Apresentação

2009. Século XXI. Aparentemente, a medicina está em estado avançadíssimo, com aparelhos diagnósticos precisos, que agem com ressonância magnética e antimatéria. Infelizmente, no entanto, a maioria das doenças permanece crônica, e, dentro destas, as doenças degenerativas são as mais cruéis, matando aos poucos e baixando a qualidade de vida. Hoje, então, a medicina pouco tem a oferecer em termos de cura, proporcionando pouco aos pacientes em relação ao diagnóstico.

Para entender o conjunto de falhas na orientação e no raciocínio da pesquisa científica, temos que voltar no tempo e tentar raciocinar.

Quando uma estratégia não está dando certo, o melhor a fazer é recomeçar. É incrível observar que, apesar do avanço tecnológico na saúde, não encontramos a cura para as doenças crônicas, com exceção das infecciosas e das passíveis de cirurgia. Vamos, então, voltar para o início da pesquisa científica moderna em saúde para, entendendo melhor o assunto, poder sugerir uma nova abordagem.

Até a Segunda Guerra Mundial, o maior flagelo da humanidade eram as infecções. Em 1929, na Inglaterra, o cientista Alexander Fleming descobriu acidentalmente que uma colônia de fungos (Penicillium notatum) era capaz de destruir várias colônias de bactérias. Mas a descoberta não avançou nos próximos doze anos, e não houve produção de penicilina para uma única pessoa. Até que, durante a guerra dois outros cientistas britânicos que trabalhavam nos EUA (Florey e Chain), começaram a produzir penicilina, inicialmente para 10 pessoas, depois para cem, e os resultados levaram a uma produção de penicilina que chegou a 2.500 vezes maior que a inicial.

Podemos, então, especular o que aconteceu nesses doze anos. Imaginem alguém apresentando a outros cientistas os seguintes dados: “um mofo que aparece normalmente em pães, frutas e geléias é capaz de destruir bactérias e tratar infecções”. E foi exatamente dessa forma que o cientista apresentou o trabalho, publicado em uma conceituada revista britânica. Ainda podemos conjecturar que ninguém o levasse a sério, pois ainda hoje, se alguém trouxesse essa idéia como nova, iria ter muita dificuldade para esta ser aceita, podendo ser inclusive combatido e ridicularizado.

Mas a sorte estava do lado de Fleming, e a urgência dos soldados morrendo na guerra fez com que a penicilina fosse rapidamente testada em ensaios abertos e produzida em massa, principalmente após o ataque a Pearl Harbour. Já nos EUA, um novo mofo (esse de melões maduros), o Penicillium chrysogenum, foi a base para a produção massiva de penicilina. É curioso observar que, durante 12 anos – de 1929 a 1941 -, não foi produzida uma única dose de penicilina. Ou seja, se não houvesse uma guerra mundial, dificilmente teríamos os antibióticos no dia de hoje.

Olhando para trás é curioso observar que um produto natural foi o gatilho de toda a pesquisa científica atual!

Pesquisando no Medline (a maior base de dados de pesquisa médica), vemos que em 1949 já foram publicados 72 artigos referentes aos antibióticos. Muito bem, conseguimos vencer as infecções! Vamos agora encontrar os anti-hipertensivos, os antidiabéticos, os anti-reumáticos!

Exatamente em 1949 encontramos a primeira referência de uma busca ao anti-hipertensivo, enquanto que as primeiras pesquisas publicadas sobre os antidiabéticos vieram em 1950.

Desde o final da segunda guerra mundial e do sucesso absoluto da penicilina, passaram-se 60 anos e uma incalculável soma em dinheiro gastos na pesquisa de medicamentos. Não se encontrou a cura para as doenças crônicas, como para as doenças cardiológicas, diabetes e reumatológicas.  Duas hipóteses podem ser feitas a partir daí:

  1. Nossa linha de pesquisa estava inicialmente errada, a abordagem para o tratamento das infecções não é correta para o tratamento de outras doenças não infecciosas.
  2. Nosso organismo é defeituoso, portanto a doença é causada por um defeito incurável, daí a pesquisa não encontrou a cura. Teremos agora que encontrar o defeito e tratá-lo.

Contrariando todo o pensamento lógico, a alternativa “B” foi levada inteiramente em consideração e desde 1987 até Junho de 2005, 3.754 trabalhos foram publicados na Medline quando colocamos na pesquisa “projeto genoma humano”, baseado na lógica do “defeito genético”.

