite de vaca. O crescimento e o comprimento foram iguais entre os dois grupos, o que demonstra que as diferenças foram só de peso.

“As fórmulas não são iguais”, disse Julie. “Elas têm a mesma quantidade de calorias, mas diferem consideravelmente no modo como influenciam o crescimento da criança.”

Quando os dados foram comparados com normas nacionais para as crianças amamentadas, a taxa de ganho de peso dos recém-nascidos alimentados com proteína hidrolisada foi comparável aos padrões do leite materno. Os bebês alimentados com fórmulas de leite de vaca engordaram mais.

As análises do laboratório ainda revelaram que os bebês alimentados com a fórmula de proteína hidrolisada consumiram menos fórmula durante a refeição.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/851845-formula-infantil-a-base-de-leite-de-vaca-pode-provocar-aumento-de-peso.shtml
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Jan / 2011

Fonte: Diário da Saúde / Agência USP

Planta amazônica pode tornar-se matéria-prima de medicamento

Óleo da copaíba

Está em desenvolvimento na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP um anti-inflamatório proveniente do óleo da copaíba, árvore encontrada em todo o Brasil, mas com maior concentração na Amazônia.

Os índios brasileiros já utilizavam o óleo como remédio antes da chegada dos portugueses e, ainda hoje, é muito fácil encontrá-lo em feiras ou lojas de produtos naturais ou fitoterápicos.

Popularmente, atribui-se ao óleo de copaíba as propriedades anti-inflamatória, antimicrobiana e cicatrizante.

Por enquanto, ao menos a primeira dessas propriedades foi comprovada em um estudo da FCFRP, coordenado pelo professor Osvaldo de Freitas. Atualmente, o professor pesquisa a formulação de um medicamento à base da planta.

Um estudo da Fiocruz também comprovou que o óleo de copaíba contém um composto eficaz contra a tuberculose.

Diferença entre medicamento e remédio

Freitas explica que, mesmo após comprovada a capacidade anti-inflamatória, há muitos passos antes de produzir algo que possa ser comercializado.

“Medicamento é diferente de remédio. Como remédio, o óleo de copaíba já é usado, mas medicamento precisa passar por vários testes científicos, ser registrado pela Anvisa”, esclarece ele.

A formulação do medicamento, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e com a Health, empresa farmacêutica privada da cidade de Indaiatuba, já foi aprovada para uso em animais e deve começar a ser testada em seres humanos (testes clínicos) em breve, assim que houver financiamento.

Proteção da copaíba

Freitas acredita que dentro de quatro ou cinco anos o produto poderá ser comercializado – fatores como financiamento para os estudos e a autorização dos órgãos competentes influenciarão no processo.

Isso porque a fabricação em escala comercial de um medicamento dependeria da atividade extrativista. Porém, como a extração do óleo pode ser feita sem derrubar as árvores, o professor garante que não causaria nenhum dano.

“O impacto ambiental é positivo porque é um incentivo para que a florestas fiquem de pé e continuem fornecendo a matéria-prima”, destaca.

Cabe ao Ibama, além de avaliar o impacto ambiental, decidir se o medicamento estaria na categoria de Patrimônio Genético e de Conhecimento Tradicional Associado, mecanismo criado para evitar a biopirataria. Se for julgado assim, parte do lucro obtido com a possível futura venda do produto iria para a comunidade de produtores do óleo da região amazônica.

Depois que o desenvolvimento do anti-inflamatório for concluído, o grupo de pesquisa continuará estudando o óleo de copaíba, mas para tentar comprovar outra característica que lhe é atribuída, a antimicrobiana.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=planta-amazonica-tornar-se-materia-prima-medicamento&id=6070
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Dez / 2010

Fonte: Folha.com

Acupuntura pode ajudar a corrigir “olho preguiçoso”

Acupuntura em locais do corpo associados à visão pode ajudar no tratamento da ambliopia, o problema ocular mais comum em crianças, também conhecido como “olho preguiçoso”.

É o que aponta um estudo publicado no periódico “Archives of Ophtalmology”.

O distúrbio é caracterizado pela baixa visão em um dos olhos. Estima-se que, no Brasil, ele possa atingir até 4% das crianças.

O tratamento, feito com óculos, colírio ou tampão (colocado no olho sadio para estimular o olho mais “fraco”), costuma ser eficaz até os sete anos, em média.

O estudo foi feito na China com 88 crianças entre sete e 12 anos. Durante 25 semanas, metade delas usou tampão por duas horas ao dia.

A outra metade fez cinco sessões semanais de acupuntura. De acordo com a pesquisa, esse grupo teve 42% de melhora, contra 17% no grupo que usou tampão.

Hong Jin Pai, médico acupunturista do centro de dor da clínica de neurologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, diz que já existem acupunturistas que usam a técnica no Brasil para problemas oculares, incluindo a ambliopia.

No entanto, a melhora costuma ser lenta e, no caso do “olho preguiçoso”, ele acredita que seja mais indicado usar o tampão associado à acupuntura para ter resultados melhores.

A aplicação das agulhas, segundo Jin Pai, ativa o sistema nervoso correspondente e libera endorfina, dopamina e serotonina, substâncias com efeito analgésico e anti-inflamatório.

“Como a dificuldade de a criança amblíope enxergar pode causar tensão dos músculos extra e intraoculares, a acupuntura provocaria o relaxamento deles.”

REJEIÇÃO AO TAMPÃO

Para o presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Paulo Augusto de Arruda Mello, pesquisas como essa buscam alternativas aos tampões, bastante rejeitados. “As crianças odeiam usá-los”, diz.

Por isso, Mello vê importância no trabalho, que pode abrir perspectivas para novos tratamentos, mas acredita que é preciso ter mais evidências científicas para mudar a conduta do tratamento nos consultórios.

Célia Nakanami, presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, concorda. Ela afirma que ainda não há comprovação de como a acupuntura atua no córtex visual e que é preciso responder a diversas questões antes de indicar o tratamento como praxe.

“Métodos alternativos devem ser acompanhados de perto. Corre-se o risco de perder a oportunidade de fazer um tratamento clássico eficaz enquanto ainda há tempo de obter maior taxa de cura”, afirma Mello.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/851220-acupuntura-pode-ajudar-a-corrigir-olho-preguicoso.shtml

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Dez / 2010

Fonte: Folha.com / REUTERS

Estudo contesta papel do ômega 3 para acelerar a perda de peso

Cápsulas de ômega 3 não aceleram a perda de peso em pessoas que já estão de dieta ou que praticam exercícios físicos.

É o que aponta um estudo conduzido pelo Instituto Cooper, de Dallas, e publicado no periódico “American Journal of Clinical Nutrition”.

A pesquisa selecionou 128 adultos sedentários que eram obesos ou tinham sobrepeso e os dividiu em dois grupos. Cada um dos grupos teve que praticar 150 minutos semanais de exercícios aeróbicos e outros trinta minutos de exercícios de força física, duas vezes por semana.

Além disso, os membros dos dois grupos tiveram que tomar cinco comprimidos diários de ômega 3 ou de placebo

Ao final de 24 semanas, os pesquisadores notaram que aqueles que consumiram cápsulas contendo ômega 3 perderam 5,2 quilos, enquanto que que aqueles que tomaram placebo perderam 5,8 quilos –diferença que não é significativa em termos estatísticos.

Segundo os pesquisadores, há evidências de que a substância pode promover o emagrecimento em animais, mas os resultados em humanos são controversos.

Os condutores do estudo afirmam também que programas de dieta que associam o consumo de ômega 3 são apropriados porque incluem benefícios à saúde como a redução dos níveis de colesterol e da pressão arterial.

A pesquisa detectou que no grupo que tomou as cápsulas de verdade, as concentrações de ômega 3 no sangue chegavam a níveis que traziam efeitos cardiovasculares positivos.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/851059-estudo-contesta-papel-do-omega-3-para-acelerar-a-perda-de-peso.shtml

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Dez / 2010

Fonte: Folha.com

Especialista diz que não há certeza sobre toxicidade da caralluma

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu na terça-feira a comercialização do fitoterápico emagrecedor Caralluma fimbriata, até agora vendido pela internet e manipulado em farmácias, com e sem receita.

Na semana passada, reportagem na Folha Equilíbrio chamou a atenção para a publicidade enganosa que vinha sendo feita da planta, em sites e redes socias.

A Caralluma fimbriata é uma planta asiática com suposta propriedade de elevar a sensação de saciedade. Em maio, a agência proibiu a publicidade de produtos com ela. Mas sites com depoimentos falsos e promessas idem continuaram no ar.

Agora, a medida suspende, além da venda de fórmulas prontas, a importação e a manipulação do insumo.

Aos que estão tomando a caralluma, a Anvisa recomenda a interrupção do uso.

É também a visão do Conselho Federal de Farmácia. “Não há certeza sobre a toxicidade da planta”, diz Ely Eduardo Saranz Camargo, presidente da comissão de fitoterapia da entidade.

Maria do Carmo Garcez, presidente da associação de farmácias de manipulação, critica o veto. “Para a Anvisa, inúmeros fitoterápicos não têm estudos conclusivos. Pelo argumento, muitos outros teriam que ser proibidos.”

A nutróloga Marcella Duarte, da Associação Brasileira de Nutrologia, indica a substância a pacientes. Para ela, o que causou a proibição foi a propaganda falsa.

“Anúncios prometem o que a caralluma não pode cumprir. Nenhum fitoterápico faz emagrecer dez quilos por mês. O efeito é discreto, mas não quer dizer que a planta não tenha eficácia.”

A farmacêutica Pharma Nostra, única fornecedora nacional do insumo para 7.000 farmácias de manipulação, informou que vai acatar a resolução e suspender já a importação.

O responsável pelo site do produto Caralluma Actives no Brasil, Thales Prado, foi contatado e não respondeu. Três semanas atrás, seu site registrava mil pedidos por dia. Ali, o emagrecedor importado dos EUA é vendido a R$ 98,90 (frasco para um mês de regime).

CONTAMINADO

A Anvisa também proibiu a importação e a venda de produtos da marca chinesa Divine Shen, registrados como alimentos compostos por fibra de laranja em cápsulas, mas que estavam contaminado com sibutramina, medicamento controlado que age no sistema nervoso central.

A presença da substância foi atestada pelo Instituto de Criminalística de São Paulo.

A fibra de laranja do Divine Shen não é a da Citrus aurantium, ativo usado em manipulação com alegação de emagrecimento.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/849498-especialista-diz-que-nao-ha-certeza-sobre-toxicidade-da-caralluma.shtml
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Dez / 2010

Fonte: Folha.com

Laticínios podem ajudar a prevenir diabetes, diz estudo

Uma substância natural encontrada em laticínios parece proteger contra a diabetes, segundo pesquisadores. A informação foi publicada no site da “BBC News” nesta terça-feira.

O ácido palmitoléico está presente no leite, queijo, iogurte e manteiga, mas não pode ser fabricado pelo corpo humano.

Um estudo com mais de 3.700 pessoas associou altos níveis de ácido palmitoléico a um risco reduzido de diabetes tipo 2.

Pessoas com os níveis mais altos níveis reduziram o risco em 60%, segundo a pesquisa publicada no periódico “Annals of Internal Medicine”.

Segundo o principal autor da pesquisa, Dariush Mozaffarian, “a magnitude dessa associação é impressionante”.

“Isso representa uma diferença de quase três vezes no risco de desenvolver diabetes entre os indivíduos com os níveis mais elevados do ácido graxo.”

Deepa Khatri, assessor clínico da entidade britânica Diabetes UK, disse: “As pessoas não devem tomar os resultados desta pesquisa como uma razão para ultrapassar a porção recomendada de derivados do leite, a fim de evitar o risco de desenvolver diabetes tipo 2.”

“Os laticínios podem ser ricos em gordura e, se consumidos em excesso, podem contribuir para o ganho de peso. Portanto, é aconselhável escolher laticínios com pouca gordura.”

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/849268-laticinios-podem-ajudar-a-prevenir-diabetes-diz-estudo.shtml

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Dez / 2010

Fonte: Folha.com

Chupar laranja é melhor que tomar cápsula de vitamina C, defendem cientistas

Cientistas do setor alimentício identificaram que chupar uma laranja é muito melhor do que simplesmente tomar vitamina C e outras pílulas. A informação foi publicada no site do jornal britânico “The Telegraph”.

A combinação única de antioxidantes da fruta trabalham com mais eficiência juntas do que separadamente, segundo os pesquisadores da Universidade Brigham Young, em Utah.

Os antioxidantes retardam o envelhecimento das células, protegem contra o câncer e ajudam a prevenir doenças do coração, embora a última evidência seja contestada.

De acordo com Tory Parker, professor de nutrição e ciência dos alimentos, “há algo relacionado à ingestão de uma laranja que é melhor do que tomar uma cápsula de vitamina C, e é isso que estamos tentando descobrir. Nós pensamos que é a mistura de antioxidantes exclusiva da fruta que a torna tão boa.”

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/849130-chupar-laranja-e-melhor-que-tomar-capsula-de-vitamina-c-defendem-cientistas.shtml

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Dez / 2010

Fonte: Diário da Saúde / Agência Fapesp

Biocurativo usa própolis como cicatrizante e antimicrobiano

Regeneração da pele

Um dos desafios dos profissionais envolvidos com a recuperação de pacientes com queimaduras é abreviar o tempo de internação para evitar complicações infecciosas.

O uso de biocurativos, produzidos a partir de celulose bacteriana – que possibilita a regeneração mais rápida da pele -, é uma das alternativas promissoras.

Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara, em parceria com a empresa Apis Flora, de Ribeirão Preto, desenvolveram um biocurativo cicatrizante e antimicrobiano à base de celulose bacteriana e extrato de própolis.

Própolis

O produto foi testado em laboratório com ótimos resultados. “O objetivo do biocurativo, feito em forma de película, é atenuar o tempo de tratamento e a dor de pacientes que sofreram queimaduras de primeiro e de segundo graus ou que possuam feridas crônicas”, disse Hernane Barud, coordenador da pesquisa.

Os resultados obtidos até agora mostram alto grau de eficiência do produto, principalmente na prevenção do crescimento microbiano e na liberação sustentada de própolis.

De acordo com Barud, a novidade do produto é o aprimoramento da celulose bacteriana com a incorporação de extrato de própolis, insumo farmacêutico que já fora avaliado quanto à eficácia pré-clínica e clínica em queimados por Andresa Berretta, pesquisadora responsável da Apis Flora.

“A própolis é um material resinoso e balsâmico obtido pelas abelhas que, associada à membrana, produz uma ação cicatrizante e antimicrobiana. Além de regenerar a pele, o biocurativo consegue matar as bactérias que surgem junto com os ferimentos”, explicou o pesquisador, que concluiu recentemente seu doutorado no Instituto de Química da Unesp de Araraquara sobre Materiais Multifuncionais Baseados em Celulose Bacteriana.

Natureza padronizada

A Apis Flora tem patente para o extrato padronizado de própolis e, atualmente, o grupo prepara nova solicitação para o biocurativo com própolis. “Não é qualquer extrato de própolis que apresenta os resultados, mas o que a empresa desenvolveu, avaliou e depositou o pedido de patente”, ressaltou Barud.

Segundo Andresa, quando se trabalha com derivados naturais a reprodutibilidade de lote a lote é indispensável para se obter medicamentos. “Nosso grupo já avaliou essas características e tem condições de obter industrialmente lotes reprodutíveis a fim de se registrar um medicamento nos órgãos reguladores”, disse.

A membrana de celulose é produzida pela bactéria Acetobacter xylinum, encontrada principalmente nas frutas em decomposição.”A vantagem da celulose bacteriana, principalmente a produzida pela A. xylinum, é a elevada resistência mecânica conferida pela rede tridimensional formada por nanofibras de celulose”, explicou.

Com o novo biocurativo o paciente em tratamento poderá desempenhar atividades corriqueiras como tomar banho ou ficar exposto ao sol. “Como o produto é impermeável, ele funciona como uma barreira bacteriológica, sem impedir que o ferimento respire”, disse.

Monitoramento da cicatrização

Barud acrescenta ainda que, pela transparência e por aderir com facilidade ao leito da ferida, a película possibilitará o acompanhamento constante da cicatrização. Um dos problemas no tratamento de queimados é que o curativo convencional pode provocar lesões todas as vezes que é removido.

“O novo biocurativo poderá ser colocado diretamente na ferida sem necessidade de troca. Além disso, conseguimos desenvolvê-lo com liberação sustentada, ou seja, ele libera própolis lentamente”, disse.

A próxima etapa da pesquisa será o teste em animais. Depois de superada essa fase, o biocurativo será testado em humanos. “A meta é produzir o produto em larga escala. A previsão é que dentro de dois a três anos ele seja comercializado”, disse Barud.

Participam também da pesquisa os professores Younés Messaddeq e Sidney José Lima Ribeiro, do Instituto de Química da Unesp de Araraquara, além de Andresa Aparecida Berretta, coordenadora de pesquisa na empresa Apis Flora.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=biocurativo-propolis-cicatrizante-antimicrobiano&id=6061
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Dez / 2010

Fonte: Diário da Saúde / Agência USP

Pão integral com casca de cupuaçu tem mais fibras e menos carboidratos
Casca de cupuaçu

A casca de cupuaçu tem as melhores características para a elaboração de uma farinha para a fabricação de pães integrais.

A conclusão é resultado do trabalho do pesquisador Bruno Sanches Rodrigues, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba (SP).

Bruno trabalhou inicialmente com três culturas diferentes: açaí, buriti e cupuaçu, com o objetivo de caracterizar as polpas e as sobras do processamento.

Os testes mostraram que a farinha da casca de cupuaçu era a mais indicada para o projeto.

Mais fibras e menos carboidratos

Os alimentos foram desenvolvidos substituindo parcialmente a farinha de trigo pela farinha da casca de cupuaçu em 3%, 6% e 9% e, posteriormente, analisados quanto à composição centesimal, propriedades físicas e aceitabilidade pelos consumidores.

“Os pães integrais tiveram sua composição centesimal quase inalterada em função da substituição da farinha de trigo pela farinha de cupuaçu, exceto pelo aumento gradativo no teor de fibras alimentares em detrimento do teor de carboidrato. Dessa forma, os pães com 6% de farinha de cupuaçu, segundo a nossa legislação, podem ser considerados como ‘fonte de fibras’ e os pães com 9% com ‘alto teor de fibras alimentares'”, conta o pesquisador.

A análise sensorial foi feita numa padaria. “Tivemos que garantir aos provadores que mesmo não havendo na literatura um pão produzido com farinha de casca de cupuaçu, tratava-se de um alimento seguro e de acordo com as normas exigidas. Busquei sair um pouco do laboratório para ter uma extensão do projeto na comunidade. Nós queríamos testar as fibras para ver se eram realmente viáveis”, destaca Bruno.

O teste de aceitação constatou que 72,5% dos voluntários consumiam pães diariamente; 67,5% consideraram pães importantes na alimentação e 65,0% declararam importante o consumo de fibras para a saúde.

Quanto à avaliação da qualidade, os pães com farinha de casca de cupuaçu obtiveram ótima aceitação e seriam consumidos por 92,5% dos provadores.

Pão com baixa caloria

Um dos pontos importantes da pesquisa indica que o aumento do teor de farinha de cupuaçu proporcionou diminuição no valor calórico dos pães em relação ao padrão. O valor de pH variou pouco nos pães.

A farinha de casca de cupuaçu causou uma diferença maior na cor dos miolos dos pães, e menos em sua casca – a aparência externa do pão muda com a adição de quantidades maiores da farinha, ficando mais escura.

Por outro lado, o volume dos pães diminuiu proporcionalmente em relação ao aumento da substituição da farinha branca pela de cupuaçu, quando comparados ao pão padrão.

Aproveitamento das cascas

A pesquisa teve o objetivo de verificar o aproveitamento de resíduos da agroindústria como fonte de fibras para a elaboração de pães integrais. “O aumento da produção pela agroindústria ao mesmo tempo em que proporciona benefícios, gera uma grande quantidade de resíduos que, se não tratados de forma adequada, trazem malefícios à sociedade e ao ambiente”, aponta Bruno.

Foram utilizados resíduos de açaí, buriti e cupuaçu. “Os resíduos são gerados pela casca, semente, endocarpo e polpa que, após prensados, surgem no formato de torta desengordurada. Após análise dessa torta, tivemos que definir um produto final porque encontramos um leque muito grande de resultados. Enfim, encontramos a melhor fonte de fibras para a elaboração de pães integrais de acordo com expectativas de se produzir um alimento seguro que também gerasse renda”, explica.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=pao-integral-casca-cupuacu&id=6044
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Dez/ 2010

Fonte: Folha.com / BBC Brasil

Amamentação pode melhorar a inteligência de meninos, sugere estudo

Crianças de dez anos que haviam sido amamentadas por ao menos seis meses tiveram resultados melhores em testes-padrão de leitura, matemática e grafia, em comparação com crianças amamentadas por períodos mais curtos.
A conclusão é de um estudo australiano feito com mais de mil crianças e relatado nesta segunda-feira pelo site especializado MedPage Today.
Os efeitos benéficos da amamentação apareceram de forma mais relevante em meninos, possivelmente porque o leite compensa hormônios femininos que ajudam a proteger o cérebro de meninas.
Outra possibilidade é que a amamentação tem um efeito positivo nas relações entre mãe e filho, facilitando a interação e, de forma indireta, o desenvolvimento cognitivo, segundo o MedPage Today. Como os meninos dependiam mais da atenção materna do que as meninas, os efeitos positivos dessa interação se fariam mais presente neles.

PROVAS CRESCENTES

O estudo, publicado na revista Pediatrics, foi coordenado por Wendy Oddy, do Instituto de Pesquisa de Saúde Infantil da Universidade do Oeste da Austrália.
“Nosso estudo adiciona provas crescentes de que a amamentação por ao menos seis meses tem efeitos benéficos para o melhor desenvolvimento da criança”, escreveram Oddy e seus colegas.
A relação entre amamentação e desenvolvimento cognitivo é atribuída aos nutrientes presentes no leite materno – principalmente ácidos graxos poli-insaturados -, que ajudam no crescimento de membranas celulares do cérebro e de neurônios.
O estudo levou em consideração os outros fatores que também influenciam o desenvolvimento cognitivo infantil e disse ter tentado controlá-los entre as crianças estudadas. Com isso, foi possível observar também que índices menores de educação materna e renda prejudicavam o desempenho das crianças.
Em contrapartida, as que liam mais durante a idade de três a cinco anos tiveram melhores resultados nos testes de leitura e escrita.

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/848426-amamentacao-pode-melhorar-a-inteligencia-de-meninos-sugere-estudo.shtml
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Dez/ 2010

Fonte: Folha.com

Consumo diário de aspirina é perigoso para quem teve úlcera

O uso diário de aspirina é desaconselhado para pessoas com histórico de úlcera gástrica.
Um estudo divulgado no periódico “BMC Medicine”, feito com pacientes que já haviam tido úlceras, mostrou que a cada grupo de 50 pessoas que toma o remédio diariamente há um caso de complicação, como úlcera perfurada.
Pessoas mais velhas, homens e consumidores de outros anti-inflamatórios têm risco ainda maior.
Pesquisa recente publicada no início do mês pelo jornal “Lancet” mostrou que, com uso diário e contínuo, o remédio protege contra câncer.
Mas a aspirina também é perigosa para quem tem asma. Uma revisão de estudos publicada no “British Medical Journal” mostrou que um em cinco asmáticos tem uma reação ao remédio conhecida como asma induzida por aspirina.
O consumo regular do analgésico também pode causar perda auditiva, especialmente em homens com menos de 59 anos, conforme uma pesquisa norte-americana feita com 26 mil pessoas.
O estudo, publicado no “American Journal of Medicine”, não encontrou riscos para homens mais velhos.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/848436-consumo-diario-de-aspirina-e-perigoso-para-quem-teve-ulcera.shtml

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Dez/ 2010

Fonte: Folha.com / BBC Brasil

Consumo de leite reduz risco de doenças cardíacas, diz estudo

Um estudo publicado na revista especializada American Journal of Clinical Nutrition revela que beber três copos de leite por dia pode diminuir em até 18% o risco de doenças cardiovasculares.
A professora Sabita Soedamah-Muthu, do Departamento de Nutrição Humana da Universidade de Wageningen, na Holanda, conduziu o estudo com a colaboração de pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
Ela analisou cerca de 5 mil estudos sobre o mesmo tema feitos na Europa, Estados Unidos e Japão durante um ano e meio e concluiu que o leite é realmente benéfico para a saúde do coração.
“Havia resultados muito contraditórios sobre a relação do consumo de leite com a saúde nos estudos. Às vezes concluía-se que há uma relação benéfica, às vezes maléfica e outras vezes, nenhuma”, disse a professora.
Os resultados de várias das pesquisas analisadas foi combinado, utilizando a quantidade de leite consumida diariamente por cada indivíduo.
Em uma análise final dos números, Soedamah-Muthu percebeu que um copo de leite ao dia parece ter relação com uma redução de 6% no risco de doenças cardiovasculares.
“Conseguimos demonstrar os efeitos positivos de consumir até três copos por dia, quando o risco de problemas no coração fica 18% menor.”
Segundo a pesquisadora, não foi encontrada nenhuma relação entre o consumo de leite integral ou desnatado e o aumento do risco de doenças cardíacas, infarto ou mortalidade

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/846730-consumo-de-leite-reduz-risco-de-doencas-cardiacas-diz-estudo.shtml
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Dez/ 2010

Fonte: Folha.com

Consumo de açúcar está acima do recomendado em todas classes de renda

Do total de calorias dos alimentos adquiridos para consumo nos lares brasileiros, 16,4% vêm dos chamados açúcares livres, ou seja, o açúcar adicionado aos alimentos durante seu processamento ou consumo. O percentual está acima do limite de 10% recomendado por nutricionistas –o excesso é fator de risco para doenças como diabetes.
O consumo de gordura saturada, a mais perigosa para a saúde cardiovascular, também se aproxima do máximo de 10% recomendado. Na média nacional, está em 8,3%, mas já chega a 10,6% entre os membros de famílias com renda superior a R$ 6.225,00. Os dados são da pesquisa “Avaliação nutricional da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil”, divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Como boa notícia, o estudo trouxe a informação de que o consumo de proteínas está adequado (entre 10% e 15% das calorias totais) em todas as faixas de renda –e mais da metade delas são de origem animal, que têm maior valor biológico.
Em média, a disponibilidade de calorias por pessoa nos domicílios foi de 1.611 kcal por dia em 2009, ante 1.791 kcal por dia em 2003. A redução pode estar relacionada à maior frequência com que a população está comendo fora de casa, já que foram analisados apenas os alimentos adquiridos para consumo no domicílio.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/846638-consumo-de-acucar-esta-acima-do-recomendado-em-todas-classes-de-renda.shtml
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Dez/ 2010

Fonte: Folha.com /  Associated Press

Estudo defende cereais com baixo teor de açúcar para crianças

Um estudo da Universidade de Yale tem uma boa notícia para os pais que querem evitar que seus filhos se alimentem de cereais açucarados demais.
As crianças da pesquisa preferiram opções com baixo teor de açúcar e, mesmo que adicionassem mais açúcar, o café da manhã não era tão doce como o daquelas que ingeriram cereais açucarados.
Os resultados foram divulgados na versão on-line do periódico “Pediatrics”.
O estudo analisou 91 crianças em idade escolar nos acampamentos de verão da Nova Inglaterra, nos EUA. Cerca de metade recebeu cereais açucarados, enquanto os outros, cereais com baixo teor de açúcar. Ambos os grupos podiam optar por adicionar açúcar e fatias de frutas.
As crianças do grupo de baixo teor de açúcar adicionaram mais açúcar do que os outros, mas também mais frutas. As do outro grupo comeram quase o dobro de açúcar refinado.
Os pesquisadores dizem que os resultados mostram que as crianças podem ter um café da manhã saudável com cereais com pouco açúcar, especialmente se os pais oferecerem frutas frescas e um pouco de açúcar extra.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/846245-estudo-defende-cereais-com-baixo-teor-de-acucar-para-criancas.shtml
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Dez/ 2010

Fonte: Folha.com

Dieta da moda nas redes sociais, fitoterápico caralluma é propaganda enganosa

Duas cápsulas de caralluma por dia não salvam o verão. O fitoterápico da vez, superpopular na internet, pode até ajudar na dieta, mas o efeito não chega nem perto das promessas aclamadas em dezenas de sites.

Ausência de padronização é o grande problema dos fitoterápicos

“A caralluma revelada”. Os anúncios estão estampados em redes sociais, links patrocinados e pop-ups. Sem falar em sites falsos, com depoimentos idem. A febre é tanta que, nos últimos 12 meses, houve um aumento de 800% nas buscas do termo “dieta caralluma” no Google.
“Dieta milagrosa ou fraude?”, questiona uma das páginas. Entre os resultados prometidos, fim da compulsão alimentar e 11 quilos a menos em um mês.
Até a cantora Ivete Sangalo teria se beneficiado com as propriedades milagrosas do produto. Segundo sua assessoria de imprensa, não passa de propaganda enganosa.
Há muitos mitos e poucas verdades por trás da Caralluma fimbriata, planta asiática parecida com um cacto.
Reza a lenda -e o principal trabalho feito sobre a planta- que ela era usada na Índia para diminuir a fome e ajudar populações a suportar períodos com pouca comida.
“Pesquisas dizem que glicosídeos (derivados de açúcar) da planta inibem o mecanismo sensorial da fome e “enganam” o cérebro”, afirma Edson Credidio, nutrólogo e pesquisador da Unicamp.
Essa ação no sistema nervoso é bem menor do que a dos remédios sintetizados, mas ainda assim interessante, de acordo com o farmacêutico Luis Carlos Marques, doutor pela Unifesp.
“Ajuda a mudar o perfil de alimentação sem efeitos colaterais conhecidos.”
No estudo mais famoso, feito por um grupo de pesquisadores da Índia e dos EUA e publicado na revista “Appetite”, em 2007, 50 homens e mulheres entre 25 e 60 anos foram divididos em dois grupos: um tomou um grama de extrato de caralluma e o outro, medicamento placebo.
Todos receberam aconselhamento nutricional. Depois de 60 dias, foram feitos testes de peso e de apetite. Não houve diferença de perda de peso entre os grupos, mas quem tomou o extrato relatou mais sensação de saciedade e menos apetite.
“Os próprios autores concluem que as diferenças entre o grupo placebo e o grupo controle não são significativas. Não se pode falar em eficácia desse produto”, questiona Cid Aimbiré de Moraes Santos, presidente da Sociedade Brasileira de Farmacognosia (parte das ciências farmacêuticas que estuda princípios ativos naturais).
Efeito placebo ou não, a enfermeira Cássia Valieri, 36, emagreceu 26 quilos em quatro meses com uma fórmula contendo caralluma.
Fechou a boca também, mas garante que não teria conseguido sem o fitoterápico. “Perdi a fome. Tinha que programar o celular para lembrar de comer.”

ORIGEM DESCONHECIDA

Marília Pacheco dos Reis, 58, secretária, não teve a mesma sorte. Pagou US$ 61 por 30 cápsulas na internet.
Na embalagem, além do nome “Caralluma Actives”, havia endereço de um site em inglês e um folheto explicativo: tomar uma cápsula 30 minutos antes das refeições.
“É como se eu estivesse bebendo água. Não senti diferença.” E não se livrou de nenhum grama dos cinco quilos que quer perder.
O responsável pelo site da Caralluma Actives no Brasil é o empresário Thales Prado. A marca não tem registro na Anvisa e é anunciada na rede com fotos de celebridades que teriam usado a fórmula. Sobre isso, ele diz: “Os depoimentos podem até ser falsos, mas os resultados, não.”
De acordo com Prado, os fabricantes estão nos Estados Unidos. “Como o produto já vem com as informações de uso, qualquer um pode tomar sem acompanhamento”, ele diz.
Não há nenhum medicamento fitoterápico registrado na Anvisa com Caralluma fimbriata. A agência não tem informações sobre a planta.
A única forma autorizada é a manipulada, que só pode ser vendida por farmácias registradas na vigilância sanitária e com prescrição de um profissional habilitado.
“O grande problema da caralluma são as propagandas enganosas e os produtos de origem desconhecida, vendidos pela internet”, diz a nutróloga Marcella Garcez Duarte, diretora da Abran (associação de nutrologia).
A matéria-prima do fitoterápico manipulado no Brasil é importada. A empresa Pharma Nostra é uma das importadoras e vende para cerca de 7.000 farmácias de manipulação. Segundo a empresa, o produto vem de “fornecedores credenciados e qualificados, de países que produzem o ativo vegetal”.

NÃO É MILAGRE

De acordo com Roberto Boorhem, presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia, é difícil falar em emagrecimento só com caralluma. “Perder peso depende muito mais da qualidade do alimento que a pessoa ingere do que da quantidade.”
A relações-públicas Érika Lovatte, 34, começou a tomar o fitoterápico há um mês, com prescrição. Perdeu dois quilos, mas também passou a comer mais salada, baniu o chocolate e trocou arroz branco por integral.
“Sem a dieta passada pela nutricionista, sei que não conseguiria.”
Para a nutricionista Fernanda Pisciolaro, da Abeso (associação para estudo da obesidade), apesar de não haver efeitos colaterais conhecidos, é preciso cautela.
“Caralluma ou outro fitoterápico não deve ser prescrita para qualquer um. E o efeito pode ser tão sutil que o custo não vale a pena.”

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/845820-dieta-da-moda-nas-redes-sociais-fitoterapico-caralluma-e-propaganda-enganosa.shtml
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Dez/ 2010

Fonte: Folha.com/ Ag. EFE

Cigarro é responsável por um terço de casos mais graves de artrite reumatoide

O consumo de cigarro é responsável por mais de um terço dos casos mais graves de artrite reumatoide, segundo um estudo divulgado na segunda-feira (13) em uma publicação do BMJ (British Medical Journal).
De acordo com o estudo, o fumo também está por trás de mais da metade dos casos de artrites em pessoas geneticamente predispostas a desenvolver a doença.
A pesquisa, realizada na Suécia, confirma que o cigarro é um dos principais fatores de risco para a artrite.
Os pesquisadores basearam suas conclusões na análise de 1,2 mil pessoas, de 18 a 70 anos, com artrite reumatoide e registradas em 19 clínicas da Suécia.
Depois compararam estas análises com as de 871 voluntários com as mesmas características, mas sem a doença.
Todos foram questionados sobre seus hábitos com o cigarro e a partir das respostas foram divididos em três categorias de acordo com o tempo em que fumavam.
Além disso, foi feito um exame de sangue para determinar se tinham predisposição genética a artrite e avaliar a gravidade da doença.
Dos que sofriam de artrite reumatoide, 61% tinha a forma mais grave da doença, que é também a mais comum.
As pessoas que mais fumavam –cerca de 20 cigarros ao dia durante pelo menos 20 anos– tinham 2,5 vezes mais probabilidade de desenvolver a doença.
O risco se reduziu no caso dos ex-fumantes de forma proporcional aos anos de afastamento do cigarro.
No entanto, entre esse grupo, os que fumaram muito continuam apresentando um risco relativamente alto de desenvolver a doença, mesmo para os que largaram o cigarro há 20 anos.
Em função destes dados, os especialistas concluíram que 35% dos casos de artrites graves podiam ser atribuídos ao tabaco.
Entre as pessoas com predisposição genética, a relação com o tabaco era de 55%, com maior risco quanto mais alta era a dependência.
Os autores do estudo destacam que há outros fatores que podem contribuir para a artrite reumatoide, incluindo a poluição do ar e hormônios.
No entanto, ressaltaram que a pesquisa apresenta provas suficientes para a necessidade das pessoas com histórico familiar de artrite reumatoide deixar de fumar.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/845523-cigarro-e-responsavel-por-um-terco-de-casos-mais-graves-de-artrite-reumatoide.shtml
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Dez/ 2010

Fonte: Folha.com

Grão dos Andes, amaranto deslumbra pesquisadores com seus superpoderes

O amaranto está ganhando fama de superalimento. A planta, da região andina, pode ser aproveitada desde as folhas até os grãos e é cheia de proteínas.
Segundo dados da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, o amaranto tem valor nutricional equivalente ao do leite, da carne e dos ovos.
Seus grãos têm grande proporção de proteínas (15%), gorduras e minerais, além de aminoácidos essenciais para o desenvolvimento humano, como a lisina.
Pesquisadores também têm relacionado o consumo do amaranto à redução do colesterol ruim no sangue.
Flores, folhas, talos e grãos podem ser consumidos em saladas e sopas.
O amaranto também serve de ingrediente em pães, bolos e biscoitos, substituindo um terço das farinhas da receita original. Para fazer a farinha em casa, é só moer os grãos no liquidificador.
O grupo de pesquisas da nutricionista Lilian Vaz, da Faculdade de Saúde Pública da USP, tem tido ótimos resultados com esse tipo de substituição. Os produtos são bem aceitos e ficam com melhores teores de fibras, cálcio, ferro e nutrientes.
Também dá para fazer pipoca de amaranto. Basta jogar uma colher de chá de grãos na frigideira pré-aquecida. Depois de 30 segundos, começam os estouros.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/845231-grao-dos-andes-amaranto-deslumbra-pesquisadores-com-seus-superpoderes.shtml
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Dez/ 2010

Fonte: Diario da Saude / BBC

Suco de romã pode frear metástase do câncer de próstata

Progressão do câncer de próstata

Pesquisadores da Universidade Riverside, da Califórnia, identificaram componentes no suco de romã que podem inibir os movimento de células cancerosas e a metástase do câncer de próstata.
A descoberta, diz Manuela Martins-Green, uma das pesquisadoras, pode ainda ter impacto no tratamento de outros tipos de câncer.
Quando o câncer de próstata reaparece no paciente depois de tratamentos como cirurgia e/ou radiação, geralmente o próximo passo é a supressão do hormônio masculino testosterona, um tratamento que inibe o crescimento das células cancerosas, pois elas precisam do hormônio para crescer.
Mas, com o tempo, o câncer desenvolve formas de resistir também a esse tratamento, se transforma em um câncer muito agressivo e sua metástase ataca a medula óssea, pulmões, nódulos linfáticos e geralmente resulta na morte do paciente.

Suco de romã contra o câncer

O laboratório americano aplicou o suco de romã em células de câncer de próstata cultivadas em laboratório que já eram resistentes à testosterona – quanto mais resistente à testosterona uma célula cancerosa é, maior é a sua tendência à metástase.
Os pesquisadores então descobriram que as células tratadas com o suco de romã que não morreram com o tratamento mostraram uma maior adesão, o que significa que menos células se separavam, e também queda na movimentação dessas células.
Em seguida os pesquisadores identificaram os grupos ativos de ingrediente no suco de romã que tiveram impacto molecular na adesão das células e na migração de células cancerosas no câncer de próstata já em estado de metástase.
“Depois de identificá-los, agora podemos modificar os componentes inibidores do câncer no suco de romã para melhorar suas funções e fazer com que eles sejam mais eficazes na prevenção da metástase do câncer de próstata, levando a terapias com remédios mais eficazes”, disse Manuela Martins-Green.

Genes e proteínas

A pesquisadora afirma que a descoberta pode ter impacto no tratamento de outros tipos de câncer.
“Devido (ao fato de) os genes e proteínas envolvidas no movimento das células de câncer de próstata serem essencialmente os mesmos que os envolvidos no movimento de células em outros tipos de câncer, os mesmos componentes modificados do suco poderão ter um impacto muito mais amplo no tratamento do câncer”, afirmou.
Manuela Martins-Green explicou ainda que uma proteína importante produzida na medula óssea leva as células cancerosas a se mover para a medula onde elas poderão formar novos tumores.
“Mostramos que o suco de romã inibe a função dessa proteína e, assim, esse suco tem o potencial de evitar a metástase das células do câncer de próstata para a medula”, disse.
Os próximos planos da pesquisadora são fazer testes adicionais em um organismo vivo com câncer de próstata em fase de metástase para determinar se os mesmos componentes que foram eficazes nas células cultivadas em laboratório poderão evitar a metástase sem efeitos colaterais.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=suco-roma-cancer-prostata&id=6028
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Dez/ 2010

Fonte: Folha.com

Botox pode causar atrofia em músculo, aponta pesquisa

Estudo feito na Universidade de Calgary, Canadá, sugere que o uso prolongado da toxina botulínica pode causar atrofia e perda de força muscular tanto nas regiões próximas quanto nas distantes do local da aplicação.

O levantamento, que será publicado no “Journal of Biomedics”, avaliou efeitos de aplicações em 20 coelhos, divididos em quatro grupos.

O grupo submetido ao maior número de doses e por mais tempo (seis meses), apresentou maior atrofia e maior perda de força e de massa musculares.

Estudos anteriores já haviam apontado que a aplicação de botox poderia causar esses mesmos efeitos. Médicos ouvidos pela Folha afirmaram que músculos próximos ao local que recebeu a aplicação podem ser afetados, ainda que isso seja raro.

No entanto, essa é a primeira pesquisa a mostrar que os efeitos podem ocorrer em áreas do corpo distantes daquela que recebeu a injeção.

No estudo com os coelhos, foram observadas atrofia e perda da força muscular nas patas que receberam a toxina e nas que não receberam.

HUMANOS E ANIMAIS

As dosagens aplicadas na pesquisa foram similares às usadas em tratamentos terapêuticos -como em casos de espaticidade, que é uma rigidez excessiva da musculatura, sequela comum em pessoas que tiveram derrame. Essas quantidades costumam ser seis vezes maiores do que as usadas em tratamentos estéticos.

Segundo o fisioterapeuta Rafael Fortuna, autor da pesquisa, os resultados sugerem que podem ocorrer esses efeitos com o uso prolongado da toxina tanto em tratamentos terapêuticos quanto estéticos, já que a substância é a mesma, como ele diz.

Mas, segundo o pesquisador, é difícil prever que os efeitos em humanos sejam exatamente iguais aos observados em animais.

O neurologista Henrique Ballalai Ferraz, do departamento de transtornos do movimento da Academia Brasileira de Neurologia, diz que já se suspeitava da ação à distância da toxina botulínica.

Mas, segundo ele, os resultados da pesquisa só são relevantes para quem utiliza doses muito elevadas da substância, o que é incomum.

Carlos Casagrande, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, concorda.

“São feitas milhares de aplicações estéticas de botox todos os dias e não há relatos desses efeitos sistêmicos, de aplicar numa região e um músculo distante ser paralisado”, diz.

Sobre as causas desse efeito, Fortuna diz que há apenas especulações. Uma é que a toxina migra de região pela corrente sanguínea.

“Como o botox é utilizado há relativamente pouco tempo [nos EUA, ele foi aprovado em 1989], há poucos estudos sobre seu uso prolongado”, diz o pesquisador. Por isso, ele recomenda “cautela e bom senso” em seu uso.

Fortuna, no entanto, diz acreditar que os efeitos positivos do botox, em especial no uso terapêutico (para problemas como estrabismo, hiper-hidrose e paralisia cerebral), compensam os riscos.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/843120-botox-pode-causar-atrofia-em-musculo-aponta-pesquisa.shtml
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Dez/ 2010

Fonte: Folha.com/France Presse

Grávidas que usam celular correm mais riscos de ter filhos com transtornos

As mulheres grávidas que usam frequentemente o celular correm mais riscos de ter filhos com transtornos de comportamento, que apareceriam sobretudo quando estas crianças, por sua vez, usarem precocemente estes aparelhos, segundo um estudo dinamarquês.

O estudo se baseia em uma série de nascimentos dinamarqueses que inclui 100.000 mulheres grávidas entre 1996 e 2002.

Neste também se incluem mais de 28.000 crianças que tinham 7 anos em dezembro de 2008. A pesquisa foi realizada após um primeiro estudo sobre 13.000 crianças com 7 anos até novembro de 2006, que já tinha demonstrado uma relação entre a exposição pré-natal e problemas de comportamento.

Os novos dados, publicados nesta terça-feira pela revista especializada Journal of Epidemiology and Community Health, mostram que mais de um terço das crianças de 7 anos (35%) utilizam um telefone celular (frente aos 30% do primeiro estudo).

Cerca de 17% haviam sido expostos ao telefone celular antes e depois do nascimento (frente a 10% anteriores).

Ao contrário, 53% das crianças do primeiro estudo e 39% do segundo não teriam sido expostas antes ou depois do nascimento. As categorias de exposição foram definidas segundo vários critérios: número de ligações diárias, localização do aparelho fora do seu uso (na bolsa no ou bolso), uso de fone de ouvido…

Nos dois estudos, uma proporção de aproximadamente 3% das crianças tiveram um comportamento anormal e outros 3% apresentaram um risco de comportamento anormal.

Segundo os pesquisadores, as crianças expostas à telefonia celular antes e depois do nascimento tinham 50% mais riscos de apresentar transtornos de comportamento. Para as crianças expostas apenas antes do nascimento, o risco era de 40%.

Para validar seus resultados, os cientistas levaram em conta outros possíveis fatores de influência, como o tempo que a mãe passou cuidando do filho.

“Mesmo sendo prematuro interpretar estes resultados como uma relação de causalidade, tememos que a exposição precoce aos telefones celulares possa comportar um risco que, se for comprovado, seria um problema de saúde pública, levando em conta o uso tão disseminado desta tecnologia”, concluíram os autores.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/841925-gravidas-que-usam-celular-correm-mais-riscos-de-ter-filhos-com-transtornos.shtml
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Dez / 2010

Fonte: Folha.com

Lombrigas conseguem curar inflamação do intestino grosso

Enquanto muita gente faz de tudo para se livrar das lombrigas, um homem foi pelo caminho oposto: ingeriu propositalmente alguns ovos do verme.

A atitude, à primeira vista, pode até parecer maluquice, mas foi tomada com base em amplos casos da literatura médica, que dizem que o parasita consegue melhorar os sintomas da colite (inflamação do intestino grosso que causa dores abdominais, diarreia e sangramentos).

A estratégia deu certo. O paciente, que há anos sofria com a doença, conseguiu uma melhora substancial na inflamação.

E mais: um time de especialistas em doenças autoimunes (nas quais o organismo do próprio doente se volta contra ele) descobriu que esse pode ser o primeiro passo para a criação de novos remédios para combater a moléstia.

Os resultados desta inusitada experiência foram publicadas na mais nova edição da revista “Science Translational Medicine”.

A colite apresentada pelo paciente, que tem 34 anos e mora na Califórnia, é crônica e de origem autoimune –causada por um “erro” do organismo, em que o sistema de defesa age exageradamente sobre o intestino.

De acordo com os pesquisadores, as lombrigas da espécie Trichuris trichiura conseguiram reverter essa inflamação. Isso porque, para permanecer no hospedeiro, esses vermes precisam modular o sistema de defesa das pessoas, o que acabou reduzindo os efeitos inflamatórios.

“A ideia de tratar a colite usando vermes não é nova, mas a forma como essa terapia poderia funcionar ainda não estava clara”, disse P’ng Loke, professor da Universidade de Nova York e um dos autores do estudo.

Segundo Loke, os resultados indicam que a infecção com o parasita aumenta ou restabelece a produção de muco no cólon, o que reduz os sintomas da doença.

DOENÇA DE RICO

Estima-se que a colite afete 60 mil pessoas nos Estados Unidos e outras milhares na Europa Ocidental. A incidência é rara em países em da Ásia, África e América Latina, onde a infecção por vermes é bem mais alta.

Por conta disso, os pesquisadores começaram a desenvolver a hipótese de que os parasitas poderiam, de alguma forma, proteger contra a inflamação.

Apesar de ter dado certo com o paciente, os cientistas não recomendam o tratamento com os parasitas.

“O problema é que esses vermes sozinhos podem causar danos e lesões no intestino. O indivíduo em estudo teve sorte de ter respondido tão bem. Em outras pessoas a infecção por parasitas pode exacerbar a inflamação do intestino”, avaliou Loke.

De acordo com o trabalho, a ideia agora é estudar melhor o mecanismo que reduz a inflamação para, assim, desenvolver um remédio “convencional”.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/839367-lombrigas-conseguem-curar-inflamacao-do-intestino-grosso.shtml

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Dez / 2010

Fonte: Folha.com / Reuters

Estudo revela que proteína deve ser ingerida logo após exercício

Comer proteína após o exercício pode ajudar a fortalecer os músculos, tanto em homens jovens quanto nos mais velhos, sugere um pequeno estudo.

O estudo analisou 48 homens –metade na faixa dos 20 anos e a outra metade na faixa dos 70– e constatou que, em ambos os grupos, o consumo de uma bebida de proteína após o exercício levou ao aumento maior da proteína muscular, em comparação à ingestão da bebida depois de um período de descanso.

Além disso, a proteína muscular aumentou na mesma proporção em jovens e idosos, informaram os pesquisadores no “American Journal of Clinical Nutrition”.

A pesquisa sugere que, ao contrário do que se pensava, a idade avançada não prejudica a forma como o corpo digere e absorve a proteína dos alimentos, segundo os pesquisadores liderados por Luc JC van Loon da University Medical Center de Maastricht, na Holanda.

O estudo tem uma série de limitações. Além do pequeno tamanho, ele não analisou as alterações da massa muscular ao longo do tempo, apenas as mudanças a curto prazo das proteínas das fibras musculares após a ingestão da bebida. Por isso, não está claro quais tipos de ganhos os adultos mais velhos ou mais jovens possam ter por ingerir proteína pós-treino.

Ainda assim, os resultados sugerem que se exercitar antes do consumo de proteínas pode ajudar o corpo a reservar esses nutrientes para uma maior utilização de fortalecimento muscular, segundo a equipe de van Loon.

E para os adultos mais velhos, o exercício deve “claramente” ser considerado uma forma de impulsionar o acúmulo da proteína muscular em resposta ao alimento –e, por extensão, favorecer um envelhecimento saudável.

O estudo incluiu 24 homens idosos, com idade média de 74 anos, e 24 jovens, com idade média de 21 anos. Nenhum deles praticava exercícios regularmente.

Os pesquisadores escolheram aleatoriamente os homens em dois grupos: em um, os homens descansavam por 90 minutos. Em seguida, faziam exercícios por 30 minutos –pedalando uma bicicleta ergométrica e realizando exercícios leves de fortalecimento. No outro grupo, os homens passaram os 30 minutos adicionais relaxando.

Depois, os homens de ambos os grupos ingeriram uma bebida que continha 20 gramas de proteína e, em seguida, tiveram os níveis de aminoácido no sangue medidos repetidamente. Os pesquisadores também tiraram uma pequena amostra de tecido do músculo da coxa de cada homem, mesmo antes da bebida de proteína, e 6 horas depois, para medir as mudanças na quantidade de proteínas no músculo.

Em geral, van Loon e seus colegas descobriram que a proteína muscular aumentou em maior medida no grupo que se exercitou, e tanto os mais velhos quanto os mais jovens mostraram benefícios similares.

É bem sabido que a massa muscular tende a diminuir com a idade, e alguns pesquisadores propuseram que uma razão pode ser que, em pessoas mais velhas, a produção de proteína muscular pelo corpo responde de forma menos eficiente à proteína do alimento, e também para o exercício.

No entanto, os resultados atuais sugerem que esse pode não ser o caso.

“Abordagens alimentares são necessários para prevenir e atenuar as perdas de massa muscular relacionadas à idade”, disse Van Loon.

Com base nestes resultados, ele conclui que é possível que ingerir proteínas após o exercício permite uma maior utilização da proteína derivada de alimentos para a construção muscular, tanto em jovens quanto em velhos.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/839355-estudo-revela-que-proteina-deve-ser-ingerida-logo-apos-exercicio.shtml
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Nov / 2010

Fonte: Folha.com / Efe

Dieta rica em proteínas é melhor para perder quilos, diz estudo

A melhor maneira para perder peso é fazer uma dieta rica em proteínas com mais carnes magras, legumes e produtos lácteos com baixos níveis de gorduras, segundo um estudo apresentado nesta quarta-feira pela Universidade de Copenhague.

Segundo a publicação do “New England Journal of Medicine”, deve-se reduzir também o consumo de amidos refinados como o pão e o arroz branco.

A pesquisa recolhe os resultados do maior estudo do mundo sobre dieta, o Projeto Diógenes (Dieta, Obesidade e Genes), realizado desde 2005 em oito países europeus, com fundos da União Europeia e dirigido pela Universidade de Copenhague.

O objetivo era comparar as recomendações dietéticas oficiais na Europa com uma dieta baseada nos últimos conhecimentos sobre a importância das proteínas e os hidratos de carbono para regular o apetite.

“Nossa pesquisa alerta as autoridades para recomendarem à população a comer mais proteínas para prevenir a obesidade”, afirmou Thomas Meinert Larsen, um dos diretores do projeto.

No estudo participaram 772 famílias europeias, incluindo 938 adultos e 827 crianças.

Os melhores resultados foram obtidos por aqueles que seguiram a dieta rica em proteínas, com um aumento de peso 0,93 quilo menor do que os que tiveram um dieta pobre em proteínas, segundo o estudo.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/835528-dieta-rica-em-proteinas-e-melhor-para-perder-quilos-diz-estudo.shtml
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Nov / 2010

Fonte: Folha.com / France Press

Cientistas alertam para riscos cardíacos do alcoolismo ‘de fim de semana’

O consumo excessivo de álcool concentrado nos fins de semana dobra os riscos de se morrer de parada cardíaca com relação a um consumo continuado, revelou um estudo comparativo feito na França e na Irlanda do Norte e publicado na edição on-line do British Medical Journal.

A equipe de Jean-Bernard Ruidavets, da Universidade de Toulouse, procurou investigar se os hábitos de consumo de álcool, muito diferentes na França e na Irlanda do Norte, poderiam estar vinculados com a disparidade das taxas de mortalidade por doenças coronarianas, constatada entre os dois países.

As taxas de casos de insuficiência coronariana aguda (infarto do miocárdio e morte coronariana) são duas vezes mais elevadas em Belfast do que na França.

Os cientistas acompanharam, durante 10 anos, cerca de mil homens de três cidades francesas (Lille, Estrasburgo e Toulouse) e de Belfast, de 50 e 59 anos e livres de doenças cardíacas no início do estudo, em 1991.

Eles descobriram que o volume semanal de álcool consumido pelos bebedores regulares era praticamente idêntico em Belfast e na França.

Ao contrário, os “hábitos de consumo eram radicalmente diferentes nos dois países: em Belfast, o consumo de álcool estava mais concentrado em um dia da semana (no sábado), enquanto nas três cidades francesas, o consumo estava distribuído de forma mais regular ao longo da semana”.

A preponderância do “binge drinking”, definido no estudo como o consumo excessivo de álcool (ou seja, quatro ou cinco taças de vinho) em uma única ocasião, foi quase 20 vezes maior em Belfast do que na França (9,4% dos homens em Belfast contra 0,5% na França).

Paralelamente, a incidência anual de mortes coronarianas quase dobrou em Belfast (5,63 em 1.000) com relação à França (2,78 em 1.000).

“Levamos em consideração fatores de risco clássicos que explicam uma parte da variabilidade de 1 a 2 entre a França e a Irlanda do Norte, e introduzimos os hábitos de consumo e, em seguida, o consumo do vinho”, explicou um dos encarregados do estudo, Jean Ferrières (Universidade de Toulouse).

“De forma simétrica, está o fato de se consumir em uma ou duas vezes grandes quantidades de álcool, que causa a morte coronariana, e o de se consumir regularmente vinho, que protege o coração”, disse.

Em Belfast, os homens bebiam principalmente cerveja (75,5%), seguida de destilados (61,3%), sendo o vinho pouco consumido (27,4%). Na França, ao contrário, o consumo de vinho predominava (91,8%).

“O consumo de vinho reflete um comportamento de vida diferente com relação ao de cerveja e está associado a outros fatores de proteção do sistema cardiovascular, como a alimentação”, explicou Ferrières.

Em editorial publicado pelo BMJ, Annie Britton (University College London) advertiu contra os efeitos nocivos do álcool para outras patologias.

“É preciso lembrar a todos os grandes bebedores, seja qual for seu hábito de consumo, que aumentam o risco de desenvolver muitas doenças, como a cirrose, a pancreatite crônica e vários tipos de câncer”, afirmou.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/834952-cientistas-alertam-para-riscos-cardiacos-do-alcoolismo-de-fim-de-semana.shtml

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Nov / 2010

Fonte: Folha / The New York Times

Aparelho celular pode causar reação alérgica, segundo estudo

Falar no celular por períodos longos pode trazer certos riscos, como olhares irados de pessoas ao seu redor. Mas alergias?

Nos últimos anos, dermatologistas têm visto um número pequeno, mas crescente, de pessoas com irritações e coceira ao longo da linha do maxilar, rosto e orelhas, que desaparecem quando o uso do celular é descontinuado.

O estudo sugere que a razão para isso é uma alergia a metais presentes nos aparelhos, em muitos casos níquel.

Nos Estados Unidos, a alergia a níquel acomete cerca de 3% dos homens e quase 20% das mulheres. As mulheres possuem maior tendência a sofrerem dessa alergia porque muitas vezes desenvolvem sensibilidade ao metal devido ao uso de brincos e bijuterias, disse Clifford W. Bassett, alergista de Nova York, membro do Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia, e que trata dessa condição.

Não está claro quantas pessoas desenvolvem reações alérgicas a seus aparelhos celulares. Porém, a literatura médica está cheia de estudos de caso. Num caso típico, descrito por pesquisadores da Brown University e publicado no jornal CMAJ em 2008, um paciente de 18 anos desenvolveu uma irritação estranha no lado direito do rosto. Quando o teste de detecção de níquel no fone de ouvido do celular dele deu positivo, ele trocou o telefone por outro livre do metal, e a irritação passou.

Os pesquisadores mais tarde testaram 22 modelos populares de aparelhos celulares. Foi encontrado níquel em dez deles, a maioria em fones de ouvido e botões do menu.

Se você suspeita ser alérgico a metal, um teste realizado no consultório de um especialista em alergias pode oferecer a confirmação, disse Bassett. Um simples teste com uma pequena amostra pode revelar a presença de níquel no celular ou outro produto.

Conclusão: em pessoas com alergia a níquel, o celular pode causar reação alérgica.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/835490-aparelho-celular-pode-causar-reacao-alergica-segundo-estudo.shtml

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Nov / 2010

Fonte: Diário da Saúde / Jornal da Unicamp

Extrato fitoterápico de sucupira é analgésico e anticâncer

Extrato de sucupira

Cientistas brasileiros já haviam descoberto que a fava de sucupira é eficaz contra o câncer.

Agora eles descobriram que dois outros compostos também extraídos da sucupira – vouacapano e geranilgeraniol – têm efeitos analgésicos e anticâncer, ou antitumoral.

Os experimentos foram feitos pelo farmacêutico Humberto Moreira Spíndola, do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA), da Unicamp.

Analgésico fitoterápico

Os primeiros resultados positivos os efeitos dos extratos de sucupira foram confirmados em roedores. Trata-se ainda de uma pesquisa básica, mas que traz a possibilidade, em alguns anos, de resultar em um novo produto fitoterápico para o tratamento da dor.

Os cientistas já cogitam de aplicações tópicas como pomadas ou creme de massagem, para aliviar as dores reumáticas, além de um produto de uso oral também indicado para essas dores.

Além do desenvolvimento de um fitoterápico produzido com o extrato bruto ou uma fração enriquecida com os princípios ativos, existe a possibilidade de desenvolvimento de um medicamento somente com o uso de uma substância ativa. “Pode ser um medicamento para tratamento inclusive da dor do câncer”, relata o pesquisador.

Sementes e folhas de sucupira

O trabalho desenvolvido por meio de modelos in vitro e in vivo fez a avaliação de extratos, frações e compostos obtidos da sucupira (Pterodon pubescens Benth).

A sucupira é uma árvore alta, que atinge cerca de 40 metros, sendo encontrada no Cerrado dos Estados de Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul e região Nordeste.

Mary Ann Foglio, que coordena as pesquisas, relembra que a literatura também atribui à sucupira uma ação anti-inflamatória – como tônico depurativo -, analgésica e, pelo uso popular, antirreumática. Da semente, se extrai um óleo viscoso e cada parte da planta acumula diferentes tipos de substâncias.

As sementes são facilmente achadas no mercado popular de plantas e, por terem passado por um processo de secagem, têm uma boa preservação, o que tem gerado grande interesse comercial por elas. Desta forma, como a procura é intensa, mais do que nunca hoje existe a necessidade de comprovar a segurança de seu uso pela população.

As folhas de sucupira já foram igualmente analisadas, relata Spindola, “não tendo a mesma atividade que os extratos das sementes, provavelmente por não conterem os mesmos princípios ativos”. Um dos pontos favoráveis da semente é que se trata de um material renovável e que fornece o produto com atividade analgésica e anticâncer, não exigindo derrubada de árvores.”

Dor e nocicepção

Em um estudo anterior desenvolvido no CPQBA, averiguou-se a variabilidade de sementes de diferentes origens, notando-se que todas elas tinham as mesmas classes de compostos, contudo com algumas variedades.

Também foi avaliada a potência destas sementes e observou-se que todas elas acabaram por acumular um composto bastante estável, um vouacapano (vouacapano é uma família de compostos; portanto pode-se falar genericamente um vouacapano ou chamá-lo por seu nome, que é “éster 6α,7β- diidroxivouacapano-17β oato de metila”), envolvido tanto na atividade analgésica como na atividade anticâncer.

Spindola primeiramente fez o fracionamento e a padronização do material que seria testado, partindo, a seguir, para a avaliação da atividade em diversas linhagens tumorais humanas. Constatada a atividade in vitro, o próximo passo foi realizar o ensaio in vivo, mediante padronização de um modelo experimental utilizando camundongos.

Foram feitos experimentos da atividade antinociceptiva (contra a excitação nervosa que provoca uma sensação dolorosa ou sua reação) e depois a determinação de possíveis mecanismos de ação que possam estar envolvidos na atividade dos compostos com maior potencial de atividade analgésica. A principal conclusão foi que ela funciona.

Foglio explica a diferença entre a atividade nociceptiva e a dor: o último termo é relacionado mais ao ser humano, pois envolve componentes ligados ao sofrimento, ocasionados pelo estímulo. A dor envolve inclusive a reação psicológica do indivíduo. Com o animal, não há condições de mensurar isso. Na verdade, o que se mensura é a resposta a um impulso dolorido. Logo, isso está ligado à nocicepção, que pode ser avaliada experimentalmente.

Analgésico sem efeitos colaterais

Diferente dos mecanismos de ação da morfina, por exemplo, as substâncias estudadas demonstraram potencial para inibir a dor, sendo que os estudos de toxicidade determinarão se os efeitos adversos serão menores do que os produzidos pelos produtos disponíveis no mercado. “Interessa-nos encontrar substâncias que, além da atividade analgésica, tenham menos efeitos adversos”, expõe a orientadora.

Foram reproduzidos alguns ensaios para comparar a morfina com as substâncias isoladas do extrato. Quando se avalia a ação analgésica, exemplifica Foglio, diversos mecanismos podem estar envolvidos. E ele avaliou alguns destes mecanismos, que envolvem oito vias. Dentre elas, foram identificadas duas vias principais: a serotonina e os receptores imidazólicos.

Spindola pontua que ainda há muito a se fazer na etapa de mecanismos de ação, porém o que se pôde apurar foi a possibilidade de descartar outras vias e, descartando-as, consegue-se determinar estas duas como as principais, pelas quais estes compostos atuam modificando a atividade fisiológica.

Da planta ao medicamento

Contudo, para chegar a um novo medicamento a partir desta planta, avisa Foglio, é preciso comprovar três parâmetros.

O primeiro é se ele é eficaz: se tem atividade analgésica e/ou contra o câncer. O pesquisador conseguiu comprovar que funcionava e agora está tentando esclarecer de que maneira funciona.

O segundo é a reprodutibilidade deste produto, que está relacionada com sua constância. Quando se trabalha com extratos e, portanto com uma mistura de muitas substâncias, é preciso garantir que isso seja reprodutível. O trabalho de Spindola conseguiu contemplar o parâmetro de eficácia enquanto a aluna Leila Servat, na sua dissertação de mestrado, os parâmetros de reprodutibilidade.

O terceiro parâmetro, o de segurança, está envolvido com a toxicidade. Como são os efeitos sistêmicos dos produtos dessa planta? Muitos falam de uso crônico ou uso continuado. A pessoa pode usar este produto todos os dias sem nenhum problema?

Estas indagações poderão em parte ser respondidas pelos estudos de toxicidade não clínica. Esta etapa deverá ser iniciada em breve. Se o produto não apresentar toxicidade, a outra parte da comprovação virá com os estudos clínicos em pacientes. “Mas será um longo estudo”, adianta o pesquisador.

Medicamento fitoterápico

Entre o saber popular que funciona, até chegar a um medicamento, passam-se anos. Isso ocorre porque é necessário comprovar que o princípio ativo funciona, que se consegue fazer um produto reprodutível e que ele é seguro.

Spindola enfatiza que estes estudos ainda estão numa etapa inicial em que se comprovou que os extratos da planta funcionam.

Muitos fatores têm que ser considerados, mas de que forma? “Quando se fala em forma, estão sendo inclusive consideradas as formulações: fazer um produto de uso oral ou tópico?”, ensina Foglio. “Há um leque muito abrangente de perspectivas. Se for tópico, pela legislação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é necessário fazer todos os estudos de toxicidade que incluem os de irritação da pele e de toxicidade oral, de doses repetidas. Basicamente esses estudos avaliam se o uso continuado de uma substância pode apresentar efeitos adversos graves que inviabilizem sua utilização em humanos.”

Caso não sejam observados efeitos adversos graves, prossegue ela, os estudos clínicos podem ter início e compreendem várias etapas. Para avaliação da atividade analgésica, na primeira etapa o produto é avaliado em voluntários sadios, quando podem ser observados efeitos adversos e realizados estudos de farmacocinética (absorção, distribuição, metabolismo e eliminação da substância do organismo).

Aprovado nessa etapa, na segunda o produto será avaliado em um grupo reduzido de pacientes, agora avaliando a eficácia e também os possíveis efeitos adversos. Na terceira etapa, envolvendo um grupo com número elevado de pacientes, sua eficácia será comparada com outros produtos já existentes para a mesma indicação.

Para avaliação da atividade anticancerígena, os estudos clínicos têm início com pacientes cuja doença esteja em estado avançado. Passando por essa primeira fase, é possível avaliar a atividade em pacientes com a doença em estágios iniciais. “É um trabalho que irá consumir pelo menos dez anos até conseguir colocar o produto no mercado”, estima Foglio. “Enquanto não forem realizadas todas as etapas, não se pode, de maneira alguma, recomendar o produto.”

Fitoterápicos e Anvisa

Infelizmente muitas pessoas, ao saberem dessa pesquisa, ficam sobremodo empolgadas e já querem ver resultados. “É necessário tomar cuidado, pois sabemos que ela funciona em animais, conhecemos as substâncias envolvidas, mas ainda não temos dados suficientes de segurança e eficácia clínica”, salienta Spindola.

Conforme a orientadora do estudo, o órgão que regulamenta o uso de medicamentos fitoterápicos é a Anvisa. Os resultados de todos esses estudos são avaliados por esta Agência que poderá, ou não, registrar o produto. Com o registro, a empresa pode iniciar a comercialização do produto. Isso significa que na embalagem e no rótulo de cada medicamento deve existir um número de registro fornecido pela Anvisa.

Muitas “empresas”, de forma ilegal, comercializam produtos sem essa autorização, expondo a população a sérios riscos. Deve-se portanto sempre adquirir os produtos em farmácias e drogarias, e verificar se o número de registro consta no produto. Produtos comercializados pela Internet geralmente não possuem o registro, adverte João Ernesto. Na dúvida, o paciente deve consultar a Anvisa através de sua página na Internet: http://www.anvisa.gov.br.

Isso também está acontecendo com as sementes de sucupira. Algumas “empresas” estão comercializando produtos à base dessas sementes, inclusive utilizando dados desses estudos da Unicamp. “Podemos afirmar que até o momento não existem medicamentos fitoterápicos à base de sucupira autorizados (registrados) pela Anvisa”, informa João Ernesto.

A pesquisa de Spindola contou com o amparo de uma equipe formada por botânicos, agrônomos, farmacêuticos, químicos e médicos. Outras pesquisas estão sendo realizadas para a padronização e estabilidade do extrato. Também estão sendo desenvolvidos processos de microencapsulação para viabilizar a proposição de novos produtos.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=extrato-fitoterapico-sucupira-analgesico-anticancer&id=5978

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Nov / 2010

Fonte: Folha.com / Reuters

Adolescentes que comem menos sal viram adultos mais sadios

A redução de 3 g no consumo diário de sal na adolescência reduz significativamente o risco de doenças cardíacas e derrames na idade adulta, disseram pesquisadores no domingo.
Com a ajuda de computadores, os cientistas projetaram que a redução de 3 g no consumo diário de sódio por adolescentes pode reduzir a hipertensão em 30% a 43% posteriormente.
A hipertensão é uma doença comum, que pode passar anos sem causar sintomas, mas acaba acarretando problemas graves, inclusive infartos e derrames.
Adolescentes que consomem menos sal também têm outros benefícios quando chegam aos 50 anos: redução de 7% a 12% nas doenças coronarianas, de 8% a 15% na incidência de ataques cardíacos, e de 5% a 8% na incidência de derrames, segundo dados apresentados na semana passada numa reunião da Associação Americana do Coração, em Chicago.
A entidade recomenda que o consumo diário de sódio seja limitado a 1,5 g. Os adolescentes norte-americanos consomem em média 3,8 g –mais do que qualquer outra faixa etária.
Alimentos industrializados costumam conter muito sódio. Um saco de Doritos de queijo, por exemplo, tem 0,31 g. A pizza é um dos piores vilões para o consumo excessivo de sal entre adolescentes, segundo o Centro Nacional de Estatísticas da Saúde.
“O benefício adicional de um menor consumo de sal prematuramente é que podemos, assim esperamos, alterar as expectativas sobre que sabor os alimentos deveriam ter, idealmente para algo ligeiramente menos salgado”, disse Kirsten Bibbins-Domingo, principal autora do estudo e professora-associada de Medicina e Epidemiologia da Universidade da Califórnia, em San Francisco.
“A maior parte do sal que comemos não vem do nosso saleiro, mas é sal já incorporado à comida que comemos”, acrescentou.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/831246-adolescentes-que-comem-menos-sal-viram-adultos-mais-sadios.shtml
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Nov / 2010

Fonte: Diário da Saúde / Agência Fapesp

Ingestão de energéticos aumenta risco de alcoolismo

Energéticos e álcool

Uma nova pesquisa, feita nos Estados Unidos, verificou uma importante associação entre o consumo de bebidas energéticas e o risco de desenvolver alcoolismo.
O estudo, que será publicado na edição de fevereiro da revista Alcoholism: Clinical & Experimental Research, avaliou dados de mais de 1 mil estudantes universitários, dos quais 10,1% disseram ingerir energéticos pelo menos uma vez por semana.
Segundo o trabalho, aqueles com elevado consumo de energéticos (52 vezes ou mais por ano) apresentaram risco significativamente maior de desenvolver dependência de bebidas alcoólicas e se embebedavam mais e mais cedo (com relação à idade) do que os demais.

Embriaguez desperta

O estudo destaca que os energéticos contêm bastante cafeína e podem levar ao desenvolvimento de outros problemas, além da perda de sono.
Segundo o trabalho, uma importante preocupação é que a mistura de energéticos com bebidas alcoólicas pode levar a um estado de “embriaguez desperta”, na qual a cafeína mascara a sensação de embriaguez sem reduzir os prejuízos causados pelo estado.
O resultado é que o usuário se sente menos bêbado do que realmente está, o que pode levar a consumir quantidades ainda maiores de bebida. “Os resultados reforçam a necessidade de maiores investigações a respeito dos possíveis efeitos negativos para a saúde das bebidas energéticas e dos riscos de seu consumo misturado com o álcool”, destacaram os autores.
“A cafeína não se opõe ou cancela os prejuízos associados com a embriaguez, ela apenas disfarça os marcadores mais óbvios desse estado. O fato de que não há regulação a respeito da quantidade de cafeína nas bebidas energéticas é desconcertante”, disse Amelia Arria, da Universidade de Maryland, um dos autores da pesquisa.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=energeticos-risco-alcoolismo&id=5963
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Nov / 2010

Fonte: Diário da Saúde

Peixe da Amazônia produz substância parecida com leite materno

Peixe que “amamenta”

O peixe acará disco (Symphysodon spp) é um dos protagonistas do festival folclórico da cidade de Barcelos, no interior do Amazonas.
Porém, algo mais nesse pequeno peixe ornamental chamou atenção dos cientistas que estudam as características dos peixes na região.
A pesquisa revelou que o peixe ornamental tem uma característica própria na hora de cuidar dos filhotes.
O acará disco produz um muco que, segundo os pesquisadores, é rico em nutrientes e tem função similar ao leite materno nos mamíferos (como acontece em humanos).
O trabalho foi realizado em uma cooperação internacional envolvendo o Centro de Estudos de Adaptações da Biota Aquática da Amazônia (Adapta), projeto ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
Neste processo de alimentação, os filhotes “beliscam” a pele dos “pais” para obterem o alimento.

Leite de peixe

Adalberto Val, responsável pelo lado brasileiro da pesquisa, afirma que foi necessário desenvolver uma nova tecnologia para realizar o estudo.
“Foi desenvolvida uma esponja especial onde coletamos todo esse material, depois dissolvemos essa esponja no laboratório para fazer a análise. Outro fator importante do estudo foi a descoberta que por meio desse muco há a passagem de substâncias essenciais para o crescimento e imunidade do peixe”, enfatizou.
Ainda de acordo com as pesquisas, os poluentes presentes na água podem ser passados dos pais para os filhotes onde através do muco os filhotes geram uma espécie de defesa.
“Alguns poluentes são passados por meio do muco e esses poluentes servem para desencadear um processo resistência e essas substâncias”, declarou Val.

O “desmame”

As pesquisas revelaram ainda que este tipo de alimentação diferenciada para os filhotes se dá em um período de três semanas onde os pais começam o processo semelhante ao de “desmame”. Isso ocorre por apenas três semanas a partir daí o filhote de acará disco já busca seus alimentos motivados pelo afastamento dos pais.
O próximo passo agora é fazer a análise genética para saber quais são os genes responsáveis pelo estímulo à produção do muco com nutrientes que só ocorre no período em que há filhotes.
“O muco é produzido sempre, mas o muco com essa composição só ocorre quando há os filhotes. Deve haver um mecanismo que estimula a mudanças da composição química do muco durante aproximadamente três semanas e após esse período tudo isso desaparece e o filhote começa a ter vida independente”, explicou.
A pesquisa deverá ser publicada ainda este ano no The Journal of Experimental Biology, a mais importante publicação internacional na área de biologia experimental.
O Adapta é uma rede de atividades de Biologia Aplicada e tem a proposta estudar as Adaptações de organismos aquáticos da Amazônia.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=peixe-amazonia-produz-leite&id=5948
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Nov / 2010

Fonte: Folha / The New York Times

Arroz vermelho para redução de colesterol pode conter toxinas

Os americanos que tentam evitar os medicamentos redutores de colesterol estão gastando milhões de dólares por ano no arroz vermelho fermentado chinês, um suplemento que, segundo se descobriu, reduz o LDL, ou colesterol “ruim”.

Mas a quantidade do ingrediente ativo no suplemento varia amplamente entre uma marca e outra, e possivelmente entre lotes distintos, segundo um novo estudo. E um em cada três produtos testados continha uma substância que pode ser tóxica aos rins.

Para o estudo, publicado segunda-feira (1º) no “Archives of Internal Medicine”, cientistas analisaram amostras de doze produtos do arroz vermelho fermentado. Enquanto algumas cápsulas continham apenas 0,1 mg do ingrediente ativo, conhecido como monacolina, outras chegaram a ter 11,15 mg.

Quatro amostras testadas continham citrinina, um fungo que causa falência renal em animais.

Estudos anteriores pelos mesmos autores haviam relatado que o arroz vermelho não reduz efetivamente o colesterol LDL. Agora os autores estão pedindo cautela, apontando que por serem suplementos, os produtos não são regulamentados pela FDA (agência que controla a venda de remédios e alimentos nos EUA) e não são padronizados. A FDA advertiu os consumidores a não usar os produtos de arroz vermelho fermentado que aleguem reduzir colesterol.

“Nosso entendimento sobre isso é que o arroz vermelho fermentado, diferente de diversos produtos naturais sem comprovação, realmente funciona”, afirmou o principal autor, Ram Y. Gordon, cardiologista do Hospital Chestnut Hill, parte do sistema de saúde da Universidade da Pensilvânia. “Mas devido ao que descobrimos, há problemas inerentes em dizer que esse produto faz bem às pessoas”.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/826132-arroz-vermelho-para-reducao-de-colesterol-pode-conter-toxinas.shtml
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Nov / 2010

Fonte: Folha / Reuters

Uso de laptop no colo pode reduzir qualidade dos espermatozoides

Usar um laptop no colo, como o nome da máquina sugere (“lap” em inglês significa “colo”), pode não fazer bem à saúde reprodutiva masculina, de acordo com um estudo.

E há pouco que se possa fazer quanto a isso, além de usar a máquina sobre uma mesa, disse Yelim Sheynkin, urologista da State University of New York em Stony Brook e coordenador do estudo publicado pela revista “Fertility and Sterility”.

No estudo, termômetros foram usados para medir a temperatura dos escrotos de 29 jovens que tinham laptops apoiados sobre os joelhos. Mesmo com um suporte sob o computador, os escrotos dos participantes se superaqueciam rapidamente.

“Milhões e milhões de homens usam laptops hoje em dia, especialmente na faixa de idade mais propensa a reprodução”, disse Sheynkin.

“Depois de apenas dez ou 15 minutos, a temperatura de seus escrotos já está acima do que consideramos seguro, mas eles nem percebem”, acrescentou.

De acordo com a American Urological Association, quase um em cada seis casais dos Estados Unidos enfrenta problemas de concepção. Em cerca de metade dos casos isso se deve a infertilidade masculina.

Sob circunstâncias normais, a posição dos testículos fora do corpo os mantêm alguns graus mais frios que o restante do organismo, o que é necessário para produção de esperma.

Nenhum estudo havia pesquisado o efeito dos laptops sobre a fertilidade masculina, até agora, acrescentou Sheynkin. Mas pesquisas anteriores demonstraram que aquecer o escroto em mais de um grau é o bastante para danificar os espermatozoides.

Ainda que fatores gerais de saúde e estilo de vida tais como nutrição e uso de drogas possam afetar a saúde reprodutiva, jeans e cuecas apertados em geral não são considerados fator de risco, porque as pessoas se movimentam quando os usam.

Mas apoiar um laptop sobre os joelhos, no entanto, exige manter as pernas imóveis e fechadas. Depois de uma hora nessa posição, os pesquisadores constataram que a temperatura dos testículos sobe 2,5ºC.

Um suporte para o laptop mantém a máquina mais fria e impede transferência de calor à pele, mas Sheynkin alertou que isso não ajuda muito a refrigerar os testículos e pode oferecer uma falsa sensação de segurança.

http://www1.folha.uol.com.br/tec/827157-uso-de-laptop-no-colo-pode-reduzir-qualidade-dos-espermatozoides.shtml
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Nov / 2010

Fonte: Folha.com

Pesquisa liga proximidade de antena a maior risco de câncer

Quem vive a até 100 m de antena de celular tem 33% mais risco de morrer de câncer do que a população geral, diz pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais.

A engenheira Adilza Condessa Dode, 52, cruzou dados sobre mortes por tumores entre 1996 e 2006 em Belo Horizonte com áreas onde essas pessoas moravam e a localização das antenas de celular.

Ela elegeu tumores já associados esse tipo de radiação: próstata, mama, pulmão, intestino, pele e tireoide.

Em um raio de até mil metros das antenas, o risco foi maior. ” O celular você desliga. A antena, não.”

O médico Edson Amaro Jr., professor de radiologia da USP, pondera que o estudo não é fechado. Isto é, não foram controlados os hábitos de quem morava perto das antenas. “Esse tipo de estudo não é o ideal, mas também não há muitas alternativas.”

O engenheiro Alvaro Augusto Salles, professor de telecomunicações na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, criou um modelo do cérebro baseado na tomografia de uma criança para simular efeitos da radiação.

Ele explica que as ondas têm efeitos térmicos (por isso a orelha esquenta quando se usa o celular) e não térmicos. Esses podem causar quebras nas fitas que formam a dupla-hélice do DNA, levando a mutações e a tumores.

Os riscos são maiores nas crianças, cujos tecidos estão se reproduzindo mais rápido.

Salles diz que, quando usamos o celular encostado na orelha, 75% da energia que seria usada na conexão é absorvida pela cabeça.

Para o engenheiro, se os celulares usarem antenas que direcionem a energia para o lado oposto ao da cabeça, o risco cairá muito. “O futuro é essa tecnologia, mas está demorando. São 5 bilhões de usuários. Mesmo que o risco seja pequeno, muitos podem ser afetados.”

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/826876-pesquisa-liga-proximidade-de-antena-a-maior-risco-de-cancer.shtml
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Nov / 2010

Fonte: Folha.com

“A acupuntura me ajudou a engravidar”, diz Mariah Carey

Depois de sofrer um aborto espontâneo logo após se casar, em abril de 2008, a cantora Mariah Carey anunciou, no final da semana passada, sua tão aguardada gravidez.

Em entrevista à publicação “Us Weekly”, a cantora disse que ela e o marido nunca desistiram do sonho de se tornarem pais.

Embora negue informações de que fez fertilização in vitro, Carey disse que começou a tomar a progesterona, um hormônio que é muitas vezes prescrito para aumentar a fertilidade e ajuda a manter a gravidez em mulheres suscetíveis ao aborto.

O marido também afirmou que a cantora iniciou sessões de acupuntura uma vez por dia, por todo o corpo, e disse à revista: “Eu acho que ajudou muito porque era um ótimo calmante”.

O casal afirmou que a pressão da gravidez ficou tão grande que as sessões diárias de acupuntura foram tão importantes como o tratamento hormonal. “Os hormônios por si só não me fariam engravidar. O relaxamento foi fundamental”, terminou a cantora.

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/825000-a-acupuntura-me-ajudou-a-engravidar-diz-mariah-carey.shtml

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Nov / 2010

Fonte: Folha.com

Iogurte e leite fermentado não têm ação comprovada

Comerciais de iogurtes funcionais e leites fermentados, que prometem regular o intestino e elevar a imunidade, vão bem além dos efeitos provados dos produtos.

A discussão foi levantada pela EFSA (autoridade europeia para segurança alimentar). Depois de analisar mais de 800 pedidos da indústria, a agência declarou que não há comprovação científica suficiente para recomendar os produtos em larga escala.

A EFSA também não permitiu que a Yakult incluísse em sua publicidade resultados de pesquisas recentes que associam a bebida à melhora de sintomas da gripe.

Por aqui, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) reconhece a eficácia do Yakult e demais probióticos (alimentos com bactérias benéficas) -como Activia e Actimel, da Danone.

A Anvisa, entretanto, não permite que a propaganda alardeie benefícios além de “contribuir para o equilíbrio da flora intestinal”. No ano passado, a agência proibiu a propaganda do Actimel que atribuía ao produto o poder de aumentar as defesas naturais do organismo.

Faltam estudos que envolvam um grande número de pessoas. Também faltam marcadores para medir os efeitos dos produtos. “Não tem como saber se a imunidade não aumentou por outros motivos”, diz Susana Marta Isay Saad, professora de tecnologia bioquímico-farmacêutica da USP.

Segundo a Yakult, os 12 estudos feitos pela empresa -três com animais e nove com humanos- comprovam que tomar a bebida diminui tosse e coriza. “O consumo frequente ajuda a prevenir a gripe e, em pessoas que já estão doentes, tomar Yakult ajuda a sarar mais rápido”, diz Yasumi Ozawa Kimura, pesquisadora da Yakult.

A própria pesquisadora reconhece que há importantes diferenças individuais. “A capacidade de defesa das pessoas é diferente. Pessoas saudáveis podem não ter um estímulo imunológico significativo tomando a bebida.”

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/821607-iogurte-e-leite-fermentado-nao-tem-acao-comprovada.shtml
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Nov / 2010

Fonte: Folha.com

Fumar entre os 50 e 60 anos pode dobrar o risco de Alzheimer

Fumar entre os 50 e 60 anos dobra o risco de Alzheimer e outros tipos de demência na terceira idade, diz pesquisa americana. O estudo analisou dados de 21.123 pessoas entre 1978 e 2008.

Em duas décadas, 5.367 pessoas (25,4%) desenvolveram alguma forma de demência. Um quinto dos casos era de Alzheimer.

Segundo os autores do trabalho, em comparação com os não fumantes, aqueles que consumiam mais de dois maços de cigarro por dia tiveram mais que o dobro de chance de ter demência e Alzheimer.

O estudo foi publicado ontem na revista “Archives of Internal Medicine”.

FATOR DE RISCO

Alzheimer é um tipo de demência que atinge mais de 26 milhões de pessoas no mundo e causa perda gradual da memória e da capacidade de raciocinar.

De acordo com a neurologista Sonia Brucki, membro da Academia Brasileira de Neurologia, vários estudos já citaram o tabagismo como fator de risco para o desenvolvimento tanto de Alzheimer quanto de outras formas de demência.

“O cigarro aumenta a probabilidade de doenças vasculares e piora a circulação cerebral”, diz.

Esse prejuízo na circulação sanguínea pode acelerar o desenvolvimento de doenças degenerativas cerebrais em quem já tem algum problema do tipo.

Segundo a médica, o risco não seria apenas para quem fuma mais de dois maços por dia, como diz a pesquisa. “Consideramos que dois cigarros por dia já podem desencadear os problemas.”

Somado a outros fatores -como obesidade e sedentarismo- o fumo pode ser determinante. “O Alzheimer é mais comum em mulheres. Podemos considerar que mulheres fumantes têm um risco ainda maior.”

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/821027-fumar-entre-os-50-e-60-anos-pode-dobrar-o-risco-de-alzheimer.shtml
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Nov / 2010

Fonte: Diário da Saúde

Efeito anticâncer do brócolis pode ser ampliado

Brócolis e bactérias

Um estudo realizado na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostrou pela primeira vez que o sulforafano, o poderoso agente contra o câncer presente no brócolis, é liberado do seu composto original por bactérias que vivem no intestino grosso, sendo então absorvido pelo organismo.

“Esta descoberta abre a possibilidade de sermos capazes de aumentar a atividade dessas bactérias no cólon, aumentando o poder que o brócolis tem na prevenção do câncer,” disse Elizabeth Jeffery, uma das autoras da pesquisa.

“Também é reconfortante, porque muitas pessoas cozinham demais o brócolis, destruindo sem querer a enzima vegetal que nos fornece o sulforafano. Nós agora sabemos que a microbiota do nosso trato digestivo pode salvar uma parte desse importante agente de prevenção do câncer mesmo que isso aconteça,” disse ela.

Glucorafanina e sulforafano

Embora os cientistas tenham teorizado há muito tempo que a microbiota intestinal poderia executar esse papel, o processo nunca havia sido verificado diretamente e não se sabia quais seriam os agentes de sua realização.

Agora, Jeffery e seus colegas Michael Miller e Ren-Hau Lai comprovaram a teoria.

Eles injetaram glucorafanina, o composto pai do sulforafano, no intestino inferior de ratos e demonstraram que o sulforafano estava presente no sangue da veia mesentérica, que flui do intestino para o fígado.

“A presença do sulforafano em quantidades mensuráveis mostra que ele está sendo convertido na parte inferior do intestino e está disponível para absorção no organismo,” explica Jeffery.

O ceco, a parte inferior do intestino dos ratos nos quais os cientistas inocularam a glucorafanina, abriga bactérias que ajudam na digestão e no metabolismo, de forma semelhante ao que acontece no cólon humano.

Anticâncer e anti-inflamatório

De acordo com Jeffery, o sulforafano é um agente extremamente potente contra o câncer: “A quantidade que você obtém em 3 a 5 porções por semana, que é menos do que um ramo diário de brócolis, é o suficiente para ter um efeito anticâncer. Com muitos dos outros alimentos bioativos dos quais você ouve falar, são necessárias quantidades muito maiores para se ter um resultado mensurável.”

O sulforafano também tem propriedades anti-inflamatórias, que são vistas com interesse pelos cientistas por sua capacidade de combater os efeitos de muitas doenças crônicas que acompanham a obesidade e o envelhecimento.

Miller sugere duas formas pelas quais as bactérias no intestino poderiam ser manipuladas para se obter um poder extra do brócolis ingerido.

“Uma forma seria a de alimentar as bactérias desejáveis com probióticos para incentivar sua proliferação. Outra forma seria a utilização de uma abordagem combinada, por exemplo, brócolis com molho de iogurte, que contém as bactérias hidrolisadoras, dessa forma aumentando a sua proteção contra o câncer,” explica a cientista.

Cuide das suas bactérias

Se alimentar bactérias não soa particularmente atraente, a cientista destaca que as bactérias não trazem sempre más notícias. “Uma das coisas sobre o que não pensamos muito é a enorme quantidade de benefícios que experimentamos quando uma comunidade saudável de bactérias coloniza nosso intestino grosso,” diz ela.

“Nós, seres humanos, temos uma relação simbiótica com inúmeros micróbios famintos, que metabolizam vitaminas e outros componentes bioativos dos alimentos. Agora podemos ver outro exemplo interessante da sua atividade, com o papel que desempenham na captura do sulforafano do brócolis,” conclui ela.

Veja também “Bactérias do bem” mantêm o sistema imunológico pronto para combater infecções.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=efeito-anticancer-brocolis&id=5884
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Nov / 2010

Fonte: Diário da Saúde

Ioga é eficaz contra a fibromialgia

Dor crônica

Exercícios de ioga combatem a fibromialgia, uma desordem médica caracterizada por uma dor crônica generalizada.

A conclusão é de uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, e que acaba de ser publicada na revista Pain.

“Pesquisas anteriores sugerem que o tratamento mais bem-sucedido para a fibromialgia envolve uma combinação de medicamentos, exercícios físicos e desenvolvimento de habilidades de enfrentamento,” explica o Dr. James Carson. “Aqui, nós nos voltamos especificamente para a ioga para determinar se ela deve ser considerada como um tratamento e em que medida ela pode ser bem-sucedida.”

Ioga contra a fibromialgia

Neste estudo, os pesquisadores acompanharam 53 mulheres previamente diagnosticadas com fibromialgia.

As mulheres foram divididas aleatoriamente em dois grupos. O primeiro grupo participou de um programa de ioga de oito semanas, que incluía posições suaves, meditação, exercícios respiratórios e discussões em grupo. O segundo grupo – o grupo de controle – recebeu a medicação padrão usada nos tratamentos da fibromialgia.

A comparação dos dados dos dois grupos revelou que a ioga ajuda a combater vários sintomas da fibromialgia mais grave, incluindo dor, fadiga, rigidez, problemas de sono, depressão, memória fraca, ansiedade e falta de equilíbrio.

Todas essas melhorias se mostraram não apenas estatisticamente importantes, mas também clinicamente significativas, ou seja, as mudanças foram grandes o suficiente para terem um impacto prático sobre o bem-estar diário.

Por exemplo, no grupo da ioga, a dor foi reduzida por uma média de 24 por cento, a fadiga em 30 por cento e a depressão em 42 por cento.

“Uma provável razão para o aparente sucesso dessa terapia foi o forte empenho demonstrado pelas participantes. Não apenas a presenças nas aulas foi boa, como também a vontade de praticar ioga em casa,” acrescenta Carson.

Sobre a fibromialgia

Fibromialgia é uma síndrome caracterizada predominantemente por dor muscular e fadiga.

A condição pode causar problemas de sono, cansaço e estresse psicológico. Outros sintomas incluem frequentemente:

  • rigidez matinal
  • formigamento ou dormência nas extremidades
  • dores de cabeça
  • problemas de memória

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=ioga-contra-fibromialgia&id=5868
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Out / 2010

Fonte: Folha.com

Falha na tireoide eleva risco cardíaco, segundo estudo

Um novo estudo acabou com uma velha controvérsia, ao provar que pacientes com hipotireoidismo subclínico (quando alterações hormonais não chegam a causar sintomas) têm mais probabilidade de desenvolver doenças coronarianas.

Já se sabia que o hipotireoidismo manifesto (quando a queda na produção de hormônios da tireoide causa sintomas) tem relação com maior mortalidade por doenças cardiovasculares.

Isso porque nesses pacientes há aumento dos níveis de colesterol e triglicérides, aceleração do processo de formação de placas de gordura e aumento das lesões na parede interna dos vasos. A relação da doença subclínica com o risco cardíaco, no entanto, era incerta.

A pesquisa revisou dados de mais de 55 mil pessoas em vários países ao longo de 20 anos, incluindo o Brasil. Foi publicada em setembro no “Journal of the American Medical Association”, um dos principais da área.

Os dados da metanálise revelaram que o risco de ter uma doença coronariana ou um infarto é 89% maior nessas pessoas. A chance de morrer também é 58% mais alta para esse grupo.

O hipotireoidismo subclínico ocorre quando os níveis do hormônio TSH, produzido pela hipófise (glândula do cérebro), aumentam para estimular o trabalho da tireoide. Isso pode sinalizar uma falha no funcionamento da glândula, mas que ainda não se traduz em uma queda na produção de T3 e T4 (hormônios da tireoide).

Mesmo assim, esses pacientes têm algumas alterações, como colesterol elevado, por exemplo.

O problema atinge entre 8% e 9% dos brasileiros, principalmente mulheres.

“Havia uma polêmica na literatura em relação ao risco cardiovascular do hipotireoidismo subclínico”, diz o endocrinologista José Augusto Sgarbi, professor da Faculdade de Medicina de Marília, que conduziu o estudo brasileiro em parceria com a Universidade Federal de São Paulo, com apoio da Fapesp.

O resultado do trabalho traz ainda outra questão: até agora, as diretrizes atuais, que acabam de ser revisadas, não recomendam o tratamento dessas pessoas.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/818562-falha-na-tireoide-eleva-risco-cardiaco-segundo-estudo.shtml
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Out / 2010

Fonte: Diário da Saúde / Agência Fapesp

Melancia é eficaz contra a pressão alta

Melancia contra hipertensão

Não importa em quantas fatias você a divida, a melancia ainda manterá uma série de benefícios – o agradável saber adocicado, baixas calorias, alto nível de fibras e muitos nutrientes.

E agora há mais um item nessa lista: um novo estudo concluiu que a melancia pode ser uma arma natural eficaz contra a pré-hipertensão, um precursor das doenças cardiovasculares.

A pesquisa, a primeira desse tipo realizada em humanos, foi feita por Arturo Figueroa e Bahram H. Arjmandi, cientistas da Universidade do Estado da Flórida, nos Estados Unidos, e publicada na revista científica American Journal of Hypertension.

Efeito vasodilatador da melancia

Os pesquisadores descobriram que a ingestão diária de seis gramas do aminoácido L-citrulina/L-arginina, retirados do extrato da melancia, durante seis semanas, resultou em uma melhoria da função arterial.

“Essa descoberta sugere que este ‘alimento funcional’ tem um efeito vasodilatador, que pode impedir que a pré-hipertensão progrida para a hipertensão total, um importante fator de risco para ataques cardíacos e derrames,” afirma Figueroa.

O efeito imediato foi uma redução da pressão arterial aórtica em todos os nove participantes pré-hipertensivos – quatro homens e cinco mulheres na pós-menopausa, com idades entre 51 e 57 anos.

“Dadas as evidências encorajadoras geradas por este estudo preliminar, vamos continuar a pesquisa e incluir um grupo muito maior de participantes na próxima rodada,” acrescentou o pesquisador.

Por que a melancia?

“A melancia é a mais rica fonte natural comestível de L-citrulina, a qual está intimamente relacionada com a L-arginina, um aminoácido necessário para a formação do óxido nítrico essencial para a regulação do tônus vascular e para a manutenção de uma pressão arterial saudável”, explica Figueroa.

Uma vez no corpo, a L-citrulina é convertida em L-arginina. Simplesmente consumir a L-arginina como suplemento dietético não é uma opção para muitos adultos hipertensos porque ela pode causar náuseas, desconforto gastrointestinal e diarreia.

Por outro lado, a melancia é bem tolerada por praticamente todos os pacientes. Os participantes no estudo-piloto não relataram nenhum efeito adverso.

E, além dos benefícios vasculares da citrulina, a melancia é uma fonte abundante de vitamina A, B6, C, potássio, fibras e licopeno, um antioxidante poderoso.

De acordo com Arjmandi, a melancia pode até mesmo ajudar a reduzir os níveis de glicose no sangue.

Alimentos funcionais

Segundo o Dr. Arjmandi, os alimentos funcionais, como a melancia, podem ajudar a combater condições de saúde que atingiram níveis epidêmicos, como os elevados níveis de colesterol.

“Por alimentos funcionais queremos dizer aqueles alimentos que já foi demonstrado cientificamente que são capazes de promover a saúde ou de prevenir doenças, acima e além dos outros nutrientes intrinsecamente saudáveis que eles também contêm,” explica ele.

Figueroa acrescenta que a suplementação de L-citrulina oral pode permitir a redução na dosagem de anti-hipertensivos necessários para controlar a pressão arterial.

“Melhor ainda, pode impedir a progressão da pré-hipertensão para a hipertensão,” conclui ele.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=melancia-contra-hipertensao&id=5869

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Out / 2010

Fonte: Diário da Saúde / Agência Usp

Composto de própolis pode inibir radicais livres ligados à obesidade

CAPE da própolis

O CAPE, substância extraída da própolis e testada em pesquisa da Escola de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP em Piracicaba (SP), apresenta potencial antioxidante.

Isolado da própolis produzida pelas abelhas, o CAPE é um composto fenólico que possui várias atividades biológicas, como por exemplo o efeito anti-inflamatório e antimicrobiano. A sigla vem do inglês Caffeic Acid Phenethyl Ester.

Os resultados, obtidos pela pesquisadora Aline Camila Caetano em experimentos com camundongos, revelam que o CAPE pode combater a formação de radicais livres associados à obesidade e a doenças como diabetes tipo 2 e a hipertensão.

“O estudo verificou a propriedade antioxidante em modelo experimental de obesidade e estresse oxidativo em camundongos”, conta a pesquisadora, formada em Ciências dos Alimentos.

Estresse oxidativo

Durante a pesquisa, grupos de camundongos tiveram obesidade induzida por uma dieta à base de gordura de porco, por um período de 8 semanas.

Em seguida, parte deles recebeu o CAPE por via oral, nas dosagens de 13 e 30 miligramas (mg) por quilo de peso, em período de 15 e 22 dias.

Depois desse período, foi verificada a atividade de enzimas associadas ao estresse oxidativo nos tecidos adiposo e hepático.

Nos camundongos que receberam a dosagem de 13 mg, verificou-se no tecido hepático que as enzimas tiveram um comportamento semelhante ao grupo controle, composto por animais não submetidos ao estresse oxidativo gerado pela obesidade.

“Não houve aumento da atividade das enzimas, o que evidencia um possível efeito antioxidante do CAPE”, destaca Aline. “Também foi registrado uma redução da produção de peróxido de hidrogênio e da peroxidação lipídica, outro indício do efeito protetor do composto.”

Radicais livres

De acordo com Aline, a obesidade, devido ao maior consumo de nutrientes na dieta, leva a um aumento da glicose e de ácidos graxos circulantes no organismo, aumentando a produção de Espécies Reativas de Oxigênio (ERO) e radicais livres.

“Essas espécies estão associadas a doenças como resistência à insulina, diabetes tipo 2, esteatose hepática, hipertensão e risco de problemas cardiovasculares”, ressalta. “O processo é conhecido como síndrome plurimetábolica.”

O fígado, por ser um órgão com alta taxa metabólica, permitiu que o efeito antioxidante do CAPE estivesse mais presente e pudesse ser mais facilmente observado. No tecido adiposo, foram observadas poucas mudanças na atividade das enzimas, inclusive devido a dificuldade em se fazer análises na gordura dos animais”, diz Aline.

A pesquisadora aponta que devido ao peso dos camundongos, a dosagem testada é muito pequena, o que leva a necessidade de novos experimentos com animais antes da utilização do CAPE ser tentada em seres humanos. “É um processo que deve levar alguns anos”, observa. “Também será preciso estudar de que forma o composto seria administrado em humanos.”

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=propolis-radicais-livres-obesidade&id=5834
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Set / 2010

Fonte: Diário da Saúde / BBC

Bebês amamentados somente com leite materno até os 6 meses têm melhor imunidade

Só leite materno

Bebês alimentados exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade ganham proteção extra contra infecções, dizem cientistas gregos.

O efeito observado independe de fatores como acesso à saúde e programas de vacinação, eles explicam.

Segundo os especialistas da Universidade de Creta, o segredo estaria na composição do leite materno.

As conclusões do estudo, que envolveu pouco mais de 900 bebês vacinados, foram publicadas na revista científica Archives of Diseases in Childhood.

A equipe ressalta, no entanto, que o benefício só ocorre quando o bebê é alimentado com leite da mãe apenas. Ou seja, acrescentar fórmulas ao leite materno não produz o mesmo efeito.