Mas por que não levar em conta a alternativa “A” ?  Será que é muito difícil admitirmos um erro desses?

O objetivo deste blog será explorar uma nova abordagem para o tratamento médico, a melhora da qualidade da saúde.

Um abraço para todos,

Dr. Paulo Farber*

* Médico, Graduação e Doutorado na Faculdade de Medicina da USP
Vice-presidente para a América do Sul da “International Association for Biologically Closed Electric Circuits – IABC

18 pensamentos sobre “Apresentação

  1. Parabens, pela “apresentação” e pelo empreendimento. Trata-se de assuntos de enorme importância para a manutenção de nossa saúde.Fico muito grato por tomar conhecimento desta matéria.

  2. Pingback: A MEDICINA E SEUS PROBLEMAS « blog da saúde

  3. Dr., apesar de ser notificado já há mais de ano sobre seu blog, a mania do “sempre deixar para depois” só me fez parar agora para ler e apreciar de cabo á rabo todo o conteúdo do seu blog.
    Meus parabéns e minha gratidão por me apresentar esta linha de raciocínio, por poder então começar a partilhar e questionar esse direcionamento tão errôneo na linha de tratamento que a indústria farmacêutica em geral toma. Muitíssimo interessante a questão das cargas elétricas, do potencial Zeta, da agregação eritrocitária e dos efeitos perversos e controversos que o emprego dos medicamentos tradicionais por vezes causa, dando supedâneo á controversa questão dos medicamentos ora fazerem bem ora fazerem mal. Vou transmitir aos meus familiares e conhecidos este excelente conteúdo!
    ( )´s.
    Ramiro Cruz Jr.

  4. Caro Paulo
    Conheço-o de palestras em congressos, sou colega .
    Gostaria de parabeniza-lo pela grande mudança que conquistou.
    Fico muito feliz de ve-lo tão bem e remossado.
    Muita saúde e felicidades.
    Luciano Stancka

  5. Dr. Paulo, no momento estou em Portugal. Se estivesse mais proxima iria consulta-lo. Mais quem sabe ainda poderei faze-lo. Há 15 anos atras foi internada com infeçao grave e as duras penas sobrevivi…. Depois de muita procura tive um diagnostico:clamídea. De lá pra cá nunca mais tive saúde. As vezes fico meses sem dores e vivo bem. De repente sou atacada por algo e inflamam mãos e pés, com dores etc. Exames nao aparecem nada.. Procurei varias alternativas, mais infelizmente ainda nao curei…e o sofrimento continua… Quero lhe dizer que apos muita pesquisa , achei seu Blog e tem me ajudado imenso…compreendi um pouco mais como funciona nosso organismo, graças as suas explicaçoes simples e concisas….

    Um grande abraço!!!!

    • Prezada Acioni, a Clamídia é uma bactéria curiosa, pois se comporta como um vírus, usando as células para se reproduzir. O ideal para o tratamento é a combinação de antibióticos com a acupuntura, no sentido de dilatar os vasos sanguíneos na região afetada.

      • Dr. Paulo obrigada pela resposta. Infelizmente aqui onde moro não tenho acesso a acumpuntura. Portanto meu drama continua….. só fico intrigada de não aparecer nada nos exames, esta bacteria se esconde???
        Obrigada e um grande abraço!!!!!

  6. Uma pena. Sabemos o quanto é difícil realizarmos todas as tarefas que abraçamos e cumprir com as nossas obrigações. Quando tiver algum tempo, lembre-se do seu blog! Muita paz, saúde e realizações. Sucesso!

  7. Bom dia, parabéns pelo ótimo trabalho de esclarecimentos, e pelo blog.
    Gostaria de tirar uma dúvida: meu pai tem 84 anos e fez um exame de Hidroxivitamina d, cujo resultado foi: 13,72 e a médica prescreveu para ele 5 gotas de DePura após o almoço e vittaforte uma vez ao dia por quatro meses, minha pergunta é; Isso é suficiente? não precisaria repor essa vitamina D mais concentrada? e depois fazer manutenção com DePura? Por favor pode me esclarecer? Obrigada pela atenção.

  8. Prezada Jandira, acredito que essa dose não seja suficiente para aumentar o seu nível sanguíneo de vitamina D, volte a dosar após 30 dias de medicação e retorne para sua médica.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s