Especialistas em todo o mundo já recomendam que bebês sejam alimentados somente com leite materno pelo menos durante os seis primeiros meses de vida.

Sapinho

Os pesquisadores gregos monitoraram a saúde de 926 bebês durante 12 meses, registrando quaisquer infecções ocorridas em seu primeiro ano de vida.

Entre as infecções registradas estavam doenças respiratórias, do ouvido e candidíase oral (sapinho).

Os recém-nascidos receberam todas as vacinas de rotina e tinham acesso a tratamentos de saúde de alto nível.

Quase dois terços das mães amamentaram seus filhos durante o primeiro mês, mas o número caiu para menos de um quinto (menos de 20%) seis meses depois.

Apenas 91 bebês foram alimentados exclusivamente com o leite da mãe durante os seis primeiros meses.

Os pesquisadores constataram que esse grupo apresentou menos infecções comuns durante seu primeiro ano de vida do que os bebês que foram parcialmente amamentados ou não amamentados.

Anticorpos da mãe

E as infecções que os bebês contraíram foram menos severas, mesmo levando-se em conta outros fatores que podem influenciar os riscos de infecção, como número de irmãos e exposição à fumaça de cigarro.

O pesquisador Emmanouil Galanakis e sua equipe disseram que a composição do leite materno explica os resultados do estudo.

O leite materno contém anticorpos recebidos da mãe, assim como outros fatores imunológicos e nutricionais que ajudam o bebê a se defender de infecções.

“As mães deveriam ser avisadas pelos profissionais de saúde de que, em adição a outros benefícios, a amamentação exclusiva ajuda a prevenir infecções em bebês e diminui a frequência e severidade das infecções”, os especialistas dizem.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=leite-materno-imunidade&id=5786

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Set / 2010

Fonte: Diário da Saúde / Fapesp

Estresse e falta de proteínas na gestação afetam fortemente os bebês

Falta de proteínas

Uma dieta com baixo nível de proteínas durante a gestação resulta em nascituros abaixo do peso normal, rins menores e com número reduzido de néfrons, as estruturas responsáveis pelo processo de filtração do sangue.

As experiências realizadas em animais mostraram que rins tinham 70% da capacidade de processamento em comparação a um órgão normal.

As conclusões são de uma pesquisa realizada pela professora Patrícia Boer, do Instituto de Biociências de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

“Estresses emocionais ou nutricionais sofridos pelas cobaias durante a gravidez provocaram alterações nos filhotes, que nasceram com fisiologia alterada”, explica ela.

Problemas generalizados

O número menor de néfrons é acompanhado também de uma redução de receptores da angiotensina, peptídeo responsável pelo controle da pressão arterial. Com menos receptores, os rins não conseguem eliminar sódio o suficiente e o excedente se acumula nesses órgãos, gerando a retenção de líquidos e provocando hipertensão arterial.

Além do efeito sobre os rins, a restrição proteica ou calórica na gravidez pode ocasionar efeitos semelhantes em outros órgãos, como fígado, coração e até em partes do cérebro.

O estudo verificou que o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA), estrutura cerebral associada à resposta ao estresse, também tem alterações nos receptores dos filhotes cujas mães sofreram estresse durante a gravidez. Como consequência, esses animais terão uma resposta exacerbada ao problema, apresentando mais impaciência e irritabilidade.

“Os fígados dessas proles também serão menores e, consequentemente, terão menor capacidade funcional. Haverá um número menor de células beta, presentes no pâncreas e responsáveis pela produção de insulina, o que aumentará o risco de desenvolver diabetes”, disse Patrícia.

Adaptação ao estresse

Segundo a pesquisadora, as alterações no feto seriam uma maneira de a mãe passar características adaptativas para aumentar as chances de sobrevivência dos filhotes.

“Em um ambiente cheio de predadores, é constante o convívio com o estresse e importante que os filhotes nasçam prontos para ele”, apontou. O mesmo ocorre em um cenário com pouca comida, no qual indivíduos menores teriam mais chance de sobreviver.

A professora cita estudos nos quais foram encontrados resultados semelhantes em humanos.

Nesse caso, uma pessoa que nasce com um rim de menor capacidade teria que adaptar sua alimentação e seu estilo de vida para que não sobrecarregue o órgão. Patrícia alerta para o fato de que ignorar essa situação poderia provocar insuficiência renal em idades precoces.

“O problema é que não há um diagnóstico que aponte essa situação. Um dos indicadores são bebês que nascem com baixo peso sem serem prematuros”, afirmou. Segundo ela, ignorar essas limitações físicas é preocupante, pois, ao desconhecer essa condição, as pessoas atingidas acabam não se cuidando.

Fenótipo econômico

A motivação da pesquisa da Unesp veio da hipótese do fenótipo econômico, elaborada pelo epidemiologista inglês David J.P. Barker.

Segundo a hipótese, em um ambiente com condições nutricionais precárias, a mãe seria capaz de modificar o desenvolvimento do feto de maneira a prepará-lo para sobreviver em meio à escassez. Com isso, seriam gerados indivíduos com características fenotípicas mais enxutas, como órgãos e corpos em tamanho reduzido.

Antes dessa hipótese não se levava muito em conta o papel dos fatores epigenéticos, aqueles que provocam mudanças e que não estão no genótipo. “Acreditava-se que, quando se formava o zigoto, as informações genéticas estavam ali e todas as características já estariam determinadas”, disse Patrícia. A hipótese do fenótipo econômico acabou chamando a atenção para as alterações que modificam as expressões genéticas sem alterar os genes.

Um exemplo conhecido da comunidade científica é o da enzima placentária 11 Beta-Hidroxiesteróide desidrogenase. Normalmente, essa enzima inativa os corticoides maternos para que não atinjam o bebê. Uma gravidez tranquila chega a manter gradientes de concentração de mil partes de glicocorticoides na mãe para somente uma parte no bebê.

Em situações de estresse, porém, cai a capacidade da enzima, expondo o feto aos glicocorticoides maternos, que são importantes sinalizadores do desenvolvimento fetal, pois promovem a maturação dos tecidos.

“Se traços dos glicocorticoides da mãe atingirem o feto prematuramente, os tecidos que estiverem sendo formados vão se diferenciar antes do tempo e não vão crescer o quanto poderiam”, disse Patrícia.

Resultados humanos

Ao transpor os resultados obtidos com animais para seres humanos, a professora da Unesp especula sobre vários problemas nos quais o fenótipo econômico pode estar envolvido.

“Basta lembrar que as mães de hoje sofrem estresses bem maiores do que as de antigamente. Elas trabalham fora, têm dupla jornada e a alimentação também é um fator preocupante. Entre 30% e 35% das gestantes brasileiras são anêmicas”, disse.

Ela também levanta outras questões sociais que podem agravar o problema. Um exemplo está nas favelas, onde a restrição alimentar e o estresse se fazem mais presentes e de maneira simultânea. “São Paulo, cidade mais rica do país, tem 20% de seus habitantes morando em favelas. Em Maceió, esse número chega a 50%”, disse.

Restrição proteica

A equipe da Unesp está avaliando o período mínimo de restrição proteica necessário para causar uma alteração no feto, no caso, a redução de néfrons. Na pesquisa com camundongos, Flávia Mesquita, aluna de doutorado de Patrícia, observou que os primeiros 14 dias gestacionais de restrição alimentar (compatível ao 40º dia em humanos) são suficientes para provocar reduções de 28% no número de néfrons.

Patrícia esteve este mês em Portugal para avaliar os efeitos da dieta hipoproteica sobre a formação do cérebro. A contagem de neurônios e as ramificações dendríticas em regiões importantes para a aprendizagem, como o hipocampo, poderão indicar se o estresse gestacional tem um raio maior de alcance dentro do cérebro.

Um dos objetivos da pesquisa é gerar dados que subsidiem políticas públicas voltadas a resolver o problema da subnutrição entre as mulheres grávidas. “É preciso dar muita atenção ao problema da gestação no Brasil para que evitemos sérios problemas de saúde no futuro”, alertou a cientista.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=estresse-falta-proteinas-gestacao&id=5774

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Set / 2010

Fonte: Uol/ Reuters

Sedentarismo e má alimentação sobem risco de asma em crianças

Crianças sedentárias e que têm maus hábitos alimentares apresentam mais risco de desenvolver asma ainda que não sejam obesas, revela um estudo da Universidade West Virginia, nos Estados Unidos. Segundo os autores, alterações no metabolismo podem estar associadas à doença na infância.

Os pesquisadores avaliaram dados como índice de massa corporal de cerca de 18 mil crianças com idades entre quatro e doze anos.

Embora a prevalência de asma seja maior entre as obesas, o artigo sugere que mudanças no metabolismo dos triglicérides e da glicose podem aumentar o risco de desenvolvê-la mesmo naquelas que têm peso normal.

A pesquisa foi publicada no “Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/801341-sedentarismo-e-ma-alimentacao-sobem-risco-de-asma-em-criancas.shtml

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Set / 2010

Fonte: Folha.com / The New York Times

Trocar carboidrato por proteína em dieta pode elevar risco cardíaco e câncer

Dietas com baixo consumo de carboidratos, como a de Atkins, ajudam as pessoas a perder peso. Porém, aqueles que simplesmente substituem o pão e as massas por calorias de proteína e gordura animal podem enfrentar um aumento no risco de desenvolver prematuramente doenças cardíacas e câncer, segundo um novo estudo.

O estudo descobriu que a taxa de mortalidade entre pessoas que aderiram mais seriamente ao regime das proteínas era 12% maior, ao longo de aproximadamente duas décadas, do que entre aqueles que consumiram dietas ricas em carboidratos.

Mas as taxas de mortalidade variavam, dependendo das fontes de proteína e gordura usadas para substituir os carboidratos. As pessoas que retiravam mais proteínas e gordura de fontes vegetais, como feijões e nozes, apresentaram uma chance 20% menor de morrer ao longo do período do que as pessoas numa dieta com alto teor de carboidratos.

Mas aqueles que obtinham a maioria de sua proteína e gordura de fontes animais, como carnes vermelhas e processadas, tinham 14% mais chances de morrer de doenças cardíacas e 28% mais chances de morrer de câncer, segundo a análise.

O estudo, publicado em 7 de setembro em “Annals of Internal Medicine”, analisou dados de mais de 85.000 mulheres saudáveis, entre 34 e 59 anos, que participaram do Estudo de Saúde das Enfermeiras, e quase 45.000 homens entre 40 e 75 anos que participaram no Estudo de Acompanhamento dos Profissionais de Saúde. Os participantes responderam a questionários a cada quatro anos.

“Se as pessoas querem seguir uma dieta de baixo consumo de carboidratos, isto pode proporcionar algum direcionamento”, disse a principal autora do artigo, Teresa T. Fung, professora associada de nutrição no Simmons College, em Boston. “Eles provavelmente deveriam comer menos carne”.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/799402-trocar-carboidrato-por-proteina-em-dieta-pode-elevar-risco-cardiaco-e-cancer.shtml

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Set / 2010

Fonte: Folha.com

Álcool e cigarro podem retardar o início da puberdade

O consumo precoce de álcool e cigarros pode atrasar o início da puberdade. Isso é o que sugere um estudo da Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos, que avaliou informações de 3.106 meninas com idades entre 11 e 21 anos.

As que experimentaram as substâncias antes da puberdade tiveram um risco quatro vezes maior de apresentar atrasos no desenvolvimento dos seios, entre outros.

Segundo os autores, quando a puberdade ocorre após os 13 anos, há mais risco de a menina crescer menos e de seus ossos ficarem mais fracos.

Estudos com animais sugerem que o consumo de álcool e cigarro cedo demais afeta níveis hormonais.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/799092-alcool-e-cigarro-podem-retardar-o-inicio-da-puberdade.shtml

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Set / 2010

Fonte: Diario da Saúde / Agência Usp

Óleo de peixe melhora tolerância à glicose

Esteatose hepática

A inclusão de óleo de peixe na alimentação (uma fonte de ômega 3) melhora o nível de tolerância do organismo à glicose.

A conclusão é de um estudo realizado pela nutricionista Gabriela Salim Ferreira de Castro na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP.

As cobaias avaliadas sofriam de esteatose hepática não alcoólica induzida por frutose. A esteatose hepática não alcoólica leva ao acúmulo de lipídios (gorduras) no fígado o que pode gerar inflamação no órgão, perda das funções hepáticas, aumento do estresse oxidativo e do número de radicais livres.

A doença está associada à obesidade, sendo que a maioria dos seus portadores são obesos com Síndrome Metabólica (alterações nos níveis de colesterol e triglicérides (dislipidemias), resistência a insulina e diabetes tipo 2.

A esteatose hepática não alcoólica pode progredir para a esteatohepatite não alcoólica, doença que pode causar cirrose e chegar até a falência hepática.

Frutose

“Nas últimas décadas, houve um aumento da incidência de esteatose hepática na população mundial. Várias pesquisas associam a doença com o aumento do consumo de frutose”, conta Gabriela.

A frutose é encontrada naturalmente em frutas e vegetais, mas a indústria alimentícia utiliza esse carboidrato simples, sob a forma de xarope de milho, como adoçante em alimentos, como por exemplo refrigerantes.

“Quando consumida apenas por meio de frutas e verduras, sua ingestão é baixa. A partir da década de 1970, houve um grande crescimento do consumo de frutose pela população mundial. Os números indicam que o consumo, na época, era de 37 gramas (g) diárias para a população dos Estados Unidos da América. Em 1994, esse número aumentou para 55g diárias. Atualmente, a população adolescente consome cerca de 72,8g ao dia e isso está ligado diretamente ao consumo de refrigerantes”, alerta a pesquisadora.

Efeitos do óleo de peixe

Para estudar os efeitos que o óleo de peixe teria na esteatose hepática leve, a pesquisadora utilizou 5 grupos de ratos Wistar, que iniciaram os experimentos em condições normais de saúde.

Eles receberam a seguinte dieta, durante 45 dias: grupo 1 (controle), dieta a base de amido, caseína e óleo de soja com adição de minerais, vitaminas e fibras. Os outros grupos receberam esta mesma ração, com a adição de outras substâncias: no grupo 2, foi usado óleo de peixe no lugar do óleo de soja. No grupo 3, a pesquisadora substituiu o amido e a sacarose por 60% de frutose. No grupo 4, foi adicionado 70% de frutose além de óleo de peixe no lugar de óleo de soja. No grupo 5 foi adicionada a frutose durante 30 dias e, nos 15 dias restantes, frutose e óleo de peixe. No final do experimento, eles apresentavam esteatose hepática não alcoólica leve.

De acordo com a pesquisadora, os animais do grupo que recebeu frutose mais óleo de peixe, durante os 45 dias do experimento, apresentaram maior lesão ao material genético dos hepatócitos, ao contrário do grupo que recebeu essa mesma dieta durante 15 dias, e que tiveram uma melhor tolerância à glicose.

“O óleo de peixe consumido por 45 dias levou à incorporação de ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa ômega 3, mas as membranas da célula ficaram mais suscetíveis à peroxidação lipídica. A oferta de frutose causou um aumento dos radicais livres que acabam por “atacar” os ácidos graxos poli-insaturados”, explica. “No grupo que consumiu o óleo de peixe durante 15 dias, não houve aumento dessa peroxidação”, completa. No grupo que houve apenas a adição de frutose na dieta, a nutricionista constatou um aumento dos níveis de colesterol e de triglicérides séricos.

Consumo de refrigerantes

A nutricionista atua no Ambulatório de Nutrição de Doenças Hepáticas Metabólicas, onde pôde acompanhar pacientes com esteatose hepática não alcoólica. Segundo ela, é possível observar que existe uma relação direta entre o consumo de refrigerantes e a ocorrência da doença.

A pesquisadora ressalta que o consumo de alimentos fontes de ômega 3 são fundamentais para a saúde e também para o tratamento da esteatose hepática não alcoólica. “Os resultados negativos do consumo de óleo de peixe por ratos Wistar são decorrentes da grande quantidade que foi ofertada aos animais. Pessoas com a doença devem ser orientadas quanto a aquisição de hábitos alimentares saudáveis e consumo regular de peixes e de outras fontes de ômega 3”, destaca.

Outra pesquisa recente mostrou que o óleo de peixe pode prevenir esquizofrenia.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=oleo-peixe-tolerancia-glicose&id=5766

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Set / 2010

Fonte: Diario da Saúde / Unicamp

Ômega-3 e ômega-9 protegem contra obesidade

Pesquisa realizada na Unicamp revelou que os ácidos graxos insaturados ômega-3 e ômega-9 não apenas interrompem, mas também revertem o processo inflamatório causado por dietas ricas em gorduras saturadas numa região do cérebro chamada hipotálamo.

O hipotálamo é responsável pelo controle da fome e do gasto energético. O processo inflamatório ocasiona a perda deste controle neural e abre espaço para o desenvolvimento da obesidade.

Os ácidos graxos insaturados ômega-3 e ômega-9 estão presentes, respectivamente, na semente de linhaça e no azeite de oliva.

O estudo revelou ainda, em descrição inédita na literatura, que o ômega-9, ao contrário do que se sabia até o momento, é mais potente em reverter essas condições do que o ômega-3, reconhecido como um clássico anti-inflamatório.

A pesquisa, que acaba de ganhar o primeiro lugar no Prêmio Henri Nestlé, certame nacional de grande impacto na área da nutrição, foi realizada por Dennys Esper Cintra, da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp em Limeira, e por Lício Velloso, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp.

Gorduras saturadas

Estudos recentes mostram que dietas ricas em gorduras saturadas – como as presentes nas carnes bovina e suína, e em seus derivados como leite, queijos e manteiga – lesionam o hipotálamo ao darem início a um tipo de inflamação local que acaba influenciando em seu funcionamento.

Esse processo inflamatório, quando prolongado, pode causar a morte de neurônios e, consequentemente, a perda deste controle neural. Uma vez inflamado, o hipotálamo perde parte de suas funções, ao ter reduzida a sua capacidade de “percepção” entre o momento de sinalizar para o organismo a estocagem ou a queima de energia.

Pesquisas anteriores do grupo haviam revelado que tal inflamação é desencadeada por um receptor do sistema imune denominado Toll-Like Receptor 4 (TLR4). Este receptor é capaz de reconhecer uma substância presente na parede celular de bactérias, e, quando ativado, produz citocinas que causam inflamação.

Demonstrou-se que essa substância presente na parede de bactérias também está presente nos alimentos ricos em gorduras saturadas. Quando consumidas em larga escala, como é o caso das dietas ocidentais, essas grandes quantidades de gordura são capazes de sensibilizar esses receptores, simulando uma infecção.

“Isso ocorre por todo o organismo, mas quando essas gorduras encontram esses receptores no hipotálamo, o estrago pode ser maior, pois é ali que se encontra a caixa-preta do nosso balanço energético” diz o pesquisador. Logo, algumas pessoas, quando expostas a dietas hipercalóricas, perdem gradativamente o controle da fome e passam a consumir mais calorias do que gastam, tornando-se obesas com o decorrer do tempo.

Ômega-3 e ômega-9

Os ensaios nutrigenômicos realizados por Cintra em modelos experimentais compararam a ação dos ácidos graxos insaturados ômega-3 e ômega-9 no hipotálamo de camundongos obesos e diabéticos e demonstrou que essas substâncias são capazes não apenas de atenuar a inflamação e restabelecer o processo de sinalização celular que controla o apetite como também de interromper os sinais de morte celular que vinham se instaurando.

Durante o tratamento com os ômegas, a sinalização da insulina e leptina (hormônios que indicam ao cérebro que há a presença de nutrientes e que está na hora de parar de comer) perdida em animais obesos e diabéticos foi restabelecida. Houve restauração de todo o perfil metabólico dos animais, culminando em perda de peso.

A pesquisa mostrou, no entanto, que para que os resultados sejam efetivamente alcançados é preciso uma ingestão contínua desses nutrientes, somada à descontinuidade da ingestão elevada de alimentos ricos em gordura saturada, ou seja, é preciso que haja uma reeducação alimentar, pois, uma vez interrompido o tratamento, os neurônios voltam a sofrer o processo de apoptose (morte celular).

Hipotálamo

No estudo, inicialmente, induziu-se a obesidade e diabetes nos animais, por meio da ingestão de uma dieta altamente calórica, rica em gorduras saturadas, bastante semelhante à consumida atualmente por populações ocidentais.

Numa segunda etapa, quando do início do tratamento, os animais foram distribuídos em grupos que receberam dietas acrescidas de ômega-3 ou ômega-9, em concentrações crescentes.

É sabido que a simples redução no consumo de gorduras saturadas já é o suficiente para a melhora no perfil metabólico em diversas espécies, inclusive em humanos.

Contudo, quando tais ácidos são ainda agregados à alimentação, os processos negativos gerados no hipotálamo pelo consumo crônico da gordura saturada melhoraram de forma exuberante. Houve recuperação do comportamento alimentar adequado, devido principalmente ao aumento na expressão de proteínas anti-inflamatórias e antiapoptóticas, além da redução significativa na expressão de marcadores pró-inflamatórios e pró-apoptóticos no hipotálamo dos camundongos.

Para confirmar a ação específica dos ácidos graxos ômega-3 e 9, os pesquisadores infundiram as substâncias diretamente no hipotálamo de animais obesos, e observaram redução imediata no consumo de alimentos. Após uma semana de infusão direta no hipotálamo, os animais já tinham perdido mais de 10% do seu peso corporal.

Gasto energético

Somado a estes fatores, ambos os experimentos demonstraram que a perda de peso não se deveu apenas à recuperação do controle nervoso da fome, mas também porque tais substâncias aumentaram o gasto energético dos animais.

Quando infundido diretamente no hipotálamo, ou mesmo quando consumidos por via oral, ambos, ômega 3 e 9, aumentam no tecido adiposo marrom a expressão de uma proteína chamada UCP-1, que é responsável pelo aumento do gasto energético. Com isso, a atividade das proteínas da via da insulina e da leptina foi restaurada. Os animais se tornaram muito mais tolerantes à glicose e também mais sensíveis às ações da insulina, antes prejudicada pela obesidade.

Outro fato surpreendente foi demonstrado nesse estudo. “Como dito anteriormente, os ômegas foram suplementados nas dietas em várias concentrações. A resposta mais interessante se demonstrou nos grupos que receberam as menores concentrações na dieta, tanto de ômega-3 quanto de ômega-9. Embora os animais diabéticos não tenham deixado de ser diabéticos, a glicemia foi reduzida de forma expressiva e se tornou controlável através apenas da alimentação nesses grupos”, revelou Cintra.

O impacto da substituição dos ácidos graxos na variação do peso corporal foi dependente da composição, mas não do tipo de ácido graxo. “Observamos que quando os animais consumiam esses ácidos graxos, ou quando aplicávamos diretamente no hipotálamo, a inflamação era finalizada. Os sinais de insulina e leptina enviados pela periferia chegavam até o hipotálamo e cumpriam a obrigação deles informando ao organismo que já havia nutrientes em quantidade suficientes, e que a fome deveria desaparecer”, explicou Cintra.

As concentrações testadas nas dietas correspondentes aos melhores resultados são quantidades passíveis de consumo no dia a dia, por meio de um acréscimo natural desses alimentos em nossas refeições diárias, sem a necessidade de suplementos alimentares. Alimentos como semente de linhaça marrom, óleo de soja, sardinha e canola apresentam custos razoáveis e também excelentes fontes de ômega-3. Da mesma forma, o azeite de oliva, óleo de soja, abacate e amendoim são fontes saudáveis de ômega-9.

Criação de novos neurônios

Além de mostrar que os ácidos graxos ômega-3 e ômega-9 são capazes de interromper os sinais de morte celular, inibir a inflamação e restabelecer a sinalização celular das vias da leptina e da insulina, o trabalho trouxe evidências de que esses ácidos podem desencadear também um estímulo à gênese de novos neurônios, num processo chamado de neurogênese.

A próxima empreitada será investigar a possibilidade dessa síntese de novos neurônios, e verificar se tais ácidos graxos possuem a capacidade de exercer plasticidade sobre os neurônios afetados de indivíduos obesos, revertendo assim o processo de morte instaurado pelos ácidos graxos saturados.

“Precisamos descobrir se essa plasticidade ocorre no local onde os neurônios foram mortos pelo excesso de gordura saturada. Ainda não sabemos até que ponto, e nem por que razão, mas o ômega-3 é capaz de estimular a multiplicação de neurônios.

O estudo indicou que o ômega-3 pode ter sido o responsável pela regeneração daqueles neurônios que já haviam morrido naquela região do hipotálamo. O próximo passo será descobrir se o ômega-3 é mesmo capaz de restabelecer os neurônios controladores da fome, e assim devolver ao indivíduo a capacidade perdida de controlar sua fome após ele ter-se tornado obeso”, concluiu Cintra.

Morte dos neurônios

Isto torna o assunto em questão ainda mais delicado: como a morte dos neurônios pode ser irreversível – os estudos na área ainda são muito incipientes – a possibilidade de o vício ou a compulsão por comidas gordurosas e altamente calóricas acontecer pode ser ainda mais grave.

De acordo com Cintra, é preciso que cada vez mais políticas públicas de prevenção à obesidade sejam implantadas, e que haja todo um esforço de reeducação alimentar entre a população, desde a infância.

“Uma vez que a pessoa se torna obesa, fica difícil reverter o processo de obesidade, ou, ao menos, de devolvê-la o controle da fome. Mesmo com o enorme avanço da ciência, esta ainda se encontra de mãos atadas em relação à obesidade. Ainda não temos nenhuma saída satisfatória para a doença, por isso é tão importante a prevenção. O indivíduo não pode se tornar obeso, porque a partir desse momento ele pode estar entrando em um caminho sem volta”, afirma Cintra.

Por esta razão, a melhor saída continua sendo, de acordo com cientistas e especialistas, investir em programas de conscientização, reeducação alimentar, e de estímulos às práticas de atividades físicas, para assim, tentar evitar que a obesidade atinja um patamar irreversível.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=omega-3-omega-9-obesidade&id=5741

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Set / 2010

Fonte: Diario da Saúde

Brócolis protege contra artrite

Sulforafano

Cientistas da Universidade de East Anglia, na Inglaterra, descobriram que um composto no brócolis, chamado sulforafano, bloqueia as enzimas que causam a destruição articular na osteoartrite – a forma mais comum de artrite.

O brócolis tem sido associado com a redução do risco de câncer e até da asma e rinite, mas este é o primeiro grande estudo em se estudou seus efeitos sobre a saúde das articulações.

O sulforafano é um composto bioativo encontrado em vegetais crucíferos, especialmente no brócolis.

Comer brócolis eleva o nível de sulforafano no sangue, mas os cientistas ainda não sabem se o sulforafano fica nas articulações em quantidades suficientes para ser eficaz.

Osteoartrite

A osteoartrite é uma doença degenerativa que destrói progressivamente a cartilagem das articulações, principalmente nas mãos, pés, coluna, quadris e joelhos das pessoas idosas.

Não há atualmente nenhum tratamento efetivo, além dos analgésicos contra a dor ou a substituição da articulação.

“A população está envelhecendo, e o desenvolvimento de novas estratégias para combater as doenças relacionadas à idade, tais como osteoartrite é vital – para melhorar a qualidade de vida dos doentes mas também para reduzir os encargos econômicos para a sociedade,” diz o coordenador da pesquisa, Dr. Ian Clark.

Como parte de um projeto de três anos, a equipe também vai investigar os efeitos de outros componentes da dieta no tratamento da osteoartrite, incluindo o dissulfeto dialil, que é encontrado em quantidades elevadas no alho e também se mostrou capaz de retardar a destruição da cartilagem em animais de laboratório.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=brocolis-artrite&id=5738

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Set / 2010

Fonte: Diario da Saúde /  Agência Fapesp

Esponjas marinhas possuem compostos bioativos contra o câncer

Produtos bioativos

A diversidade de compostos químicos presentes nas esponjas coloca esses animais marinhos entre as mais promissoras fontes para a obtenção de produtos naturais bioativos visando à produção de novas drogas.

A opinião é Raymond Andersen, professor do Departamento de Química e Ciências da Terra e do Oceano da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.

Andersen, cujo laboratório se dedica à prospecção, isolamento, análise estrutural e síntese de compostos extraídos de organismos marinhos, participou, nesta quinta-feira (9/9), do Workshop sobre biodiversidade marinha: avanços recentes em bioprospecção, biogeografia e filogeografia, realizado pelo programa Biota-FAPESP.

Substâncias contra o câncer

O cientista apresentou trabalhos realizados por seu grupo sobre compostos isolados a partir de esponjas coletadas em Papua-Nova Guiné e na costa canadense.

Os compostos têm ação antimitótica – ou seja, são capazes de deter o processo de divisão celular, o que permitiria sua utilização no desenvolvimento de drogas contra o câncer, por exemplo.

Segundo Andersen, as esponjas marinhas são especialmente interessantes para a prospecção de compostos bioativos, pois raramente se encontra uma diversidade química tão notável em um só organismo.

“Um dos fatores que explicam essa espantosa diversidade química é que as esponjas não têm defesas físicas, mas têm cores vivas, ficam expostas e não se movem, não podendo fugir de predadores. Por isso, elas têm necessidade de defesas químicas. Acreditamos que, por serem animais muito primitivos, elas sejam capazes de tolerar e produzir compostos químicos especialmente exóticos”, disse.

A necessidade de defesa ligada à evolução, no entanto, não é a única explicação para a variedade de compostos químicos presentes nas esponjas, segundo o pesquisador. Boa parte dessa diversidade pode ser fruto da simbiose – outra característica marcante das esponjas.

Simbiose

“Cada vez mais começamos a acreditar que muitos desses compostos encontrados em esponjas são provenientes de relações simbióticas com microrganismos dos quais elas se alimentam”, disse.

Fotos microscópicas dos tecidos das esponjas mostram a presença – no interior dos próprios tecidos, ou em suas adjacências – de uma quantidade imensa de microrganismos. “Achamos que a alta tolerância das esponjas às relações simbióticas, desenvolvida ao longo da evolução, possa ser uma das explicações para que esses organismos sejam uma fonte tão rica de novos compostos químicos”, disse.

Segundo Andersen, em comparação com outros organismos marinhos, apenas os corais moles – da ordem Alcyonacea, que não possuem esqueleto de carbonato de cálcio – aproximam-se das esponjas com relação à riqueza de compostos químicos e metabólitos secundários.

“Mesmo assim, a química dos corais moles não tem tanta diversidade. O mais notável, no caso das esponjas, é que as classes de compostos são todas provenientes de biossintéticos diferentes. Mais uma vez, acreditamos que essa característica possa ser reflexo do fato de que boa parte desses compostos é feita por meio de simbiose, contando com a imensa diversidade de micróbios que vivem dentro das esponjas e são responsáveis pela incrível diversidade química que encontramos nelas”, explicou.

Dependendo do local onde uma mesma espécie de esponja é coletada, pode-se encontrar compostos químicos muito diferentes. Para Andersen, isso é mais uma evidência de que a diversidade química é proveniente da simbiose.

“Provavelmente, as esponjas que vivem em diferentes locais têm simbiose com microrganismos diferentes. De certo modo, trata-se de uma maravilhosa amplificação da biodiversidade. Se a química estivesse ligada apenas às células da esponja, provavelmente a mesma esponja em todos os lugares teria a mesma composição. Mas, como a química está relacionada à simbiose, a mesma espécie de esponja pode ter composições químicas distintas em diferentes partes do mundo, multiplicando as possibilidades de prospecção de produtos bioativos”, afirmou.

O procedimento de prospecção consiste em coletar o maior número possível de esponjas e analisar, em uma fase posterior, o potencial bioativo dos compostos químicos presentes nelas.

“Em geral, já sabemos que as esponjas são uma rica fonte de compostos químicos. Então, não orientamos a busca para compostos específicos. Coletamos muitas esponjas de modo que possamos montar uma grande biblioteca de extratos, com grande diversidade química. Aí, usando ensaios biológicos, procuramos por compostos que tenham tipos específicos de atividade biológica, como a atividade antimitótica, ou a ação em um receptor específico”, explicou.

Diversidade química

Depois de coletar esponjas e obter uma grande diversidade biológica, os cientistas sabem que têm à disposição uma grande diversidade química de compostos. “Usamos então testes químicos para descobrir, na nossa imensa coleção de compostos, aqueles dois ou três que realmente queremos e que possuem as atividades biológicas que precisamos”, disse Andersen.

O segredo para uma boa bioprospecção, segundo ele, é possuir uma biblioteca química muito rica e, ao mesmo tempo, ter à disposição ensaios de atividade biológica que sejam muito eficientes e seletivos para os diversos tipos de compostos.

“As moléculas que procuramos devem cumprir os seguintes critérios: ter interesse teórico devido à novidade de sua biogênese – como moléculas que possuem novos esqueletos de carbono -, devem mostrar atividade biológica in vitro, o que faz delas potenciais alvos para o desenvolvimento de agentes farmacêuticos e, por último, devem mostrar atividades biológicas que lhes permitam ter um papel central na biologia do organismo que as produz”, explicou.

Uma vez encontrada a molécula, segundo o professor da Universidade da Colúmbia Britânica, surge o principal gargalo para a produção de novos fármacos: a produção em escala.

“Quando se trata de esponjas, não podemos ir à natureza coletá-las e usá-las como fonte para o desenvolvimento de drogas. Nenhuma indústria farmacêutica investiria em um composto que fosse desenvolvido exclusivamente a partir de um recurso natural desse tipo. É preciso ter uma fonte renovável. Por isso, depois de encontrar um composto que pareça realmente promissor, é preciso sintetizar a molécula e produzi-la em escala. Esse é um ponto crítico do processo, antes de partir para testes clínicos”, afirmou.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=esponjas-marinhas-compostos-bioativos-cancer&id=5719

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Set / 2010

Fonte: Folha.com / EFE

Remédio contra osteoporose aumenta risco de câncer de esôfago, diz estudo

Um medicamento contra a osteoporose que é administrado regularmente no Reino Unido a mais de um milhão de pessoas pode dobrar o risco de desenvolver câncer de esôfago, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira pelo “British Medical Journal”.

As pessoas que tomaram bisfosfonatos orais têm 30% mais chances de desenvolver este tipo de câncer, e para aqueles que usaram os remédios por pelo menos cinco anos as possibilidades de contrair a doença podem ser até o dobro daqueles que não os fizeram, segundo a pesquisa.

Três milhões de britânicos, em sua maioria mulheres, sofrem osteoporose, doença dos ossos que aumenta o risco de fraturas, e o número de pacientes está crescendo, devido ao envelhecimento progressivo da população.

Os bisfosfonatos orais são receitados geralmente como medida preventiva a pessoas que têm risco elevado de desenvolver osteoporose, sobretudo mulheres depois da menopausa.

Os médicos sabem que esses remédios têm efeitos colaterais, como dificuldades de respiração, dores na região peitoral e ardência no estômago.

A entidade britânica responsável pela regulação dos remédios assinalou, após a publicação do estudo que “não é necessário” que as pessoas sofrem de osteoporose deixem de tomar os remédios, mas aconselhou a informarem seus médicos o mais rápido possível caso sintam qualquer problema relacionado com o esôfago, como irritações ou ardores.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/793501-remedio-contra-osteoporose-aumenta-risco-de-cancer-de-esofago-diz-estudo.shtml

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Set / 2010

Fonte: Folha.com / France Press

Comer frutas e verduras reduz risco de câncer de pulmão em fumantes

Comer frutas e verduras variadas pode reduzir os riscos de contrair alguns tipos de câncer de pulmão em fumantes, revelou um estudo publicado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.

“Apesar de parar de fumar ser a atitude preventiva mais importante para se reduzir os riscos de contrair câncer de pulmão, consumir uma mistura de vários tipos de frutas e vegetais também pode diminuir o risco, independentemente da quantidade, especialmente entre os fumantes”, disse H. Bas Bueno-de-Mesquita, do Instituto de Saúde Pública da Holanda.

O estudo, publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, da associação americana de pesquisas sobre o câncer, foi realizado com 1.600 pessoas diagnosticadas com câncer de pulmão.

Os cientistas informaram que a variedade de frutas e vegetais parece ser mais importante do que a quantidade. Eles estudaram 14 frutas de consumo comum e 26 vegetais frescos, enlatados ou desidratados.

“As frutas e as verduras contêm compostos bioativos muito diversos, e é sensato assumir que é importante não apenas consumir as quantidades recomendadas, mas também uma variedade rica destes compostos bioativos”, disse Bueno-de-Mesquita.

De acordo com a pesquisa, o risco de desenvolver células cancerosas caiu substancialmente quando ingerida uma grande variedade de frutas e vegetais.

Enquanto pesquisas prévias revelaram a importância de se ingerir frutas e verduras em quantidade para reduzir os riscos de desenvolver câncer, Stephen Hecht – integrante do conselho editorial da Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention – disse que este é um dos primeiros trabalhos a avaliar a diversidade, mais que a quantidade, deste consumo.

“Os resultados são muito interessantes e indicam um efeito de proteção para os fumantes”, acrescentou.

“Ainda há mais de um bilhão de fumantes no mundo e muitos são dependentes de nicotina e não conseguem abandonar o vício apesar de seus esforços”, disse Hecht, que é membro facultativo da Universidade de Minnesota.

Hecht explicou que a fumaça do cigarro contém uma mistura complexa de substâncias que causam câncer, razão pela qual se faz necessário uma combinação de agentes protetores com efeitos benéficos para reduzir os riscos de se contrair câncer de pulmão.

“No entanto, o público deveria ser consciente e ser lembrado de que a única forma comprovada de reduzir os riscos de câncer de pulmão é evitar o tabaco em todas as suas formas”, afirmou.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/791609-comer-frutas-e-verduras-reduz-risco-de-cancer-de-pulmao-em-fumantes.shtml

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Set / 2010

Fonte: Diário da Saúde

Ioga é mais eficaz para ansiedade que outros exercícios

Ioga versus caminhada

Pesquisadores da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, verificaram que o ioga pode ser superior a outras formas de exercício quanto aos efeitos positivos sobre o humor e a ansiedade.

Os cientistas compararam os níveis de uma substância conhecida como GABA (gama-aminobutírico cerebral) dos praticantes de ioga com os níveis de outro conjunto de pacientes que praticavam caminhada.

Baixos níveis de GABA são associados com a depressão e outros transtornos de ansiedade generalizada.

Estado psicológico

Os pesquisadores acompanharam dois grupos de indivíduos saudáveis durante um período de 12 semanas. Um grupo praticava ioga três vezes por semana durante uma hora, enquanto os demais indivíduos caminhavam durante o mesmo período de tempo.

Usando espectroscopia por ressonância magnética (MRS), imagens dos cérebros dos participantes foram digitalizadas antes do início do estudo. Na semana 12, os pesquisadores compararam os níveis de GABA de ambos os grupos antes e após a sua última sessão de 60 minutos.

Foi pedido a cada participante que avaliasse seu próprio estado psicológico em vários momentos ao longo do estudo.

Aqueles que praticaram ioga relataram uma diminuição mais significativa da ansiedade e uma melhoria no humor mais intensa do que aqueles que caminharam.

Ioga-terapia

“Com o tempo, as mudanças positivas nesses relatos foram associadas com os níveis crescentes de GABA,” conta o Dr. Chris Streeter, coautor da pesquisa.

Segundo ele, os resultados justificam pesquisas mais aprofundadas sobre a relação entre o ioga e o humor.

O pesquisador sugere ainda que a prática do ioga seja considerada como uma potencial terapia para alguns transtornos mentais.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=ioga-mais-eficaz-outros-exercicios&id=5638

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Set / 2010

Fonte: Diário da Saúde/ Agência Fapesp

Vitamina D influencia mais de 200 genes

Vitamina genética

Um novo estudo acaba de ampliar – de maneira contundente – as evidências de que a deficiência de vitamina D pode aumentar os riscos de desenvolvimento de muitas doenças.

A pesquisa, cujos resultados foram publicados nesta segunda-feira na revista Genome Research, relacionou pontos nos quais a vitamina D interage com o DNA e identificou mais de 200 genes que são influenciados diretamente pela vitamina.

De acordo com o estudo, estima-se que 1 bilhão de pessoas no mundo tenham carência de vitamina D, devido a fatores como insuficiência de exposição ao sol ou uma dieta pobre em nutrientes – veja, por exemplo, Jovens brasileiros têm insuficiência de vitamina D.

Ativadora de genes

Além de ser conhecida como fator de risco para o desenvolvimento de raquitismo, há evidências de que a falta de vitamina D também estaria relacionada ao aumento da suscetibilidade a condições como esclerose múltipla, artrite reumatoide e diabetes, bem como demência e alguns tipos de câncer.

No novo estudo, feito no Reino Unido, os cientistas utilizaram tecnologia de sequenciamento genético para criar um mapa das ligações dos receptores de vitamina D pelo genoma.

Esse receptor é uma proteína ativada pela própria vitamina, que, por sua vez, liga-se ao DNA e influencia quais proteínas são feitas a partir do código genético.

Os pesquisadores identificaram 2.776 pontos de ligação para o receptor por toda a extensão do genoma humano e verificaram que esses locais estão concentrados anormalmente próximos a genes associados a suscetibilidade a problemas no sistema imunológico.

Influência da vitamina D

O trabalho também mostrou que a vitamina D tem um efeito importante na atividade de 229 genes, entre os quais o IRF8, que já foi associado com esclerose múltipla, e o PTPN2, ligado a diabetes do tipo 1 e com a doença de Crohn, que atinge o intestino.

“O estudo mostra dramaticamente a ampla influência que a vitamina D tem sobre nossa saúde”, disse Andreas Heger, da Universidade de Oxford, um dos autores da pesquisa.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=vitamina-d-influencia-genes&id=5652

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Ago / 2010

Fonte: Folha.com

Dieta dos jovens é muito pobre em frutas e verduras

Apenas 6% dos adolescentes de São Paulo consomem a quantidade diária recomendada de frutas, verduras e legumes (cerca de 400 gramas ou cinco porções), mostra uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.

Pesquisadores avaliaram dados de 812 jovens com idades entre 12 e 19 anos, moradores da capital.

A pesquisa utilizou como método o registro de tudo o que eles ingeriram nas últimas 24 horas. Da amostra estudada, 22% não comeu nenhum tipo de vegetal no dia anterior.

“Eles têm alto consumo de biscoitos, salgadinhos, refrigerantes, massas, pizzas”, diz a nutricionista Roberta Bigio, uma das autoras. “Isso tem a ver com a disponibilidade dos alimentos em casa e com os hábitos familiares.”

O consumo inadequado na adolescência aumenta o risco de maus hábitos e doenças na idade adulta.

O estudo será apresentado em congresso mundial, em setembro, em Portugal.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/785462-dieta-dos-jovens-e-muito-pobre-em-frutas-e-verduras.shtml
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Ago / 2010

Fonte: Folha.com / Associated Press

Tocadores de MP3 podem causar perda auditiva leve em jovens americanos

Um em cada cinco adolescentes perdem um pouco da audição nos EUA. De acordo com um novo estudo nacional, o problema tem aumentado substancialmente nos últimos anos.

A pesquisa foi baseada em dados de uma entrevista nacional sobre saúde e nutrição, realizada por uma sucursal do Centro de Controle e Prevenção de Doenças. Os resultados foram publicados nesta quarta-feira no jornal “American Medical Association”.

Alguns especialistas incitam os adolescentes a diminuir o volume em seus tocadores de música digital, sugerindo que a música alta com fones de ouvido pode ser a culpada –embora faltem provas. Eles alertam que a perda auditiva leve pode causar problemas na escola e preparar o terreno para a prótese auditiva na vida adulta.

“Nossa esperança é que possamos alertar as pessoas”, disse o autor do estudo, Gary Curhan, de Harvard e do Brigham and Women’s Hospital, em Boston.

Os investigadores analisaram dados de jovens entre 12 e 19 anos de uma pesquisa nacional de saúde. Eles compararam a perda da audição de 3.000 crianças testadas entre 1988 e 1994 com outras 1.800, testadas durante 2005 e 2006.

A prevalência de perda auditiva aumentou de cerca de 15% para 19,5%.

A maior parte da perda auditiva foi “leve”, definida como incapacidade de ouvir entre 16 e 24 decibéis, equivalente a um sussurro. Um adolescente com perda auditiva leve pode não ser capaz de ouvir a água escorrendo ou sua mãe sussurrando “boa noite”.

Isso significaria que há cerca de 6,5 milhões de adolescentes nos EUA com pelo menos ligeira perda de audição.

Aqueles com perda auditiva leve “vão ouvir todos os sons vocálicos claramente, mas podem perder alguns dos sons das consoantes”, tais como t, k e s, disse Curhan.

“Apesar do discurso ser detectável, ele pode não ser totalmente compreensível”, disse ele.

Os pesquisadores não culparam apenas os iPods ou outros dispositivos, mas encontraram um aumento significativo na perda auditiva da alta frequência, o que pode indicar que o ruído causou os problemas. Ainda citou um estudo australiano de 2010 que associou o uso pessoal de dispositivos de música a um aumento de 70% do risco de perda auditiva em crianças.

“Acho que está provado que a exposição prolongada a ruídos intensos é prejudicial à audição, mas isso não significa que as crianças não podem ouvir tocadores de MP3”, disse Curhan.

MÚSICA ALTA

A música alta não é novidade. Cada nova geração de adolescentes encontra uma nova tecnologia para ouvir música alta –dos fones de ouvido volumosos da década de 1960 aos Sony Walkmans portáteis da década de 1980.

Os jovens de hoje ouvem duas vezes mais do que as gerações anteriores, segundo Brian Fligor, otorrinolaringologista do Hospital Infantil de Boston. As tecnologias mais antigas tinham bateria e armazenamento de música limitados, afirmou.

Os usuários do iPod, da Apple, podem definir seu próprio limite de volume. Os pais ainda podem usar um recurso que define um volume máximo no iPod de seus filhos e bloqueá-lo com um código.

Um dos pacientes de Fligor, Matthew Brady, 17, de Foxboro, Massachusetts, foi diagnosticado recentemente com perda auditiva leve. Ele tem problemas para ouvir os amigos na lanchonete da escola e acaba fingindo compreensão.

“Eu dou risada quando eles riem”, disse ele.

Fligor acredita que a audição abafada Brady de foi causada por ouvir iPod em volume muito alto e por muito tempo. Depois que sua mãe teve um ataque cardíaco, o pediatra do rapaz aconselhou-o a se exercitar para sua própria saúde. Então ele dobrou o volume das músicas favoritas –John Mellencamp, Daughtry, Bon Jovi e U2–, ao andar em uma esteira por pelo menos 30 minutos, quatro dias por semana.

Um dia, ele saiu da esteira e descobriu que não conseguia ouvir nada com o ouvido esquerdo. Sua audição está retornando gradualmente, mas nunca mais foi a mesma.

Alguns jovens aumentam o volume de seus tocadores digitais até níveis que excedem os limites de exposição no local de trabalho, disse Fligor. No próprio estudo com de cerca de 200 estudantes universitários de Nova York, mais da metade ouvia música a 85 decibéis ou mais alto. Isso é quase tão alto quanto um secador de cabelo ou aspirador de pó.

Este hábito pode transformar as células ciliadas microscópicas do ouvido interno em uma cicatriz, segundo Fligor. Algumas pessoas são mais predispostas a sofrer danos do que outras; Fligor acredita que Brady é um deles.

Estes dias, Brady ainda ouve seu tocador de música, mas em volumes menores.

“Não extrapole o volume do seu iPod”, disse o garoto. “Isso só vai prejudicar sua audição. Aprendi isso da maneira mais difícil.”

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/785012-tocadores-de-mp3-podem-causar-perda-auditiva-leve-em-jovens-americanos.shtml
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Ago / 2010

Fonte: folha.com / BBC Brasil

Cerveja aumenta risco de doença de pele em mulheres, diz estudo

Mulheres que bebem cerveja regularmente têm mais chances de desenvolver psoríase, uma doença de pele crônica, segundo sugere um estudo de pesquisadores americanos.

O estudo descobriu que as mulheres que bebem cinco cervejas por semana têm o dobro de risco de desenvolver a doença em comparação com as mulheres que não bebem.

A pesquisa, da Harvard Medical School, em Boston, analisou dados de mais de 82 mil enfermeiras entre 27 e 44 anos e seus hábitos de consumo de bebidas alcoólicas entre 1991 e 2005.

Os pesquisadores disseram observar um aumento de 72% no risco de psoríase entre as mulheres que bebiam mais do que uma média de 2,3 cervejas por semana em relação às mulheres que não bebiam.

Para as mulheres que bebiam cinco copos de cerveja por semana, o risco era 130% maior.

Porém as mulheres que bebiam qualquer quantidade de cerveja não alcoólica, vinho ou bebidas destiladas não apresentaram um aumento do risco de desenvolver psoríase.

“A cerveja comum foi a única bebida alcoólica que aumentava o risco de psoríase, sugerindo que alguns componentes não-alcoólicos da cerveja, que não são econtrados no vinho ou nos destilados, podem ter um papel importante no estabelecimento da psoríase”, afirma o autor da pesquisa, Abrar Qureshi.

Glúten

O estudo, publicado na revista especializada Archives of Dermatology, sugere que a causa do aumento no risco de prsoríase pode ser a cevada com glúten, usada na fermentação da cerveja.

Estudos anteriores mostraram que uma dieta sem glúten pode melhorar os casos de psoríase nos pacientes sensíveis ao glúten.

Segundo o estudo, as pessoas com psoríase podem ter uma sensibilidade latente ao glúten.

“As mulheres com alto risco de desenvolver psoríase devem considerar evitar tomar muita cerveja”, concluem os autores.

A psoríase é uma doença crônica de pele caracterizada por escamações com coceira que normalmente aparecem nos joelhos, nos cotovelos e no coro cabeludo, mas que podem também atingir outras áreas do corpo, incluindo a face.

A doença, cuja origem é genética, é normalmente desencadeada por alguma situação específica. Seus efeitos são comumente leves, mas em alguns casos extremos chegam a deixar os pacientes desfigurados.

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/784099-cerveja-aumenta-risco-de-doenca-de-pele-em-mulheres-diz-estudo.shtml
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Ago / 2010

Fonte: folha.com / BBC Brasil

Chocolate amargo reduz risco de ataques cardíacos, diz estudo

Uma pesquisa americana afirma que mulheres mais velhas que comem chocolate amargo uma ou duas vezes por semana podem reduzir o risco de doenças cardíacas.

De acordo com o estudo, mulheres que comem chocolate amargo até duas vezes por semana reduzem o risco de doenças cardíacas em até 33%. No entanto, as que comem todos os dias não se beneficiam.

A pesquisa foi publicada em uma revista científica da Sociedade Americana do Coração. Os cientistas analisaram dados de cerca de 32 mil mulheres entre 48 e 83 anos ao longo de nove anos.

O estudo indica que o consumo de até duas porções de 19 a 30 gramas de chocolate amargo por semana reduz em até 32% o risco de doenças do coração.

Quando o consumo aumentou para até três porções, o índice caiu para 26%. O índice de redução de risco era nulo nas mulheres que consumiam chocolate amargo todos os dias.

Açúcar e gordura

A pesquisa ressalta que comer muito chocolate não é saudável, por causa do alto índice de açúcar e gordura, que fazem com que as pessoas ganhem peso.

No entanto, o chocolate contém altos índices de flavonóides, uma substância que diminui a pressão sanguínea e protege contra doenças do coração.

Os pesquisadores afirmam que o novo estudo é um dos primeiros a identificar alguns dos benefícios à saúde do chocolate amargo no longo prazo.

“Não se pode ignorar que o chocolate é relativamente intenso em calorias e que grandes porções consumidas habitualmente aumentarão o risco de ganho de peso”, afirma Murray Mittelman, um dos autores do estudo, da Beth Israel Deaconess Medical Center, de Boston.

“Mas se você vai se dar um agrado, chocolate amargo é provavelmente uma boa opção, desde que consumido com moderação.”

A diferença na qualidade do chocolate também afeta o benefício que o produto traz à saúde. Quanto mais cacau, maior o benefício.

Chocolate amargo pode conter até 75% de cacau, enquanto chocolate ao leite em geral possui até 25%.

Para a nutricionista Victoria Taylor, da Fundação Britânica do Coração, o estudo mostra a importância de se achar o equilíbrio correto na alimentação.

“Antes de se jogar nos doces, é preciso lembrar que enquanto alguns antioxidantes do chocolate são bons para o coração, os mesmos antioxidantes também estão presentes em frutas e vegetais – comidas que não têm gordura saturada ou alta caloria como o chocolate”, disse ela.

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/784085-chocolate-amargo-reduz-risco-de-ataques-cardiacos-diz-estudo.shtml
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Ago / 2010

Fonte: Diário da Saúde / Agência Usp

Rinite causa alterações em funções básicas do organismo

Respirar, mastigar e engolir

A obstrução nasal, que é o principal sintoma da rinite alérgica, pode levar a pessoa a respirar de forma errada. Além disso, pode influir na mastigação com movimentos incorretos e em dificuldades para engolir a comida.

Na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), uma pesquisa analisou 170 pessoas, com idade entre 6 e 55 anos, sendo que metade delas possuía rinite.

Segundo o estudo, as pessoas com a doença apresentaram alterações na forma de respirar, mastigar e engolir – problemas funcionais – e alterações na oclusão dentária – problema estrutural relativo à posição dos dentes na boca. Em relação à fala, não foram observadas mudanças.

A fonoaudióloga Catiane Maçaira de Lemos, autora da pesquisa, explica que a obstrução nasal na rinite é sazonal, ou seja, há momentos no dia, na semana ou no mês em que o nariz fica “entupido” e há momentos em que fica livre. “Ainda que não seja constante, a obstrução nasal pode causar problemas funcionais e estruturais”, afirma.

Respiração

A respiração correta se dá pelo nariz. Entretanto, nos pacientes com rinite, a respiração pela boca foi a forma mais frequente em todas as idades.

“Os adultos [100%] respiravam apenas pela boca”, conta Catiane. “Embora haja uma tendência natural de melhora na maneira de respirar, ou seja, quanto mais velha é a pessoa, melhor ela respira, isso não foi observado em quem tinha a doença”, observa.

Assim, enquanto quase 83% das crianças com rinite respiravam pela boca, 97% dos adolescentes apresentaram esse tipo de respiração, atingindo a totalidade nos adultos, ou seja, em pessoas com rinite houve uma piora na forma de respirar.

Mastigação

Considerando a mastigação, as principais constatações foram as que dizem respeito aos movimentos mandibulares e aos padrões mastigatórios.

“Mastigar de boca aberta ou amassar ao invés de triturar os alimentos foram mudanças observadas em pacientes com rinite”, explica a fonoaudióloga. “No grupo de pessoas sem a doença, todos mastigavam corretamente”, completa.

Engasgos, língua para fora dos dentes e movimentação de cabeça para ajudar a engolir foram as principais alterações encontradas na função de deglutição. Em torno de 80% dos participantes com a doença apresentaram essa função alterada.

Tratamentos para a rinite

Segundo o estudo, os problemas decorrentes da rinite são causados pela flacidez dos músculos do lábio, da língua e da bochecha.

Porém, há tratamento para reverter o quadro e o primeiro passo a ser dado é combater a obstrução nasal, principal causa de todas as mudanças.

Além disso, o tratamento deve ser multidisciplinar. “Deve-se procurar um otorrino, para tratar a rinite, um fonoaudiólogo, para melhorar e fortalecer a musculatura e um dentista para corrigir os dentes”, recomenda Catiane.

Rinite alérgica

Além da obstrução nasal, a rinite alérgica possui outros sintomas, como espirros, coriza (nariz escorrendo) e prurido (coceira).

Suas principais causas são fatores ambientais, em que alguns antígenos, como ácaros, pêlos ou poeira, podem desencadear a crise. De acordo com alguns estudos, também pode haver um fator genético, no qual a pessoa já nasce predisposta a desenvolver a doença.

Levantamento feito em 2008, em oito países da América Latina, constatou que aproximadamente 59% dos adultos possuem sintomas da rinite. “Daí a importância da pesquisa, que estudou as consequências da obstrução nasal causada exclusivamente pela doença”, justifica Catiane.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=rinite-causa-problemas-respiratorios-alimentares-dentais&id=5575

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Ago / 2010

Fonte: Diário da Saúde

Células-tronco podem ser retiradas de sangue menstrual

Fonte alternativa

“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” – a frase famosa, que imortalizou o químico francês Lavoisier, pode ser bem aplicada à proposta do projeto coordenado pela professora Regina Coeli dos Santos Goldenberg, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em sua pesquisa, ela busca fontes alternativas de células-tronco em material até então desprezado: o sangue da menstruação.

“Nossos resultados preliminares sugerem que o sangue menstrual, material que seria perdido, é boa fonte de células-tronco”, adianta a pesquisadora.

Coleta

Conforme esclarece Regina, a coleta do sangue menstrual é semelhante à da urina. As voluntárias recebem o coletor, contendo anticoagulante e antibiótico, e devem recolher o sangue após 24 horas do início da menstruação. Neste exato momento, é preciso fazer a higiene íntima para minimizar o risco de contaminação.

Com o material em laboratório, Karina Dutra Asensi, aluna de iniciação científica, isolou as células-tronco mesenquimais para serem utilizadas na pesquisa.

Tipos de células-tronco

De acordo com a pesquisadora, célula-tronco é uma denominação para todas as células que apresentam capacidade de se diferenciar em diversos tecidos do corpo.

Elas podem ser encontradas em dois estágios: embrionárias, presentes naturalmente no embrião humano e que têm máxima potencialidade, sendo capazes de formar qualquer tipo tecido.

E adultas – encontradas, por exemplo, na medula óssea, sangue, fígado, cordão umbilical, líquido amniótico e placenta -, que apresentam diferenciação limitada. As mesenquimais estão entre elas.

Devido a essa característica, as células-tronco são alvo de muitos estudos pelo mundo. Elas são testadas na recuperação de órgãos frequentemente danificados por doenças degenerativas e traumas, incluindo as cardiovasculares, as hepáticas, as hematológicas, as neurodegenerativas, diabetes tipo 1, acidentes vasculares cerebrais e traumas na medula espinhal.

Motivação para buscar novas células-tronco

Regina explica que a motivação para seu estudo foi perceber que, apesar do grande volume de pesquisas, não há um padrão de excelência. “Observamos que os resultados são variáveis quanto à eficácia das terapias usadas atualmente. Além da rejeição, uma possível explicação é que células provenientes de determinado tecido podem ser mais adequadas para uma doença do que outras e vice-versa”, diz a pesquisadora.

Ela afirma que a medula óssea ainda representa a principal fornecedora de células-tronco. A vantagem de sua utilização é que não há rejeição, visto que o transplante é autólogo, ou seja, o material celular é puncionado da medula do próprio paciente. Contudo, em 10 anos de pesquisas com esse tipo celular, os resultados das terapias, aplicadas a algumas enfermidades não hematológicas, apontam benefícios “tímidos” ou transitórios.

Por isso, segundo Regina, há uma forte tendência de a comunidade científica buscar novas fontes, que de preferência não sejam invasivas, como a punção, e que mantenham taxas de rejeição baixas. Para ela, as células-tronco mesenquimais do sangue menstrual atendem às expectativas. “O sangue menstrual é um material descartado, que é obtido sem gerar prejuízos ou desconforto”, afirma. “Há estudos que mostram que células-tronco mesenquimais apresentam uma espécie de privilégio imunológico e, portanto, não seriam rejeitadas quando injetadas nos pacientes”, explica.

Células-tronco do sangue menstrual

A professora conta que há duas linhas de pesquisa com as células-tronco derivadas de sangue menstrual. Uma delas é avaliar seu uso como camada alimentadora, utilizada para cultivar células-tronco embrionárias no estado indiferenciado. “Antes de serem aplicadas em terapias, as células embrionárias precisam expandir, sem que haja diferenciação celular. E isso é feito, in vitro, com o auxílio da camada alimentadora, que libera fatores para o seu crescimento”, explica Regina.

Ela destaca que, atualmente, o método frequentemente empregado é o cultivo de células-tronco embrionárias em fibroblastos de camundongo. Porém, o uso desse tipo de camada alimentadora é incompatível com a clínica, pois não se pode utilizar, em pacientes, células contaminadas com material de origem animal.

Por isso, segundo Regina, a aluna de iniciação científica, Danúbia Silva dos Santos, realizou um estudo comparativo para investigar se as células-tronco derivadas do sangue menstrual seriam capazes de substituir os fibroblastos de camundongos. “Os resultados são conclusivos: elas mantiveram as células embrionárias em seu estágio indiferenciado, com eficiência comparável à camada alimentadora de origem animal, tornando-se uma nova alternativa”, diz.

Paralelamente, outra linha de pesquisa, que ficou sob responsabilidade do pós-doutor Deivid Carvalho Rodrigues, avalia a eficiência da reprogramação de células-tronco derivadas de sangue menstrual ao estágio de células-tronco embrionárias.

“Há, na literatura, estudos que reprogramaram fibroblastos adultos, mas com eficiência extremamente baixa e lenta. Nossos resultados mostram que a reprogramação em células derivadas de sangue menstrual foi mais rápida e mais eficiente”, conta Regina. Fibroblastos são células predominantes da segunda camada da pele humana, a derme, que têm como uma de suas funções a produção de fibras, como colágeno e elastina.

A pesquisadora explica que a reprogramação é feita aplicando-se fatores de transcrição específicos para induzir que o material genético volte ao seu estágio inicial e indiferenciado. Para ela, “formar células embrionárias, que possuem máxima capacidade de diferenciação, a partir de novos modelos é importante para o avanço das pesquisas com células-tronco”.

Células reprogramadas

Para o ano que vem, Regina adianta que serão feitos estudos com as células embrionárias – reprogramadas a partir de células-tronco do sangue menstrual – em camundongos com lesões no coração e no fígado. O objetivo é avaliar sua eficácia como tratamento de doenças cardíacas e hepáticas.

As três etapas do projeto – isolamento, avaliação do seu uso como camada alimentadora e sua reprogramação ao estágio de células-tronco embrionárias – geraram trabalhos apresentados em congressos nacionais e internacionais sobre a temática de estudos com células-tronco. “Os nossos trabalhos, devido aos resultados inéditos, estão sendo bem recebidos pela comunidade científica. Além de apresentá-los em congressos, já recebemos um prêmio na XXIV Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental – FeSBE em 2009”, conta Regina. “Esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo e, por isso, vamos avançar com as pesquisas”, conclui.

Os primeiros estudos com células-tronco datam da década de 60. Embora já tenham se passado mais de 40 anos, pode-se afirmar que ainda falta muito para desvendar plenamente esse emaranhado terreno. Contudo, é fato que a cada nova pesquisa realizada e concluída, é mais um passo para ampliar os conhecimentos sobre a dinâmica das células-tronco e, consequentemente, suas aplicações terapêuticas.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=celulas-tronco-sangue-menstrual&id=5576

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Ago / 2010

Fonte: Diário da Saúde / Agência Usp

Acupuntura protege o fígado no uso contínuo de medicamentos

Lesões hepáticas

A acupuntura é uma boa alternativa para controlar os danos ao fígado causados pelo uso contínuo de alguns medicamentos.

A constatação é do médico veterinário e acupunturista Alexandro dos Santos Rodrigues em sua tese de doutorado pela USP.

O trabalho, realizado em modelos animais, investigou a influência da técnica milenar chinesa no controle de lesões hepáticas.

“O fígado é responsável pelo processo de metabolização de medicações. Algumas pessoas tomam medicamentos continuamente e isso causa danos ao funcionamento do órgão. Este trabalho comprovou que a acupuntura pode ser usada para reduzir os prejuízos causados pelo uso contínuo de medicamentos agressivos para o fígado”, aponta.

Eletroacupuntura

“Na eletroacupuntura, as agulhas são conectadas a fios. Esses fios são ligados a uma máquina que envia um estímulo padronizado e contínuo para as agulhas”, explica o pesquisador.

Os animais que passaram por sessões de eletroacupuntura no ponto E36 (localizado na perna, próximo ao joelho) ou no BP6 (próximo ao calcanhar) apresentaram diminuição de lesões hepáticas. Na comparação entre esses dois grupos, a progressões das lesões foi menor nos ratos que receberam estímulo no ponto E36.

O veterinário induziu as lesões hepáticas por meio da tioacetamida, substância já usada no passado como agrotóxico em lavouras. Atualmente ela é utilizada nas indústrias de couro, têxtil e de papel. No meio acadêmico, esta droga é usada por pesquisadores em modelos científicos de indução de lesões no fígado.

“Quando a agulha da acupuntura é inserida na pele, ela causa um estímulo que percorre via nervosas do corpo chegando até a medula óssea. Através da medula, a informação chega no cérebro, onde neurotransmissores se encarregam de emitir respostas que são transmitidas e agem em um determinado local do corpo,” completa.

Problemas no fígado

O veterinário explica que existem vários graus de lesões no fígado: inicialmente, após repetidas agressões hepáticas, ocorre uma fibrose que, se não tratada, evolui até chegar à cirrose. Esta pode originar neoplasias hepáticas (câncer). “Sabemos que o fígado tem grande capacidade de recuperação, mas somente até um certo grau das lesões hepáticas”, explica.

Rodrigues trabalhou com 70 ratos wistar. Antes de iniciar o experimento, o médico colheu amostras de sangue onde avaliou oito marcadores sanguíneos ligados a lesões hepáticas. A dose de tioacetamina aplicada variou de acordo com o peso de cada animal.

Para poder aplicar as sessões de eletroacupuntura, o veterinário optou por usar o anestésico isofluorano, por via inalatória.”A maioria dos anestésicos comuns interfere de forma significativa na função hepática, e isso poderia prejudicar os resultados”, conta. A dose usada foi a necessária para manter os animais em semiconsciência.

Os animais foram divididos em 7 grupos: sadios (que não passaram por nenhum tipo de intervenção); controle para tioacetamida (aplicação apenas desta droga); controle para isofluorano (aplicação apenas deste anestésico); um grupo com aplicação de eletroacupuntura no ponto E36 (localizado na perna, próximo ao joelho) e outro no BP6 (próximo ao calcanhar). Os dois grupos restantes, E36s e BP6s, receberam aplicações em pontos “falsos”, ou seja, em lugares próximos aos pontos verdadeiros (E36 e BP6), mas que não resultariam em nenhum efeito ligado a proteção hepática.

Após a pesagem e a aplicação da tioacetamida, os animais eram sedados e, em seguida, recebiam as aplicações de eletroacupuntura durante 20 minutos. Na quarta semana do experimento, o pesquisador aumentou todas as doses de tioacetamida em 10%. Ao final das sete semanas, o médico colheu novas amostras sanguíneas para avaliar os oito marcadores.

Acupuntura protege o fígado

Todos os animais que receberam doses de tioacetamida apresentaram lesões no fígado. Mas nos grupos sem uso de eletroacupuntura, as lesões hepáticas eram muito maiores.

“Percebemos que no grupo controle para tioacetamida ocorreram danos consideráveis no fígado. Também encontramos muitas alterações ligadas aos oito marcadores de lesões hepáticas”, conta o pesquisador. “Já no grupo controle para isofluorano, também constatamos que o fígado apresentava lesões, apesar de este anestésico ser considerado seguro contra ocorrência de danos hepáticos”, aponta.

Rodrigues lembra que a hepatite C atinge de 2,5 a 4,9% da população brasileira. Já a cirrose hepática está entre as 10 maiores causas de morte no mundo ocidental. Não existe tratamento para estes casos, sendo que a única opção é fazer um transplante de fígado.

“Pense em alguém que precise tomar, diariamente, um medicamento que cause uma reação muito forte no fígado. O órgão seria afetado mesmo se estivesse em condições normais. Agora imagine se esta pessoa já estiver com o fígado comprometido devido à hepatite C ou à cirrose”, questiona o pesquisador. “A acupuntura poderia ser usada como uma maneira de barrar grande parte dos danos ao fígado provocados pelo medicamento.”

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=acupuntura-protege-figado-efeito-medicamentos&id=5578

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Ago / 2010

Fonte: Diário da Saúde / Agência Usp

Substância do chá verde pode combater a erosão dentária

Chá para os dentes

Uma substância encontrada no chá verde pode ser o caminho para o desenvolvimento de um composto eficaz para combater a erosão dentária.

Na Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, pesquisadores estão realizando testes em que demonstram a eficácia da de uma catequina, fitonutriente de ação antioxidante encontrada no chá verde, como inibidora das metaloproteinases da matriz (MMP).

Recentemente, um estudo realizado em Hong Kong demonstrou que esse mesmo composto protege os olhos contra o glaucoma – veja Chá verde protege os olhos contra o glaucoma e outras doenças.

Essas enzimas, quando ativadas, são responsáveis pela erosão da dentina, a camada mais interna do dente.

Os principais sintomas da erosão dentária são a dor e a sensibilidade, em casos mais avançados.

Erosão dentária

A professora Marilia Afonso Rabelo Buzalaf, do Departamento de Ciências Biológicas, que coordena o estudo na FOB, explica que a MMP (metaloproteinases da matriz) é ativada pelo pH ácido encontrado em alguns alimentos e líquidos consumidos.

“Há uma grande redução na prevalência de cáries no Brasil e no mundo nos últimos anos, devido ao maior cuidado com a saúde bucal e utilização de fluoretos. Desta maneira, os dentes ficam na boca por mais tempo, tornando-se sujeitos a outros tipos de patologias, como a erosão dentária. Para isto contribui a mudança que tem havido nos hábitos alimentares da população. A erosão é causada principalmente por ácidos de origem não-bacteriana presentes em refrigerantes, sucos e frutas ácidas, além dos ácidos de origem gástrica”, descreve.

Uma das substâncias testadas pelos pesquisadores como inibidora de MMPs é a epigalocatequina galate (EGCG), um flavonoide que também é encontrado no chá verde. “Nos testes com a EGCG purificada, encontramos resultados um pouco melhores que aqueles obtidos para o chá verde”, destaca Marilia, ressaltando que esta substância encontrada no chá verde já é estudada há tempos para outras patologias, como o câncer, por exemplo.

Dentina

No processo de erosão dentária, os ácidos dos alimentos e bebidas atingem a dentina, que é composta basicamente por um mineral chamado apatita e pelo colágeno (proteínas). “O ácido dissolve a apatita e atinge o colágeno, ativando as metaloproteinases presentes na dentina. É justamente aí que a progressão da erosão é acelerada”, descreve Marilia.

As pesquisas nos laboratórios da FOB objetivam, principalmente, o desenvolvimento de um gel que amenize todo esse processo. Para tanto, estão sendo realizados testes in vitro e in situ.

“Utilizamos modelos animais, como dentes bovinos ou pequenos blocos de dentes humanos. Para os testes in situ, os pequenos blocos de dentes humanos ou bovinos são fixados no céu da boca de voluntários dentro de um pequeno aparelho acrílico”, explica a professora, lembrando que as pessoas permanecem cerca de uma semana com os bloquinhos. Os modelos foram tratados com um gel protetor e então submetido a desafios ácidos.

Gel para os dentes

As metodologias, tanto com os in vitro (no laboratório) quanto com os in situ (utilização de aparelhos contendo os blocos de dentina por voluntários humanos), possibilitaram aos pesquisadores a realização de vários testes.

Eles produziram géis contendo inibidores de MMPs e aplicaram sobre a dentina, que foi submetida a desafios ácidos, principalmente com refrigerantes. Três tipos de géis foram produzidos. Um à base de EGCG, outro à base de cloraxidina (um inibidor de MMPs que também tem atividade antimicrobiana), e um terceiro à base de sulfato ferroso. “Nos três casos os resultados foram satisfatórios.

Bastou que o gel ficasse um minuto em contato com os modelos dentários para que houvesse a inibição das MMP, com prevenção total da erosão nos desafios ácidos subsequentes. O efeito durou por cerca de cinco dias”, conta Marilia.

Os estudos com as MMP na FOB tiveram início em 2007 e, segundo a professora, já existe um pedido de patente na Agência USP de Inovação. Mas, segundo Marília, novos desdobramentos da pesquisa ainda serão estudados e deverão contar com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Em outubro deste ano, boa parte desses resultados serão apresentados à comunidade científica, durante o Erosion 2010, um congresso que reunirá em Bauru, especialistas do Brasil e do exterior.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=cha-verde-contra-erosao-dentaria&id=5563
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Ago / 2010

Fonte: Diário da Saúde / Unicamp

Probióticos são benéficos para portadores de doença intestinal

Probiótica contra diarreia

O uso de probióticos – microrganismos vivos que conferem benefícios à saúde das pessoas quando administrados em quantidades adequadas – nos portadores da Doença de Crohn, uma das principais enfermidades inflamatórias intestinais, mostrou-se eficiente no controle da diarreia, sintoma frequente nestes pacientes.

A conclusão é de uma pesquisa de Luciane Cristina Rosim Sundfeld Giordano e Cláudio Coy, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp.

Os pesquisadores investigaram os efeitos da modulação da microbiota intestinal dos pacientes pela suplementação oral das bactérias Lactobacillus casei e Bifidobacterium breve. Os achados se mostraram animadores, com os pesquisadores observando redução da ocorrência de diarreia assim como melhora do estado nutricional.

Doença de Crohn

Infelizmente, diz Luciane, a doença de Crohn não é tão rara, lamenta ela, e 424 portadores da doença estão cadastrados e em acompanhamento na Unicamp.

Na pesquisa, a nutricionista identificou que um grande número de pacientes com doença de Crohn apresentava diarreia de difícil resolução. Propôs então o desenvolvimento de um projeto envolvendo o uso de probióticos para avaliar a sua efetividade.

Ela lembra que estes pacientes, na fase de atividade da doença, chegam a apresentar até 25 episódios de evacuações ao dia. “Esta é uma doença crônica que acomete principalmente os indivíduos jovens, podendo atingir todo o trato gastrointestinal, isso com repercussões graves como a desnutrição, por exemplo.”

A pesquisadora trabalha na Divisão de Nutrição e Dietética do HC supervisionando a área de preparo de dietas enterais há mais de 15 anos, além de desenvolver seu trabalho nas enfermarias e nos ambulatórios de Gastro bem como membro da equipe multiprofissional de terapia nutricional.

Em meados de 2006, o projeto teve então seu início com o intuito de se verificar a ação de um probiótico especial que continha duas cepas (Lactobacillus e Bifidobacterium) na frequência do hábito intestinal e no estado nutricional. “Dados da literatura demonstraram que 70% a 80% dos pacientes hospitalizados com doença de Crohn ativa possuíam graus variados de desnutrição secundária à diarreia”, expõe a pesquisadora. Pelo fato de a doença não ter cura, torna-se portanto fundamental o acompanhamento nutricional, para que a resposta ao tratamento seja mais eficiente.”

Inflamação crônica

Luciane selecionou 22 pacientes com idade média de 22 anos por ocasião do diagnóstico. Um dos fatores mais impactantes desta doença, conta, é o fato de seu acometimento ser mais frequente em adultos jovens, numa fase da vida em que eles deveriam estar bastante produtivos. Porém, em função do aparecimento da doença, ocorrem diversas limitações.

Acredita-se que o seu desenvolvimento, a partir do contato com substâncias com potencial de iniciar um processo inflamatório primariamente intestinal, sejam oriundas da alimentação ou de microrganismos presentes no próprio intestino.

“Esta inflamação, que deveria ser de curta duração, torna-se crônica em indivíduos predispostos. Assim, parece lógico supor que a modulação da microbiota intestinal possa alterar diversos aspectos da doença. Este conceito é que orienta inúmeros trabalhos existentes com probióticos na doença de Crohn,” recorda Cláudio Coy.

Luciane esclarece que, na doença de Crohn, ocorre um desequilíbrio da microbiota intestinal. Quando o indivíduo está saudável, existe um padrão na população bacteriana e, nos portadores dessa doença, há uma quantidade reduzida sobretudo de Bifidobacterium, mas também de Lactobacillus, bactérias com ações benéficas ao organismo. Isto explicaria porque esta doença manifesta-se predominantemente no final do intestino delgado e cólon (intestino grosso) – segmentos do tubo digestivo com maior quantidade de bactérias.

Tratamento da desnutrição

No estudo, a maioria dos pacientes eram portadores de desnutrição, com perda de peso acima de 10% em seis meses. O probiótico liofilizado (em pó) foi-lhes fornecido durante três meses. Com o seu emprego, observou-se uma recuperação ponderal (de peso) significativa, sem ônus financeiro algum ao paciente. O peso médio aferido no início do estudo foi de 55 kg e, ao final, de 57 kg. Constatou-se melhora também em outros parâmetros nutricionais estudados.

Estes dados evidenciaram que o controle verificado na diminuição do número de evacuações com uso do probiótico trouxe secundariamente um ganho significativo em vários aspectos nutricionais, sem que houvesse interferência nos hábitos alimentares destes pacientes, esclarece a nutricionista.

A incidência das doenças inflamatórias intestinais vem aumentando nos últimos anos em várias partes do mundo, inclusive no Brasil, sem que se conheça ao certo os motivos para tal. O número de casos de doença de Crohn no Ambulatório de Doenças Inflamatórias Intestinais do Gastrocentro, por exemplo, vem crescendo progressivamente.

Em 2003, eram atendidos entre dois e três casos numa manhã, dia desse ambulatório, e atualmente entre 30 e 40 pacientes por período. Cláudio Coy afirma que várias alterações genéticas são atualmente conhecidas e muitas delas relacionadas ao desenvolvimento desta doença. Em algumas famílias e em determinados grupos raciais, há uma incidência maior do que na população geral.

Ao explicar como é a doença, Coy relata que se trata de uma enfermidade crônica e limitante. Além disso, seus portadores lidam com diarreia, cólicas, osteoporose, não se alimentam adequadamente, têm desnutrição, anemia e outras manifestações que transcendem o acometimento intestinal, piorando a qualidade de vida. Muitos pacientes têm que ser operados várias vezes, ficam debilitados e mais predispostos a infecções e complicações pós-operatórias.

Tanto Cláudio Coy como Luciane acreditam que a resposta inflamatória que ocorre no intestino, com envolvimento de outros órgãos, seja desencadeada por alguma alteração na microbiota intestinal e que a sua modulação pode melhorar o curso da doença. A expectativa de ambos é que o emprego de probióticos mostre-se cada vez mais útil, podendo ser instituído como terapia adjuvante ao tratamento medicamentoso.

Probióticos

De acordo com definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2002, a mais utilizada internacionalmente, os probióticos são “microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde do hospedeiro”. O pioneiro no estudo com probiótico foi o cientista russo Élie Metchnikoff, em 1908, que descobriu o Lactobacilus bulgaricus, a ele cabendo no mesmo ano o Prêmio Nobel de Medicina, por verificar o papel positivo da seleção de bactérias na longevidade do ser humano, o que demonstra que o tema vem sendo investigado há muitos anos.

A partir das suas observações sobre a população de camponeses da Bulgária, sugeriu que as bactérias do leite seriam facilitadoras para a manutenção da saúde e prevenção de doenças, sendo, desta forma, importantes para retardar o envelhecimento. Na época, ele constatou a longevidade dos camponeses búlgaros que, ao saírem para trabalhar, transportavam leite de búfala em moringas de couro. O leite fermentava e eles o ingeriam ao longo do dia. Descobriu-se aí o valor do probiótico, o qual recebeu o nome de Lactobacillus bulgaricus por este motivo.

Neste mesmo período, Henry Tissier, pediatra e microbiologista francês, descobriu que nas crianças em aleitamento materno exclusivo havia a colonização excessiva de um organismo dominante – os quais foram denominados bifidobactérias pelo formato bifurcado – em crianças saudáveis. Observou que as fezes de crianças com diarreia continham baixos níveis deste microrganismo sugerindo que esta bactéria seria administrada a fim de ser restituída a microbiota intestinal saudável destes bebês. Em 1930, no Japão, Minoru Shirota descobriu um probiótico nomeado Lactobacillus casei, cepa Shirota, o qual foi capaz de sobreviver à passagem de todo o trato gastrointestinal, sendo resistentes à acidez e bile, chegando vivos nas fezes.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=probioticos-beneficios-doenca-intestinal&id=5457

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Ago / 2010

Fonte: Uol / Reuters

Pesquisas mostram indícios de que paracetamol aumenta casos de asma em crianças

Dois estudos levantaram indícios de que o analgésico paracetamol – mais conhecido como Tylenol – pode estar alimentando um aumento mundial de asma.

Segundo uma das pesquisas publicada na quinta-feira (12), a substância poderia ser responsável por pelo menos quatro em cada dez casos de asma grave em adolescentes.

Enquanto ninguém sabe se a droga causa a asma por si só, um outro relatório –publicado junto com o primeiro estudo– mostra pela primeira vez que muitas crianças tomavam paracetamol antes de desenvolverem sintomas como respirar com dificuldade.

‘Nós confirmamos que o uso do remédio veio em primeiro lugar, portanto uma relação de causalidade é cada vez mais provável’, disse Alemayehu Amberbir, da Universidade de Addis Ababa, na Etiópia, e da Universidade de Nottingham, no Reino Unido.

Antes que alguém limpe seu armário de remédios, testes clínicos devem ser feitos em larga escala, ressaltou Amberbir, cujas descobertas estão publicadas no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.

A equipe do pesquisador acompanhou mais de 1.000 bebês da Etiópia ao longo de três anos. Quando as crianças completaram um ano, os pesquisadores perguntaram às mães se seus bebês tinham problemas respiratórios e quanto paracetamol tinham tomado.

Cerca de 8% das crianças começaram a ofegar com idades entre um e três anos. Aquelas que tinham tomado paracetamol no primeiro ano – antes da dificuldade para respirar – tinham até sete vezes mais chance de desenvolver asma.

O aumento se manteve mesmo após o ajuste para febre e tosse, que em princípio poderiam ter provocado tanto a dificuldade de respirar quanto o uso de analgésicos.

‘O que temos são informações e uma forte associação entre o uso de paracetamol e asma’, disse Dipak Kanabar, que escreveu orientações sobre analgésicos, mas não esteve envolvido no estudo novo.

Mas Kanabar, pediatra consultor Hospital Infantil Evelina, em Londres, advertiu que a lembrança dos pais nem sempre são precisas, o que poderia ter influenciado os resultados.

“Nós temos que ser cuidadosos quando damos conselhos aos pais e salientar que estes estudos não significam que o consumo do paracetamol resultará necessariamente no desenvolvimento da asma”, disse ele.

Mas se a relação se tornar real, pode haver um impacto importante na saúde pública, de acordo com outro relatório do American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.

Nesse estudo, baseado em mais de 320.000 adolescentes de 50 países, 11% das crianças tinham dificuldade para respirar – apenas um pouco mais do que a porcentagem de crianças americanas que têm asma.

Aqueles adolescentes que tomaram paracetamol pelo menos uma vez por mês – um terço dos analisados mundialmente, e mais de quatro em cada dez americanos – duplicaram suas chances de asma.

Eles também eram mais propensos a ter congestão nasal alérgica e eczema, relatou a equipe de Richard W. Beasley, do Instituto de Pesquisa Médica da Nova Zelândia.

Os investigadores estimam que o paracetamol poderia ser responsável por até quatro em cada dez de todos os sintomas da asma, inclusive graves, como acordar ofegando uma vez por semana ou mais.

O laboratório McNeil Consumer Healthcare, que vende o Tylenol, disse em uma nota que seu produto “tem mais de 50 anos de história clínica para provar sua segurança e eficácia. O perfil de segurança bem documentado faz do analgésico o preferido para quem sofre de asma”.

A empresa disse que há ensaios clínicos padrão que mostram que não existe relação de causalidade entre o paracetamol e a asma.

No entanto, Kanabar encontrou em sua revisão da literatura médica que o ibuprofeno – outro analgésico às vezes vendidos como Advil – pareceu provocar menos dificuldades de respiração do que o paracetamol.

No entanto, o ibuprofeno não é recomendado a pessoas com asma, disse Kanabar, e a maioria dos médicos receita Tylenol.

A aspirina, outro analgésico comum, é geralmente desaconselhada a crianças, pois pode causar problemas respiratórios a curto prazo e outros efeitos colaterais raros.

De acordo com Kanabar, deixar de dar analgésicos às crianças é provavelmente uma má ideia e elas podem se sentir pior e beber menos líquidos, o que poderia retardar a recuperação.

Na hora de escolher entre o tylenol e o ibuprofeno para combater a febre ou dor de cabeça do filho, Kanabar disse que “pode ser qualquer um”.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/782739-pesquisas-mostram-indicios-de-que-paracetamol-aumenta-casos-de-asma-em-criancas.shtml
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Ago / 2010

Fonte: http://www.caasp.org.br

Vitamina D pode revolucionar o tratamento da esclerose múltipla

Por Celso Galli Coimbra

A esclerose múltipla é uma doença autoimunitária que afeta o sistema nervoso central e que, em estágio avançado, incapacita para as atividades mais corriqueiras. Fraqueza muscular, rigidez nas articulações e perda da coordenação motora são alguns dos sintomas. Sua evolução leva a insuficiência respiratória, incontinência ou retenção urinária e até a perda da visão e da audição. Em todo o mundo, 2,5 milhões de pessoas sofrem de esclerose múltipla. No Brasil, há 35 mil casos, segundo a Abem (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla).

O tratamento tradicional da esclerose múltipla é feito com o medicamento Interferon e corticosteroides, além de fisioterapia e fonoaudiologia, e os resultados apontam para a redução em 30% das crises da doença. Porém, estudos publicados em revistas científicas internacionais indicam que a chave para o problema é a vitamina D. No Brasil, o maior defensor da inovação terapêutica é o neurologista Cícero Galli Coimbra, professor da Universidade Federal de São Paulo. “A vitamina D, daqui a alguns anos, será a base do tratamento não só da esclerose múltipla, mas de todas as doenças autoimunitárias”, prevê o especialista.
“Nas células do sistema imunológico, a vitamina D tem a função de produzir o que se chama de tolerância imunológica, ou seja, de impedir que essas células agridam o próprio organismo, que é o que acontece nas doenças autoimunitárias”, explica Coimbra. Nas pessoas com pré-disposição genética para doenças autoimunitárias, a transformação da vitamina D inativa em ativa (hidroxilase) dentro das células do sistema imunológico é lenta, o que favorece o surgimento desse tipo de doença. “Hoje, já se sabe que o risco de esclerose múltipla aumenta quando se têm níveis baixos de vitamina D. O que propomos é a elevação dos níveis de vitamina D ao ponto máximo que não provoque efeitos tóxicos ao organismo. O sucesso  do tratamento com vitamina D vem sendo demonstrado e a única dúvida que resta é quanto aos níveis que se devem atingir para que se obtenha o efeito ideal”, esclarece.
O benefício da vitamina D fica ainda mais nítido, diz Coimbra, se observarmos que os casos de esclerose múltipla são muito mais frequentes nos países nórdicos, como as nações escandinavas e o Canadá, onde a exposição da população aos raios solares é muito baixa. O sol, como se sabe, é a principal fonte de vitamina D com a qual contamos. “A radiação solar da manhã e do final da tarde faz com que o nosso organismo produza vitamina D. Uma pessoa que fique na beira da piscina de sunga, com 90% do corpo exposto ao sol por apenas 10 minutos, produz mais vitamina D do que a contida na dose diária normalmente recomendada pelo médicos. Mas atenção: o mesmo não acontece com o sol do meio-dia, que provoca câncer de pele”, orienta o médico.
A esclerose múltipla, bem como as outras doenças do sistema imunológico, é um mal dos tempos modernos – e isso também tem a ver com o sol. Nossos antepassados sofriam muito menos com isso. “Nossos avós tinham uma vida na lavoura, iam à feira livre fazer compras. Hoje, nós pegamos o metrô, descemos num shopping center, entramos num carro com Insulfim, descemos na garagem de um prédio e subimos de elevador. Como toda doença autoimunitária, a esclerose múltipla aumentou muito nos dias atuais. Nosso nível de exposição solar é hoje quase o mesmo que o dos ratos de laboratório”, adverte Cícero Coimbra.
O especialista da Unifesp salienta que a vitamina D com fins terapêuticos deve ser consumida sob rigorosa orientação médica, pois os níveis necessários para a eficácia do tratamento são muito mais altos do que os que se encontram nos produtos vendidos em farmácias. “Não se consegue administrar doses que tenham efeito terapêutico apenas com os produtos à venda nas drogarias. Para efetuarmos o tratamento, ainda dependemos de formulações feitas em farmácias de manipulação”, sublinha.
Segundo Coimbra, a resistência à adoção definitiva da vitamina D no tratamento de doenças autoimunitárias deve-se ao lobby da indústria farmacêutica, que se sobrepõe aos estudos científicos. “O nosso grande problema é que esse conhecimento, que consta de revistas científicas internacionais, ainda não está incorporado ao armamento terapêutico do médico neurologista comum, que fica atento quase que exclusivamente aos lançamentos dos laboratórios. Mas a verdade é que o tratamento tradicional, basicamente com Interferon, está sendo superado e, na minha ótica, daqui a alguns anos o tratamento de todas as doenças autoimunitárias envolverá a elevação dos níveis de vitamina D ao máximo possível, sem a ocorrência de efeitos colaterais, como muitos casos já demonstram. Trata-se do restabelecimento de um mecanismo que a própria natureza do ser humano criou ao longo da evolução da espécie, justamente com o objetivo de impedir a agressão do organismo pelo sistema imunológico”, desabafa.

Mulheres jovens e estresse

As mulheres adultas jovens são as principais vítimas da esclerose múltipla, doença que decorre da predisposição genética à baixa hidroxilase, isto é, ao baixo índice de transformação da vitamina D inativa em ativa, o que faz com que as células do sistema imunológico ataquem o sistema nervoso central ao invés de agredirem vírus e bactérias. Esses ataques ocorrem de modo intermitente, daí os surtos que caracterizam a doença. A ciência já comprovou que o estresse emocional é o principal fator desencadeador dessas crises. “Em 2002, um estudo muito ilustrativo, que acompanhou pessoas portadoras de doenças autoimunitárias, verificou que 85% dos surtos estavam associados a eventos estressantes. Em média, esses eventos haviam ocorrido 14 dias antes da exacerbação dos sintomas da doença, ou seja, antes de um novo ataque do sistema imunológico”, relata Cícero Coimbra.
No passado, como os sintomas são variados e acometem diversas áreas do corpo, os portadores de esclerose múltipla eram confundidos com indivíduos em crise de histeria. “É a multiplicidade de lesões no sistema nervoso que caracteriza a doença, daí o termo ‘múltipla’”, diz o neurologista. “Na esclerose múltipla, o neurologista não consegue explicar todos os sintomas por meio de uma única lesão no sistema nervoso. Por isso, o que leva ao diagnóstico são sintomas que só são explicados por lesões em diferentes áreas do sistema nervoso, como na medula espinhal e no nervo ótico”.  O diagnóstico da doença só se fecha após a combinação dos resultados de exames de ressonância magnética, do líquor encéfalorraquidiano e de análise das manifestações clínicas.
O acumulo de sequelas deixadas por cada um dos surtos é o que agrava o quadro do paciente. “Com o aumento da frequência dos surtos a pessoa vai adquirindo sequelas cumulativas que comprometem sua capacidade de andar, de falar. Ela pode evoluir para uma situação de dependência de uma cadeira de rodas e até ficar completamente cega”, ressalta Coimbra. E vai além: “Se não se corrigirem os níveis de vitamina D, a tendência é que, mesmo com o uso de Interferon, a pessoa vá acumulando surtos cada vez mais frequentes e sequelas. Com o tempo, perde-se o controle da bexiga, o que provoca infecções urinárias – e infecções também fazem com que ocorram novos surtos. A partir de então, o doente passa a ficar permanentemente acamado, situação que favorece problemas como broncopneumonia e outros”.
O avanço definitivo no tratamento da esclerose múltipla, aposta o neurologista Cícero Galli Coimbra, ainda deve tardar alguns anos, mas com certeza virá quando forem ultrapassadas as barreiras que impedem a disseminação do uso da vitamina D. “Podemos até esperar algumas décadas, mas com certeza isso irá ocorrer”, acredita. E faz um alerta muito sério: “Cuidado com certos remédios que vêm sendo lançados no mercado, os chamados agentes biológicos para tratamento de doenças autoimunitárias, que são anticorpos produzidos em outros animais. Trata-se de drogas caríssimas e que colocam em risco a vida da pessoa, pois podem provocar um choque anafilático, ou então o efeito depressor do sistema imunológico, de tão acentuado, pode causar uma infecção grave por um germe oportunista”.

http://biodireitomedicina.wordpress.com/2010/08/03/vitamina-d-pode-revolucionar-o-tratamento-da-esclerose-multipla/

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Ago / 2010

Fonte: Folha.com / France Press

Estudo revela que carne vermelha pode provocar câncer de bexiga

A carne vermelha, vinculada ao risco de acidentes cardiovasculares e alguns tipos de câncer como o de pâncreas, está novamente no centro de uma polêmica, pois agora é suspeita de causar câncer de bexiga, segundo um estudo divulgado nos Estados Unidos pela revista Cancer.
No entanto, para todos aqueles que não resistem à tentação de comer um hambúrguer com queijo e bacon, uma boa notícia: os cientistas não encontraram qualquer associação entre o consumo de lombo, bacon, hambúrguer, salsicha e filé e o câncer.
Mas sim, “uma associação indireta real entre os frios de carne vermelha” e o câncer de bexiga, informaram os cientistas no estudo.
No processamento dos frios são adicionados nitratos e nitritos à carne para preservá-la e realçar sua cor e sabor.
“Os nitratos e nitritos são precursores de compostos N-nitrosos, que induzem à formação de tumores em muitos órgãos, inclusive na bexiga, em várias espécies animais”, diz o estudo.
Na pesquisa, os cientistas avaliaram o consumo de nitratos, nitritos e outros componentes encontrados na carne vermelha em 30.000 homens e mulheres de 50 a 71 anos, em oito estados norte-americanos, e sua relação com o câncer.
Os participantes do estudo foram acompanhados por até oito anos. Durante este tempo período, 854 foram diagnosticados com câncer de bexiga.
Os cientistas descobriram que as pessoas cujas dietas eram ricas em nitritos de qualquer tipo, não só na carne, e pessoas que consumiam muitos nitratos de carne processada, como os frios, tinham entre 28% e 29% mais chances de desenvolver câncer de bexiga do que aqueles que consumiram estes componentes em menores quantidades.
A pesquisa foi chefiada pela doutora Amanda Cross, do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/776418-estudo-revela-que-carne-vermelha-pode-provocar-cancer-de-bexiga.shtml
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Ago / 2010

Fonte: Diário da Saúde / Agência Usp

Alecrim pimenta inibe crescimento de bactéria alimentar

Listeriose

Testes realizados com o extrato vegetal do alecrim pimenta (Lippia sidoides Cham.) indicaram que a planta apresenta uma atividade inibitória do crescimento da bactéria Listeria monocytogenes.
Essa bactéria, de caráter patogênico, consegue sobreviver em situações adversas e está associada a listeriose.
A doença pode causar várias síndromes como infecções, gastroenterites, sendo bastante prejudicial em pacientes imunodeprimidos, e em crianças, idosos e gestantes, podendo causar abortos. A transmissão ocorre, principalmente, por alimentos contaminados.

Microrganismos em alimentos

“A Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] estabelece limites para a ocorrência de alguns microrganismos em alimentos; mas no caso de Listeria monocytogenes não há consenso sobre o limite máximo confiável. Nossa legislação estabelece ausência desta bactéria apenas para queijos de alta umidade, mas outros alimentos também apresentam potencial de contaminação, como, por exemplo, os pescados minimamente processados. Uma vez detectada a L. monocytogenes, mesmo em populações mínimas, o alimento deve ser descartado”, destaca a pesquisadora Fernanda Barbosa dos Reis, que estudou o uso de extratos de alecrim pimenta para controle da bactéria.
Os testes foram realizados com pescado, especificamente filé de surubim defumado (surubim Pseudoplatystoma sp), um produto pronto para consumo, disponível no comércio varejista.
Além do alecrim pimenta, Fernanda também testou, para o controle da Listeria, a bactéria lática bacteriocinogênica (Carnobacterium maltaromaticum C2).

Alecrim pimenta

O alecrim pimenta é encontrado no sertão nordestino. “Vários trabalhos científicos apontam a planta como um antimicrobiano. Mas não encontramos na literatura nada referente a sua atuação em bactérias em alimentos”, diz a pesquisadora.
Já a bactéria lática Carnobacterium maltaromaticum C2 é encontrada em surubins e em outros pescados, sendo conhecida da ciência por suas atividades antimicrobianas, graças à produção de uma substância da classe das bacteriocinas. Entre suas características, estão a resistência ao baixo pH, a enzimas, a altas e baixas temperaturas.
“A bacteriocina atua sobre a membrana citoplasmática da célula bacteriana, mas não é nem ativa nem tóxica sobre as células eucarióticas (humanas)”, explica. Além da cepa C2 da Carnobacterium maltaromaticum, a pesquisadora também utilizou, para comparação, duas cepas extraídas de salmão, doadas por uma pesquisadora da Dinamarca: A9B+ (que produz bacteriocina) e A9B- (que não a produz).
Os testes foram realizados com amostras de filés de surubim defumado cortados (homogeneizados) e também em dois tipos de caldos de peixe: de laboratório (a partir de uma mistura de sal, extrato de levedura e peptona de peixe) e caldo feito com os filés de surubim. Todas as amostras foram inoculadas com a Listeria monocytogenes, e os antimicrobianos, sendo que a pesquisadora testou 14 diferentes combinações entre o extrato de alecrim pimenta e a bactéria lática. As análises foram realizadas no momento da inoculação, após 24 horas, e uma vez por semana, durante 5 semanas, num total de 35 dias.

Extrato de alecrim antibacteriano

“De modo geral, os resultados indicaram que as amostras em que foi adicionado o alecrim pimenta sozinho apresentaram um efeito inibitório maior do crescimento de Listeria, mostrando que há potencial para o extrato da planta ser usada como um antimicrobiano frente a esta bactéria”, aponta a pesquisadora.
Ela ressalta, no entanto, que ainda são necessários outros estudos envolvendo o alecrim pimenta, lembrando que o trabalho realizado para sua dissertação de mestrado é o primeiro que abordou o uso da planta para o combate a essa bactéria.
Fernanda comenta que as amostras que continham apenas as bactérias láticas também apresentaram um crescimento mais reduzido de Listeria. Aquelas em que houve adição tanto de bactérias láticas como de alecrim pimenta apresentaram o mesmo efeito inibitório das amostras com adição apenas da planta.

Antimicrobianos

Segundo a pesquisadora, os antimicrobianos apresentam mecanismos de ação diferenciados e é mais interessante aplicá-los juntos e não isoladamente. “Se pensarmos em um alimento, é mais interessante um antimicrobiano aplicado em baixa concentração, mas que tenha um efeito maior. Uma concentração alta poderá, por exemplo, interferir no sabor”, explica.
A pesquisa de Fernanda contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A orientação do trabalho foi da professora Elaine Cristina Pereira De Martinis, da FCFRP e os extratos de alecrim pimenta foram cedidos pelo professor Wanderley Pereira de Oliveira, também da FCFRP.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=alecrim-pimenta-combate-bacteria-alimentos&id=5539
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Ago / 2010

Fonte: Folha.com / France Press

Estudo associa suplementos de cálcio a ataques cardíacos

Suplementos de cálcio comuns ingeridos por idosos para fortalecer os ossos podem aumentar o risco de ataques cardíacos, segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira.
Os resultados, publicados no British Medical Journal, sugerem que o papel do cálcio no tratamento da osteoporose deve ser reconsiderado, afirmaram os pesquisadores.
Comprimidos de cálcio são normalmente prescritos para melhorar a saúde do esqueleto, mas um ensaio clínico recente sugeriu que eles poderiam aumentar o número de ataques cardíacos e outros problemas cardiovasculares em mulheres idosas saudáveis.
Para investigar mais, uma equipe internacional de pesquisadores liderada por Ian Reid, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, revisou 11 estudos clínicos realizados com 12.000 pacientes.
Eles descobriram que os suplementos foram associados a um salto de cerca de 30% no risco de ataque cardíaco.
As chances de ter um AVC (acidente vascular cerebral) também aumentaram, em menor grau.
A relação foi consistente em todos os ensaios, independente da idade, sexo e tipo de suplemento.
Embora o risco adicional é modesto para qualquer indivíduo, o uso generalizado de suplementos de cálcio pode significar uma possibilidade muito maior de contrair a doença em toda a população, advertiram os autores.
Estudos anteriores descobriram que a elevar a ingestão de cálcio por mudanças na alimentação não aumenta os problemas cardiovasculares, sugerindo que os riscos estão restritos aos suplementos.
Em um comentário, John Cleland, da Universidade de Hull, no Reino Unido, e seus colegas salientam que, independentemente dos possíveis impactos sobre as taxas de ataque cardíaco, os suplementos de cálcio, provavelmente, não são muito eficientes na redução de fraturas em qualquer caso.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/775498-estudo-associa-suplementos-de-calcio-a-ataques-cardiacos.shtml
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Ago/2010

Fonte: Folha / Uol

Suplementos de cálcio comuns ingeridos por idosos para fortalecer os ossos podem aumentar o risco de ataques cardíacos, segundo estudo divulgado.

Os resultados, publicados no British Medical Journal, sugerem que o papel do cálcio no tratamento da osteoporose deve ser reconsiderado, afirmaram os pesquisadores.
Comprimidos de cálcio são normalmente prescritos para melhorar a saúde do esqueleto, mas um ensaio clínico recente sugeriu que eles poderiam aumentar o número de ataques cardíacos e outros problemas cardiovasculares em mulheres idosas saudáveis.
Para investigar mais, uma equipe internacional de pesquisadores liderada por Ian Reid, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, revisou 11 estudos clínicos realizados com 12.000 pacientes.
Eles descobriram que os suplementos foram associados a um salto de cerca de 30% no risco de ataque cardíaco.
As chances de ter um AVC (acidente vascular cerebral) também aumentaram, em menor grau.
A relação foi consistente em todos os ensaios, independente da idade, sexo e tipo de suplemento.
Embora o risco adicional é modesto para qualquer indivíduo, o uso generalizado de suplementos de cálcio pode significar uma possibilidade muito maior de contrair a doença em toda a população, advertiram os autores.
Estudos anteriores descobriram que a elevar a ingestão de cálcio por mudanças na alimentação não aumenta os problemas cardiovasculares, sugerindo que os riscos estão restritos aos suplementos.
Em um comentário, John Cleland, da Universidade de Hull, no Reino Unido, e seus colegas salientam que, independentemente dos possíveis impactos sobre as taxas de ataque cardíaco, os suplementos de cálcio, provavelmente, não são muito eficientes na redução de fraturas em qualquer caso.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/775498-estudo-associa-suplementos-de-calcio-a-ataques-cardiacos.shtml

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Jul / 2010

Fonte: Diário da Saúde

Deficiência de vitamina D é associada com declínio cognitivo

Falta de vitamina D

Idosos com baixos níveis de vitamina D são mais propensos a ter dificuldades de raciocínio, aprendizagem e memória.
Os cientistas citam estudos – realizados na Europa e nos Estados Unidos – que estimam a deficiência de vitamina D em idosos que variam de 40 por cento até 100 por cento! No Brasil, essa insuficiência de vitamina D foi detectada também em jovens.

Importância da vitamina D

A falta de vitamina D tem sido associada a fraturas, várias doenças crônicas e morte.
A vitamina D pode ajudar a prevenir a degeneração do tecido cerebral por ter um papel importante na formação dos neurônios, mantendo os níveis de cálcio no organismo, ou eliminando a beta-amilóide, a substância que forma placas e emaranhados no cérebro associados com o Mal de Alzheimer.
Outros estudos relacionam a falta de vitamina D com hipertensão em mulheres, gripe e problemas de coração.

Testes cognitivos

J. David Llewellyn e seus colegas da Universidade de Exeter, na Inglaterra, analisaram os níveis de vitamina D no sangue de 858 adultos com 65 anos de idade ou mais, quando o estudo começou em 1998.
Em duas etapas posteriores, três anos depois, e seis anos depois do início do estudo, foram realizados três testes cognitivos, um avaliando a cognição global, um enfocando a atenção e outro que deu maior ênfase na função executiva – a capacidade de planejar, organizar e priorizar.

Deficiência cognitiva e executiva

Os participantes que tinham deficiência grave em vitamina D (níveis sanguíneos de 25-hidroxivitamina D menor que 25 nanomoles por litro) apresentaram 60% mais chances de apresentarem um declínio cognitivo substancial no período de seis anos, e 31% mais probabilidade de apresentar declínios no teste que mede a função executiva do que aqueles com níveis de vitamina D normal.
Nenhuma associação significativa foi observada entre os níveis de vitamina D e o segundo teste, que mediu a atenção.
“A associação permaneceu significativa depois de ajustes para eliminar uma vasta gama de potenciais fatores de confusão, e depois que as análises foram restritas aos idosos que não tinham sinais de demência no início do estudo,” escrevem os cientistas em seu artigo, publicado no Archives of Internal Medicine.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=vitamina-d-declinio-cognitivo&id=5444

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Jul / 2010

Fonte: Diário da Saúde / Agência USP

Creatina ajuda a controlar glicemia em diabéticos tipo 2

Suplemento de creatina

A suplementação alimentar de creatina, um composto derivado de aminoácidos, aliada a exercícios físicos regulares, melhora o controle glicêmico de pessoas com diabetes do tipo 2.
Pesquisas do Laboratório de Nutrição e Metabolismo da USP revelam que a creatina ajuda a controlar a taxa de açúcar no sangue, que se apresenta elevada em diabéticos.
A segurança do composto também foi comprovada, pois não foram observadas alterações ou sobrecarga das funções renal e hepática nos diabéticos participantes do estudo.

Diabetes tipo 2

A diabetes do tipo 2 é caracterizada pela incapacidade das células absorverem glicose da corrente sanguínea, o que é explicado pela resistência do organismo à ação da insulina.
As principais indicações médicas para o controle da doença são a prática de atividades físicas e o uso de hipoglicemiantes orais.
“Ambos ajudam a jogar o açúcar para dentro da célula e a creatina pode ter um papel nessa função também”, declara Bruno Gualano, professor do Departamento de Biodinâmica do Movimento Humano e autor da pesquisa.

Creatina mais exercícios

Os estudos constataram que a suplementação de creatina, juntamente com os exercícios físicos, é mais eficiente no tratamento da doença do que os exercícios praticados isoladamente e tão eficiente quanto à metformina – medicamento mais empregado no tratamento de diabetes do tipo 2.
Além disso, Gualano ressalta que a eficácia da creatina foi observada em conjunto às atividades, ou seja, apenas a suplementação de creatina, sem treinamento físico, poderia não resultar em benefícios.
As melhoras observadas se explicam pois a creatina atuou no deslocamento, chamado de translocação, da proteína GLUT-4. “Ela fica dentro das células. Sua função é se deslocar do interior até a superfície, ‘pegar’ o açúcar que está fora, no sangue, e transferi-lo para dentro da célula”, explica Gualano.
Em diabéticos tipo 2 essa função não é realizada em níveis adequados. “A creatina atuou nesse aspecto, elevando a translocação de GLUT-4 a níveis similares aos observados em pessoas sem a doença”, completa.

Liberação da creatina

Até o fim de abril, suplementos alimentares de creatina tinham sua comercialização proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pois se alegava que os efeitos nocivos à saúde não eram conhecidos.
Porém, inúmeras pesquisas científicas já comprovaram que o composto – produzido naturalmente pelo organismo – não é prejudicial à saúde se ingerido com moderação.
As pesquisas da EEFE constataram, mais uma vez, a segurança da creatina. Não houve nenhum tipo de prejuízo à saúde dos pacientes que ingeriram o composto, em doses de cinco gramas por dia, ao longo de três meses. Uma possível sobrecarga das funções renal e hepática também não foi observada – veja também Suplementação com creatina não prejudica funcionamento dos rins.
“Um terço dos pacientes tinham doença renal crônica e mesmo assim não foram constatados problemas ou alterações. O mesmo vale em relação ao fígado”, aponta Gualano, que acrescenta: “A creatina tem um potencial terapêutico excepcional e pode ser essencial no tratamento de muitas doenças caracterizadas por perdas de força, massa muscular, cognição, massa óssea e sensibilidade à insulina.”

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=creatina-controle-glicemia-diabetes&id=5507

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Jul / 2010

Fonte: Diário da Saúde

Óleo de peixe reduz risco de câncer de mama

Suplemento de óleo de peixe

O uso regular de suplementos alimentares de óleo de peixe, que contêm elevados níveis do ácido graxo ômega-3 está associado com uma redução de 32% do risco de câncer de mama.
A descoberta, publicada no último exemplar da revista médica Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, foi coordenada pela Dra Emily White, do Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle, nos Estados Unidos.
A redução do risco mostrada no estudo está restrita ao câncer de mama dutal invasivo, o tipo mais comum da doença.

Ômega-3 concentrado

O estudo, feito ao longo de seis anos, usou um extensivo questionário de 24 páginas, resultando na identificação de 880 casos de câncer entre as participantes.
Os pesquisadores afirmam que este é o primeiro estudo a demonstrar uma ligação entre o uso de suplementos de óleo de peixe e uma redução na incidência do câncer de mama. Estudos envolvendo a ingestão de peixe e ômega 3 distribuídos nos alimentos da dieta normal têm mostrado resultados inconsistentes.
“Pode ser que a quantidade de ácidos graxos ômega-3 presentes nos suplementos de óleo de peixe sejam mais altos do que a maioria das pessoas ingere em sua dieta normal,” diz a Dra. White.
O uso de outros suplementos alimentares especiais, muitos dos quais são comumente adotados pelas mulheres para combater os efeitos da menopausa, não mostraram nenhuma associação com o risco de câncer de mama.

Cautela

Mas a pesquisadora também é cautelosa quanto a recomendações de ingestão de suplementos de óleo de peixe com base em apenas um estudo.
Sem estudos de confirmação tratando especificamente da mesma associação, nós não podemos tirar conclusões sobre uma relação causal,” diz ela.
“É muito raro que um único estudo possa ser usado para fazer uma recomendação em larga escala. Ao longo de um período de tempo, conforme outros estudos vão confirmando um ao outro, então nós começamos a fazer recomendações à população,” diz o Dr. Edward Giovannucci, editor da revista onde a pesquisa foi publicada.

Óleo de peixe

Ainda assim, o óleo de peixe continua a entusiasmar muitos pesquisadores, conforme vão surgindo indícios crescentes sobre o efeito protetor do ômega-3 contra doenças cardiovasculares e, agora, contra o câncer.
Pesquisadores da Universidade de Harvard, também nos Estados Unidos, estão atualmente convocando voluntários para um estudo sobre o efeito da vitamina D e do ômega-3, incluindo a ingestão de suplementos de óleo de peixe, sobre o câncer as doenças do coração e o derrame.
Recentemente, um estudo coordenado pela NASA, interessada em aplicações para os astronautas, concluiu que o ômega-3 evita a perda óssea.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=oleo-peixe-reduz-risco-cancer-mama&id=5435

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Jul / 2010

Fonte: Diário da Saúde

Barbatimão é eficaz contra veneno da cobra surucucu

Soro antiofídico

Uma pesquisa realizada na Universidade Federal Fluminense (UFF) revelou que o barbatimão, uma planta medicinal da biodiversidade brasileira, pode neutralizar o veneno da cobra surucucu.
A descoberta dessa propriedade do barbatimão pode significar um antídoto quase 50% mais barato do que o soro antiofídico usado atualmente.

Surucucu

De acordo com o orientador do estudo, o biomédico e professor do Instituto de Biologia da UFF André Lopes Fuly, a surucucu “é uma serpente que, apesar de registrar número de acidentes no Brasil pequeno [2% do total de mais de 49 mil casos registrados entre 2001 a 2006 pelo Ministério da Saúde], quando comparada com jararaca, responsável por 90% dos ataques, o índice de letalidade dela é bastante expressivo, três vezes mais letal que o da jararaca”.
Fuly destacou ainda que o baixo número de acidentes também compromete a produção do soro para o veneno da surucucu. Para o biomédico, a escassez de pesquisas é apenas um dos aspectos que justificam a busca por alternativas antiofídicas.
“O soro é produzido por três laboratórios públicos no Brasil [Instituto Vital Brazil, em Niterói; Instituto Butantan, em São Paulo, e Fundação Ezequiel Dias, de Belo Horizonte] e tem vantagens e desvantagens, como qualquer outro tratamento. A vantagem é que, apesar do índice elevado de acidentes [com cobras], o número de óbitos é baixo. Mas as desvantagens são importantes, como as reações alérgicas dos pacientes [de 30% a 40% dos casos], que podem evoluir para o óbito, o processo de produção e logística de transportes é caro e, ainda, o soro não reverte os efeitos do veneno com 100% de eficácia”, explicou Fuly.

Barbatimão

A tese desenvolvida pelo pesquisador Rafael Cisne de Paula, sob a orientação de André, revelou ainda que o barbatimão, já reconhecido pela Agência Nacional de Saúde (Anvisa) como medicamento fitoterápico com propriedades cicatrizantes e antidiarreicas, foi eficiente também na inibição do veneno da surucucu, mesmo depois de submetida ao aquecimento de 80 graus Celsius.
“Dez gramas [da planta] podem ser comprados, na internet, por R$ 10. Dez gramas é uma quantidade razoável para fazer o chá e guardar, já que [o chá] não requer tantos cuidados como o soro para armazenamento. Isso já reduz muito o custo da logística e da produção”, explicou o orientador do estudo.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=barbatimao-eficaz-contra-veneno-cobra-surucucu&id=5484
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Jul / 2010

Fonte: Folha.com

Mel pode ser nova arma contra bactérias resistentes

Cientistas da Universidade de Amsterdã não apenas comprovaram a ação antibacteriana do mel como mostraram que ele pode neutralizar bactérias resistentes a antibióticos, como Staphylococcus aureus e E. coli.
Os pesquisadores também deram um passo além na busca de novas formas de prevenir e tratar infecções ao descobrir qual é a substância do mel que tem essa ação.
Batizada com o sugestivo nome de defensin-1, trata-se de uma proteína presente no organismo das abelhas, por elas acrescentada ao mel.
“É importante encontrarmos produtos naturais que desativam bactérias. Eles não têm a toxicidade dos medicamentos e podem ser usados em quantidades maiores”, diz o infectologista Marcos Boulos, da Faculdade de Medicina da USP.
O uso popular do mel para tratar sintomas como dor de garganta mostra que ele tem alguma eficácia, segundo Boulos. Porém, o mel “in natura” não oferece garantia de controle da infecção.
“Além da questão da qualidade do mel, não sabemos se a substância ativa foi ingerida em concentração suficiente. A vantagem da pesquisa foi isolar a substância, o que pode levar ao desenvolvimento de produtos eficazes para cura e prevenção de infecções”, diz o médico.
Segundo o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, o mel é um nutriente de alto valor energético, que pode ajudar o sistema imunológico, mas o uso contra infecções ainda tem que ser muito estudado.
Durval Ribas, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, diz que há alguns estudos mostrando a ação anti-inflamatória e bactericida do mel em infecções de pele. “Mas ainda não podemos confirmar o uso médico”, acrescenta.
Para os autores da pesquisa, publicada no jornal da Federação das Sociedades Americanas para Biologia Experimental, o mecanismo de ação foi esclarecido.
Eles afirmam que tanto o mel quanto a substância antibacteriana isolada (a defensin 1) têm alto valor na prevenção e no tratamento de infecções por bactérias resistentes a antibióticos.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/766694-mel-pode-ser-nova-arma-contra-bacterias-resistentes.shtml

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Jul / 2010

Fonte: Folha.com / New York Times

Açúcar em excesso eleva pressão arterial

Um estudo sugere que alimentos com alto teor de açúcar adicionado podem aumentar o risco de pressão alta.
Pesquisadores analisaram dados para 4.538 adultos sem histórico de hipertensão que participaram da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição, nos EUA, de 2003 a 2006.
Aqueles que consumiram pelo menos 73,7 g por dia de frutose na forma de açúcar ou xarope de milho com alto teor de frutose tiveram o dobro do risco de apresentar pressão sistólica mais alta que 16. A pressão sistólica é o número que fica acima na medição, que significa a pressão sanguínea quando o coração está bombeando. O ideal é que não fique acima de 12.
“A pressão sistólica é o que realmente interessa aos médicos, porque está relacionada a consequências, e seu aumento pode ser dramático”, disse Michel Chonchol, professor de medicina da Universidade do Colorado, em Denver, e principal autor do artigo, publicado no “The Journal of the American Society of Nephrology”.
Mas Chonchol alertou que mais pesquisas são necessárias para provar que o açúcar desempenhou um papel causal sobre a hipertensão. “Isso precisa ser provado com o próximo passo, que é um teste controlado randomizado.”
A Associação Americana do Coração recomenda limitar a quantidade de alimentos e bebidas com açúcar adicionado. Numa declaração do ano passado, a associação disse que “evidências emergentes, porém inconclusivas” sugerem que “o aumento da ingestão de açúcar adicionado possa aumentar a pressão sanguínea”.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/766443-acucar-em-excesso-eleva-pressao-arterial.shtml

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Jul / 2010

Fonte: Folha

Massagem é alternativa a analgésico contra dor de cabeça, dizem médicos

Uma sessão de 30 minutos de massagem pode ter o mesmo efeito de analgésicos na melhora da dor de cabeça. Sem as desvantagens do remédio, que, usado com frequência, piora o quadro e torna o problema crônico.
A eficácia da massagem na cabeça e no pescoço foi demonstrada em um estudo controlado feito na Universidade de Granada (Espanha).
Na pesquisa, os participantes com crise de dor de cabeça do tipo tensional tratados com massagem tiveram melhora da dor, menor nervosismo e ansiedade e maior estabilidade da frequência cardíaca. Os efeitos se prolongaram por 24 horas.
“Já havia estudos mostrando benefícios da massagem na prevenção da dor. Esse é o primeiro que mostra efeito na crise”, diz Mario Peres, neurologista do hospital Albert Einstein.
Para Peres, os resultados da pesquisa são bastante interessantes porque ajudam no processo de retirada de analgésicos, usados pela maioria dos pacientes com dor de cabeça crônica.
Segundo Deusvenir de Souza Carvalho, coordenador do ambulatório de cefaleia da Unifesp, pesquisas nacionais mostram que pelo menos 12% dos brasileiros sofrem de dor de cabeça do tipo tensional.
Diferentemente da enxaqueca, esse tipo de cefaleia não provoca náusea, vômito e sensibilidade à luz. A dor se distribui igualmente pela cabeça e se caracteriza por uma sensação de peso ou de algo apertando o crânio.
A pesquisa prova o efeito da massagem feita por especialista apenas para esse tipo de dor de cabeça. Para os médicos, os resultados não se aplicam à automassagem.

VICIADOS EM REMÉDIOS

“O trabalho é importante, porque a maioria dos pacientes com o tipo tensional de dor só procura o médico quando já está viciada em remédios”, diz o neurologista Carlos Eduardo Altieri, do hospital Sírio-Libanês.
Para ele, uma das causas da cronificação da dor é o fato de as pessoas confiarem demais nos analgésicos e não aderirem aos tratamentos físicos, como massagem, fisioterapia e acupuntura.
“O remédio tem, no começo, efeito imediato, e as pessoas confiam nisso. Essa pesquisa prova que a massagem também “aborta” a dor, sem a desvantagem do rebote [volta da dor depois que passa efeito da droga]”, diz Altieri.

Mais informações e ilustrações da matéria, acesse o link:
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/766130-massagem-e-alternativa-a-analgesico-contra-dor-de-cabeca-dizem-medicos.shtml

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Jul / 2010

Fonte: Diário da Saúde / Fapesp

Vitamina D diminui risco de Mal de Parkinson

Super vitamina

Um novo estudo indicou que pessoas com níveis elevados de vitamina D podem ter menor risco de desenvolver doença de Parkinson. O trabalho foi publicado na edição de julho do periódico Archives of Neurology.
O papel da vitamina D na saúde óssea é conhecido, mas estudos anteriores apontaram a relação também com problemas como diabetes, doenças cardiovasculares, câncer e para ativar o sistema imunológico.

Vitamina D e Parkinson

Paul Knekt e seus colegas do Instituto Nacional para Saúde e Bem-Estar da Finlândia, acompanharam 3.173 homens e mulheres com idades entre 50 e 79 anos e que não tinham diagnóstico de Parkinson no início do estudo, entre 1978 e 1980.
Os participantes completaram questionários e foram submetidos a entrevistas sobre aspectos de saúde e socioeconômicos. Também foram examinados e forneceram amostras de sangue para análise.
Em um período de 29 anos, até 2007, os pesquisadores observaram que 50 dos participantes desenvolveram doença de Parkinson.
Após serem feitos os ajustes para fatores potencialmente relacionados (como atividade física e índice de massa corporal), os indivíduos no grupo com níveis mais elevados da vitamina D apresentaram 67% menos risco de desenvolver a doença do que o grupo com menores níveis – os participantes foram divididos em quatro grupos com relação aos níveis da vitamina.
“Apesar dos níveis baixos de vitamina D em geral na população estudada, uma relação de dose e resposta foi encontrada. O estudo foi conduzido na Finlândia, onde há exposição restrita à luz solar e, portanto, tem como base uma população com níveis continuamente baixos da vitamina”, disse Knekt.

Deficiência crônica de vitamina D

“De fato, o nível médio da vitamina D na população estudada é cerca da metade do nível considerado ideal, de 75 a 80 nanomoles por litro. Os resultados do estudo são consistentes com a hipótese de que uma deficiência crônica de vitamina D é um fator de risco para Parkinson”, destacou.
Segundo os pesquisadores, os mecanismos pelos quais os níveis da vitamina podem afetar o desenvolvimento da doença são desconhecidos, mas o nutriente exerce um efeito protetor no cérebro por meio de atividades antioxidantes, da regulação de níveis de cálcio, da desintoxicação, da modulação do sistema imunológico e da melhoria na condução de eletricidade nos neurônios.
“O estudo reúne os primeiros dados promissores em humanos que sugerem que um estado inadequado de vitamina D está associado com o risco de desenvolver Parkinson, mas outras pesquisas são necessárias, tanto básicas como clínicas, para elucidar o papel, mecanismos e concentrações exatas”, disse Marian Leslie Evatt, da Universidade Emory, nos Estados Unidos, em editorial na revista sobre o estudo.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=vitamina-d-mal-parkinson&id=5446
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Jul / 2010

Fonte: Diário da Saúde / USP

Vitaminas e metionina previnem câncer de pulmão

Vitaminas contra o câncer

Uma dieta rica em vitaminas B6, B9 (folato) e B12 e em metionina – um dos 20 tipos de aminoácidos existentes – é eficaz na proteção do organismo contra o câncer de pulmão.
Segundo pesquisas da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, essas substâncias ajudam a prevenir a doença, pois atuam na frente cancerígena, que não está relacionada apenas a mutações genéticas.
Além das causas mais conhecidas da doença, como alterações genéticas, poluição do ar ou fumo, duas outras vias podem aumentar seu risco de incidência: a alteração nos padrões de metilação dos genes e o baixo nível de síntese de nucleotídeos – unidades que formam o DNA.
“É nesses dois caminhos que as vitaminas irão atuar”, explica a pesquisadora Valéria Troncoso Baltar, doutoranda em Saúde Pública na FSP.

Metilação do DNA

A metilação do DNA consiste na adição do radical metil – um átomo de carbono ligado a três átomos de hidrogênio (CH3) – aos genes.
“Ela é necessária porque atua na manutenção, regulação e integridade do código genético”, afirma Valéria. Porém, a metilação em padrões inadequados, em excesso ou em falta, tem efeito cancerígeno.
O consumo das vitaminas em níveis satisfatórios mantém os padrões adequados de metilação porque elas atuam no ciclo de re-metilação. Tal ciclo trabalha em equilíbrio com os aminoácidos metionina e homocisteína, que por meio de processos químicos se transformam um no outro.
Se o equilíbrio for rompido, o nível adequado de metilação do DNA também é afetado e isso pode desencadear o câncer. Segundo Valéria, este ciclo “pode ser quebrado pela falta de vitaminas B6 e B12 e do folato”, o que justifica a alimentação balanceada.

Fontes das vitaminas

Os estudos também mostram que, quanto maior a presença de metionina no organismo, menor é a verificação da incidência de câncer de pulmão. Assim, a própria ingestão direta desse aminoácido também é benéfica na prevenção da doença.
As principais fontes de vitamina B6 são cereais e grãos, enquanto vitamina B12 e aminoácido metionina são encontrados em carnes e produtos lácteos. Folhas verdes escuras e feijões são fontes de vitamina B9 (folato).

Síntese de nucleotídeos

Nucleotídeos são as unidades constituintes da fita do DNA, ou seja, do código genético. A produção dessas unidades está ligada à multiplicação celular.
De acordo com as pesquisas, o desenvolvimento do câncer de pulmão também pode estar associado à síntese de nucleotídeos. “Neste caso o folato age de forma mais direta ao atuar na síntese. Seu baixo nível no organismo prejudica a renovação celular, aumentado o risco da doença”, explica a pesquisadora.
Para a realização do estudo foram analisadas 891 amostras de sangue de pessoas com a doença em comparação com 1.747 amostras de pessoas saudáveis. As pesquisas da FSP fazem parte de um grupo de pesquisas maior, que engloba 10 países, cada um buscando causas diferentes para o câncer de pulmão. “Aqui tentamos entender como as substâncias atuam e quais são suas consequências”, declara Valéria.
O estudo teve a orientação do professor Julio Cesar Rodrigues Pereira, do Departamento de Epidemiologia da FSP da USP.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=vitaminas-previnem-cancer-pulmao&id=5419

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Jul / 2010

Fonte: Portal Alert

Coagulação alterada implicada na doença de Alzheimer

Um estudo da Rockefeller University, nos EUA, demonstrou que as proteínas beta-amilóide (que se acumulam no cérebro de pessoas com Alzheimer) interagem com uma proteína que tem um papel importante na coagulação. Trata-se de mais um factor que pode contribuir para o desenvolvimento da doença, refere o estudo publicado na revista “Neuron”.

O estudo liderado por Marta Cortes-Canteli mostrou, em experiências in vitro e in vivo, com ratinhos geneticamente manipulados para apresentarem a doença, que o péptido beta-amilóide, que se acumula à volta das células do cérebro nos doentes com Alzheimer, interage com um agente comum de coagulação do sangue: o fibrinogénio.

Normalmente, perante uma ferida, o fibrinogénio forma coágulos de fibrina para parar a hemorragia. Uma vez curada a ferida, o coágulo sanguíneo dissolve-se e o fluxo de sangue volta ao normal.

O estudo verificou que os coágulos de fibrina formados na presença de beta-amilóide apresentavam uma estrutura anormal tornando a sua diluição mais difícil. Também foi verificado que os ratos com baixos níveis de fibrinogénio apresentaram menos acumulação de beta-amilóide nas paredes dos vasos sanguíneos e um melhor desempenho nas tarefas que necessitavam da memória.

Os autores referem que, com este estudo, foi descoberto um ângulo terapêutico muito promissor, dado que a administração de um fármaco que interrompa essa interacção particular vai normalizar o fluxo sanguíneo cerebral e a função neuronal, mas não vai afectar a coagulação noutros locais do corpo, dado que o péptido beta-amilóide é encontrado principalmente no cérebro.

http://portal.alert-online.com/noticias_de_saude/?key=680B3D50093A6A002E42140A321A2A5C0B683E0A7607507E67587C&utm_source=NL_NOTICIAS&utm_medium=email&utm_campaign=NL_AHP_20100712

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Jul / 2010

Fonte: Folha / Uol

Descobridor do HIV defende a polêmica “memória da água”

Luc Montagnier, agraciado com o Nobel em 2008, tem artigo sobre suposta base física da ação da homeopatia

Seguindo passos de um conterrâneo, ele diz que há evidências em favor de ideia atacada pela maioria dos cientistas

O vencedor do Nobel Luc Montagnier concede entrevista na Costa do Marfim, em 2008 – Foto: Associated Press.

Diz-se em Lindau (sul da Alemanha) que a cidade se torna a mais brilhante do mundo por uma semana, a cada ano, com o Encontro de Prêmios Nobel. Para esta 60ª edição vieram 59 laureados. Um deles, porém, parece disposto a contradizer o ditado.
O francês Luc Montagnier dividiu o prêmio em Medicina ou Fisiologia de 2008 com a ex-colega Françoise Barré-Sinoussi pela descoberta do vírus da Aids. Aos 77 anos, surpreendeu a plateia de 675 jovens pesquisadores com a palestra “O DNA entre a Física e a Biologia”.
Poderia ter usado o título “Memória da Água”. Durante meia hora, na segunda-feira, discorreu sobre marcas que seriam deixadas pelo DNA de algumas bactérias e alguns víru s no arranjo de moléculas de água, mesmo após sucessivas diluições.
O tema é ultracontroverso. Em 1988, o periódico científico “Nature” veiculou trabalho similar de Jacques Benveniste (morto em 2004). Em seguida, denunciou o trabalho como fraude. A “memória da água”, tema caro a homeopatas, virou tabu.
Montagnier não só ressuscitou tese equivalente como deu ainda sua explicação para o fenômeno, que chamou de “ressonância”: as modificações de estrutura na água emitiriam sinais eletromagnéticos. Um tubo de ensaio ao lado da água memoriosa “contrairia” a informação.
Num dos dois artigos que publicou sobre o assunto em 2009, cita Benveniste como fonte do aparelho empregado para captar os sinais.

MEMÓRIA APLICADA

Sua ideia agora é usar o suposto fenômeno para diagnóstico. Uma das aplicações com que sonha é encontrar vestígios do vírus HIV ocultos no sangue de pacientes mesmo dep oi s que a carga viral é zerada com drogas.
Barré-Sinoussi falou logo depois de Montagnier. Não disse uma palavra sobre as pesquisas do colaureado.
A sucessão de painéis, na parte da manhã, não admite a realização de perguntas. Já na parte da tarde, os premiados se encontram com grupos menores de pesquisadores, em que jornalistas não podem fazer perguntas.
Montagnier foi procurado por menos de 30 pesquisadores, entre eles alguns que não conseguiram lugar nas sessões paralelas mais concorridas. O geneticista Nelson Fagundes -um dos cinco brasileiros entre os 675- estava lá.
Fagundes conta que Montagnier foi bombardeado com perguntas. O brasileiro perguntou ao colega do lado se era só ele que não estava acreditando. Recebeu resposta negativa.
Os dois trabalhos de Montagnier sobre o assunto saíram num novo periódico científico editado na China, “Interdisciplinary Sciences – Computational Life Sciences”. O prim eiro deles foi recebido no dia 3 de janeiro, revisado dia 5 e aceito dia 6. Noutras revistas científicas, isso pode demorar meses.
Já há blogueiros defendendo que ele ganhe o Ig Nobel, prêmio satírico para “pesquisas que não podem e não devem ser reproduzidas”.

O repórter especial Marcelo Leite viajou à Alemanha para o 60º Encontro de Prêmios Nobel a convite da Fundação Encontro de Prêmios Nobel de Lindau

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe3006201001.htm

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Jun / 2010

Fonte: Folha.com

Estudo associa fumo passivo a doença mental

Sabe-se que os fumantes sofrem de índices maiores de depressão e outros problemas mentais; agora, um novo estudo relata que até mesmo os fumantes passivos possuem um risco significativamente mais alto e maior probabilidade de serem hospitalizados por doenças mentais.
O estudo analisou dados da Pesquisa Escocesa de Saúde, entre 1998 e 2003, uma observação periódica de uma amostra nacionalmente representativa de cerca de 5.560 adultos não-fumantes e 2.595 fumantes. Os pesquisadores usaram um questionário com 12 itens para avaliar a saúde mental, incluindo problemas de sono e sintomas de depressão e ansiedade. Os níveis salivares de cotinina, um subproduto da nicotina, foram usados para medir a exposição à fumaça de cigarro.
Fumantes passivos tiveram probabilidade 1,5 vezes maior de sofrer de sintomas de transtorno psicológico em comparação aos não-fumantes que não se expuseram à fumaça, segundo o estudo. E o risco aumenta quanto maior for a exposição ao fumo passivo.
Embora as hospitalizações psiquiátricas tenham sido raras em geral, os não-fumantes que se expuseram à fumaça também tiveram quase três vezes mais chances de darem entrada num hospital psiquiátrico, de acordo com o estudo, que foi publicado online em 7 de junho no “Archives of General Psychiatry”.
Embora se conheça há muito tempo a associação entre o tabagismo e problemas de saúde mental, os pesquisadores nunca puderam estabelecer se as pessoas com doença mental têm maior tendência a adotar o hábito de fumar, ou se o fumo pode de fato ajudar a causar a doença mental, disse Mark Hamer, o principal autor do estudo e pesquisador sênior da University College London.
“Esta pesquisa de alguma forma sugere que a nicotina tem algum tipo de impacto na saúde mental”, disse Hamer. “Mas, é claro, precisamos investigar mais”.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/754833-estudo-associa-fumo-passivo-a-doenca-mental.shtml

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Jun / 2010

Fonte: BBC Brasil

Café e chá protegem contra problemas cardíacos, diz estudo

Tomar várias xícaras de café ou chá por dia pode proteger o consumidor de doenças cardíacas, segundo um estudo holandês realizado durante 13 anos.
As pessoas que tomavam mais de seis xícaras de chá por dia reduziram o risco de doenças do coração em um terço, segundo a pesquisa, que envolveu 40 mil pessoas.
O consumo de dois a quatro cafés por dia também estaria ligado a um risco menor.
Enquanto o efeito protetor cessava com mais de quatro xícaras de café por dia, até aqueles que bebiam esta quantidade não apresentavam riscos maiores de morrer por nenhuma causa, incluindo derrame e câncer, do que aqueles que não bebiam nada.
Os holandeses costumam tomar café com uma pequena quantidade de leite e chá sem leite. Houve descobertas conflitantes sobre a influência do leite nos polifenóis, considerados a substância mais benéfica encontrada no chá.
O café tem propriedades que poderiam em teoria aumentar e reduzir os riscos simultaneamente –potencialmente aumentar o colesterol ao mesmo tempo em que combate o prejuízo inflamatório associado à doença cardíaca.
Porém, o estudo publicado no “Journal of the American Heart Association” concluiu que os que tomavam entre dois e quatro xícaras por dia diminuíam os riscos da doença em 20%.
“É basicamente uma história de boas notícias para aqueles que gostam de chá e café. Estas bebidas parecem oferecer benefícios para o coração sem aumentar o risco de morte de alguma outra causa”, afirmou Yvonne van der Schouw, que liderou a pesquisa.
Ellen Mason, da British Heart Foundation, disse que o estudo reforça os indícios de que tomar chá e café em moderação não é prejudicial à maioria das pessoas e pode até reduzir o risco de desenvolver, ou morrer, de doenças cardíacas.
“Porém, é bom lembrar que levar uma vida saudável é o que realmente importa quando se quer deixar o coração em boas condições. Fumar um cigarro com seu café cancelaria completamente qualquer benefício, e tomar muito chá em frente à televisão durante horas sem fim sem se exercitar provavelmente não protegeria muito seu coração”, afirmou Mason.

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/753726-cafe-e-cha-protegem-contra-problemas-cardiacos-diz-estudo.shtml

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Jun / 2010

Fonte: BBC Brasil

Vitamina B diminui risco de câncer de pulmão, sugere estudo

Um estudo europeu indicou que pessoas com alta concentração de vitamina B no sangue parecem apresentar risco menor de desenvolver câncer de pulmão.
Os altos níveis de vitamina B6 e do aminoácido metionina cortam o risco pela metade, sugere o estudo, que acompanhou 400 mil pessoas por oito anos.
A vitamina e o aminoácido estão presentes em vários tipos de nozes, peixe e carne vermelha, e também podem ser tomados sob a forma de suplementos.publicado.
O estudo foi publicado pela revista especializada Journal of the American Medical Association. Segundo especialistas ouvidos pela revista, entretanto, parar de fumar continua sendo a melhor maneira de reduzir o câncer de pulmão.
Eles afirmam que ainda é muito cedo para determinar se o consumo de vitaminas traria alguma proteção adicional, já que os níveis mais altos de vitamina B e aminoácidos poderiam simplesmente ser resultado de um estilo de vida mais saudável, o que, por si só, reduziria o risco de câncer.
De acordo com o Fundo Mundial para Pesquisas sobre o Câncer (WCRF, na sigla em inglês), envolvido no estudo, ainda são necessárias novas pesquisas para determinar se o aumento da vitamina B na dieta pode realmente diminuir o risco de câncer e para entender a razão disso.

Dieta saudável

A cientista Panagiota Mitrou, do WCRF, afirmou: “Essas descobertas são muito animadoras já que são importantes para entender o processo de câncer de pulmão e poderiam ter implicações em sua prevenção”.
“Mas apesar de este ser um importante estudo, é vital que passemos aos fumantes a mensagem de que aumentar os níveis de vitamina B6 não é – e nunca será – um substituto para parar de fumar.”
Mas se o resultado for confirmado, isso poderia significar que ex-fumantes e pessoas que nunca fumaram podem fazer algo positivo para diminuir seu risco de desenvolver câncer de pulmão, disse a médica.
O estudo acompanhou quase 400 mil pessoas em 10 países europeus ao longo de oito anos.
Entre elas, estavam pessoas que nunca fumaram, fumantes e ex-fumantes.
Independentemente de fumarem ou não, as pessoas com níveis mais altos de vitamina B6 e metionina no sangue pareciam estar protegidas contra o câncer de pulmão.
Um número muito menor de pessoas neste grupo desenvolveu tumores no pulmão ao longo do estudo, em comparação com as pessoas com a concentração mais baixa destes nutrientes no sangue – 129 pessoas contra 408 respectivamente, de um total de 899 casos de câncer entre os pacientes acompanhados.
O pesquisador chefe do estudo, Paul Brennan, da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer, afirmou: “Se novas pesquisas confirmarem nossas conclusões, então o próximo passo será identificar o nível ótimo de concentração de vitamina B no sangue para reduzir o risco futuro de câncer”.
A médica Joanna Owens, do instituto Cancer Research UK, afirmou: “Apesar de este estudo sugerir uma relação entre os níveis de vitamina B no sangue e a redução do risco de câncer de pulmão, isso não prova que a vitamina B possa diretamente proteger contra a doença”.
“A forma mais importante de se proteger contra o câncer de pulmão é parar de fumar. Nenhuma quantidade de vitaminas pode contrabalançar os riscos apresentados pelo fumo.”

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/752410-vitamina-b-diminui-risco-de-cancer-de-pulmao-sugere-estudo.shtml

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Jun / 2010

Fonte: Diário da Saúde

Descoberta triplica efeitos da acupuntura contra a dor

Acupuntura turbinada

Cientistas deram mais um passo importante para compreenderem como o simples espetar de algumas agulhas no corpo é capaz de aliviar a dor.
Em um artigo publicado na revista Nature Neuroscience, a equipe da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, identificou a molécula adenosina como um elemento central na ativação no corpo de alguns dos efeitos da acupuntura.
Partindo desse novo conhecimento, os cientistas foram capazes de triplicar os efeitos benéficos da acupuntura em camundongos por meio da adição de um medicamento aprovado para tratar a leucemia.

Adenosina

A adenosina é um composto natural conhecido por seu papel na regulação do sono, por seus efeitos sobre o coração, e pelas suas propriedades anti-inflamatórias.
Mas a adenosina também atua como um analgésico natural, tornando-se ativa na pele após um ferimento para inibir os sinais nervosos e aliviar a dor de uma forma semelhante ao que faz a lidocaína.
No estudo, os cientistas descobriram que esta substância química é também muito ativa nos tecidos mais profundos afetados pela acupuntura.
Os pesquisadores analisaram os efeitos da acupuntura no sistema nervoso periférico – os nervos do nosso corpo que não são parte do cérebro e da medula espinhal.

Base científica da acupuntura

Segundo Maiken Nedergaard, as novas descobertas vêm adicionar ainda mais suporte científico à acupuntura.
“A acupuntura tem sido um pilar do tratamento médico em algumas partes do mundo por 4.000 anos, mas, como ela ainda não foi compreendida completamente, muitas pessoas se mantiveram céticas”, afirma Nedergaard.
A pesquisa complementa um rico corpo de trabalhos que mostram que, no sistema nervoso central, a acupuntura cria sinais que levam o cérebro a produzir as endorfinas, analgésicos naturais.
“Neste trabalho, nós fornecemos informações sobre um mecanismo físico pelo qual a acupuntura reduz a dor no corpo,” acrescenta a pesquisadora.

Acupuntura três vezes melhor

Assim que reconheceram o papel da adenosina, os cientistas começaram a explorar os efeitos de uma droga contra o câncer, chamado deoxicoformicina, que dificulta a remoção da adenosina pelos tecidos.
O composto aumentou dramaticamente os efeitos do tratamento com acupuntura, quase triplicando o acúmulo de adenosina nos músculos e mais do que triplicando o tempo de eficácia do tratamento.
“É claro que a acupuntura pode ativar uma série de mecanismos diferentes,” acrescenta Josephine P. Briggs, coautora do estudo. “Este estudo extremamente cuidadoso identificou a adenosina como um novo participante nesse processo. É uma contribuição interessante para a nossa crescente compreensão da complexa intervenção que é a acupuntura.”

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=acupuntura-contra-dor&id=5383

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Jun / 2010

Fonte: Diário da Saúde

Vinho tinto e chá verde interrompem câncer de próstata

Polifenóis

Um novo estudo publicado no periódico médico FASEB Journal sugere que os polifenóis presentes no vinho tinto e no chá verde podem interromper uma via de sinalização celular ligada ao câncer de próstata.
Os pesquisadores verificaram que a interrupção dessa via pode retardar ou mesmo interromper o surgimento, a propagação e a progressão do câncer de próstata.
Segundo os cientistas, eles agora sabem exatamente por que os polifenóis do vinho tinto e do chá verde inibem o crescimento do câncer.

Vinho tinto e chá verde

Em seu artigo, eles explicam como os antioxidantes do vinho tinto e do chá verde produzem um efeito combinado para interromper a via de sinalização celular necessária para o crescimento do câncer de próstata e de outros cânceres.
Além de reforçar o efeito preventivo do vinho tinto e do chá verde, a descoberta poderá levar ao desenvolvimento de medicamentos que possam tratar, retardar ou mesmo impedir o surgimento da doença.
“A via de sinalização não desempenha um papel apenas no câncer de próstata, mas também em outros cânceres, como câncer de cólon, câncer de mama e câncer gástrico,” afirma Gerald Weissmann, editor-chefe da revista, em um comentário no qual ele destaca a importância da descoberta.

Via de sinalização

“Mesmo que futuros estudos venham a mostrar que beber vinho tinto e chá verde não seja tão eficaz nos seres humanos como nós esperamos que seja, saber que os compostos presentes nessas bebidas interrompem esta via é um passo importante para o desenvolvimento de medicamentos que atinjam o mesmo objetivo,” diz Weissmann.
Os cientistas fizeram experimentos in vitro que mostraram que a inibição da via SphK1/S1P (quinase-1/esfingosina 1-fosfato esfingosina) era essencial para que os polifenóis do chá verde e vinho matassem as células cancerosas da próstata.
Em seguida, camundongos geneticamente modificados para desenvolver o câncer de próstata humano foram tratados ou não tratados com os polifenóis do chá verde e do vinho. As cobaias tratadas apresentaram redução no crescimento do tumor.

Alimentos saudáveis

“O impacto profundo que os antioxidantes do vinho tinto e do chá verde têm sobre o nosso corpo é maior do que qualquer um poderia ter sonhado a apenas 25 anos atrás,” acrescenta Weissmann.
“Enquanto forem tomados com moderação, todos os sinais mostram que o vinho tinto e o chá verde podem ser classificados entre os mais potentes ‘alimentos saudáveis’ que conhecemos,” conclui ele.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=vinho-tinto-cha-verde-cancer-prostata&id=5349

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Jun/ 2010

Fonte: Uol

Cientistas questionam estudo da OMS sobre celulares e câncer

Um cientista americano e dois europeus divulgaram nesta terça-feira (15) um relatório no qual questionam as conclusões alcançadas pelo estudo sobre a relação entre o uso de telefones celulares e o risco de desenvolvimento de câncer cerebral apresentado em maio pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O trabalho da OMS, intitulado “Interphone”, assegurava que o uso dos aparelhos não aumenta o risco de câncer, apesar de reconhecer que são necessárias mais pesquisas, mas, segundo os três cientistas, a organização subestimou as possibilidades de aparição de tumores provocados pelo uso dos telefones móveis em até 25% dos casos.

Os responsáveis pelo estudo são Lloyd Morgan, da Universidade de Berkeley (Califórnia); Michael Kundi, chefe do Instituto de Saúde Meio Ambiental da Universidade de Viena, e Michael Caldberg, da Universidade de Orebro, na Suécia.

“Quando é aplicado nosso fator de correção, não só encontramos o risco de aparecimento de meningiomas – um tipo de câncer cerebral -, mas, por cada ano que uma pessoa usa o telefone celular, o risco aumenta em 24%”, assegurou Morgan em comunicado de imprensa.

Segundo o cientista, “por cada cem horas de uso de telefone celular, o risco de aparecimento de meningiomas aumenta em 26%”.

“O que descobrimos indica que vai haver uma grande pandemia de tumores cerebrais, a não ser que a população seja alertada a mudar o uso que feito hoje em dia da telefonia celular”, afirmou Morgan, que recomenda que “os telefones celulares devem ser mantidos afastados da cabeça e o corpo”.

Segundo explicou Carlberg no mesmo comunicado, “os resultados do estudo ‘Interphone’ apresentam graves problemas de parcialidade que resultam na subestimação dos riscos. Se aplicamos nosso fator de correção, é demonstrado que o risco real é maior que o apresentado inicialmente”.

O “Interphone”, publicado em maio na revista International Journal of Epidemiology, tem base em análises realizadas a quase 13 mil pessoas, e é a maior pesquisa epidemiológica sobre tumores cerebrais realizada na história da medicina.

“O estudo ia oferecer a resposta final sobre o risco do uso da telefonia celular, mas acabou por despertar mais perguntas que respostas”, disse Kundi no mesmo comunicado, onde fala de “erros no planejamento e problemas durante a execução do estudo”.

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/efe/2010/06/15/cientistas-questionam-estudo-da-oms-sobre-celulares-e-cancer.jhtm
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Jun/ 2010

Fonte: Folha.com

Ioga e corrida podem ser atividades complementares

Correr melhora a capacidade cardiovascular e dá força, o que ajuda a praticar ioga. Já a ioga trabalha alongamento e auto-observação – “fundamentais para qualquer atividade física”, diz Danilo Santaella, formado em educação física pela USP e professor de ioga.

O objetivo máximo da ioga é meditar. As posturas deixam o corpo forte e a mente calma, para a pessoa poder ficar sentada, meditando por longos períodos sem dor.

Eliane Verdério, diretora de uma empresa de eventos esportivos, sempre correu. Há cinco anos, incorporou a ioga à rotina. “Para mim, a combinação de ioga duas vezes por semana e corrida três vezes é a ideal.”

OUVIR O CORPO

Outra vantagem da ioga é treinar a concentração. “Saber ouvir o corpo e ponderar até onde se pode ir é crucial para qualquer atleta”, alerta Santaella.

“A concentração ajuda a suportar caminhadas e corridas longas, muitas vezes monótonas”, explica o professor de ioga Marcos Rojo.

Os exercícios de respiração agem como estímulo parassimpático na modulação do coração. Mas não estimulam o metabolismo aeróbio celular. Por isso, por mais que se treine pranayamas, é bom correr ou caminhar.

Corrida supre aquela vontade de fazer uma atividade de explosão, que faz suar.

O economista Alexandre Pundek Rocha, 56, corre há 30 anos. Antes, intercalava com academia. “Mas notei que meus músculos estavam encurtados”, diz.

Há três anos, trocou a malhação por ioga. Corre três vezes por semana e faz ioga toda noite. “Não dá para comparar o equilíbrio de antes e o de agora. O risco de torcer o pé na corrida diminuiu.”

“Notei também que a angústia dos quatro últimos quilômetros numa corrida de dez mudou. Uso o princípio da ioga de inspirar em três tempos e expirar em seis, que me dá mais resistência. A recuperação é rápida, não fico sentindo a perna por dias.”

A flexibilidade também melhorou, diz Rocha. “Meu corpo mudou. Volto das viagens inteiro. Meu pé não incha. Sempre levei na mala um tênis. Hoje, também levo meu tapetinho.”

Andrea Longhi, 42, maratonista e gerente de marketing, começou a correr depois que teve o primeiro filho. Queria voltar à velha forma, mas não se encontrava em nenhum esporte.

“Meu treinador sugeriu a corrida. Mudou a minha vida”, diz Andrea.

Mas, para ela, a corrida é um esporte que machuca o corpo e que pede um complemento: “A ioga tem uma vibração diferente da corrida ou do trekking de altitude, que também faço. Passei a respirar com calma, minha postura melhorou. A corrida me põe na natureza, vou correr no parque, na montanha, coisa que a ioga não faz. A ioga é você com você, e a corrida é você com o mundo.”

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/747481-ioga-e-corrida-podem-ser-atividades-complementares.shtml
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Jun/ 2010

Fonte: Folha.com

Abuso de álcool causa danos ao cérebro de adolescentes

Um estudo realizado no Instituto de Pesquisa Scripps em La Jolla, na Califórnia, com macacos adolescentes revelou que beber excesso em idade precoce pode causar danos permanentes ao cérebro.

Os piores danos impedem que as células-tronco se tornem neurônios no hipocampo, área do cérebro responsável pela memória e consciência espacial.

Como os cérebros dos macacos e dos humanos se desenvolvem da mesma maneira, a pesquisa sugere que efeitos similares podem ocorrer em adolescentes humanos.

Assim, o estudo reforça o argumento da política antiálcool dos EUA e outras que visam aumentar a idade mínima para os jovens começarem a beber.

INÍCIO PRECOCE

A equipe da pesquisadora Chitra Mandyam serviu bebidas alcoólicas de sabor cítrico a quatro macacos rhesus por uma hora ao dia durante um período de 11 meses. Dois meses depois, os animais foram sacrificados e seus cérebros foram comparados aos dos macacos que não haviam consumido álcool.

Os macacos que bebiam regularmente tiveram de 50% a 90% menos células-tronco em seu hipocampo, em comparação aos outros. “Vimos uma queda profunda nas células vitais”, disse Mandyam.

“É importante saber que o ato de beber com frequência pode matar células-tronco. A perda resulta em danos à memória e a habilidades especiais”, acrescenta.

EFEITOS DURADOUROS

Mandyam acredita que a degeneração pode ter efeito a longo prazo e explica a razão pela qual adolescentes boêmios são mais propensos a desenvolver dependência de álcool quando adultos.

Uma nova medida para combater o consumo de álcool entre menores de idade foi lançada no início deste mês pela Academia Americana de Pediatria (AAP). Ela se baseia em resultados de estudos anteriores que mostraram que 41% das crianças que começam a beber regularmente aos 12 anos de idade desenvolvem dependência ao longo da vida, em comparação a 11% das pessoas que começam a beber aos 18.

“Os resultados apoiam os esforços do US Surgeon General para aumentar a idade mínima que permite que os jovens comecem a beber”, disse Ellen Witt do Instituto Nacional de Abuso do Álcool e Alcoolismo dos EUA em Bethesda, Maryland. “Também é importante reconhecer que bebedeiras podem gerar consequências negativas no cérebro, independente da idade.”

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/746967-abuso-de-alcool-causa-danos-ao-cerebro-de-adolescentes.shtml
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Junho / 2010

Fonte: Blog – Ciência em Dia / Folha Online

Como a acupuntura diminui a dor (em camundongos, pelo menos)

Leio no boletim ScienceNow uma nota preciosa de Dan Ferber sobre acupuntura e seu efeito sobre a dor. Já vou avisando que só fiz aplicações de agulhas uma vez, meio de brincadeira, e que gostei, mas não me livrei da dor de um torcicolo.
Ferber dá conta de um estudo publicado eletronicamente no periódico científico Nature Neuroscience por Maiken Nedergaard, do Centro Médico da Universidade de Rochester, no Estado de Nova York.
Nedergaard aparece como último autor do estudo, o que pelas convenções do ramo significa que ele era o chefe (autor sênior, em geral o dono e senhor do laboratório). A primeira autora é Nanna Goldman, que, apesar do sobrenome, é filha dele – a moça tem 16 anos e realizou a pesquisa como projeto de verão atribuído pelo pai… Parece que Nedergaard quer que ela siga a carreira paterna, não?
O pesquisador não estava satisfeito com nenhuma das duas hipóteses correntes para explicar o efeito analgésico da acupuntura, conta Ferber. A primeira diz que as agulhas estimulam nervos sensíveis à dor, desencadeando a produção de substâncias de tipo opiáceo chamadas endorfinas. Outra atribui a diminuição da dor a um efeito placebo (autossugestão).
Pai e filha se uniram para aprontar com camundongos, os bodes expiatórios de sempre em laboratórios biomédicos (se me permitem a incongruência zoológica).
Primeiro, anestesiaram os roedores e lhes meteram agulhas num ponto da perna consagrado pela tradição chinesa. (Sim, os chineses têm diagramas com pontos de acupuntura para animais; eu mesmo tive um cachorro dachshund CURADO de paralisia das patas traseiras com ajuda de eletroacupuntura, fisioterapia e aplicações de ozônio e laser.) Tiraram amostras de líquidos em volta da agulha, analisaram e descobriram níveis elevados da substância adenosina.
Num segundo passo do experimento, usaram drogas para estimular inflamações nos bichos. Aí deram adenosina para metade deles e compararam as reações dos dois grupos a estímulos dolorosos (como esquentar o local inflamado com laser). Os que tomaram adenosina demoraram mais a recolher o membro inflamado.
Num terceiro passo, testaram a associação de agulhas com adenosina e mostraram que é possível turbinar o efeito da acupuntura: os camundongos demoravam ainda mais para reagir à dor. O mesmo não ocorria, contudo, em roedores com carência de receptores químicos para a adenosina.
Resumindo a ópera: tudo indica que a adenosina é a mediadora do efeito analgésico da acupuntura. Resta saber se funcionará em humanos. Se não funcionar, Nedergaard e a filha se arriscam a ganhar um Prêmio IgNobel como o que foi conferido ao argentino Diego Golombek por “curar jetlag com Viagra… em hamsters”.

Escrito por Marcelo Leite

http://cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br/arch2010-05-30_2010-06-05.html#2010_06-01_15_40_40-129493890-28

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Maio / 2010

Fonte: Folha Online

Ioga melhora a vida do doente com câncer

A prática regular de ioga ao menos duas vezes por semana melhora a qualidade de vida, proporciona um sono melhor, reduz a fadiga e a necessidade de tomar remédios para dormir. Todos esses benefícios foram constatados em estudo feito com 410 pacientes com câncer (a maioria mulheres com tumor de mama). Os resultados serão apresentados em junho no congresso da Asco (Sociedade Americana de Oncologia Clínica). Os pesquisadores dividiram o grupo em dois: metade fez aulas de ioga suave e restauradora (incluindo posturas especiais e exercícios de respiração) e a outra metade era o grupo controle. Ao final de um mês, quem praticou ioga relatou 22% de melhora na qualidade do sono -duas vezes mais do que quem não fez o exercício. O primeiro grupo também afirmou ter reduzido o cansaço pela metade e ter diminuído a quantidade de medicamentos usados para dormir. “Aplicamos essas séries não apenas para pessoas com câncer, mas com outros problemas como dores na coluna, de cabeça, dores menstruais, hérnia de disco, insônia”, afirma Sandro Bosco, professor de iyengar yoga (técnica restauradora) da escola Yoga Dham.

RESPIRAÇÃO

Bosco diz que as posturas restauradoras trabalham focando na abertura do tórax para promover a expansão do aparelho respiratório e, consequentemente, promover a melhoria da respiração. Outro foco dessa modalidade de exercícios é o alinhamento da coluna. “Trabalhar no realinhamento da coluna é como abrir um espaço para readequar os órgãos. Isso melhora a irrigação sanguínea e a oxigenação”, diz.Bosco, que dá aula para mulheres com câncer, diz que elas fazem uma série diferenciada de exercícios em relação às outras alunas: 80% da série é focada nas posturas restauradoras. “São exercícios com a pessoa sentada, deitada, apoiada em uma cadeira, com cobertores, almofadas. Esses objetos reduzem o esforço físico e ajudam o aluno a permanecer na postura correta por mais tempo, aumentando os benefícios”, afirma. Para Paulo de Tarso Lima, membro do Programa de Medicina Integrativa do hospital Albert Einstein, a ioga é um instrumento eficaz na melhoria da respiração. “Um dos grandes benefícios da ioga é que ela ensina as pessoas a “reaprender” a respirar. E as pacientes com câncer de mama têm dificuldades óbvias para respirar porque a cirurgia é no tórax, a respiração fica mais curta e tem todo um fator psicológico envolvido”, afirma. Segundo Lima, se a pessoa aprender a respirar adequadamente, consequentemente sentirá menos cansaço e terá um sono restaurador. “Esse trabalho demonstra, de forma clara, todos os benefícios da ioga já relatados pelos pacientes que fazem uso da terapia complementar e que não tinham respaldo acadêmico”, diz Lima.

OUTROS ESTUDOS

“Esse estudo está em linha com outros que mostram benefícios de práticas como a meditação nesses pacientes”, diz o oncologista Artur Katz, do Sírio-Libanês. Segundo ele, um dos méritos da pesquisa é o fato de ser feita com grupo controle, o que afasta a subjetividade.”Praticar ioga ou meditação pode ajudar a reduzir os níveis de ansiedade, que está relacionada a alguns efeitos colaterais do tratamento do câncer”, diz Katz. “Outros exercícios, como caminhar ou nadar, também promovem benefícios semelhantes”, completa Lima.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/739799-ioga-melhora-a-vida-do-doente-com-cancer.shtml

_________________________________________________________________________________________________________________Maio Maio / 2010

Fonte: Folha Online

Queijo com probióticos pode prevenir doenças e infecções em idosos

Pesquisadores finlandeses encontraram efeitos benéficos do consumo de queijo enriquecido com probióticos para o sistema imunológico de idosos.

Os probióticos são alimentos funcionais com microorganismos vivos que beneficiam a flora intestinal. O estudo, publicado na revista científica “Immunology & Medical Microbiology” investigou o valor do queijo como alimento funcional. Trabalhos anteriores haviam usado leite ou iogurte para esse tipo de teste. A pesquisa analisou o sangue de idosos com mais de 70 anos, residentes de um asilo finlandês. Durante as duas primeiras semanas do estudo, os voluntários receberam uma fatia de queijo normal no café da manhã, enquanto nas três semanas seguintes, comeram uma fatia de queijo probiótico todas as manhãs. Depois, por mais quatro semanas, os idosos voltaram a se alimentar de queijo normal. Os resultados mostraram que a ingestão regular do queijo especial ajuda a impulsionar o sistema imunológico e que adotá-lo na alimentação pode ajudar a melhorar as respostas imunes dos idosos a desafios externos. De acordo com especialistas da Universidade de Turku, esse tipo de bactéria ajuda a regular o trato gastrointestinal, a principal entrada de bactérias na corrente sanguínea, e ajuda a combater infecções e doenças. Em entrevista à Folha, Jocelem Salgado, professora de nutrição da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP), explicou que é frequente encontrar na literatura propriedades dos probióticos associadas ao melhoramento do sistema imunológico. Porém os mecanismos de ação ainda não são totalmente compreendidos. Segundo Jocelem, os probióticos estimulam a proliferação de células imunológicas e a liberação de componentes antimicrobianos. Isso pode diminuir a frequência de doenças infecciosas, inflamações, alergias, entre outros. Apesar do benefício à imunidade, a professora ressalta que o uso do queijo pode trazer problemas. “Deveria ser avaliado com maior rigor o comportamento dos voluntários, devido à associação negativa do alto consumo de queijo com o aumento de colesterol total e LDL, conhecido como ‘colesterol ruim’. Ele é relacionado a doenças cardiovasculares e é frequentemente presente em idosos”, explicou. A professora afirma ainda que outros alimentos podem estimular o sistema imunológico, como couve, cebola, couve-flor, brócolis, alho, limão, entre outros. No Brasil, a Cooperativa Santa Clara fabrica o queijo Sanbios, o único que contém micro-organismos probióticos.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/738191-queijo-com-probioticos-pode-prevenir-doencas-e-infeccoes-em-idosos.shtml

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Maio / 2010

Fonte: Folha de São Paulo

Açúcar rouba vitamina, prejudica memória, dá estria e detona enxaqueca, diz livro

Malefícios do açúcar são maiores do que geralmente se supõe

O açúcar, tão comum em bolos, tortas de chocolate e doces, também é muito utilizado em alimentos industrializados e que aparentemente não possuem o ingrediente. A falta de informação pode levar a um excesso da substância no organismo e prejudicar a saúde.

Esse é o alerta de Fernando Carvalho, autor de “Açúcar: o perigo doce”. Diabético, o autor começou a pesquisar sobre o açúcar e fez descobertas inquietantes. Além de causar os já conhecidos problemas de obesidade, doenças cardiovasculares e cáries, a substância retira vitaminas essências do organismo, prejudica a memória, ajuda a causar estrias e pode deflagrar crises de enxaqueca.

O autor, que por conta da doença tem que evitar determinados alimentos, verificou que pães de forma, carnes embutidas, ervilhas em lata, maionese, ketchup e até cerveja levam doses de açúcar e devem entrar na conta de quem quer (ou precisa) diminuir o consumo da substância.

Leia trecho:

*Antigamente, quando o consumo era menor, o açúcar da dieta agia como um veneno administrado homeopaticamente. Hoje, com a aceleração do açucaramento da ração humana, as doses são cavalares mesmo. O alimento, como sabemos, é ao mesmo tempo o cimento que constrói o corpo e o combustível que o movimenta; o açúcar é um adulterador desse cimento e do metabolismo energético. Como dissemos, o envenenamento pelo açúcar começa cedo, com a adição de açúcar ao mingau servido em mamadeiras ou com as papinhas industrializadas oferecidas a crianças que deveriam estar mamando no peito da mãe. O objetivo é viciar o pimpolho ainda no colo da mãe. Mais tarde, essa criança, em vez de leite puro, vai querer achocolatado, e no lugar de uma fruta vai preferir sorvete ou doce.

A ingestão diária da dieta açucarada leva ao distúrbio do metabolismo pelo caminho do descontrole do funcionamento do sistema glandular endócrino. Combinado com o processo de glicação não enzimática das proteínas, são abertas assim as portas para as doenças crônicas, metabólicas e degenerativas. Como o açucar é ingerido em doses diferenciadas e cada pessoa tem uma individualidade biológica, ele atinge as pessoas também diferenciadamente. Em um recém-nascido, por exemplo, uma colher de sopa de açúcar (que alguns livros de puericultura, como foi mencionado, prescrevem como remédio caseiro) é uma verdadeira overdose de veneno, que responde pelo estranho tipo de diabetes que ataca recém-nascidos, uma condição que regride quando pasa o efeito da bomba de açúcar.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/ult10082u734565.shtml

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Maio / 2010

Fonte: Folha Online / Agência Efe

Risco de câncer pelo uso de celular é alvo de estudo

O uso do celular não aumenta o risco de desenvolver meningiomas ou gliomas -dois tipos de câncer cerebral-, segundo um estudo dirigido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) que analisou 13 mil pessoas.

“O aumento do risco de câncer de cérebro não se estabeleceu a partir dos dados” do estudo, denominado Interphone, assinalou o diretor da Agência Internacional de Pesquisa de Câncer (IARC, na sigla em inglês), com sede em Lyon, Christopher Wild.

Ele ressaltou que “as mudanças dos padrões do uso do celular desde o período estudado -os últimos 10 anos-, especialmente em jovens, tornam imprescindível a continuidade do estudo entre a relação do uso do celular e o risco de câncer de cérebro”.

Os responsáveis pelo estudo, que será publicado nesta terça-feira (18) na revista “International Journal of Epidemiology”, querem fazer “mais pesquisas” antes de poder assegurar que “não há uma relação entre as radiações dos celulares e o câncer cerebral”.

Do mesmo modo, os autores da pesquisa examinarão se o uso do celular aumenta o risco de tumores no nervo acústico do ouvido e na glândula parótida, onde se produz a saliva.

Além disso, uma das encarregadas do relatório, Elisabeth Cardis, revelou que outro estudo vai avaliar os efeitos dos celulares nas crianças, pois existe a suspeita de que estas são mais suscetíveis aos efeitos da radiação.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u736305.shtml

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Maio / 2010

Fonte: Folha de São Paulo / France Press

Comer nozes reduz colesterol, segundo estudo

Comer nozes ajuda a baixar os níveis de colesterol no sangue, de acordo com um estudo divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.

Pessoas que comeram 67 gramas de nozes por dia registraram uma queda de 5,1% da concentração total de colesterol e uma diminuição de 7,4% na lipoproteína colesterol de baixa densidade (LDL-C) -conhecida como colesterol mau- em comparação com pessoas que não comem nozes, indicou o estudo.

As pessoas com altos níveis de triglicerídeos que comeram nozes registraram uma queda de 10,2% nos níveis de lipídios no sangue, concluiu a pesquisa, que analisou informações de 25 testes levados a cabo em sete países, envolvendo 583 homens e mulheres entre 19 e 86 anos com níveis altos ou normais de colesterol.

O estudo foi liderado pela doutora Joan Sebate, da Universidade de Loma Linda, na Califórnia, e publicado nos Archives of Internal Medicine da American Medical Association.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u733073.shtml

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Maio / 2010

Fonte: Diário da Saúde

Estudos da NASA concluem que ômega-3 evita a perda óssea

Ômega-3 para os ossos

Estudos patrocinados pela NASA descobriram que o ácido graxo ômega-3, encontrado nos peixes, pode desempenhar um importante papel para evitar a perda óssea que ocorre na osteoporose e durante os voos espaciais.

A pesquisa, em curso há décadas, tem procurado maneiras de impedir a perda de densidade óssea nos astronautas. A solução poderá ter implicações significativas não apenas para os viajantes espaciais, mas também para as pessoas sensíveis à perda de massa óssea na Terra.

Os resultados dos estudos estão publicados na edição de Maio do Journal of Bone and Mineral Research.

Saúde no espaço

A NASA estuda a perda de densidade óssea porque este é um dos principais efeitos da exposição à ausência de gravidade do espaço. Os cientistas esperam encontrar formas de combater o problema para os astronautas em viagens espaciais de longa duração.
Foram quatro tipos diferentes de estudos, envolvendo cultura de células, testes em repouso no solo, e dados dos astronautas dos ônibus espaciais e da Estação Espacial Internacional.

Fator nuclear kappa B

Em uma série de estudos baseados em células, os cientistas documentaram que a adição de um ácido graxo ômega-3 específico às células inibe a ativação dos fatores que levam à perda óssea.
O resultado foi positivo tanto nas culturas celulares normais quanto naquelas preparadas para imitar a microgravidade do espaço.

O fator inibidor é conhecido como “fator nuclear kappa B” ou NFkB. O NFkB está envolvido no comportamento do sistema imunológico e no processo de inflamação. A ativação de NFkB em diferentes tecidos pode levar à perda óssea e muscular.

Peixe na dieta

A seguir, os cientistas avaliaram a perda óssea em astronautas e compararam seus resultados com a ingestão de peixe relatados durante o voo espacial.

Os pesquisadores descobriram que os astronautas que comeram mais peixes perderam menos minerais ósseos depois de voos espaciais com duração de quatro a seis meses.

“Estes resultados são entusiasmantes, e dão evidências iniciais de que a nutrição pode ser um fator-chave para atenuar a perda óssea dos astronautas,” disse Scott Smith, nutricionista do Centro Espacial Johnson, da NASA, e um dos autores do estudo.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=omega-3-evita-perda-ossea&id=5267

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Maio / 2010

Fonte: Folha Online

Maioria das receitas para memória não funciona

A cada semana surge um estudo que associa algum hábito ou substância a maior ou menor risco de demência e, mais especificamente, de doença de Alzheimer. Porém, poucos trabalhos trazem resultados conclusivos, que justificariam essas indicações como forma de prevenir esses problemas.
A conclusão é de um grupo de especialistas que se reuniu na semana passada nos Estados Unidos para avaliar a produção científica realizada sobre o assunto nos últimos 20 anos. O encontro foi organizado pelo National Institutes of Health, o principal órgão americano de produção e financiamento de pesquisas médicas.
Para Alzheimer, doença que responde por boa parte dos casos de demência no mundo, as notícias são piores: não há nada que tenha eficácia cientificamente comprovada para prevenção. Isso deve tirar da lista de compras de alguns esperançosos os suplementos de gingko biloba, as cápsulas de ômega-3 e de vitaminas. Esses produtos também não têm eficácia comprovada na prevenção de outros tipos de demência.
“O fato é que se investe muito dinheiro na pesquisa sobre doença de Alzheimer desde os anos 80 e, mesmo assim, até hoje não temos nada que realmente seja efetivo contra a doença. Apesar de todos os esforços, nada aconteceu. É um desastre”, lamenta a patologista Lea Grinberg, coordenadora do Banco de Cérebros da Faculdade de Medicina da USP.
O documento poderá direcionar novas pesquisas na área e orientar especialistas sobre o que deve ser indicado ao paciente. “É importante especialmente quando sabemos que alguns profissionais divulgam esses métodos não comprovados: tem muito médico que prescreve ginkgo biloba aos montes, como prevenção e para quem já tem queixas de memória”, diz Paulo Caramelli, neurologista da Universidade Federal de Minas Gerais.
Programas de computador e jogos que prometem evitar a perda de memória também não apresentaram nenhum efeito que justifique o investimento. “O efeito de ler frequentemente e de um programa proposto para treinar o cérebro é o mesmo”, afirma Grinberg.

Problemas vasculares

Somados à doença de Alzheimer, problemas cardiovasculares são causa de 75% das demências no mundo. No Brasil, estima-se que de 8% a 12% da população com mais de 65 anos manifeste algum grau de perda cognitiva -maior parte dos casos é causada por questões vasculares.
Por isso, algumas intervenções se mostram importantes nos estudos avaliados para prevenir demência por essa causa. No levantamento americano, a dieta balanceada e a prática regular de exercícios físicos apresentaram resultados significativos, provavelmente pelo impacto no sistema cardiovascular.
A hipertensão arterial, por exemplo, pode causar microinfartos em pequenos vasos no cérebro (as arteríolas) e prejudicar a oxigenação e a chegada de nutrientes na região. Com isso, há degeneração de células e maior dificuldade de circulação de informações na área do cérebro atingida. Com o acúmulo dessas lesões, as chances de demência aumentam.

O que deve ser feito

Além de controlar os fatores de risco para o coração, manter-se intelectualmente ativo, sem artificialidades, também ajuda. “Interaja com pessoas, não passe o dia inteiro vendo TV, leia”, indica Grinberg.
O diagnóstico precoce da perda de cognição também pode melhorar a qualidade de vida do paciente, segundo a patologista. “Deve-se buscar assistência desde o começo, quando os quadros de esquecimento ainda são leves. Apesar de a doença não ter cura, alguns remédios que combatem esses sintomas ajudam a pessoa a se sentir melhor por mais tempo.”

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u729359.shtml
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Maio / 2010

Fonte: Folha Online

Maioria não identifica os sintomas de um derrame

Mais de 70% dos pacientes que sofrem um tipo de AVC (acidente vascular cerebral) não reconhecem os sintomas e 30% deles procuram ajuda médica mais de 24 horas depois.
Nos casos de episódios isquêmicos transitórios, os sintomas são passageiros, mas as consequências podem ser graves, caso não seja feito o socorro imediato, diz o neurologista Eduardo Mutarelli, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
De acordo com os últimos estudos, as chances de evitar ou minimizar as sequelas de um derrame isquêmico (quando ocorre uma obstrução na passagem do sangue) são maiores se a pessoa procura atendimento em até quatro horas e meia após o início dos sintomas.
“É parecido com o que acontece no infarto: ao desobstruir o vaso, reduz-se a morte das células da região. Mas, após esse período, as sequelas têm mais chances de se tornarem permanentes”, acrescenta o cardiologista Sérgio Timerman, diretor do Laboratório de Treinamento e Simulação em Emergências Cardiovasculares do InCor (Instituto do Coração).
No AVC hemorrágico, outro tipo de derrame, a intervenção médica precoce também pode minimizar danos.
Segundo os autores do estudo, a demora para buscar ajuda não foi relacionada a diferenças de sexo, idade, classe social ou nível educacional. A pesquisa, britânica, avaliou acidentes vasculares de mais de 90 mil pacientes entre 2002 e 2007. Os resultados acabam de ser publicados na revista “Stroke”.

Serviço de urgência

Pessoas que já tinham sofrido um derrame ou portadores de arritmias cardíacas procuraram atendimento com mais pressa. Mas isso não foi observado em pacientes com infarto, hipertensão ou tabagismo. A demora em buscar atendimento foi maior nos fins de semana. Os dados também confirmam que a grande maioria dos pesquisados foi primeiro ao seu médico de confiança, quando o recomendado é correr para um serviço de urgência.
Os resultados também revelaram que aproximadamente 30% dos derrames que ocorrem após um acidente transitório acontecem antes de o paciente procurar ajuda.
O derrame cerebral é o problema que mais mata no Brasil, mas também por aqui o desconhecimento de sintomas e necessidade de intervenção rápida é pequeno.
“Acho que o cenário deve ser pior, porque há vários sintomas que as pessoas podem não reconhecer”, diz Mutarelli. Para ele, quando os sintomas são passageiros, a pessoa pode ter a falsa impressão de que nada grave está acontecendo.
“Temos uma conscientização muito pífia da população para o problema. Isso leva a atrasos na procura por auxílio médico e inviabiliza um tratamento que pode reverter o quadro”, diz Timerman.
Um estudo feito em 2005 com mais de 800 pessoas em São Paulo, Ribeirão Preto, Fortaleza e Salvador mostrou que os brasileiros desconhecem até o nome correto do problema: foram apontadas 28 denominações para o AVC e somente 15% souberam dizer o que a sigla significava. Alguns confundiram com infarto. “No Norte, chamam mais de trombose. No Sul, de derrame. Muitos não souberam nem relacionar que a causa seria vascular”, diz o neurologista Ayrton Massaro, presidente da Sociedade Ibero-Americana de AVC.
Segundo Massaro, ao sentir os primeiros sintomas, o paciente deve chamar o resgaste. “Não é para ir ao médico, deve-se buscar o hospital mais próximo e equipado”, indica. A própria pessoa, se estiver consciente, ou quem a socorreu deve informar o horário em que os primeiros sinais surgiram e quais foram eles.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u729050.shtml
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Maio / 2010

Fonte: France Press / Folha de São Paulo

Impulsos elétricos sobre o cérebro podem aliviar depressão, indica estudo

Impulsos elétricos frequentes sobre uma área do cérebro podem aliviar casos de depressão, confirmou um estudo clínico publicado nesta semana.
O tratamento, denominado “estimulação magnética transcraniana” (TMS na sigla em inglês), envolve a estimulação de áreas cerebrais com uma bobina eletromagnética que emite milhares de impulsos sobre o couro cabeludo durante cerca de 30 minutos.
Em 2008, o tratamento foi aprovado pela FDA, agência americana de controle de medicamentos. Mas a permissão foi dada com base em dados fornecidos pela firma que desenvolveu o método. Por isso, muitos médicos mantiveram-se céticos quanto à verdadeira eficácia da TMS.
O novo estudo, publicado na edição de maio da revista “Archives of General Psychiatry”, foi realizado por um grupo independente, liderado pelo pesquisador Mark George, do Centro Médico Universitário da Carolina do Sul.
Os pesquisadores estudaram 190 pacientes. Metade foi tratada com TMS real e a outra metade com TMS simulada. As sessões ocorreram diariamente durante três semanas. Ao final desse período, 14% dos participantes que receberam o tratamento apresentou melhoras, comparado aos 5% do outro grupo.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cienciault306u730030.shtml

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Maio / 2010

Fonte: Diário da Saúde

Cebola é alternativa natural aos conservantes artificiais

Antioxidantes e antimicrobiana

Alguns compostos da cebola possuem propriedades antioxidantes e antimicrobianas, tornando possível o uso de derivados do bulbo para a conservação de alimentos.
Esta possibilidade acaba de ser demonstrada por uma equipe de cientistas das universidades Politécnica da Catalunha e de Barcelona, ambas na Espanha, em um estudo publicado no International Journal of Food Science and Technology.

Benefícios da cebola

O estudo mostra que os flavonoides da cebola, além de apresentarem efeitos benéficos para a saúde, aumentam a vida útil dos alimentos, o que os torna uma alternativa natural para os aditivos artificiais atualmente utilizados pela indústria alimentícia.
Flavonoides são compostos fenólicos – contendo o grupo fenol – que são sintetizados pelas plantas.
“As propriedades antioxidantes e antimicrobianas dos flavonoides da cebola crua os tornam excelentes candidatos para conservarem alimentos,” dizem os pesquisadores.

Maionese com cebola

Os resultados confirmaram que, especialmente a variedade amarela, é “uma boa fonte desse tipo de substância, e há uma correlação positiva entre a presença dos flavonoides e sua capacidade antioxidante.” diz o artigo.
“A cebola pode ser eficaz no retardamento da oxidação lipídica em emulsões de óleo e água – um sistema modelo de alimentos como as margarinas e as maioneses – e também inibe o crescimento de microorganismos que alteram os alimentos.”
Os experimentos comprovaram que os compostos presentes na cebola evitam o desenvolvimento das bactérias Bacillus cereus, Staphylococcus aureus, Micrococcus luteus e Listeria monocytogenes – todos microorganismos tipicamente associados com a deterioração dos alimentos.

Benefícios dos flavonoides

Pesquisas anteriores indicaram que os flavonoides têm efeitos benéficos para a saúde devido às suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, cardioprotetoras, vasodilatadoras e anticarcinogênicas.
Isto tem tornado esses compostos um alvo preferencial de pesquisas voltadas para a prevenção de doenças crônicas, como as doenças cardiovasculares, e de alguns tipos de câncer.

Cebolas

Os flavonoides da cebola são mais estáveis do que alguns de seus outros componentes, como os compostos de enxofre. Pesquisas indicam que esses compostos sulfúricos são bons para a saúde.
São eles os responsáveis pelo sabor característico, pelo aroma e pelo efeito lacrimogênico da cebola. Essas substâncias são muito voláteis e instáveis, sendo liberadas quando a cebola é cortada.
A cebola é um dos vegetais mais cultivados e mais consumidos no mundo todo. Dados indicam uma produção de 66 milhões de toneladas de cebola em 2008.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=cebola-conservante-natural&id=5244
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Maio / 2010

Fonte: Diário da Saúde

Chá verde protege os olhos contra o glaucoma e outras doenças

Olho no chá

Cientistas confirmaram que as substâncias saudáveis encontradas no chá verde – famoso por suas propriedades antioxidantes e de combate a diversas doenças – podem penetrar nos tecidos do olho.
O novo estudo, o primeiro a documentar como o cristalino, a retina e outros tecidos oculares absorvem essas substâncias, levanta a possibilidade de que o chá verde possa proteger contra o glaucoma e outras doenças oculares.

Catequinas

Chi Pui Pang e seus colegas da Universidade de Hong Kong destacam que as chamadas catequinas do chá verde estão entre um grupo de antioxidantes que se acredita serem capazes de proteger os olhos.
Catequinas são polifenóis, normalmente chamadas de “flavonoides do chá” devido à sua potente ação antioxidante.
No mesmo grupo de antioxidantes com indícios de proteger os olhos estão a vitamina C, a vitamina E, a luteína e a zeaxantina.

Chá verde para os olhos

Até agora, porém, ninguém sabia se as catequinas do chá verde realmente passavam incólumes pelo estômago e pelo trato gastrointestinal para circularem pelo organismo até atingir os tecidos do olho.
Pang e seus colegas eliminaram essa incerteza em experimentos com ratos de laboratório que ingeriam chá verde.
A análise dos tecidos oculares dos animais mostrou, acima de qualquer dúvida, que as estruturas do olho absorveram grandes quantidades de catequinas individuais.
A retina, por exemplo, absorveu os mais altos níveis de galocatequina, enquanto o humor aquoso tendeu a absorver a epigalocatequina.

Proteção contra o estresse oxidativo

Os efeitos das catequinas do chá verde na redução do estresse oxidativo prejudicial nos olhos duraram até 20 horas.
“Nossos resultados indicam que consumo de chá verde pode beneficiar o olho contra o estresse oxidativo”, conclui, taxativo, o estudo.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=cha-verde-protege-olhos-catequinas&id=5218
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Abril / 2010

Fonte: Yahoo / New York Times

Dieta está associada a menor risco de Alzheimer

Adultos mais velhos parecem ter riscos menores de desenvolver mal de Alzheimer se adotarem uma dieta rica em peixe, aves, frutas, nozes, folhas verde-escuras, vegetais como brócolis e couve-flor, e molhos a base de azeite e vinagre, segundo um novo estudo. Entre as pessoas mais velhas cuja dieta incluía a maioria desses alimentos, o risco de Alzheimer era mais de um terço menor ao longo de quatro anos do que entre aqueles que comeram pelo menos esses alimentos e mais produtos lácteos com alto teor de gordura, manteiga, carne vermelha e carne de víscera.

A combinação de alimentos associada com risco menor de Alzheimer é pobre em gorduras saturadas e rica em nutrientes como ácido fólico, vitamina E e ácidos graxos ômega-3 e ômega-6.O artigo, publicado online em 12 de abril pelo jornal Archives of Neurology, relatou as descobertas em 2.148 adultos mais velhos (média de idade de 77 anos) que moravam no norte de Manhattan, nenhum deles com demência no início do período de estudo. Quatro anos depois, 253 tinham desenvolvido mal de Alzheimer. O médico Nikolaos Scarmeas, autor sênior do estudo e professor assistente de neurologia do Taub Institute, da Columbia University, reconheceu que o estudo “não prova uma relação de causa e efeito entre adotar essa dieta e ter um risco reduzido de desenvolver a doença”. Mas, como ele acrescentou: “Sabemos que esses alimentos têm sido associados a resultados benéficos para outras doenças”.

http://br.noticias.yahoo.com/s/21042010/84/mundo-dieta-associada-menor-risco-alzheimer.html

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Abril / 2010

Fonte: Folha Online

“Antidepressivos naturais” ajudam a curar tristeza e depressão leve

Tristeza, desânimo, depressão: quando as coisas começam a tornar-se sombrias ou fica mais difícil levar a vida, é preciso procurar ajuda.

Normalmente, a melhor estratégia é combinar diferentes medidas -por exemplo, uso de remédios ou substâncias com princípios ativos, medidas de autocuidado (como alimentação adequada e prática de exercícios) e apoio psicoterápico. Em caso de depressão intensa, que, diferentemente da tristeza comum, é doença, o uso de medicamentos sintéticos pode ser indicado. Mas, para depressão leve ou moderada, há opções de antidepressivos naturais que podem ter efeito. A Folha relacionou dez desses itens, que podem levantar o ânimo ou ajudar no tratamento da depressão. Oito deles têm algum grau de evidência -como critério, foram utilizadas meta-análises (revisões de vários estudos) da organização Cochrane, rede global dedicada à revisão de pesquisas na área de saúde. Dois são controversos e precisam de mais estudos sobre sua eficácia e segurança.

Exercícios

O exercício estimula a secreção de endorfinas, que causam sensação de bem-estar. “Além disso, melhora a circulação e a oxigenação do cérebro. E tem efeitos indiretos em sintomas ligados à depressão, como a qualidade do sono”, diz Frederico Navas Demetrio, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Em geral, acredita-se que os exercícios de maior intensidade sejam mais eficazes. Mas, na revisão de 25 estudos feita pela organização Cochrane, que confirmou que a atividade física melhora os sintomas de depressão, os pesquisadores afirmaram que não há evidência sobre qual tipo de exercício é mais eficaz. O que costuma funcionar melhor é praticar uma atividade física que dê prazer.5 HTP (hitroxi-triptofano) O triptofano é um aminoácido essencial, encontrado especialmente em alimentos proteicos, como carnes e laticínios. Não é produzido pelo corpo e precisa ser adquirido via alimentação. Esse aminoácido leva à produção de serotonina, neurotransmissor relacionado ao prazer e ao bem-estar.Por isso, a suplementação de 5 HTP pode ser usada em alguns casos de depressão e tristeza. “É mais indicado para quem tem a deficiência do nutriente, causada, por exemplo, por dietas vegetarianas pobres em proteínas. Uma alimentação equilibrada supre as necessidades de triptofano”, diz Vânia Assaly, endocrinologista e nutróloga, membro da International Hormone Society. Para ela, o suplemento age especialmente na melhora do sono, na redução da voracidade noturna e em transtornos leves de humor. Os suplementos dietéticos de 5 HTP são produzidos principalmente a partir de uma planta africana, a Griffonia simplicifolia.Em uma meta-análise, pesquisadores da Cochrane encontraram evidências de que o 5 HTP é melhor do que placebo para aliviar sintomas da depressão. Notaram, porém, que a maioria dos estudos não atingiu todos os critérios de qualidade e que mais pesquisas devem ser feitas para verificar possíveis efeitos adversos. Segundo Frederico Demetrio, do HC, os primeiros estudos com 5 HTP foram interrompidos porque seu uso provocou dores musculares, mas elas foram atribuídas a impurezas no produto utilizado. “Em tese, o 5 HTP de boa qualidade, purificado, pode funcionar. “Porém, o 5 HTP pode interagir com antidepressivos sintéticos, levando à concentração excessiva de serotonina. É contraindicado, ainda, para pacientes com tumores malignos ou doenças cardiovasculares.

Meditação

Estudos mostram que a meditação produz mudanças no cérebro, como a redução ou o aumento da atividade de certas regiões. “A hipótese é que reduza hormônios como o cortisol, diminuindo a ansiedade, e promova liberação de endorfinas, ligadas à sensação de prazer”, diz José Roberto Leite, coordenador da unidade de medicina comportamental da Unifesp. Em 15 pesquisas analisadas pela organização Cochrane, pessoas que meditaram apresentaram melhora da depressão em comparação com as que não fizeram nenhum tratamento. O estudo concluiu que a técnica tem potencial para ser o tratamento inicial do problema, especialmente para pessoas jovens, com o primeiro episódio de depressão ou com quadro considerado bem leve. Para Leite, os maiores cuidados devem ser tomados com pessoas com tendências autodestrutivas, como pensamentos suicidas. “São casos em que é preciso muito acompanhamento, e a meditação não pode ser o tratamento principal.”Ele diz que, em geral, a meditação é uma técnica eficaz e de baixo custo para diminuir os sintomas e reduzir as reincidências do distúrbio. Para ter efeito, ele recomenda que seja praticada, no mínimo, quatro vezes por semana. “No início, a pessoa pode praticar por cinco a oito minutos. Em uma semana, ela já consegue meditar por dez minutos e vai aumentando gradativamente até chegar a 30 minutos, o que é suficiente para obter os efeitos”, diz Leite.

Fototerapia

A exposição à fonte de luz artificial intensa é um tratamento comprovado para a depressão sazonal -que ocorre no inverno, quando o período de luz solar diminui. É frequente em países mais distantes do Equador, em que os dias se tornam muito curtos nos meses frios. No Brasil, é menos comum. Na fototerapia, uma lâmpada fluorescente de pelo menos 2,5 mil lux (unidade de medida de luz) é colocada perto dos olhos da pessoa, sem que essa precise olhar diretamente para a lâmpada. As sessões duram cerca de 30 minutos por dia.Segundo Rubens Pitliuk, neuropsiquiatra do hospital Albert Einstein, a fototerapia também pode ajudar em outros casos de depressão, se os sintomas pioram em dias cinzentos. Uma revisão de 20 estudos concluiu que traz benefícios discretos, mas promissores, também para casos de depressão não sazonal, quando usada com outros tratamentos. É possível adquirir aparelhos de fototerapia para uso em casa, mas deve haver orientação médica. Também é importante usar aparelho que não emita raios ultravioleta.

Suplementos de vitaminas B12 e B9 (ácido fólico)

As vitaminas B12 e B9 são essenciais para a fabricação de diversos neurotransmissores e atuam como modulares dos sistemas neurológico e hormonal. Em pessoas deprimidas, pode ser observada uma diminuição dos níveis desses nutrientes presentes no sangue. A suplementação dessas vitaminas pode aliviar sintomas de depressão e potencializar efeitos de medicamentos antidepressivos. Costuma ser indicada para pacientes com sintomas de deficiência nutricional e alcoólatras (que normalmente apresentam deficiência de nutrientes e, em especial, falta de vitamina B 12). Uma análise de estudos realizada pela Cochrane, envolvendo um total de 151 pessoas, indicou que o uso de vitamina B9 (ácido fólico) em conjunto com outros tratamentos diminui o grau de depressão dos pacientes. No entanto, os estudos não mostram se o efeito ocorre tanto em pessoas com deficiência do nutriente quanto nas com níveis normais de vitamina B9. Em caso de desânimo ou tristeza não patológica sem causas aparentes, pode ser investigada a falta dessas vitaminas por meio de exame de sangue. Nessa circunstância, a suplementação pode ser suficiente.Nos casos de depressão, é necessário corrigir a deficiência, se constatada, mas a suplementação é considerada um adjuvante do tratamento, e não o foco principal. Em pacientes que não estão respondendo aos tratamentos, é recomendado checar os níveis dessas vitaminas encontrados no sangue e a suplementação pode auxiliar na obtenção de resultados. Aparentemente, não há efeitos adversos e interações medicamentosas com o uso de suplementos de vitaminas B9 e B12. O excesso desses nutrientes no organismo é eliminado naturalmente pela urina.

Erva-de-são-joão

O extrato da erva-de-são-joão (Hypericum perforatum L) é um dos chamados antidepressivos naturais mais estudados. Porém, seu mecanismo de ação ainda não está totalmente esclarecido. “Aparentemente, seus princípios ativos têm ação semelhante à dos [medicamentos sintéticos] inibidores da recaptação de serotonina”, diz Frederico Demetrio, do HC de São Paulo. A serotonina é um neurotransmissor que modula o humor e provoca bem-estar. Baixos níveis da substância estão relacionados aos quadros de depressão. Os inibidores de recaptação aumentam a disponibilidade da serotonina no sistema nervoso central.Uma meta-análise feita pela organização Cochrane concluiu que o extrato de erva-de-são-joão tem efeito superior ao do placebo e similar ao dos medicamentos sintéticos no tratamento de depressão leve a moderada. Foram analisados 29 estudos, que incluíam, no total, 5.489 pacientes.Os autores ressaltam que, como há grande variedade de produtos à base de erva-de-são-joão no mercado, os resultados só são aplicáveis para as preparações testadas nos trabalhos incluídos na meta-análise. “É preciso usar extrato de qualidade com as concentrações adequadas dos princípios ativos da planta”, diz Demetrio. Segundo o psiquiatra, o uso e a dosagem devem ser indicados e supervisionados por médicos, e os efeitos começam a ser percebidos após duas semanas, aproximadamente. O mais importante é saber que a erva-de-são-joão interage com outros medicamentos e não pode ser usada com alguns deles. “O uso associado a outros antidepressivos, por exemplo, pode levar à síndrome serotoninérgica [concentração excessiva de serotonina], que causa de mal-estar a alucinações”, afirma Demetrio. O mesmo pode ocorrer com alguns remédios usados para emagrecimento. O extrato também diminui a absorção de remédios anticoagulantes e de algumas drogas quimioterápicas, prejudicando o tratamento. Entre os efeitos adversos, a erva-de-são-joão pode aumentar a fotossensibilidade -causando manchas e eczemas na pele com a exposição à luz- e causar secura na boca e constipação intestinal.

Acupuntura

A acupuntura busca reequilibrar a chamada “energia vital” por meio da estimulação de pontos específicos do corpo. A depressão, dentro dessa perspectiva, é entendida como um desequilíbrio no fluxo energético entre os órgãos. Restaurar esse fluxo e a saúde geral do indivíduo é uma estratégia para lidar com estados de desânimo.Martius Luz, do setor de medicina chinesa e acupuntura da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que, além da restauração de energia, acredita-se que a acupuntura gere respostas no sistema nervoso central que estimulam a produção de serotonina.Embora não existam estudos suficientes para comprovar essa teoria, há pesquisas populacionais indicando que as pessoas propensas a usar técnicas de medicina complementar obtêm resultados no tratamento da depressão com acupuntura. Uma revisão de sete estudos envolvendo 517 pessoas avaliou que não há evidência de que os medicamentos sintéticos sejam melhores do que a acupuntura para diminuir os sintomas de depressão. Por outro lado, os pesquisadores dizem não ter dados para concluir sobre a eficácia da acupuntura por si só. Para Luz, a acupuntura pode ser usada isoladamente ou com outros tratamentos. O suporte emocional, como a psicoterapia, é importante para o sucesso do tratamento. Os efeitos começam a surgir após cerca de cinco aplicações, mas podem demorar mais, dependendo da saúde geral e do grau de depressão do paciente.

“Para alguns, são necessárias 15 aplicações”, afirma Luz.

GH e melatonina são tratamentos controversos

A utilização de hormônio do crescimento (GH) e de melatonina para quadros de depressão pode surtir algum efeito em casos específicos, mas não há evidências suficientes sobre os efeitos positivos e a segurança de uso dessas substâncias. “O hormônio do crescimento só deve ser utilizado em pessoas que têm deficiência comprovada da substância. Nesse caso, pode ter efeito benéfico nos sintomas da depressão, mas só deve ser usado com indicação e controle médico, porque há risco de vários efeitos indesejáveis”, afirma a endocrinologista Vânia Assaly. De acordo com Frederico Demetrio, do Hospital das Clínicas de São Paulo, o déficit do hormônio de crescimento é difícil de ser medido, porque a secreção da substância varia muito durante o dia. “O hormônio do crescimento tem efeitos colaterais perigosos e é usado indevidamente, como anabolizante, por exemplo. De fato, ele causa hipertrofia muscular, e isso inclui o músculo cardíaco, o que pode levar a problemas no coração e ao infarto”, diz ele. O GH também pode causar diabetes, tem interações perigosas com vários medicamentos, como os contra o câncer, e traz riscos renais. A melatonina é uma substância produzida naturalmente pelo corpo que regula o ciclo sono-vigília.

“A sincronização do sono pode, teoricamente, ajudar no tratamento, já que problemas para dormir são sintomas importantes da depressão”, afirma Demetrio. Os efeitos especificamente antidepressivos da melatonina também estão sendo estudados, e um medicamento para depressão que atua nos receptores de melatonina está em fase de pesquisa. Assaly lembra que a venda da melatonina é proibida no Brasil: a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deu parecer desfavorável à análise de eficácia e segurança do produto. No entanto, em alguns países, como os EUA, a melatonina é um suplemento de venda livre.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u595808.shtml

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Abril / 2010

Fonte: Portal R7.com

Mulheres têm mais chances de engravidar após acupuntura
Nos homens pode também reduzir a ejaculação precoce e acabar com problemas de ereção

Camila Neumam, do R7

A técnica da acupuntura já era usada há milhares de anos na China para ajudar na ovulação da mulher, tornando-a mais fértil. Após muitos estudos que comprovaram a eficácia deste conhecimento milenar, a medicina ocidental resolveu usar este conhecimento para tratamentos de fertilidade.

Atualmente, sessões de acupuntura são realizadas antes e depois de fertilizações em vitro – transferência de embriões para o útero da mulher, fertilizados em laboratório – com o intuito aumentar as chances de gravidez em mulheres inférteis.

De acordo com o presidente da Amba (Associação Médica Brasileira de Acupuntura), Ruy Tanigawa, os trabalhos existentes no Brasil não são feitos isoladamente, mas com apoio de equipes especializadas em tratamentos de fertilidade. Segundo ele, a técnica pode ajudar tanto homens quanto mulheres.

– A acupuntura pode aumentar o número de espermatozoides no homem e na mulher é indicado fazer a sessão no dia em que há a transferência do embrião.

Fertilização in vitro

Segundo o ginecologista Paulo Farber, responsável pelo grupo de acupuntura e fertilização in vitro da clínica Chedid Grieco, que trabalha há mais de dez anos com tratamentos de fertilidade, o efeito vaso dilatador da acupuntura é a grande vantagem da técnica para estes casos.

– Sempre que você faz (a acupuntura) vai havendo a dilatação das veias de alguma região do organismo e muito deste efeito afeta os órgãos reprodutores femininos, seja melhorando a circulação no local, seja para nivelar os hormônios.

De acordo com Farber, fazer uma sessão anterior à fertilização e outra depois, cada uma de pelo menos 30 minutos, pode aumentar em mais 30% as chances da mulher engravidar. Os pontos escolhidos estão localizados nas pernas, no baixo abdome, nas orelhas e na região lombar.

Ao contrário das opiniões acima, a necessidade da realização de uma sessão no dia da fertilização não é via de regra para a ginecologista e acupunturista especializada em dor, Telma Mariotto Zakka. Para aumentar as chances de gravidez, a médica indica antecipar as sessões, pelo menos um mês antes do dia da fertilização. Feito isso, vale aliar sessões 20 minutos antes da transferência do embrião mais como forma de diminuir a ansiedade da mulher e uma sessão após o processo para aliviar uma possível dor.

Segundo a médica, a antecipação é válida, pois os efeitos da acupuntura costumam durar de três a cinco dias.

– A acupuntura libera serotonina, noradrenalina e atua no sistema nervoso central, não tem um efeito instantâneo. Por isso, quanto antes começar, mais chances de êxito.

O procedimento só não é indicado depois de comprovada a gestação, pois pode induzir contrações e até um parto prematuro.

Técnica melhora problemas de ereção

A acupuntura também pode ser benéfica ao homem infértil ou que sofre de ejaculação precoce. No segundo caso, como geralmente é um sintoma agregado à ansiedade, uma sessão já pode fazer diferença, de acordo com o urologista e acupunturista Hermes da Fonseca Filho, membro titular da Amba (Associação Médica Brasileira de Acupuntura). Durante as sessões, as agulhas são inseridas na região abaixo do abdome, na parte superficial da pele.

– Se a ejaculação for descontrolada, a acupuntura tem uma ação de deixar o homem mais tranquilo e consciente, dando resultado também na ejaculação.

Entretanto, o urologista ressalta que não se deve comparar a ação da técnica com medicamentos para disfunção erétil, como Viagra, Cialis, Levitra, que têm efeito potente e imediato.

Para quem tem problemas de ereção, a acupuntura pode ser benéfica por atuar na vascularização da região púbica, ou seja, algumas técnicas conseguem melhorar a irrigação de sangue na região do pênis, possibilitando a ereção.

– A acupuntura atua no geral, não simplesmente em um ponto, diferentemente dos medicamentos para a ereção, que não trabalham a libido. Ela trabalha todo o indivíduo e melhora as condições emocionais porque a pessoa fica mais ativa.

As melhoras podem ser vistas em oito ou dez sessões, em média, dependendo de cada caso.

http://noticias.r7.com/saude/noticias/mulheres-tem-mais-chancesde-engravidar-apos-acupuntura-20100417.html

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Abril / 2010

Fonte: Portal R7.com

Acupuntura alivia sintomas do câncer e trata problemas de ereção
Poucas sessões acabam com dores da quimioterapia e com a dificuldade sexual

Camila Neumam, do R7

A prática milenar da acupuntura usada há mais de 4.000 anos no Oriente e reconhecida como especialidade médica no Brasil desde 1995 ainda surpreende a medicina ocidental. Baseada na estimulação de pontos do corpo alcançados por agulhas finas metálicas, a técnica espalha correntes de energia pelo organismo, que passam por órgãos e vísceras e emanam para pele, músculos e tendões.

Ao serem estimulados, estes pontos ativam a circulação de sangue e ajudam a aliviar dores intensas e sintomas de problemas psicológicos. Com estes benefícios comprovados cientificamente, a acupuntura que já é muito usada para diminuir o desconforto da cólica menstrual, do estresse e da ansiedade, também passa a ter papel importante em tratamentos de pacientes com câncer, problemas de ereção, ejaculação precoce e até na infertilidade feminina e masculina.

Câncer

Há pouco mais de um mês, o Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) incorporou sessões de acupuntura entre seus pacientes, com bons resultados. Para terem acesso às sessões, os pacientes devem ser encaminhados pelos médicos do instituto.
Segundo a fisiatra e acupunturista do Icesp, Rebeca Boltes Cecatto, as fininhas agulhas metálicas introduzidas levemente nas parte superior da pele das mãos, pés e em outros pontos dependendo do tipo da doença a cada sessão, conseguiram diminuir significativamente as dores, náuseas, vômitos e insônia causadas pela quimioterapia e radioterapia. São atendidos em média 40 pacientes por semana em sessões de 40 minutos, duas vezes por semana.

De forma semelhante, o procedimento mostra resultados positivos em mulheres que têm problemas para engravidar. Atualmente, sessões de acupuntura estão sendo realizadas antes e depois de fertilizações em vitro – transferência de embriões para o útero da mulher, fertilizados em laboratório – com o intuito aumentar as chances de gravidez em mulheres inférteis.

Segundo o ginecologista e acupunturista Paulo Farber, responsável pelo grupo de acupuntura e fertilização em vitro da clínica Chedid Grieco, fazer uma sessão anterior à fertilização e outra depois, cada uma de pelo menos 30 minutos, pode aumentar em mais 30% as chances da mulher engravidar. Os pontos escolhidos estão localizados nas pernas, no baixo abdome, nas orelhas e na região lombar.

– Sempre que você faz (a acupuntura) vai havendo a dilatação das veias de alguma região do organismo e muito deste efeito afeta os órgãos reprodutores femininos, seja melhorando a circulação no local, seja para nivela os níveis hormonais.

Conhecimento milenar

Prática fundamental da Medicina Tradicional Chinesa, a acupuntura é reconhecida no Brasil entre as 50 especialidades médicas selecionadas pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), AMB (Associação Médica Brasileira) e pela CNRM (Comissão Nacional de Residência Médica).

Segundo o presidente da Amba (Associação Médica Brasileira de Acupuntura), Ruy Tanigawa, existem 3.000 médicos com título de acupunturista no país. Para ser um deles, o profissional deve ser médico formado e depois se especializar. Somente após adquirir o título de acupunturista, fica apto a selecionar e fazer a combinação dos pontos mais adequados para colocação das agulhas, de acordo com o problema do paciente.

– A acupuntura alivia os sintomas decorrentes destes tratamentos e principalmente atua no sistema nervoso central, atuando na liberação de neurotransmissores, que proporcionam menor ansiedade, nervosismo, irritabilidade, e melhoram a qualidade do sono e a disposição física.

No caso de pacientes com câncer, ajuda a aliviar os quadros de dor e vômitos muito frequentes durante o tratamento da quimioterapia e radioterapia.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) citou no relatório Acupuncture: review and analysis of controlled clinical trials (Acupuntura: revisão e análise de exames clínicos controlados), de 2002, outros benefícios da acupuntura em tratamentos como o câncer. Segundo o relatório, a acupuntura nestes pacientes tem uma função analgésica imediata, semelhante ao uso de analgésicos como a codeína e a petidina, com efeitos mais efetivos depois de dois meses.

Ainda segundo a OMS, a acupuntura ainda é útil no tratamento de disfunções sexuais, como problemas de ereção e ejaculação precoce e em casos de infertilidade. Nestes casos, a técnica tem se mostrado mais efetiva do que o uso de placebo, além de ser útil para pacientes com problemas na próstata. Nas mulheres, a técnica mostrou-se eficiente para diminuir infecções urinárias e problemas na uretra, assim como ajudar no tratamento de fertilidade.

http://noticias.r7.com/saude/noticias/acupuntura-alivia-sintomas-docancer-e-trata-problemas-de-erecao-20100417.html

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Abril / 2010

Fonte: Diário da Saúde

Castanhas, peixe e legumes diminuem risco de Mal de Alzheimer

Dieta rica

Uma dieta rica em frutos oleaginosos (como castanhas, nozes e amêndoas), peixe e legumes diminui significativamente as chances de que uma pessoa desenvolva o Mal de Alzheimer, segundo um estudo publicado na revista científica Archives of Neurology.

O pesquisador Yian Gu e seus colegas da Universidade Columbia, em Nova Iorque, Estados Unidos, analisaram as dietas de 2.148 adultos em idade de se aposentar vivendo em Nova York.
Durante os quatro anos de duração do estudo, 253 dos adultos do grupo desenvolveram o Mal de Alzheimer.

O que ajuda e o que atrapalha

Quando os pesquisadores estudaram em detalhe as dietas de todos os participantes no estudo, perceberam um padrão.

Adultos cujas dietas incluíam mais frutos oleaginosos, peixe, aves, frutas e verduras e menos laticínios gordurosos, carne vermelha e manteiga apresentaram muito menos chances de sofrer de demência.

Combinação de alimentos

Os pesquisadores acreditam que o segredo esteja nos diferentes níveis de nutrientes específicos que essa combinação de alimentos oferece.

Por exemplo, dietas ricas em ácidos graxos (como Ômega 3), vitamina E e folatos (como o ácido fólico), mas pobres em gorduras saturadas, parecem ser as melhores.

Há muito se suspeita de que nutrientes podem influenciar os riscos de demência. Outra pesquisa já havia demonstrado que a vitamina E prolonga vida de portadores de Alzheimer.

Os folatos reduzem os níveis do aminoácido homocisteína (que foi associado, em estudos anteriores, ao Mal de Alzheimer) na circulação sanguínea.

Da mesma maneira, a vitamina E pode oferecer proteção devido ao seu forte efeito antioxidante.

Por outro lado, ácidos graxos saturados e monoinsaturados podem aumentar os riscos de demência ao encorajar a formação de coágulos no sangue, dizem os pesquisadores.

Conexão entre alimentos e doenças

Comentando o estudo, Rebecca Wood, diretora-executiva do Alzheimer’s Research Trust, disse: “Entender a conexão entre dieta e os riscos de demência pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de doenças como o Mal de Alzheimer em algumas pessoas”.

“Adaptar nosso estilo de vida à medida que ficamos mais velhos – fazendo exercícios regularmente, prestando atenção à nossa dieta e mantendo uma vida social ativa – pode reduzir os riscos de demência”.

“Mas infelizmente”, acrescentou Wood, “não há dieta ou estilo de vida que elimine esses riscos por completo”.

Na opinião da especialista, com 35 milhões de pessoas sofrendo de demência no mundo hoje, é importante que as pesquisas sejam direcionadas para a criação de novos tratamentos.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=alimentos-diminuem-risco-mal-alzheimer&id=5184

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Abril / 2010

Fonte: Diário da Saúde

Carboidratos elevam risco de doenças cardíacas em mulheres

Dieta monitorada

Mulheres que consomem carboidratos com altos níveis glicêmicos, como pães, pizzas e arroz, podem até duplicar seu risco de doenças cardíacas. A conclusão é de um estudo com mais de 47 mil pessoas realizado na Itália.

O estudo, coordenado pela pesquisadora Sabina Sieri, da Fundação Instituto Nacional de Câncer, em Milão, analisou mais de 15 mil homens e 32 mil mulheres que tiveram sua dieta monitorada ao longo de quase oito anos.

Após esse período, 463 participantes haviam desenvolvido algum tipo de doença coronária.

Risco dos carboidratos para as mulheres

Em um artigo na revista científica Archives of Internal Medicine, os pesquisadores disseram ter percebido que as mulheres que consumiram mais alimentos com alto índice glicêmico (25% da amostragem) haviam desenvolvido um risco de doenças equivalente ao dobro do risco de mulheres das 25% que consumiram carboidratos com baixo índice glicêmico, como massas.

No segundo grupo, os pesquisadores não observaram relação com o risco de doenças cardíacas.

Alimentos com alto índice glicêmico liberam energia e elevam rapidamente os níveis de açúcar no sangue e, assim, acionam mais rapidamente o pâncreas para produzir insulina.

Carboidratos com alto índice glicêmico

Entretanto, os cientistas dizem que são necessárias novas pesquisas para entender por que os carboidratos com alto índice glicêmico – e não os carboidratos em si mesmos – estão ligados ao risco de doenças cardíacas, e por que este risco se aplica às mulheres, mas não aos homens.

“Um alto consumo de carboidratos a partir de alimentos com alto índice glicêmico, e não a quantidade total de carboidratos consumido, parece influenciar o risco de desenvolver doenças na artéria coronária”, escreveram os cientistas.

Os pesquisadores especulam que a razão para isso possa estar ligada a um possível efeito de redução dos níveis de “colesterol bom” no sangue das mulheres.

Alimentos mais saudáveis para mulheres

A nutricionista Victoria Taylor, da Fundação Britânica para o Coração (British Hearth Foundation) disse que o estudo pode ajudar as mulheres a escolher os alimentos mais saudáveis para sua dieta.

“É possível diversificar os tipos de pães e cereais para incluir grãos, centeio, aveia; incluir mais feijão, lentilha, grão-de-bico; e acompanhar as refeições com uma boa porção de frutas e verduras.”

http://www.diariodasaude.com.brnews.php?article=carboidratos-doencas-cardiacas-mulheres&id=5180
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Abril / 2010

Fonte: Folha Online

Quem dorme mal consome mais calorias, mostra estudo

Não é só impressão: dormir mal aumenta o apetite no dia seguinte. Alguns estudos já mostraram a associação entre má qualidade de sono e obesidade, mas um trabalho publicado na última edição do “American Journal of Clinical Nutrition” é o primeiro a investigar o que ocorre no padrão da alimentação de pessoas que passam a dormir menos.

Pesquisadores franceses avaliaram 12 homens com peso normal e idade média de 22 anos durante dois ciclos de 48 horas. No primeiro período, usado como controle, os voluntários mantiveram sua rotina normal de sono, alimentação e atividades. Na segunda etapa, dormiram oito horas na primeira noite (da meia-noite às 8h) e quatro horas na segunda (das 2h às 6h). Eles podiam comer o que quisessem.

Depois da noite mais curta, eles consumiram 22% mais calorias. Foram ingeridas, em média, 560 calorias a mais -o que poderia levar ao ganho de meio quilo em uma semana.

Uma das explicações dos pesquisadores se relaciona aos mecanismos de sobrevivência criados ao longo da evolução. Humanos tendem a comer mais após uma noite mal dormida porque os mamíferos aprenderam a estocar calorias no verão, quando as noites são mais curtas e há mais comida.

“Não existe um único culpado. A explicação simplista é que o maior tempo acordado aumenta as chances de comer”, diz Márcio Mancini, endocrinologista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Sabe-se também que a secreção de alguns hormônios está relacionada ao sono e, quando há privação desse descanso, podem ocorrer mudanças que contribuem para o aumento no consumo de alimentos.

Há redução de leptina –hormônio relacionado à saciedade e que também facilita o gasto de energia pelo organismo. Quando se dorme menos, ocorre ainda o aumento na secreção de grelina, substância responsável por estimular o apetite.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u719995.shtml

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Abril / 2010

Fonte: Folha de São Paulo / Ag. EFE

Alimento saudável tem ação limitada contra câncer, diz estudo

A ingestão de mais frutas e hortaliças, recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), tem um impacto muito limitado na luta contra o câncer, segundo um novo estudo do qual participaram 500 mil europeus.

Uma equipe internacional de médicos, dirigida pela Mount Sinai School of Medicine, de Nova York (EUA), calculou que só poderiam ser evitados cerca de 2,5% dos casos de câncer com uma dieta que recomenda o consumo de pelo menos cinco frutas ao dia.

O novo estudo, publicado no “Journal of the National Cancer Institute”, dos EUA, que analisou voluntários de cinco países, indica que a associação entre a ingestão de mais verduras e frutas e a prevenção do câncer é muito fraca.

Seus autores dizem não poder descartar que inclusive a pequena redução observada dos casos de câncer entre os que seguem essa dieta se deva ao fato de esses indivíduos levarem um tipo de vida mais saudável também em outros aspectos.

No melhor dos casos, assinalam os especialistas, o consumo de duas porções extras de fruta e hortaliças por dia pode prevenir 2,6% dos tipos de câncer nos homens e 2,3% nas mulheres.

As hortaliças, mais ricas em nutrientes, parecem ter efeitos mais benéficos que a fruta, e as pessoas que fazem uso de bebidas alcoólicas e fumantes, que estão mais expostas ao câncer que as que levam um tipo de vida mais saudável, são as que mais podem se beneficiar dessa dieta.

Apesar de o vínculo entre a dieta e o câncer não estar totalmente claro, a obesidade é considerada um fator certo de risco, e desse ponto de vista, uma dieta mais vegetariana pode ter efeitos positivos.

Apesar de tudo, a doutora Rachel Thompson, do World Câncer Research Fund, citada pela BBC, considera que uma redução de 2,5% dos casos de câncer no mundo é significativa, por isso diz que convém seguir recomendando esse tipo de dieta.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u717367.shtml

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Março / 2010

Fonte: Folha de S.Paulo

Anvisa restringe venda de emagrecedor

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) endureceu as regras para prescrição e venda de drogas para emagrecer que contêm sibutramina. A partir de hoje, elas deixam de ser vendidas com receita branca (de controle simples) e passam a ser vendidas com receita azul (de controle especial).

Assim, a sibutramina deixa de constar da lista de medicamentos de controle comum (que inclui cerca de 200 substâncias) e passa a ser classificada como droga anorexígena (que atua no sistema nervoso central), junto com outras três: dietilpropiona (anfepramona), femproporex e mazindol.

Alguns remédios que contêm sibutramina são Reductil, Plenty, Saciette, Biomag, Vazy, Slenfig, Sibutran e Sigran. A sibutramina é uma das drogas para emagrecer mais vendidas do país, principalmente depois que caiu sua patente, em 2007, quando seu consumo aumentou de dez a 20 vezes, segundo o endocrinologista Márcio Mancini, presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Síndrome Metabólica.

Segundo a endocrinologista Cláudia Cozer, diretora da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), a sibutramina atua em duas regiões do sistema nervoso: no centro do apetite e no da saciedade.

Ela age diminuindo a recaptação do neurotransmissor responsável pelo apetite e do que promove a sensação de saciedade. “É a única que atua nos dois centros ao mesmo tempo. Além de o paciente ingerir menos alimento, ele terá sensação de saciedade”, explica Cozer.

A decisão, publicada hoje no “Diário Oficial da União”, foi tomada pouco mais de dois meses depois de a Europa suspender a venda da substância, com base em um estudo que ligou o remédio ao maior risco cardíaco em pessoas propensas.

Outra decisão da agência é que seja ampliado o alerta de segurança sobre o risco de problemas cardíacos na bula.
Não é a primeira vez que um emagrecedor é associado a doenças cardíacas. “Na década de 90, a fenfluramina e a dexfenfluramina foram suspensas mundialmente”, diz Mancini.

Receita azul

Com a nova norma, os medicamentos com sibutramina não poderão mais ser vendidos com receita branca -que era impressa pelo médico na gráfica em duas vias, sendo que uma delas era retida na farmácia.

Agora os médicos deverão usar a receita azul, que é entregue pela Vigilância Sanitária e tem numeração controlada.
“Para ter direito ao talonário azul, o médico assina um termo de responsabilidade, o que evita a venda abusiva”, diz Elmo Santana, coordenador de produtos controlados da Anvisa.

Para Mancini, a decisão foi acertada. “Não havia motivos para proibir o uso da sibutramina, pois ela é uma droga bem tolerada. Agora, com a restrição, talvez ela passe a ser indicada apenas por especialistas.”

O cardiologista Maurício Scavanacca, médico-assistente da Unidade Clínica de Arritmias do InCor, também considerou a decisão positiva. Ele disse que, quando bem prescrita, a sibutramina é eficiente.

“Ela é eficaz no controle da síndrome metabólica. Se o paciente for selecionado cuidadosamente, se houver uma boa análise clínica e se os riscos forem menores que o benefícios, ela pode ser útil”, diz.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u713970.shtml

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Março / 2010

Fonte: Folha Online

Ômega 3 diminui risco de câncer de intestino

da France Presse

A forma pura do ômega 3, a chamada gordura boa encontrada em certos tipos de peixe e óleos de nozes, reduz perigosos pólipos em pessoas propensas a câncer de intestino, informou um estudo publicado nesta quinta-feira.

Presente em alguns peixes, como a sardinha, a forma pura do ômega 3 reduz pólipos em pessoas propensas a câncer de intestino. Cinquenta pacientes foram envolvidos na pesquisa, todos com mutações genéticas que incentivavam o desenvolvimento de pólipos – que crescem no intestino e podem se desenvolver para tumores, tornando necessárias remoções de grandes partes do intestino.

Na pesquisa, 28 pacientes foram aleatoriamente incluídos em um grupo que recebeu uma dose diária de dois gramas de uma nova e altamente pura forma de ômega 3, enquanto o outro grupo, de 27 pessoas, recebeu um placebo.

Após 6 meses, o número de pólipos aumentou em cerca de 10% dos pacientes que tomaram o placebo, mas caiu 12% nos que ingeriam as cápsulas de ômega 3, totalizando uma diferença de mais de 22%.
Além disso, o tamanho dos pólipos aumentou em 17% no grupo placebo, enquanto diminuiu em 12,5% no grupo ômega 3, uma diferença de quase 30%.

Os resultados são similares aos produzidos por uma droga chamada celecoxib, comercializada com o nome de Celebrex, utilizada para inibir pólipos em pacientes geneticamente vulneráveis.

Entretanto, celecoxib produziu efeitos colaterais cardiovasculares em pacientes mais idosos. Já as cápsulas de ômega 3 – também chamado de eicosapentaeonic acid, ou EPA – foram ‘muito bem toleradas’, disseram os médicos.
A pesquisa foi publicada no site da “Gut”, a revista da Associação Médica Britânica (BMA, na sigla em inglês).

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u709331.shtml

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Março / 2010

Fonte: Folha Online

Intervenção reduz resistência à insulina e pressão alta de jovens

O índice de adolescentes obesos com resistência à insulina, um estágio pré-diabetes, caiu de 64% para 17% após um ano de tratamento em um programa multidisciplinar oferecido pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Os 29 jovens que concluíram o programa tinham IMC (índice de massa corporal) maior ou igual a 30 no início do projeto e perderam de dez a 35 quilos ao longo do ano passado. Os casos de hipertensão também caíram -de 41% para zero-, assim como as dislipidemias (aumento de colesterol e de triglicérides no sangue), de 17% para 10%.

De acordo com a endocrinologista Cláudia Cozer, membro da diretoria da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), a resistência insulínica é proporcional ao grau de obesidade. “É ela que gera pressão alta e diabetes. Quando a resistência é tratada, como eles conseguiram fazer, todas as doenças melhoram”, afirma.
Segundo Priscila Sanches, responsável pela pesquisa, os participantes não receberam uma dieta específica. “O foco é na reeducação alimentar e nos exercícios, porque o objetivo do programa é que eles mudem seu estilo de vida”, afirma. Para isso, os jovens tiveram aulas sobre a importância do consumo de certos alimentos, como frutas e hortaliças, e aprenderam a usar a pirâmide alimentar.
Em julho, o trabalho será apresentado no Congresso Internacional de Obesidade, em Estocolmo (Suécia).
O programa da Unifesp oferece acompanhamento médico, nutricional e psicológico, além de exercícios físicos, que são realizados durante uma hora, três vezes por semana.
Segundo Sanches, a intervenção durante a adolescência traz vantagens. “Quando conseguimos tratar nessa faixa etária, prevenimos o desenvolvimento de doenças associadas à obesidade e revertemos os primeiros sinais de problemas como a aterosclerose.”
Para Cláudia Cozer, o tratamento é correto. “O que há de melhor é o estímulo à prática de exercícios e a reeducação alimentar, pois isso reduz o excesso de peso e os riscos.”
O projeto aceita adolescentes obesos com 15 a 19 anos de idade. Para participar do próximo grupo, é possível inscrever-se na lista de espera pelo telefone 0/xx/11/5572-0177.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u708022.shtml

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Março / 2010

Fonte: Diário da Sáude

Planta amazônica mostra efeitos medicinais e riscos tóxicos

Aninga:

Muito utilizada pelos ribeirinhos como cicatrizante e vastamente distribuída nas margens dos rios amazônicos, pouco se conhece ainda sobre as propriedades químicas, terapêuticas e as atividades biológicas da aninga – nome popular da espécie Montrichardia linifera (Araceae).
Para tentar saber mais sobre a espécie, a pesquisadora Cristine Bastos do Amarante, do Museu Paraense Emílio Goeldi, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, realizou o estudo químico e farmacológico da planta.

Usos da aninga

Além de seu uso como cicatrizante de cortes profundos, a seiva da aninga também é usada contra picadas de cobra e ferrada de arraia, entre outras aplicações etnomedicinais.
Dentre essas aplicações, também é comum a utilização das folhas amarelas da aninga na forma de chá para o tratamento de doenças do fígado, além dos relatos de ribeirinhos de que as folhas e o fruto dessa planta fazem parte da dieta alimentar de peixes, tartarugas, peixes-boi, capivaras, bois e búfalos.
Mesmo assim, “os próprios ribeirinhos também a classificam como uma planta venenosa, já que a sua seiva é urticante e causa queimaduras na pele e, em contato com os olhos, pode causar a cegueira”, lembra Cristine.

Planta da Amazônia

A aninga é uma planta pioneira na formação de ilhas aluviais dos rios amazônicos e no estreitamento de canais dos furos do arquipélago do Marajó, formando grandes populações coloniais e distribuindo-se vastamente às margens dos rios e igarapés da Amazônia. É uma macrófita aquática, planta herbácea que cresce na água, em solos cobertos por água ou em solos saturados com água.
A pesquisa teve início em 2007 e os resultados obtidos sugerem a ocorrência de substâncias biologicamente ativas, revelando um potencial fitoterápico ainda a ser investigado.
“Considero esse estudo apenas o começo do conhecimento químico sobre a aninga, pois muitos aspectos ainda precisam ser bem investigados”, afirma a pesquisadora, que coletou as amostras da espécie às margens do Rio Guamá, no Campus 1 da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém (PA).

Planta contra a malária

O estudo revelou informações importantes acerca da aninga, mas também algumas preocupantes.
O teste da toxicidade, por exemplo, sugere que a planta contém substâncias biologicamente ativas que justificam o uso tradicional empregado empiricamente pelo caboclo amazônico, denotando que a espécie tem um importante potencial fitoterápico que merece ser investigado em estudos químicos, farmacológicos e toxicológicos.
A atividade antiplasmódica, relativa à ação contra o parasita causador da malária, também foi investigada. Nesse caso, alguns extratos da folha da aninga inibiram em mais de 80% o crescimento do parasita, apresentando alto potencial antimalárico. Por isso, segundo Cristine, os princípios ativos encontrados na planta merecem ser padronizados e identificados futuramente.

Fruto múltiplo

Já na folha e no fruto foram realizados estudos de teores de umidade, lipídios, proteínas, resíduo mineral fixo (cinzas), nível de carboidratos e valor calórico, e os resultados mostraram que tanto a folha como o fruto têm baixo valor proteico.
Nesse contexto, vale ressaltar que a fruta da aninga é uma infrutescência, já que apesar da aparência externa coesa, ela é formada por um conjunto compacto de frutos, onde cada um encontra-se aderido ao outro, de forma que o conjunto se assemelha a um grande fruto.
Essa infrutescência apresentou baixo valor nutricional tanto para os peixes quanto para os quelônios e também aos grandes herbívoros como o boi e o búfalo, principalmente pelo seu pobre teor de proteína.

Absorção de minerais

Os resultados também indicaram que a aninga tem a capacidade de absorver grandes quantidades de minerais presentes no solo, o que foi evidenciado pelos elevados níveis dos macronutrientes cálcio (Ca) e magnésio (Mg).
Além desses, as concentrações de manganês (Mn) obtidas também foram consideradas tóxicas, ultrapassando significativamente o limite máximo tolerável para búfalos e gado.

Planta contra a poluição ambiental

“Dessa forma, a planta pode ser considerada um sorvente natural de substâncias químicas, mas seu uso no controle da poluição ambiental ainda é pouco explorado. As aningas têm grande capacidade de reter metais pesados, óleos e outros poluentes orgânicos”, explica Cristine.
“Ela funciona como uma espécie de filtro, acumulando elementos químicos que chegam a níveis considerados tóxicos para os animais que dela se alimentam, tais como o peixe-boi, tartarugas, peixes e búfalos.” diz ela.

Neurotóxico

E é justamente pelo seu caráter de sorvente que a utilização da planta pela população ribeirinha é preocupante, principalmente no que diz respeito ao manganês, que é um metal neurotóxico e que pode estar sendo passado para a cadeia trófica (alimentar).
Ainda segundo a pesquisadora, a contaminação do homem com esse metal pode causar danos no sistema nervoso e evoluir para doenças neurodegenerativas, tais como o Mal de Parkinson, ou até mesmo causar a morte por envenenamento.

Chá perigoso

As populações tradicionais fazem uso das folhas amarelas da aninga na preparação de chás. Estudos de composição mineral realizados revelam, porém, que os valores dos minerais estiveram muito acima dos limites estabelecidos para o consumo humano.
No chá, os metais magnésio (Mg) e manganês (Mn) ainda permanecem acima do limite máximo tolerável, porém os valores gerais dos metais obtiveram significativa redução dos seus teores.
Mesmo assim, esses resultados sugerem que o chá desta planta é uma bebida tóxica e, portanto, desaconselha-se o seu uso. “Além dos minerais, existe a possibilidade desta planta absorver outros poluentes, principalmente nas áreas urbanas, onde a movimentação das marés favorece o acúmulo de lixo em seu habitat”, alerta Cristine.


Plantas contaminadas

O local de coleta é elemento fundamental da pesquisa. As amostras coletadas tiveram origem na área urbana de Belém, o que determina que os estudos devam considerar os efeitos da poluição no material pesquisado.
“Há necessidade de continuarmos essa pesquisa, elegendo outras áreas de coleta, menos poluídas, a fim de verificar se a planta pode servir como indicadora de poluição ambiental e, assim, explorar o seu uso no controle da poluição”, ressalta a pesquisadora.
As pesquisas foram desenvolvidas por meio de parceria com o Centro Universitário do Pará (Cesupa), Instituto Evandro Chagas (IEC), universidades Federal Rural da Amazônia (Ufra) e Federal do Pará (UFPA), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa).
http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=planta-amazonica-efeitos-medicinais-riscos-toxicos&id=5066

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Março  / 2010

Fonte: Diário da Saúde

Chá de folha de papaia revela ação surpreendente contra o câncer

Chá de folha de papaia:

O humilde mamão papaia está ganhando na medicina ocidental a credibilidade que ele possui há gerações na cultura popular: o de ser um alimento com poderes anticancerígenos.
O pesquisador Nam Dang, da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, juntamente com colegas do Japão, documentaram o dramático efeito anticancerígeno do mamão papaia ao entrar em contato com diversos tumores cultivados em laboratório, incluindo cânceres do colo do útero, mama, fígado, pulmão e pâncreas.
Os pesquisadores usaram um extrato feito a partir das folhas secas do mamão, e os efeitos anticancerígenos foram mais fortes quando as células receberam doses mais elevadas do chá de folha de papaia.
Outras pesquisas já demonstraram os efeitos benéficos da papaína, um outro composto do mamão papaia, contra uma série de outras condições médicas, sobretudo na cicatrização de ferimentos.
Reforço do sistema imunológico
Em um artigo publicado no periódico científico Journal of Ethnopharmacology, Dang e seus colegas documentaram também pela primeira vez que o extrato de folha de mamão papaia estimula a produção das principais moléculas de sinalizadoras chamadas citocinas de tipo Th1.
Esta regulação do sistema imunológico, além do efeito antitumoral direto do papaia sobre vários tipos de câncer, sugere possíveis estratégias terapêuticas que usem o sistema imunológico para combater cânceres.
O extrato de mamão papaia não tem qualquer efeito tóxico sobre as células normais, evitando uma consequência comum e devastadora da maioria dos regimes terapêuticos contra o câncer, nomeadamente os conhecidos efeitos colaterais da quimioterapia.

Mamão papaia contra o câncer

O sucesso do extrato de mamão em agir sobre o câncer sem apresentar toxicidade é consistente com os relatórios de populações indígenas na Austrália e no Vietnã, afirma Dang.
“Baseado no que tenho visto e ouvido em ambiente clínico, ninguém que tenha tomado este extrato sofreu com qualquer toxicidade; parece que você pode tomá-lo por longos períodos, principalmente porque ele dá resultados,” disse o cientista.
Os pesquisadores expuseram 10 tipos diferentes de culturas de células cancerosas a quatro concentrações diferentes do chá do extrato de folha de mamão papaia e mediram o efeito após 24 horas. O papaia retardou o crescimento dos tumores em todas as culturas.

Extrato de folha de mamão

Para identificar o mecanismo pelo qual o extrato de papaia interfere no crescimento das culturas tumorais, a equipe concentrou-se em uma linhagem de células de linfoma T. Seus resultados sugerem que pelo menos um dos mecanismos utilizados pelo extrato de mamão é induzir a morte celular.
Em uma análise similar, a equipe também verificou o efeito do extrato de mamão papaia sobre a produção de moléculas antitumorais conhecidas como citocinas. O chá de folhas de mamão induziu a produção de citocinas tipo Th1, que são importantes na regulação do sistema imunológico.
Por esse motivo, os resultados do estudo levantam a possibilidade de um uso futuro dos componentes do extrato de folha de mamão em tratamentos relacionados a deficiências do sistema imunológico, como inflamações, doenças auto-imunes e cânceres.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=cha-folha-mamao-papaia-acao-contra-cancer&id=5078

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Março / 2010

Fonte: Folha de São Paulo

Fitoterápicos deverão ter orientação sobre forma de uso

Medicamentos derivados de plantas medicinais deverão passar a ser vendidos acompanhados de informações que expliquem para que servem e como devem ser usados. Os dados poderão estar em um folheto informativo na embalagem ou no próprio invólucro da planta.
As regras estão em uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), em vigor desde ontem, assinada com o objetivo de padronizar as regras para os produtos, muitas vezes vendidos em mercados populares sem a orientação de um profissional.
Essas plantas medicinais precisam ser usadas da maneira correta para alcançar o efeito desejado e, como qualquer outro medicamento, podem causar efeitos colaterais. As regras serão publicadas no site da agência.
A resolução traz uma tabela que informa a parte da planta que deve ser utilizada, a forma de utilização (se ela deve ser colocada em infusão ou macerada, por exemplo), se o produto deve ser ingerido ou não, indicações, contraindicações, efeitos adversos e interações com outros medicamentos, além de outros alertas.
Por exemplo: para que funcionem contra a insônia, as partes do maracujá que devem ser utilizadas são as folhas, em uma colher (sopa) misturada com uma xícara (chá) de água uma ou duas vezes ao dia. Elas não podem ser usadas junto com sedativos.
Os fabricantes das drogas deverão ainda apresentar à Anvisa resultados de testes de qualidade. A resolução faz parte de uma política pública para ampliar o uso dos fitoterápicos.
Atualmente, há oito deles na lista de medicamentos que podem ser comprados por Estados e prefeituras com recursos do Ministério da Saúde.
São eles: guaco (usado para tosse), espinheira-santa (úlcera e gastrite), alcachofra (dores abdominais), aroeira (ginecológico), cáscara-sagrada (prisão de ventre), garra-do-diabo (dores lombares e artrose), isoflavona de soja (climatério) e unha-de-gato (anti-inflamatório e imunoestimulante).
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u705379.shtml

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Março / 2010

Fonte: Diário da Saúde

Uso abusivo de medicamentos supera o uso de drogas no mundo

Remédios controlados

O uso abusivo dos chamados remédios controlados, que só podem ser usado com receita médica, cresceu tão rapidamente no mundo todo que o número de viciados em medicamentos superou o número de usuários de cocaína, heroína e ecstasy juntos.

“As pessoas tendem a achar que o uso abusivo dos medicamentos prescritos é apenas um uso inadequado de substâncias para tratar problemas de saúde. Mas esses incidentes são frequentemente resultado de um vício que pode ser tão letal como a dependência de drogas como a heroína ou a cocaína”, diz um documento divulgado pela ONU.

Droga sem fiscalização

O alerta faz parte de um relatório divulgado ontem pelo INCB (International Narcotics Control Board), uma organização ligada à ONU.

Segundo a organização, os remédios controlados são mais fáceis de se obter e não recebem a mesma atenção da fiscalização que as drogas. Mas os dois problemas não são muito diferentes, já que ambos são vícios.

Celebridades e anônimos

Embora a morte de celebridades sempre chame a atenção para o problema, como ocorreu recentemente com o cantor Michael Jackson, que supostamente morreu depois de receber medicamentos do seu médico, sempre chamam a atenção para o abuso de medicamentos.

Mas, segundo o INCB, este não é um problema de celebridades. Calcula-se que, só nos Estados Unidos, 6,2 milhões de pessoas usaram medicamentos de forma abusiva em 2008.

O relatório afirma que, na Alemanha, entre 1,4 milhão e 1,9 milhão de pessoas são viciadas em medicamentos. No Canadá, entre 1% e 3% da população abusam dos chamados opioides.

Em vários países europeus – França, Itália, Lituânia e Polônia – o percentual de estudantes que revelou usar sedativos ou tranquilizantes fica entre 10% e 18%.

Farmácias online

O órgão da ONU pediu aos países que monitorem mais de perto as farmácias online, tidas como um grande elemento incentivador da aquisição dos medicamentos “controlados”. Segundo a organização, os países devem fiscalizá-las ou fechá-las.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=uso-abusivo-medicamentos-supera-uso-drogas-mundo&id=5035

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Março / 2010

Fonte: Folha Online / saúde

Consumo regular de analgésicos leva a perda auditiva

Um estudo norte-americano que acompanhou 26 mil homens por 18 anos mostra que o uso regular de aspirina, acetaminofen (substância ativa de analgésicos como o Tylenol) e anti-inflamatórios não esteroides (como o ibuprofeno) aumenta o risco de perda auditiva, especialmente nos homens com menos de 60 anos.
Os autores apontam que o consumo regular (duas ou mais vezes por semana) de acetaminofen aumenta em 99% o risco de deficiência auditiva em homens com menos de 50 anos e em 38% em homens entre 50 e 59. A partir dos 60 anos, o risco cai para 16%.
“A relação entre o acetaminofen e a perda auditiva nunca havia sido estudada”, disse à Folha Sharon Curhan, do Brigham and Women’s Hospital, a principal autora do estudo.
Entre os que usam regularmente aspirina, o risco de perda auditiva foi 33% maior para homens abaixo dos 59 anos. Não foi observado aumento de risco nos participantes com mais de 60 anos. O uso regular de aspirina, que diminui o risco de formação de coágulos, é indicado na prevenção de doenças cardiovasculares.
Quanto aos anti-inflamatórios não esteroides, o risco foi 61% maior para homens abaixo dos 50 anos, 32% maior para a faixa entre 50 e 59 anos e 16% para os com 60 anos ou mais.
“Os efeitos ototóxicos [que agridem o aparelho auditivo] de altas doses de aspirina estão bem documentados e há suspeitas de que altas doses de anti-inflamatórios não esteroides causem danos auditivos. Nós investigamos o uso regular de doses moderadas desses analgésicos. É o maior estudo prospectivo mostrando essa relação”, diz Curhan.
Os pesquisadores fizeram ajustes para fatores que pudessem distorcer os resultados, como alcoolismo, tabagismo, doenças cardiovasculares, hipertensão e uso de outros tipos de medicamento com efeitos comprovados na audição.
O trabalho, que acaba de ser publicado na edição de março do “American Journal of Medicine”, foi realizado por pesquisadores das universidades Harvard e Vanderbilt, do Brigham and Women’s Hospital e da Massachusetts Eye and Ear Infirmary, em Boston.
A perda auditiva é considerada a desordem sensorial mais comum nos EUA. Estima-se que afete 10% da população geral e pelo menos metade da população com mais de 65 anos. “Não temos números precisos no Brasil, mas provavelmente a situação aqui é igual ou maior. Os distúrbios auditivos são um problema de saúde pública”, afirma o otorrinolaringologista Marcelo Ribeiro de Toledo Piza, diretor da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia.
“A deficiência auditiva afeta a capacidade de comunicação, reduz a autonomia e pode levar ao isolamento social e à depressão”, completa Curhan.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u701553.shtml

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Março / 2010

Fonte: Folha Online

Consumo de maconha aumenta risco de doenças psíquicas, diz estudo

Consumir maconha por muito tempo aumenta o risco de doenças psíquicas, como psicoses, alucinações visuais ou auditivas e delírios, segundo um estudo australiano divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.
Os pesquisadores do Instituto Cerebral da Universidade de Queensland consultaram 3.800 jovens de cerca de vinte anos sobre seu consumo de maconha e sobre a ocorrência de eventuais problemas psíquicos.
Pouco mais de 14% deles responderam que consumiam maconha há seis anos ou mais. O estudo constatou que esses jovens corriam um risco duas vezes maior de sofrer de doenças psicóticas, como a esquizofrenia, do que aqueles que nunca consumiram.
O risco de serem vítimas de alucinações também é duas vezes maior; e o de delírios, quatro vezes mais elevado.
“A ligação é muito clara entre o consumo e os três problemas estudados: quanto mais tempo se consome maconha, mais elevado é o risco de efeitos não desejados”, indicam os autores do estudo divulgado no Archives of General Psychiatry.
Eles reconhecem, no entanto, que é difícil dizer se esses problemas psíquicos antecedem ou são consequência do consumo de entorpecentes. “A relação é complexa”, revelam.
“Os indivíduos que sofrem de sintomas psicóticos isolados correm um risco maior de consumir maconha, o que poderia, por sua vez, contribuir para aumentar o risco de problemas psicóticos”, de acordo com o estudo.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u700671.shtml

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Fevereiro / 2010

Fonte: Folha / Saúde

Ginkgo biloba eleva risco de convulsão em epilépticos, dizem estudos

O ginkgo biloba, um dos fitoterápicos mais vendidos no mundo, aumenta o risco de convulsões em pessoas com epilepsia e reduz a eficácia de medicamentos anticonvulsionantes. Há algum tempo, pesquisas isoladas apontam nesse sentido. Agora, uma revisão de dez estudos realizada na Universidade de Bonn (Alemanha) soma evidências sobre esses riscos do produto.

Os autores do estudo afirmam que, pelas evidências atuais, deveria haver maior restrição à venda de medicamentos à base de ginkgo biloba.

O fitoterápico costuma ser indicado para vários problemas, como Alzheimer, perda de memória e perda auditiva. “Mas não temos evidências que comprovem a sua ação”, diz Elza Márcia Yacubian, professora de neurologia da Unifesp.

Quanto aos riscos relacionados à epilepsia, Yacubian diz que testes mostram que o ginkgo biloba induz o fígado a produzir uma enzima que é a mesma que faz a metabolização de dois dos medicamentos anti-epilépticos mais usados. “Além disso, a semente do ginkgo biloba tem uma neurotoxina que aumenta a atividade cerebral, desencadeando crises epilépticas e que pode levar à convulsão mesmo pessoas que não têm o distúrbio”, diz Yacubian.

Segundo a farmacêutica Ivana Suffredini, do laboratório de extratos da Unip (Universidade Paulista), os estudos com extratos vegetais são recentes, e ainda faltam informações sobre os efeitos –benéficos ou adversos– dos fitoterápicos. “As pessoas precisam saber que eles podem ter efeitos indesejados. O maior problema é que muita gente acredita que os produtos que vêm das plantas não têm risco, e passam a consumi-los sem orientação médica”, diz Suffredini.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u689264.shtml

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Fevereiro / 2010

Fonte: Folha de São Paulo
Do New York Times

Vitamina D vira “estrela” dos suplementos e abre discussões

Pouco se sabe sobre o nível ideal de um nutriente ou os efeitos colaterais de altas doses.

Imagine um tratamento capaz de fortalecer ossos e o sistema imunológico e diminuir os riscos de doenças domo diabetes, doenças cardíacas e renais, pressão alta e câncer.

Algumas pesquisas sugerem que um tratamento tão maravilhoso assim já existe. É a vitamina D, um nutriente que o corpo produz a partir da luz do sol e que também é encontrado em peixes e leites fortificados.

Mesmo assim, apesar do potencial saudável da vitamina D, acredita-se que metade dos adultos e crianças tenha níveis abaixo do ideal da vitamina, e 10% das crianças sejam altamente carentes, segundo um relatório de 2008 publicado no “The American Journal of Clinical Nutrition”.

Como resultado, médicos estão cada vez mais realizando exames em pacientes para avaliar os níveis de vitamina D e prescrevendo suplementos diários para aumentá-los. Segundo o laboratório Quest Diagnostics, pedidos de testes de vitamina D aumentaram mais de 50% no último trimestre de 2009. Em 2008, os consumidores compraram US$ 235 milhões em suplementos de vitamina D, contra US$ 40 milhões em 2001, segundo o “Nutrition Business Journal”.

Mas não comece a engolir suplementos de vitamina D. A empolgação envolvendo seu potencial para a saúde ainda está muito a frente da ciência.

Dados insuficientes

Embora vários estudos estejam prometendo, há dados insuficientes de exames clínicos randômicos. Pouco se sabe sobre o real nível ideal de vitamina D, se seu aumento pode melhorar a saúde e quais são os possíveis efeitos colaterais causados pela ingestão de altas doses.

Como grande parte dos dados sobre a vitamina D vem de pesquisas observacionais, pode ser que doses altas do nutriente não tornem realmente as pessoas mais saudáveis –pode ser que as pessoas saudáveis simplesmente fazem coisas que levam ao aumento da vitamina D.

“A correlação não necessariamente significa uma relação de causa e efeito”, afirmou Dr. Joann E. Manson, professor de Harvard e chefe de medicina preventiva do Brigham and Women’s Hospital, em Boston.

“As pessoas podem ter altos níveis de vitamina D porque se exercitam bastante e se expõem à luz ultravioleta com exercícios ao ar livre”, disse Manson. “Ou elas podem ter um nível alto de vitamina D porque se preocupam com a saúde e tomam suplementos. Porém, elas também têm uma dieta saudável, não fumam e fazem muitas outras coisas que mantêm sua saúde em dia”.

Manson está liderando um grande estudo nos próximos cinco anos que deverá oferecer respostas a essas e outras questões. Os testes clínicos em todo o país estão recrutando 20 mil adultos mais velhos, incluindo homens com 60 anos ou mais e mulheres com 65 anos ou mais, para estudar se doses altas de vitamina D e ácidos graxos de ômega 3 de suplementos de óleo de peixe diminuem o risco de doença cardíaca e câncer.

Manson afirmou que suplementos de óleo de peixe foram incluídos no estudo porque é outro tratamento promissor que sofre com a escassez de evidências clínicas. Além disso, tanto a vitamina D quanto o óleo de peixe são conhecidos por terem efeito antiinflamatório, mas casa um funciona de uma forma diferente no corpo, então pode haver benefícios adicionais à saúde quando se combina os dois.

Vitamina e placebo

Participantes do estudo serão divididos em quatro grupos. Um irá tomar pílulas de vitamina D e óleo de peixe. Dois vão tomar uma pílula de vitamina D, ou suplemento de óleo de peixe, e um placebo. O quarto grupo irá tomar dois placebos.

A vitamina D é encontrada por todo o corpo e age como um mecanismo de sinalização para ativar e desativar células. No mento, a dose recomendada de todas as fontes, contando alimentos e exposição solar, é de 400 unidades internacionais por dia, mas a maioria dos especialistas concorda que essa medida provavelmente seja muito baixa. O Instituto de Medicina está reavaliando diretrizes para a vitamina D e acredita-se que ele aumentará a dose diária recomendada do mineral.

Os participantes do estudo irão tomar 2.000 unidades internacionais de vitamina D3, que aparentemente é a forma mais facilmente usada pelo corpo. O estudo irá usar suplementos de 1g de óleo de peixe ômega-3, cerca de 5 a 10 vezes mais o consumo diário médio.

A dose de vitamina D é muito mais alta do que tem sido usada em outros estudos. O estudo bastante conhecido da Women’s Health Initiative, por exemplo, acompanhou mulheres que tomavam 400 unidades de vitamina D e 1.000 mg de cálcio. O estudo não encontrou nenhum benefício em geral dos suplementos, embora as mulheres que tomaram suas pílulas regularmente tenham tido um risco menor de fraturar o quadril. Mesmo assim, muitos especialistas acreditam que 400 unidades é uma medida baixa demais para se obter qualquer benefício adicional à saúde.

Outro estudo, envolvendo 1.200 mulheres, observou os efeitos de 1.500mg de cálcio e 1.100 unidades de vitamina D. As mulheres que tomaram ambos os suplementos apresentaram um risco menor de desenvolver câncer de mama nos próximos quatro anos, mas os números de casos reais –sete casos de câncer de mama no grupo que tomou placebo e quatro no grupo que tomou suplemento– foram pequenos demais para se obter conclusões significativas.

Embora consumidores possam ficar tentados a correr para a farmácia e começar a tomar 2.000 UI de vitamina D por dia, os médicos não o aconselham. Vários estudos recentes sobre nutrientes, incluindo vitaminas E e B, selênio e beta caroteno, se mostraram decepcionantes – até sugeriram que altas doses prejudicam mais do que ajudam, aumentando o risco de problemas do coração, diabetes e câncer, dependendo do suplemento.

Pessoas saudáveis

Apesar da promessa da vitamina D em estudos observacionais, pesquisas envolvendo outros suplementos mostram que é difícil documentar um benefício em pessoas saudáveis, e praticamente impossível prever danos potenciais, como observa Dr. Eric A. Klein, presidente do Glickman Urological and Kidney Institute, da Clínica Cleveland. Klein trabalhou recentemente como coordenador nacional para o Select, um estudo da vitamina E e do selênio para o câncer de próstata. O estudo parecia promissor, mas no final não mostrou nenhum benefício a partir dos suplementos e um risco potencialmente mais alto para diabetes em usuários de selênio.

“Acho que a lição que aprendemos com grandes testes com outros suplementos vitamínicos, incluindo o Select, é que não há benefício comprovado de saúde ou prevenção para suplementos alimentícios em populações com nutrição repleta, que corresponde à maioria das pessoas que entram nesse tipo de teste”, disse Klein. “Faz mais sentido para mim estudar suplementos alimentícios ou vitamínicos em populações deficientes”.

As pessoas com maior risco de deficiência de vitamina D são as mais velhas, as que têm diabetes ou doença renal, ficam muito em casa ou lugares fechados e têm pele mais escura. Adolescentes afro-americanos têm um risco particularmente alto, possivelmente porque, além da pele mais escura, como adolescentes eles têm menos probabilidade de beber leite ou brincar a céu aberto.

A comunidade científica continua a debater sobre o nível ideal de vitamina D. Em geral, as pessoas são consideradas como deficientes se têm níveis sanguíneo de menos de 15 ou 20 nanogramas por mililitro. No entanto, muitos médicos hoje acreditam que os níveis de vitamina D deveriam estar acima de 30. O nível ideal não é conhecido, nem se sabe em que ponto uma pessoa está recebendo vitamina D demais, o que pode levar a pedras no rim, calcificação em vasos sanguíneos e outros problemas.

Os níveis de vitamina D das pessoas são influenciados pela cor da pele, pelo local onde vivem, quanto tempo elas passam a céu aberto e pelo seu consumo de peixe e leite. Para aumentar o nível de vitamina D sem suplementos, uma pessoa poderia aumentar sua exposição ao sol para 10-15 minutos por dia. Comer mais peixe também pode ajudar –uma porção de 99g de salmão fresco tem de 600 a 1.000 UIs de vitamina D,– mas seria necessário tomar um quarto de galão de leite por dia para obter a dose recomendada de vitamina D.

“O que nós sabemos é que há muitas pessoas com carência de vitamina D com base em estimativas de pesquisas nacionais”, disse Dr. Michal L. Melamed, professor assistente de medicina da Faculdade de Medicina Albert Einstein, no Bronx. “Mas não sabemos o que acontece quando a curva vai para o outro lado. Provavelmente há um risco de se ter vitamina D em excesso no corpo.”

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u692010.shtml

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Fevereiro / 2010

Fonte: Folha Online

EUA questionam segurança de medicamento contra diabetes

Para funcionários da FDA, Avandia traz riscos cardíacos e deveria ser banido

Dois funcionários da FDA (agência que regula medicamentos e alimentos nos EUA) lançaram um alerta recomendando que o remédio Avandia, usado para diabetes tipo 2, seja retirado do mercado.
Eles dizem que o medicamento, cuja substância ativa é a rosiglitazona, é mais perigoso para o coração do que seu concorrente da mesma classe, o Actos (pioglitazona).
Segundo o relatório, divulgado pelo jornal “New York Times”, o remédio provocou 500 ataques cardíacos e 300 casos de insuficiência cardíaca desnecessários por mês. O medicamento foi associado, por exemplo, a 304 mortes no terceiro trimestre de 2009.
Tanto o Avandia quanto o Actos são comercializados no Brasil. Em 2007, um estudo com 15.560 pacientes já havia sugerido que o primeiro pode causar problemas cardíacos.
Agora, dois senadores dos EUA dizem ter evidências de que a fabricante, a GlaxoSmithKline, sabia dos riscos do remédio anos antes de esse assunto vir à tona e falhou em não avisar sobre o problema. “Os executivos da Glaxo intimidaram médicos e focaram em estratégias para minimizar os achados de que o Avandia pode aumentar o risco cardíaco”, dizem.
A Glaxo negou as acusações e afirmou que “as evidências científicas simplesmente não estabelecem que o Avandia aumenta os riscos de problemas cardiovasculares”.
A FDA afirma que vai pedir que os riscos do medicamento sejam novamente discutidos. As vendas do remédio atingiram os US$ 3 bilhões em 2006, mas caíram para US$ 1,2 bilhões em 2009.

Brasil
No Brasil, o Avandia não é distribuído pelo SUS e é considerado um remédio caro, mas é “prescrito com frequência”, segundo o endocrinologista Antonio Roberto Chacra, diretor do centro de diabetes da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Uma caixa com 28 comprimidos na dosagem mais baixa custa cerca de R$ 200.
Ele diz que o remédio é muito eficaz contra o diabetes, principalmente para pacientes com sobrepeso e sedentários, mas que, quando sua segurança começou a ser questionada, muitos médicos deixaram de receitá-lo para pacientes com alto risco cardíaco. “Mas ainda há médicos desavisados que o prescrevem nesses casos.”
Chacra considera os relatórios importantes, mas lembra que nem a Anvisa nem a FDA têm conclusões definitivas sobre o remédio. “Médicos e pacientes brasileiros devem aguardar um posicionamento oficial antes de tomar qualquer medida.”

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd2202201003.htm

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Fevereiro / 2010

Fonte: Folha / Ciência e Saúde

Manteiga pode ser consumida com moderação

Pessoas com síndrome metabólica, conjunto de sintomas que eleva o risco cardiovascular, não precisam riscar a manteiga e a margarina da dieta.
Uma pesquisa feita na Universidade de São Paulo revela que o consumo de uma colher de sopa por dia desses alimentos não aumenta o risco de um evento cardiovascular.
Para chegar aos resultados, os autores acompanharam 66 pacientes por 35 dias. Eles foram divididos em quatro grupos: um consumiu manteiga, outro margarina com gordura trans, o terceiro margarina sem trans e o último margarina com fitosteróis, substâncias que reduzem o colesterol “ruim”.
No final do período, os autores dosaram substâncias inflamatórias e níveis de colesterol no sangue dos voluntários. Não houve diferença entre os valores entre o início e o fim do estudo e nem entre os diferentes produtos consumidos por eles.
“Muitas pessoas deixam de consumir esses produtos por medo, mas isso é um mito”, diz a nutricionista Ana Carolina Gagliardi, autora do estudo. “Mas é melhor optar pela manteiga ou pela margarina sem gordura trans”, completa ela.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd2202201005.htm

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Fevereiro / 2010

Fonte: Folha Online / Saúde

Refrigerante é associado a risco de câncer de pâncreas em estudo

Tomar duas ou mais latas de refrigerante com açúcar por semana aumenta em 87% o risco de câncer no pâncreas, sugere estudo feito com mais 60 mil pessoas, em Cingapura, publicado na revista “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention”.

Os pesquisadores acompanharam o grupo durante 14 anos. Nesse período, 140 voluntários desenvolveram câncer no pâncreas. O estudo não aponta, entretanto, a relação causal exata entre o consumo da bebida e o aparecimento do câncer.

De acordo com Mark Pereira, coordenador do estudo da Universidade de Minnesota, uma das hipóteses é que a quantidade de açúcar dessas bebidas aumente os níveis de insulina no sangue e poderia contribuir para o crescimento das células cancerosas no pâncreas.

Segundo o cirurgião oncológico Felipe José Coimbra, do Hospital A.C.Camargo, as causas mais conhecidas de câncer no pâncreas são o histórico familiar da doença, casos de pancreatite hereditária, tabagismo e diabetes. A obesidade parece ter influência, mas ainda não há nada comprovado.

“Por enquanto, não há nenhum alimento que comprovadamente cause câncer no pâncreas. O estudo poderá servir de orientação especialmente para pessoas em grupos de risco”, diz.

Coimbra pondera, porém, que o estudo não é conclusivo e não dá para fazer especulações sobre qual o mecanismo de ação. “Não sabemos se a doença surgiu por causa do açúcar das bebidas, por causa de algum corante ou conservante específico. Mas é um primeiro passo.”

O câncer de pâncreas é considerado um dos mais agressivos do sistema digestivo. O diagnóstico geralmente é tardio e a taxa de sobrevida de cinco anos para os pacientes é de 5%.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u691423.shtml

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Janeiro / 2010

Fonte: Folha Online /Saúde

Alimentação ruim pode dobrar risco de depressão

Estudo aponta ação da chamada “junk food” no desenvolvimento do distúrbio

Conclusões são de pesquisa que acompanhou cerca de 3.500 pessoas; atividade inflamatória de alimentos pode explicar os resultados

Um padrão alimentar baseado em carnes processadas, gorduras trans e saturadas, cereais refinados, açúcar e aditivos alimentares (corantes, conservantes etc.) dobra o risco de depressão na meia idade. A afirmação é de um estudo, publicado no “British Journal of Psychiatry”, que acompanhou quase 3.500 homens por cinco anos, no Reino Unido.
Pesquisadores do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da University College, em Londres, e do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica de Montpellier (França) utilizaram a bas e de dados do estudo de coorte Whitehall 2, que envolve vários países e inclui no total 10.308 pessoas.
Com os dados do estudo de coorte, os pesquisadores puderam controlar uma ampla gama de variáveis, como condições sociodemográficas, hábitos de vida e parâmetros médicos.
O padrão alimentar foi definido em dois grupos: alimentação integral (alto consumo de vegetais, frutas e peixe) e industrializada (alto consumo de doces, frituras, carne processada, gorduras trans e saturadas e cereais refinados). O mais alto grau diz respeito à ingestão dos alimentos de cada grupo seis ou mais vezes por dia; o grau mais baixo significa que os alimentos não são consumidos nunca ou menos de uma vez por mês.
Após cinco anos, os participantes responderam a um questionário padronizado para medir sintomas de depressão. Os pesquisadores fizeram, então, os ajustes para eliminar fatores como atividade física, doenças crônicas, tabagismo e depressão preexiste nte. Mesmo excluindo esses potenciais influenciadores, o grupo com o padrão alimentar baseado em alimentos industrializados apresentou o dobro de chances de desenvolver depressão.
“O efeito deletério dos alimentos industrializados na depressão é uma descoberta nova. Precisamos de mais estudos para explicar essa associação, mas a hipótese é que ela se deve ao maior risco de inflamação e doenças do coração, que estão envolvidas na depressão”, disse à Folha Tasmine Akbaraly, coordenadora do estudo.

Ação inflamatória
Para Geraldo Possendoro, professor de medicina comportamental da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), estudos mostram que substâncias produzidas por certos alimentos levam à produção de proteínas com ação pró-inflamatória e que, entre essas, muitas são gatilhos da depressão.
“A alta ingestão de produtos industrializados cria uma sinalização inflamatória. As substâncias secretadas pelo intestino comunicam para os sistemas hipotalâmico [relacionado à secreção de neuro-hormônios] e límbico [relacionado às emoções] essa agressão”, diz a endocrinologista e nutróloga Vânia Assaly, membro da International Hormone Society.
Akbaraly diz que essas hipóteses precisam ser testadas. “Queremos verificar o quanto uma dieta saudável pode diminuir o risco de depressão. E ainda não temos evidência de que mudar o padrão alimentar pode reverter o distúrbio.”
Para Ricardo Moreno, coordenador do programa de transtornos afetivos do Instituto de Psiquiatria da USP, mesmo sendo preciso mais evidências, o estudo traz um importante recado. “Ele mostra como as medidas de bom senso, entre elas uma dieta saudável, funcionam de fato como fatores de proteção ao desenvolvimento da depressão”, diz.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd2201201001.


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Janeiro/2010
Fonte: Folha Online

Ondas do celular podem frear e até reverter Alzheimer, indica pesquisa

ORLANDO LIZAMA
da Efe, em Washington

As ondas do telefone celular poderiam proteger do mal de Alzheimer e inclusive reverter seu curso, segundo um estudo realizado com ratos por cientistas da Universidade do Sul da Flórida.
O trabalho, que oferece uma nova esperança aos pacientes, se soma a outros dois relatórios conhecidos ontem que destacam respectivamente o desenvolvimento de fármacos contra enzimas específicas para seu tratamento e o desenho de um scanner cerebral para detectar a doença em jovens saudáveis.
Doença neurológica que não tem cura, o Alzheimer afeta milhões de pessoas e se caracteriza pela perda progressiva da memória e leva à demência e à morte.
Segundo os cientistas da Universidade da Flórida, os milhões de usuários do celular têm uma nova “desculpa” para continuar utilizando o equipamento.
No relatório publicado pelo Journal of Alzheimer’s Disease, os cientistas indicam que em experiências com cem ratos provou-se que a exposição às ondas eletromagnéticas do aparelho pode proteger e até reverter os sintomas da doença.
“Ficamos surpresos em descobrir que a exposição ao celular protegeu a memória de ratos que estariam condenados ao Alzheimer”, indicou Gary Arendash, professor do centro de pesquisas. “Mas o maior assombroso foi constatar que as ondas eletromagnéticas dos celulares revertiam o desequilíbrio na memória dos ratos”, acrescentou.
Os cientistas explicaram que nos roedores as ondas eliminavam e preveniam a formação das camadas de proteína beta-amiloide, características da doença.
Para o experimento, os ratos foram fechados durante nove meses em uma jaula e foram expostos a ondas similares as de um celular.
Induzidos geneticamente para desenvolver a doença, os roedores se mantiveram saudáveis. Sua memória não foi afetada e também não mostraram sinais de demência.
Nos ratos mais velhos com problemas de memória, os problemas desapareceram.

Fármacos
Paralelamente, outro estudo divulgado pela revista Science revelou que os cientistas da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins combinaram fármacos para inibir moderadamente as enzimas beta-secretase e gama-secretase.
Segundo assinalaram, esse tratamento poderia ser mais efetivo que os tratamentos dirigidos contra uma só dessas duas enzimas.
Estudos anteriores tinham demonstrado que a produção das placas é reduzida com a inibição das enzimas.
Descobriu-se também que nos ratos o tratamento de inibição enzimática tem efeitos colaterais perigosos. Por exemplo, a inibição do beta-secretase afeta as funções neurológicas e induz sintomas de esquizofrenia. A da gama-secretase provoca anormalidades, defeitos de desenvolvimento, a aparição de tumores na pele e a redução do período de vida dos animais.
Essa nova técnica ajuda a reduzir a produção das placas beta-amiloides sem efeitos colaterais adversos, afirmaram os cientistas no estudo.

Scanner cerebral
Finalmente, artigo na revista Neurology mostra que cientistas americanos realizaram uma experiência na Itália com um novo tipo de scanner cerebral, que parece detectar em jovens se sua perda de memória está vinculada ao mal de Alzheimer.
No estudo, participaram 76 pessoas de entre 20 e 80 anos, que se submeteram ao scanner cerebral identificado como DTI-MRI –mais sensível que o tradicional.
O objetivo foi detectar mudanças na química cerebral, especialmente no hipocampo, a região crucial na memória e a mais afetada pelos sintomas do Alzheimer.
“Este tipo de scanner parece ser uma melhor forma de medir a saúde cerebral de pessoas que experimentam perda de memória”, disse Giovanni Carlesimo, cientista da Universidade Tor Vergata de Roma.
Sua aplicação “poderia ajudar aos médicos a diferenciar entre os sintomas normais do envelhecimento e a doença de Alzheimer”, acrescentou. “Também poderia ser importante para compreender como e por que uma pessoa perde progressivamente a memória.”
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u675756.shtml

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Janeiro/2010
Fonte: Terra

Calor pode provocar derrame em hipertensos e cardíacos

Hipertensos e pessoas com problemas cardíacos devem ficar atentos aos dias quentes

Segundo a Academia Brasileira de Neurologia (ABN), as altas temperaturas aumentam o risco de acidentes vasculares cerebrais (AVC), doença que mais mata no Brasil, principalmente pacientes desses grupos.
“A temperatura pode provocar a desidratação. A pessoa desidratada fica com o sangue mais espesso e isso aumenta o risco de tromboses, que é a formação de coágulos no interior das artérias, e facilita o AVC. Além disso, com o calor, as pessoas perdem sódio e potássio através da transpiração, o que aumenta o risco de arritmias, que também podem facilitar o AVC”, explica o neurologista Rubens José Gagliardi, vice-presidente da ABN.
Ele diz ainda que o risco é maior quando o calor está associado ao uso de bebida alcoólica, que aumenta a desidratação. “Jogar futebol sob sol depois de beber é um risco. A pessoa deve pensar duas vezes. Principalmente aqueles que não estão acostumados a fazer esse tipo de esforço”, diz, acrescentando que o cigarro também deve ser evitado porque causa males à circulação.
O médico explica que muitas vezes o paciente que tem o AVC ignora sinais de alerta de que o problema possa ocorrer. “A pessoa pode ter crise parcial, que passa rápido. Por exemplo, pode ter dificuldades na fala ou de movimentação de um lado do corpo”, diz Gagliardi, acrescentando que o socorro médico imediato é fundamental não só para salvar a vida do paciente, como diminuir risco de sequelas.
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4185644-EI8147,00-Calor+pode+provocar+derrame+em+hipertensos+e+cardiacos.html

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Janeiro/2010
Fonte: Bibliomed

Adolescentes devem consumir mais grãos integrais, indica pesquisa

A substituição de grãos refinados por grãos integrais na dieta pode ajudar a prevenir doenças crônicas e o ganho de peso excessivo, porém o consumo pelos adolescentes é geralmente menor do que o recomendado.
Pesquisadores norte-americanos avaliaram as diferenças demográficas e as tendências ao longo de 5 anos na ingestão de grãos integrais por 2 grupos de adolescentes do estado de Minnesota, nos Estados Unidos. Em 1999, 11% dos adolescentes do sexo masculino e 13% das adolescentes do sexo feminino informaram que consumiam mais do que 1 porção de grãos integrais.
A ingestão foi menor entre os jovens das raças branca e nativo-americana, e entre jovens de altas classes socioeconômicas. Durante a transição entre o meio e o final da adolescência, o consumo de grãos integrais aumentou em média 0,14 porções entres os adolescentes masculinos e 0,09 entre as adolescentes do sexo feminino. Não foram observadas diferenças significativas na ingestão de grãos integrais entre os diferentes sexos na transição entre o meio e o fim da adolescência. Pães integrais, pipoca, e cereais matinais industrializados foram a maior fonte de grãos integrais entre 1999 e 2004.
A conclusão é que são necessários maiores esforços para aumentar o consumo de grãos integrais na adolescência. (Fonte: Am J Clin Nutr. Volume 91, Number 1, Jan 2010. Pages 154-159)
http://bibliomed.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=7430&mode=browse

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Dezembro/2009
Fonte: Bibliomed

Fumar maconha acelera o surgimento de sintomas psicóticos, indica pesquisa

O uso de Cannabis pode acelerar o surgimento de sintomas psicóticos segundo estudo recentemente publicado no American Journal of Psychiatry. De acordo com os autores, a idade a qual o jovem começa a fumar maconha é um fator prognóstico importante na esquizofrenia, e identificar preditores de idade modificáveis é crucial.
Para determinar se o uso prévio de maconha, álcool e tabaco estariam associados com uma menor idade ao início dos sintomas prodrômicos e psicóticos, os pesquisadores avaliaram 109 pacientes internados em unidades psiquiátricas públicas que apresentaram um primeiro episódio. O uso prévio de substâncias e a idade ao surgimento dos sintomas prodrômicos e psicóticos foram determinadas por métodos padronizados.
A classificação dos participantes de acordo com a máxima frequência de uso antes do início dos sintomas psicóticos (nunca, às vezes, semanalmente, ou diariamente) não revelou efeitos significativos do uso de maconha ou tabaco no risco de início dos problemas de saúde mental. Por outro lado, a análise da mudança na frequência de uso indicou que a progressão até o uso diário de maconha e tabaco esteve associada com um aumento do risco.
Além disso, de acordo com os autores, uma interação sexo-uso diário foi observada – “a progressão para o uso diário resultou em um aumento muito maior do risco relativo de surgimento de psicose em mulheres do que em homens”. (Fonte: Am J Psychiatry. Volume 106, Number 11, 2009. Pages 1251-12)
http://bibliomed.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=7383&mode=browse

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Dezembro/2009
Fonte: Bibliomed

Depressão é mais comum em homens com síndrome metabólica, diz estudo

A síndrome metabólica – conjunto de fatores de risco para doenças cardiovasculares – é um fator preditor para o desenvolvimento de depressão, segundo estudo recentemente publicado na revista científica Diabetes/Metabolism Research and Reviews. De acordo com os autores, entre os fatores que caracterizam a síndrome, a circunferência abdominal é o que mais contribui para essa associação.
No estudo, os pesquisadores acompanharam 956 funcionários de uma empresa japonesa (idade média de 42,7 anos), para avaliar a associação entre a síndrome metabólica e o surgimento de depressão e ansiedade. Esses transtornos foram avaliados em dois anos consecutivos através de um questionário de perfis de estados de humor e através de consultas clínicas utilizando-se os critérios do DSM-IV.
A partir das análises, foi observada uma relação positiva entre a presença de síndrome metabólica no início do estudo e o surgimento de um novo quadro de depressão no ano subsequente (OR 2,14). Dos cinco componentes avaliados da síndrome, apenas a circunferência abdominal esteve significativamente relacionada com o surgimento de depressão (OR 2,08). Além disso, houve uma tendência positiva significativa de associação entre o número de componentes da síndrome e o surgimento de depressão (tendência de p<0,01), mas não entre a síndrome metabólica e o surgimento de ansiedade. (Fonte: Diabetes/Metabolism Research and Reviews. Volume 25, Issue 8, 2009. Pages 762-767)
http://bibliomed.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=7385&mode=browse

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Dezembro/2009
Fonte: Portal o Que eu Tenho?

Transtorno do Pânico: sentimento de angústia pode ter relação com doença coronariana

O Transtorno do Pânico é caracterizado pela ocorrência espontânea e inexplicável de ataques de pânico, que são períodos de intenso medo, podendo variar desde diversos ataques ao dia até poucos no curso de um ano. A expressão desse medo é manifestada por sintomas emocionais e físicos, tais como taquicardia, sudorese, falta de ar, medo de enlouquecer, perder o controle ou morrer. É também frequente que essas crises sejam acompanhadas por agorafobia, que é o temor de se encontrar sozinho em lugares dos quais seja difícil uma saída rápida, no caso da pessoa “passar mal”.
Um dos sintomas físicos que levam um paciente com pânico a buscar um Pronto Socorro é a dor no peito (dor torácica), reforçando ainda mais a idéia de que ele esteja tendo realmente um problema cardíaco grave, com a vida em risco, aumentando os níveis de ansiedade e contribuindo para o ataque de pânico.
Um estudo feito por Gastão Luiz Fonseca Soares Filho, psiquiatra e pesquisador do Laboratório de Pânico e Respiração do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostrou a relação entre dor na região torácica e possíveis ligações com doenças coronarianas.
Embora tenha sido encontrada uma grande proporção de pacientes com Transtorno do Pânico sem Doença Arterial Coronariana, ainda assim é muito relevante o achado de que aproximadamente 26% dos pacientes com Transtorno de Pânico também tinha Doença Arterial Coronariana.
Isso quer dizer que, de rotina, a dor torácica deve ser sempre investigada com atenção, seja no Transtorno do Pânico ou não, buscando a identificação precoce de riscos orgânicos de ameaça à vida. (da Redação)
http://oqueeutenho.uol.com.br/portal/2009/12/04/dor-no-peito-no-transtorno-do-panico/

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Dezembro/2009
Fonte: Folha de S. Paulo

Entre obesos, mulher tem mais risco de infarto, mostra estudo em SP

FERNANDA BASSETTE

Mulheres obesas e cardiopatas (com colesterol elevado, hipertensão ou outros problemas cardíacos) têm dez vezes mais risco de infartar do que homens na mesma condição. A constatação é de um estudo realizado pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo.
A pesquisa foi coordenada pelo cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, chefe do Departamento de Nutrição Clínica do hospital, e envolveu 1.304 pacientes com mais de 18 anos – 450 homens e 854 mulheres.
Para chegar aos resultados, todos os pacientes foram avaliados no início do tratamento: mediram o peso, a estatura e a circunferência abdominal e também fizeram exames clínicos para detectar a presença de fatores de risco cardiovascular, como colesterol e pressão altos.
As amostras foram padronizadas pelo método de análise bioestatística chamado Odd Ratio (razão de chances, em inglês) para calcular os riscos.
A comparação estatística aponta ainda que os pacientes obesos (homens e mulheres) correm nove vezes mais risco de sofrer um evento cardiovascular do que os pré-obesos. Mostra também que hipertensos têm o dobro de risco de ter um infarto do que pessoas com pressão arterial controlada.
Segundo Magnoni, um dos dados que chamou a atenção foi que 98% das mulheres avaliadas tinham circunferência abdominal muito elevada (acima de 88 cm), contra 82,7% dos homens (superior a 102 cm). “Isso comprova que as mulheres estão cada vez mais sedentárias e obesas”, diz.
Além disso, o estudo também constatou que tanto as mulheres quanto os homens tinham praticamente os mesmos fatores de risco e, mesmo assim, o risco de infarto era superior para elas: 90% das mulheres eram hipertensas, enquanto 86% deles tinham o problema, 37% das mulheres e 42% dos homens tinham diabetes, e 43% dos dois grupos tinham dislipidemias.
“Esse estudo mostra que a alimentação inadequada, rica em açúcares, gordura e sódio, aliada ao sedentarismo, pode ser a fonte primária de elevação do risco cardiovascular. A mudança dos hábitos é fundamental para a prevenção desses problemas”, afirma Magnoni.
Marcelo Ferraz Sampaio, cardiologista do hospital Oswaldo Cruz, diz que os resultados refletem o que já era observado nos consultórios. “A mulher obesa e com esses fatores de risco associados é mais suscetível ao infarto porque seu organismo produz menos mecanismos compensatórios para evitar o problema”, diz.
Segundo Sampaio, o organismo dos homens consegue formar mais vasos colaterais quando detecta a presença de lesões do que o das mulheres.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u662750.shtml

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Dezembro/2009
Fonte: G1

Perda de peso pode ser primeira opção contra apneia do sono

Distúrbio ventilatório impede repouso. Estudo sueco aponta eficácia do emagrecimento.

Luis Fernando Correia Especial para o G1
Obesidade e apneia do sono andam de mãos dadas. Uma pesquisa vinda da Suécia mostra que perder peso pode ser a primeira opção, quando se consegue um emagrecimento eficiente e rápido.
A apneia do sono é um distúrbio ventilatório que não permite que o indivíduo repouse durante o sono. A doença está associada a aumento da mortalidade por doença cardiovasculares e diabetes.
O tratamento utiliza estratégias mecânicas e clínicas. Aparelhos de fisioterapia que precisam ser usados durante toda a noite e placas bucais que modificam a posição da mandíbula funcionam bem. Mas a médio e longo prazo a utilização desses aparelhos se mostra difícil de ser mantida.
O trabalho realizado no Instituto Karolinska e publicado na revista British Medical Journal tem o mérito de avaliar o impacto da perda de peso no tratamento da apneia do sono comparado aos métodos tradicionais.
Pacientes obesos e acima do peso foram encaminhados para perda de peso ou tratamento tradicional. A dieta utilizada restringiu de forma rígida a quantidade de carboidratos, com pequena quantidade de calorias diárias.
O estudo procurou medir o impacto da intervenção dietética em um período curto, apenas 3 meses.
O grupo que fez a dieta perdeu peso como era esperado, porém o inusitado foi o efeito sobre o problema respiratório. A metade dos pacientes melhorou de forma significativa do sintomas respiratórios e quase 20% ficou livre do problema.
A mudança de hábitos e a perda de peso costumam fazer parte do tratamento e têm como importante efeito o controle de outras doenças que acompanham a obesidade.
A pesquisa comprova de forma científica o que se observa na prática clínica diária. O grupo estudado foi pequeno e, portanto, deverá servir como modelo para estudos maiores e com maior duração para comprovação efetiva dos resultados obtidos.
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1405838-5603,00-PERDA+DE+PESO+PODE+SER+PRIMEIRA+OPCAO+CONTRA+APNEIA+DO+SONO.html

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Dezembro/d009
Fonte: G1

Web torna pessoas mais impacientes no mundo off-line, diz estudo

Jovens têm menos tolerância para esperar quando usam a internet.
Pesquisa de operadora de telefonia ouviu 2.050 voluntários na Inglaterra.

Uma pesquisa realizada pela operadora de telefonia móvel TalkTalk, na Inglaterra, indica que o uso da internet torna as pessoas mais impacientes também no universo off-line. Mais da metade dos entrevistados admitiu que se irrita com mais facilidade do que no passado. “A internet agiliza nossa vida e nos torna menos paciente com a natureza vagarosa do mundo off-line”, diz o estudo.
O levantamento, ligado a um serviço de alta velocidade da empresa, tinha o objetivo de identificar qual o “ponto de impaciência” em diversas atividades diferentes – para isso foram ouvidas 2.050 voluntários, segundo o Daily Mail. O que mais irrita as pessoas é quando elas têm de esperar durante uma ligação: o auge da irritação, nesses casos, acontece aos cinco minutos e quatro segundos.
Aqueles que cresceram inseridos na era da internet têm menos paciência para esperar do que pessoas mais velhas. Um terço dos entrevistados (33%) com idades entre 18 e 24 anos esperam que as páginas da web carreguem em até 10 segundos, enquanto apenas 10% das pessoas com mais de 65 anos têm essa mesma expectativa. Entre os idosos, 64% não se importam em esperar mais de um minuto para o carregamento de uma página.
No geral, no entanto, 70% dos entrevistados confessam que se irritam quando têm de esperar mais de um minuto para visualizar o conteúdo de um site. Isso porque, explica o diretor Mark Schmid, da Talk Talk, estão todos acostumados à velocidade e conveniência da internet.
Ao enviar uma mensagem de voz ou de texto, as pessoas querem que ela seja respondida em até 13 minutos e 16 segundos. E, nos restaurantes, a impaciência chega aos oito minutos e 38 segundos, quando os clientes começam a questionar se seu prato nunca vai chegar. Ao encontrar com um amigo, a tolerância para o atraso é de dez minutos e um segundo.
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1405940-6174,00-WEB+TORNA+PESSOAS+MAIS+IMPACIENTES+NO+MUNDO+OFFLINE+DIZ+ESTUDO.html

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Dezembro/2009
Fonte: Revista Isto É

Mais proteção aos bebês

Entidades lançam campanha para conscientizar pais e babás sobre o perigo de chacoalhar as crianças

Greice Rodrigues
É comum um bebê chorar até três horas por dia. Afinal, essa é a única forma que ele tem para se comunicar – informar que está com sono, fome ou incomodado com o barulho, por exemplo. Mas no interior de muitos lares essa manifestação é rebatida por adultos com violentas sacudidas. Um ato condenável, que acontece com uma frequência muito maior do que se imagina. De tão recorrente virou alvo de um projeto internacional para preveni-lo. A campanha, que teve início na Austrália, já está em mais de 150 países e acaba de ser lançada no Brasil.
O objetivo é chamar a atenção de pais, babás, outros cuidadores, educadores e médicos para o problema e suas consequências. No meio científico, ele é chamado de síndrome do bebê sacudido. A violência pode provocar danos neurológicos, cegueira e até a morte do bebê. “Essa também é a causa mais comum de traumatismo craniano não acidental entre crianças menores de três anos”, afirma o psicoterapeuta João Figueiró, presidente do Instituto Zero a Seis, voltado para a promoção de ações em favor de crianças nesta faixa etária. A entidade e o Laboratório de Análise e Prevenção da Violência da Universidade Federal de São Carlos são os responsáveis pela campanha no Brasil.
Os prejuízos ocorrem principalmente porque, no primeiro ano de vida, o organismo do bebê está em pleno desenvolvimento. Os nervos e vasos sanguíneos são mais frágeis, por exemplo, assim como as estruturas do pescoço. Até os neurônios estão desprotegidos – a membrana que os recobre ainda está em construção. “Ao ser chacoalhado, o cérebro se desloca, já que tem volume menor do que a caixa craniana”, explica o terapeuta Figueiró. “E um dos resultados pode ser a ruptura de vasos e hemorragia intracraniana.”
Muitos médicos, no Brasil e no mundo todo, desconhecem a síndrome. “Por isso queremos divulgar mais informações a esses profissionais”, afirma a pediatra Evelyn Eisenstein, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Em relação às famílias, a campanha pretende orientar sobre formas de acalmar a criança durante as crises de choro. “A mãe que tem um vínculo forte com o filho protege. Queremos criar meios para fortalecer essa relação e evitar os maus-tratos”, diz a especialista.
http://www.istoe.com.br/reportagens/20898_MAIS+PROTECAO+AOS+BEBES

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Novembro/2009

Fonte: Journal of Nutrition

Consumo excessivo de selênio pode aumentar o colesterol, indica estudo

16 de novembro de 2009 (Bibliomed). Um novo estudo da Universidade de Warwick, no Reino Unido, indica que a ingestão excessiva do mineral selênio – encontrado principalmente nas castanhas, frutos do mar, carnes e alguns vegetais – pode aumentar em 8% os níveis de colesterol. Considerado importante na prevenção de doenças crônicas, como câncer e problemas cardíacos, o consumo do nutriente, quando em excesso, pode trazer efeitos adversos, segundo especialistas.
Avaliando a associação entre a concentração de selênio e de lipídios no sangue de mais de mil pessoas com idades entre 19 e 64 anos, os pesquisadores notaram que aqueles com maiores níveis do nutriente no plasma – mais de 1,2 micromols por litro – apresentavam 8% maior colesterol total. E os pesquisadores destacam que um aumento de 10% nos níveis do colesterol ruim (LDL) poderia indicar risco significativo de ter infarto ou angina.
Entre os participantes com maiores níveis de selênio, mais de 48% admitiram estarem tomando suplemento do nutriente. Por isso, os pesquisadores recomendam que o melhor seria ingerir o selênio de fontes naturais, e, em caso de necessidade, consultar um especialista antes de aderir a qualquer forma de suplementação.
http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=8366&mode=browse

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Novembro/2009

Fonte: Minha Vida

Chocolate amargo ajuda a diminuir o estresse

Doce diminui o nível de cortisol e ajuda a controlar a ansiedade
Uma pesquisa publicada no Journal of Proteome Research, sugere que o chocolate amargo tem o pode de diminuir os índices de estress e ainda ajudar no controle da ansiedade. Realizada pelo Centro de Pesquisas Nestlé, em Lausanne, na Suíça, o estudo analisou o consumo diário do chocolate e o nível do hormônio cortisol dos voluntários, substância conhecida como o hormônio do estresse.
A pesquisa aconteceu com 30 adultos saudáveis, que consumiram 40 gramas, em média, de chocolate amargo, diariamente, durante duas semanas. Os participantes tiveram os níveis de ansiedade e estresse determinados no início e no final do estudo por meio da análise de sangue e de urina.
Depois do termino do estudo, os cientistas analisaram que o nível de cortisol baixou consideravelmente em todos os participantes chegando em 40% de redução naqueles que sofriam com a ansiedade.
http://minhavida.uol.com.br/conteudo/10567-Chocolate-amargo-ajuda-a-diminuir-o-estresse.htm

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Novembro/2009

Fonte: UOL

Dados importantes sobre remédios não estão na bula, diz estudo

Autoridades federais responsáveis por aprovar medicamentos analisam uma quantidade enorme de dados sobre sua eficácia e efeitos colaterais prejudiciais. No entanto, informações cruciais muitas vezes não chegam aos médicos que as prescrevem, como afirmam dois pesquisadores da Dartmouth Medical School na edição do dia 29 de outubro do The New England Journal of Medicine.
No caso do remédio para dormir Rozerem (ramelteon), por exemplo, uma análise da Food and Drug Administration (FDA) afirma que o medicamento não “fez diferença significativa no tempo de adormecer” e que os pacientes “não parecem reconhecer qualquer benefício resultante do tratamento. Porém, a incerteza do analista sobre a eficácia do medicamento não se reflete no rótulo do Rozerem, que não inclui dados sobre eficácia resultantes de testes clínicos com 848 adultos jovens e de meia idade; esses testes descobriram que o medicamento não era mais eficaz que um placebo, e os usuários na verdade levavam um minuto a mais para adormecer do que os que receberam o placebo.
Dra. Lisa M. Schwartz e Dr. Steven Woloshin, autores do artigo, afirmam que a FDA revisou o formato dos rótulos de remédios em 2006 para salientar usos apropriados e alertas, mas que era necessário fazer mais. Uma porta-voz da agência disse que sua organização estava “ativamente engajada em diálogos com os principais agentes sobre o assunto”, mas que não havia prazo específico para ação. Autoridades da Takeda Pharmaceuticals, fabricante do Rozerem, não responderam a nenhuma das várias solicitações de comentários. (Tradução: Gabriela D’Ávila)
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/2009/11/06/dados-importantes-sobre-remedios-nao-estao-na-bula-diz-estudo.jhtm

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Novembro/2009

Fonte: Do G1, com informações do Jornal Nacional

Nos EUA, 100 mil novos casos de câncer são relacionados à obesidade
Mais de 25% dos americanos são obesos. Obesidade desregula a produção de insulina.

A obesidade causa mais de 100 mil casos de câncer por ano nos Estados Unidos, afirmaram nesta quinta-feira (5) cientistas do Instituto Americano de Pesquisa de Câncer. Mais de 25% dos americanos são obesos.
O excesso de peso está ligado a quase a metade dos casos de câncer de endométrio, a camada que reveste o útero, e a um terço dos registros de câncer de esôfago.
O câncer é a segunda causa de morte entre os americanos, ficando atrás apenas dos ataques cardíacos, apontam os cientistas.
Os pesquisadores descobriram que a obesidade desencadeia e desregula a produção de insulina e de alguns hormônios aumentando o risco de câncer.
Donna Ryan, oncologista e presidente da Sociedade Americana de Obesidade, afirma que a insulina é provavelmente a ligação entre a obesidade e os casos de câncer. “Os níveis elevados do hormônio frequentemente são observadas em pessoas obesas. A insulina é um poderoso acelerador do crescimento das células e isso afeta os tumores”, diz.
A obesidade eleva o nível de estrogênio, o hormônio feminino circulando no sangue, o que pode levar a doença.
Os outros tipos de câncer mais ligados a obesidade são o câncer de rim, do colo e do reto, do pâncreas e da vesícula.
Os pesquisadores querem mostrar também a importância da prevenção da obesidade, que pode evitar muitas mortes e também um gasto astronômico para o governo.
Todos os anos a Casa Branca gasta o equivalente a R$ 258 bilhões na saúde, com problemas relacionados ao excesso de peso.
Anne Mc Tiernan, diretora do Centro de Prevenção do Centro de Pesquisas de Câncer Fred Hutchinson, em Seattle, diz que a melhor forma de manter o risco de desenvolver câncer sob controle é perder peso, ter uma dieta saudável e praticar exercícios.
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1368551-5603,00-NOS+EUA+MIL+NOVOS+CASOS+DE+CANCER+SAO+RELACIONADOS+A+OBESIDADE.html

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Outubro/2009

Fonte: Diário da Saúde

Jovens brasileiros têm insuficiência de vitamina D

Beatriz Flausino

Falta de sol
Apesar de o Brasil ser um país com grande incidência de luz solar, os adolescentes podem não estar se expondo o suficiente para sintetizar a vitamina D na quantidade necessária para o organismo. É o que aponta estudo desenvolvido pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP no município de Indaiatuba, São Paulo.
A pesquisa avaliou a quantidade de vitamina D em 136 adolescentes da cidade e constatou que 62% deles tinham insuficiência da vitamina. “Foi uma grande surpresa esse resultado, mas ele diz respeito àquele grupo de adolescentes, não pode ser extrapolado para todos”, explica a nutricionista responsável pela tese de doutorado Prevalência de insuficiência de Vitamina D em adolescentes saudáveis, Bárbara Santarosa Emo Peters.
Absorção do cálcio e imunidade
Até pouco tempo atrás, a vitamina D era reconhecida pela sua importância na absorção de cálcio do corpo. Bárbara afirma que hoje em dia já se sabe que além dessa função, a vitamina exerce outras, atua na modulação do sistema imune, na diferenciação celular, na regulação do metabolismo lipídico (de gorduras) e na secreção de insulina, dessa forma, ajuda a prevenção de doenças crônicas adquiridas, como diabetes, prevenção da hipertensão, de obesidade e de alguns tipos de câncer.
Cerca de 90% da absorção da vitamina D se dá pela exposição ao sol e os outros 10% se dão pela ingestão de alimentos. A pesquisadora conta que nenhum dos jovens que participaram da pesquisa ingeria a quantidade recomendada de vitamina D. Alimentos como salmão, sardinha, leite e derivados (somente os integrais) possuem a vitamina. Bárbara percebeu, nas entrevistas com os adolescentes, que muitos deles não tomavam café da manhã para poderem dormir um pouco mais antes de irem à escola. “Quem tomava café da manhã todo dia ingeria quase o dobro de vitamina D do que quem não tomava. É preciso estimular os jovens a não pularem essa refeição”, diz a nutricionista.

Esportes
Bárbara notou também que os adolescentes que praticavam esportes à luz do sol tinham melhores níveis da vitamina. “Uma das formas de combater essa insuficiência que eles apresentaram seria estimular a prática de esportes ao ar livre”, opina a pesquisadora.
Com apenas dez minutos de exposição diária ao sol, já se atinge o nível necessário de vitamina D. Bárbara ressalta que a exposição deve ser feita no começo da manhã e no fim da tarde. Além disso, ela considera que é importante serem produzidos mais alimentos fortificados com a vitamina. “Os poucos que existem hoje no Brasil são caros”, explica.
A pesquisadora explica que “Nunca tinha sido feito um estudo medindo a vitamina D em adolescentes no Brasil antes” e opina que deve ser feito um estudo mais abrangente com jovens. “Também nunca foi medida a vitamina D em crianças no Brasil. Seria importante estudar mais essa área”, diz Bárbara.
http://diariodasaude.com.br/news.php?article=jovens-brasileiros-tem-insuficiencia-vitamina-d&id=4620

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Outubro/2009

Fonte: American Academy of Otolaryngology – Head and Neck Surgery Foundation annual meeting

Melhor qualidade do ar pode reduzir os casos de infecção de ouvido, aponta estudo

A melhora da qualidade do ar nos Estados Unidos nos últimos dez anos pode ajudar a explicar a redução nos casos de infecção de ouvido entre as crianças, segundo pesquisadores da Universidade da Califórnia. Analisando dados da National Health Interview Survey (Pesquisa Nacional de Saúde), incluindo mais de 120 mil crianças no período entre 1997 e 2006, os especialistas notaram que a redução dos casos de infecção frequente no ouvido estava associada à melhora na qualidade do ar.
O estudo mediu a frequência das infecções de ouvido, de problemas respiratórios e atividade epilética nos 12 meses anteriores, e correlacionou essas três condições com dados da Agência de Proteção Ambiental sobre a qualidade do ar do mesmo período. E os resultados – apresentados no encontro anual da Academia Americana de Otolaringologia – indicaram uma associação significativa entre a redução da poluição do ar e menos problemas de ouvido em crianças.
Embora as razões dessa relação ainda não estejam claras, os pesquisadores destacam que os resultados são relevantes e confirmam os benefícios do “Ato Ar Limpo” do ano de 1990, que conferiu mais autoridade ao governo federal para implementar e aplicar regras de redução da emissão de poluentes. (Bibliomed). Notícia publicada no Boa Saúde (http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=8318)

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Outubro/2009

Fonte: Revista Mente & Cérebro

Infecção de garganta pode deflagrar distúrbio psiquiátrico

Estudo sugere que o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) infantil e a síndrome de Tourette podem ter origem biológica

Estudo da Universidade Columbia, em Nova York, sugere que o distúrbio obsessivo-compulsivo (TOC) infantil e a síndrome de Tourette podem ter origem biológica em razão de uma resposta inapropriada do sistema imunológico a uma bactéria que costuma causar infecções de garganta. Experimentos com camundongos mostraram que a imunização com a forma atenuada do micróbio produziu comportamentos repetitivos e estereotipados típicos desses distúrbios, apontando para uma possível origem autoimune. Além disso, a inoculação de anticorpos específicos contra esse micro-organismo levou a resultados semelhantes. O estudo foi publicado na revista Molecular Psychiatry.
http://www2.uol.com.br/vivermente/

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Setembro/2009

Fonte: Redação do Diário da Saúde

Acupuntura e exercícios aliviam síndrome do ovário policístico

A síndrome do ovário policístico, uma condição comum entre mulheres de várias idades, pode ser aliviada pelo uso da acupuntura e de exercícios físicos. A conclusão é de um estudo feito na Universidade de Gotemburgo, na Suécia.
Quase 10% das mulheres em idade reprodutiva apresentam a síndrome do ovário policístico. A síndrome se expressa por meio de um grande número de pequenos cisto s imaturos nos ovários, causando distúrbios na produção hormonal e um aumento da secreção do hormônio masculino, a testosterona.
Isto significa que muitas mulheres com a síndrome do ovário policístico não ovulam normalmente. Além disso, a síndrome pode levar à infertilidade e eleva o risco de obesidade, de desenvolvimento do diabetes tipo 2 e do
desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Causas da síndrome do ovário policístico

“Nós não sabemos ao certo o que causa essa condição, apesar dela ser tão comum. Tem sido observado que as mulheres com a síndrome frequentemente apresentam elevada atividade em uma parte do sistema nervoso que não controlamos conscientemente, conhecido como sistema nervoso simpático. Nós acreditamos que isso pode ser um importante fator por trás dessa síndrome,”
diz a Dra Elisabet Stener-Victorin, coordenadora do estudo.

Eletroacupuntura
Durante a pesquisa, um grupo de mulheres com síndrome do ovário policístico recebeu acupuntura regularmente por quatro meses. Elas receberam um tipo de acupuntura conhecida como eletroacupuntura, na qual as agulhas são estimuladas como uma fraca corrente elétrica de baixa frequência, similar à corrente gerada naturalmente no movimento muscular.
Um segundo grupo de mulheres recebeu monitores do ritmo cardíaco e foram instruídas a se exercitar ao menos três vezes por semana. Um grupo de controle foi informado sobre a importância dos exercícios e de uma dieta saudável, mas não  ecebeu nenhuma instrução específica.

Resultados simpáticos
O estudo mostrou que a atividade do sistema nervoso simpático foi mais baixo nas mulheres que receberam a eletroacupuntura. O ganho foi um pouco menor nas mulheres do grupo que se exercitou regularmente. E nenhuma alteração foi observada no grupo de controle.
“Aquelas qu e receberam a eletroacupuntura descobriram que sua menstruação se normalizou. Nós pudemos ver também que seus níveis de testosterona se tornaram significativamente mais baixos, e isso é uma observação importante porque níveis elevados de testosterona são fortemente ligados com um aumento na atividade do sistema nervoso simpático das mulheres,” concluiu a
pesquisadora.
http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=acupuntura-exercicios-aliviam-sindrome-ovario-policistico&id=4534&nl=sit

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Setembro/2009

Fonte: Diario Médico (Madri, Espanha)

A periodontite seria um fator de risco para o câncer

É necessário aumentar os esforços para prevenir doenças da gengiva e, assim, atenuar o risco de carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço, segundo estudo da Universidade de Buffalo, Nova York (EUA)

A periodontite (inflamação da gengiva) crônica é um fator de risco no carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço. A descoberta, publicada na última edição do periódico Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, sugere a necessidade de aumentar os esforços para prevenir e tratar essa doença que afeta a gengiva e diminuir o risco desse tipo de câncer.
Os pesquisadores, coordenados por Mine Tezal, professora do Departamento de Diagnóstico Oral Sciences, da Universidade de Buffalo, Nova York (EUA), avaliaram em 463 pacientes (207 dos quais foram tema do controle) a relação da periodontite crônica no carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço na cavidade oral, orofaringe e laringe.
Analisando-se as radiografias da massa óssea dos participantes para medir a periodontite, os pesquisadores observaram que a doença, quando crônica, pode representar um fator de risco clínico no carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço. A associação foi maior na cavidade bucal, seguida da orofaringe e laringe.
“Nosso estudo sugere também que a periodontite crônica pode estar associada a tumores na cavidade oral”, disse Mine Tezal. “A estimulação contínua da proliferação celular pela inflamação crônica poderia contar para este tipo histológico.”
Andrew Olshan, professor do Departamento de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e da Garganta, da Universidade de Carolina do Norte (EUA), afirmou que o estudo da má saúde bucal, que inclui o possível papel cancerígeno de microrganismos, é parte de um interesse, que está em rápido crescimento, que gira em torno de como uma comunidade de microrganismos que vivem no organismo podem afetar a saúde.
A matéria original, em espanhol, pode ser acessada no link: http://oncologia.diariomedico.com/2009/09/09/area-cientifica/especialidades/oncologia/investigacion/periodontitis-seria-factor-riesgo-cancer

Pesquisa brasileira
Estudo sobre o perfil epidemiológico dos cânceres cabeça e pescoço no Estado de São Paulo, realizado pelo Hospital A.C. Camargo e divulgado recentemente, analisou o registro de mais de 16 mil pacientes entre os anos de 2000 e 2006, diagnosticados com tumores de lábio, cavidade oral, faringe, amígdala e glândulas salivares, entre outros.
De acordo com a matéria, publicada pela Folha de São Paulo, esse é um dos poucos levantamentos que detalharam as prevalências de cada um dos tumores englobados no grupo considerado câncer de cabeça e pescoço.
Os pacientes diagnosticados eram, na maioria, homens com mais de 60 anos e baixo nível de escolaridade.  “Falta conhecimento dos sintomas”, observou o cirurgião Luiz Paulo Kowalski, diretor do departamento de cirurgia de cabeça e pescoço e otorrinolaringologia do Hospital A.C. Camargo e um dos líderes desse trabalho.
“A maioria desses tumores acontece nas mucosas da cavidade oral, laringe e esôfago”, disse o cirurgião de cabeça e pescoço Sérgio Samir Arap, do Hospital das Clínicas de São Paulo e gerente-médico do centro cirúrgico do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Para prevenir as lesões, além de uma boa higiene oral, recomenda-se adotar uma dieta saudável.  “Comer vegetais amarelos, ricos em vitamina A, frutas cítricas e folhas verdes diminui o risco”, recomendou Kowalski.
Além disso, pessoas com mais de 40 anos, com más condições dentárias, fumantes e portadores de próteses mal ajustadas devem passar por um exame visual da boca, que pode ser feito por dentista, uma vez por ano para identificar lesões.
“No entanto, as campanhas têm sido pouco eficazes no controle do surgimento de novos casos e no diagnóstico precoce”, comentou Kowalski.

Novos casos
Estima-se que os cânceres de boca e orofaringe sejam os tipos mais frequentes dessa categoria, somando aproximadamente 390 mil novos casos a cada ano no Brasil. Segundo o artigo, o Brasil se destaca como um dos países com maior incidência desses tumores, devido à exposição aos fatores de risco.
Os tumores de cabeça e pescoço são relacionados à exposição excessiva ao sol (que causa a doença na pele e nos lábios), tabagismo e consumo abusivo de álcool. Estudos recentes associam o aumento de casos à infecção pelo vírus HPV, mesmo em pessoas assintomáticas.  (adaptado da Folha de São Paulo).

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Setembro / 2009
Fonte: Folha de São Paulo / Saúde

Vírus está ligado ao câncer de próstata, sugere novo estudo

Cientistas avaliaram 334 amostras desse tipo de tumor e acharam microrganismo chamado XMRV em 26% deles

Não se sabe se o vírus é causa ou efeito do câncer, mas descoberta pode levar ao desenvolvimento de tratamentos e vacinas

Um vírus causador de leucemia e sarcomas em várias espécies animais também está associado ao câncer de próstata, tumor que afeta um a cada seis homens. A descoberta consta de um novo estudo publicado na revista científica PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
Segundo médicos e pesquisadores, o achado pode levar ao desenvolvimento de novos marcadores diagnósticos, de terapias antirretrovirais ou de vacinas, a exemplo do que acontece com o HPV (papilomavírus humano), que pode ser prevenido com imunização e é uma das principais causas de câncer do colo do útero.
No estudo, pesquisadores das universidades Columbia e de Utah (EUA) examinaram 334 amostras de tumores de próstata. Em 26% delas, o vírus XMRV (xenotropic murine leukemia virus-related virus) foi identificado. O vírus tem esse nome por estar ligado a leucemias em ratos. Ainda não se sabe como o microrganismo contamina o homem.
O XMRV estava mais presente em cânceres mais agressivos. Em 23% das amostras, foi encontrada a proteína do vírus, o que sugere que a infecção possa estar associada à formação do tumor, segundo os cientistas.
Nos últimos anos, houve uma crescente suspeita de que o tumor de próstata possa resultar de uma inflamação crônica causada por infecção de uma bactéria ou de um vírus, explica o urologista Miguel Srougi, professor titular da USP.
“Bactérias já tinham sido excluídas e alguns vírus estavam sendo estudados. Esse trabalho é muito interessante porque esse vírus identificado já está relacionado com câncer animal e pode trazer boas possibilidades tanto no tratamento quanto na prevenção desse tumor.”
O oncologista Gustavo Cardoso Guimarães, do Departamento de Cirurgia Pélvica do Hospital A. C. Camargo, tem a mesma percepção. “É a primeira vez que se consegue mostrar claramente essa associação de um vírus com o tumor da próstata. O estudo achou o DNA do vírus em 6% das amostras, mas a proteína ele achou em 23%. Porém, ainda não quer dizer que ele seja a causa do câncer.”
O médico diz que o estudo abre o leque para que outras pesquisas confirmem o achado e respondam a um questionamento feito pelos próprios autores do trabalho. “Não se sabe se ele é a causa ou o efeito – se o vírus acha um ambiente favorável para crescer nessas células, por elas estarem mais fracas ou se ele ajudou na gênese desse tumor. São ideias para serem provadas depois”, explica.
Para Srougi, a limitação do achado é o fato de que só 26% dos tumores estão ligados ao vírus XM RV. “S e a gente achasse o vírus em todos os casos de câncer, estaria descoberta a causa do tumor de próstata.”
Há ao menos duas explicações para o fato de o vírus não ter aparecido nos outros tumores, segundo Srougi: o envolvimento de outro tipo de vírus ou o fato de que muitas células cancerosas podem ter o vírus em número pequeno, não sendo possível a detecção pelos atuais métodos laboratoriais.

Vírus
Algumas linhas de estudo indicam que a relação entre os vírus e o câncer pode estar no fato de eles causarem a morte excessiva de células normais e promoverem o crescimento de células sobreviventes com traços cancerígenos.
De acordo com um estudo da Universidade de Pittsburgh (EUA), os vírus podem agir como forças de seleção natural ao eliminar células normais, que apoiam a replicação viral, e deixar para trás as células que adquiriram defeitos. Quando o processo é repetido incessantemente, acredita-se que o câncer possa se desenvolver.
A infecção com vírus tem sido ligada a diversas formas de câncer em humanos, incluindo linfomas, sarcomas e cânceres de garganta e fígado. Os cientistas têm proposto diversos mecanismos para explicar a ligação. Uma hipótese é a de que o material genético do vírus alteraria a célula ao infectá-la, fazendo-a crescer descontroladamente e, eventualmente, levando ao câncer. (Cláudia Collucci – Reportagem Local)

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Setembro / 2009

Fonte: ecodebate.com.br

Anvisa começa a revisão de regras de controle de qualidade de plantas medicinais

Boldo, carqueja, malva e noz-de-cola são alguns exemplos de plantas medicinais que terão regras de controle de qualidade atualizadas pela Farmacopéia Brasileira. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou consulta pública com os requisitos para o controle da qualidade de 22 plantas medicinais e respectivos derivados usados na fabricação de medicamentos no Brasil.

Além das plantas medicinais, a Anvisa também publicou a revisão dos padrões de qualidade de 38 matérias primas e 48 especialidades farmacêuticas totalizando mais 86 monografias atualizadas. “Estamos garantindo a segurança de uso de substâncias amplamente utilizadas em medicamentos comercializados no país, como, por exemplo, o paracetamol e a amoxicilina ”, afirma Luiz Armando Erthal, diretor ajunto da Anvisa.

Durante os 30 dias em que essas consultas públicas ficarem abertas, as monografias serão disponibilizadas para avaliação e comentários das empresas, laboratórios, comunidade científica e a sociedade em geral. Estas Consultas Públicas fazem parte do trabalho de revisão de monografias da Farmacopéia Brasileira, o Código Oficial Farmacêutico do país. “Este documento estabelece os requisitos mínimos para a fabricação e o controle da qualidade de insumos e especialidades farmacêuticas utilizados no país”, explica Erthal.

A Farmacopéia é de uso obrigatório para os que fabricam, manipulam, fracionam e controlam produtos farmacêuticos. O compêndio também serve como parâmetro para as ações da vigilância sanitária, como: registro, fiscalização e análise fiscal.

5 pensamentos sobre “Notícias

  1. oi meu nome é maryellen achei super legal vou fazer 10 copias dessa pagina na minha escola vai ter feira de potuques e la eles pediram a ciencias da inglaterra e minha mae é agente comunitaria de saude entao ela va passar isso para sus pacientes.beijos amei essa pagina nnota 10000000…………………..

  2. O Instituto de Educação e Pesquisa e a COI- Clínicas Oncológicas Integradasvão realizar, entre os dias 12 de abril e 31 de maio, o 2º Curso Básico de Onco-Hematologia.Este curso é destinado para estudantes e profissionai da área de saúde.

    As aulas serão ministradas às quintas-feiras, das 18h às 21h, no COI (Avenida das Américas, 6.205, Loja E – Barra da Tijuca – RJ).

    Inscrições e informações pelo site http://www.institutocoi,org.br, pelo e-mail centrodeestudos@institutocoi.org.br e pelos telefones (21) 3385-2088 e 3385-2091.

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